Canal FOX Colhe o Resultado de Sua Ingerência
Ah, querido leitor, como foi bom ler a manchete na coluna de Daniel Castro, da Folha! Tivemos uma vitória (ainda que indireta) como consumidores que somos, porque o IBOPE revelou que o canal FOX perdeu 10% de seu alcance no mês de Julho, caindo duas posições no ranking da TV Paga. Isso, é claro, graças à infeliz decisão de dublar 100% de sua programação. Tudo foi feito da forma mais amadora possível: no início de Julho eles inadvertidamente começaram a exibir séries dubladas, o que causou uma revolta imediata dos fãs que ainda acompanhavam as temporadas de 24 e Nip/Tuck, por exemplo. Logo em seguida eles tentaram se explicar dizendo que tudo não se passava de um teste, mas a verdade logo chegou e pegou todos de surpresa. Espelhados por canais como Discovery e TNT, que exibem a programação dublada e obtêm bons resultados, a “Raposa” resolveu fazer o mesmo e sumariamente impôs, sem consultar os assinantes, que todo o áudio seria trocado para português. No release à imprensa eles até prometeram que a opção de ver com legendas seria apresentada, mas até hoje nada. Nesse ínterim, eles continuaram aprontando: porcamente lançaram o canal Sci-Fi (todo dublado, claro) e chegaram até a endossar a censura utilizando a dublagem.
Problemas à Vista
Felizmente as conseqüências da burrada planejada pelos executivos da FOX serão muito mais prejudiciais para eles a médio e longo prazo. Digo isso porque não podemos analisar a queda de 10% da audiência literalmente como uma parcela do público que se desligou do canal. É claro que esta é uma média tomada entre a rejeição dos fãs de séries legendadas (a maior parte) e daqueles que começaram a ver o canal depois da dublagem (a menor parte). E aí está o problema. Invariavelmente a FOX perderá também os anunciantes que não querem ter seu produto associado a algo que não é mais “cool” e que não atinge as classes de seu interesse. Em breve também o planejamento de Marketing terá que ser refeito (não é, Marcellão?) para tentarem vender a dublagem para outras empresas interessadas. Uma coisa é certa, grande parte dos “novos” telespectadores não são seguidores fiéis e verdadeiramente interessados em séries (os números estão aí). Muitos, aliás, não entendem conceitos básicos como o de “temporada” ou que os canais daqui apenas retransmitem o que sai lá fora. Hoje restou matematicamente constatado que aqueles que acompanharam os seis dias de Jack Bauer ou as aventuras de Scofield e Burrows não querem saber de ver seus ídolos falando português. Quem sabe agora, mexendo no bolso deles, seremos ouvidos e finalmente disponibilizarão as duas opções, conforme prometido e pararão de aprontar essa bagunça toda. Bom trabalho, pessoal!

Desde o bombástico 


Crianças com poderes especiais, experiências genéticas, uma companhia médica por trás dos acontecimentos bizarros e… Fafá de Belém? Pois é, definitivamente não se trata de uma série como Heroes, LOST ou The 4400. Ao que parece, esta é a trama da nova 

Ontem a HBO exibiu o ultimo episodio da serie mais premiada da historia e eu queria saber (sem revelar maiores detalhes aqui, afinal muita gente ainda nao viu): o que voces acharam da cena final de The Sopranos?

O episódio desta semana de Studio 60 On The Sunset Strip iniciou-se na festa do programa e depois continuou praticamente em tempo real, reinventando mais uma vez a estrutura narrativa da série. Ao invés de bastidores, desta vez vimos três singelas histórias paralelas sobre a comédia. Porém, ao invés de se render ao óbvio, o sempre brilhante e satírico roteiro de Aaron Sorkin foi incrivelmente sutil ao tratar, por exemplo, do injustificável conservadorismo do pai de Tom Jeter, que se recusou a dar o braço a torcer e reconhecer o talento e a fama de seu filho apenas porque ele trabalha com comédia. É triste constatar que até hoje realmente existem pessoas que enxergam esta distinta arte como algo proveniente da reles, dos tais “homens inferiores” da Arte Poética de Aristotéles. Em contrapartida, foi comovente ver Cal lidando com um debilitado velhinho que lutou contra o Alzheimer somente para retornar ao local onde viveu os melhores momentos de sua vida justamente escrevendo esquetes cômicas para o programa. A série também arriscou e o texto não se limitou a enaltecer o humor. A incursão de Matt e Simon em um bar de stand up comedy revelou um mal do gênero: as piadas racistas inadequadas e o problema da ausência de timing. A cada semana Studio 60 dá uma verdadeira lição sobre televisão, nunca caindo no lugar-comum. Já anseio pela próxima aula.
Paralelamente ao Emmy, o pessoal da 
E por falar em Emmy, o Sony está exibindo uma divertida chamada para a premiação que vai ao ar no dia 16 de Setembro no canal. Como no ano passado as séries que eles exibem conseguiram apenas uma estatueta em 46 indicações, este ano eles estão de volta na campanha “o campeão de indicações… perdidas”. Às vezes o humor peculiar do marketing do canal dá uma dentro. Pena que ainda temos que agüentar as noites “PI”, “Machos de Respeito” e “Mentes Perigosas” com aquela musiquinha horrorosa cantada pela Chiquinha…
Eu costumo receber e-mails de leitores dizendo que sou muito ríspido com America’s Next Top Model e eu não tiro a razão. Apesar do aspecto técnico, a edição e o formato serem interessantes, o conteúdo sempre consegue me irritar. Antes o problema fosse só a frivolidade (o objetivo é esse). Ao longo de toda a temporada, Tyra e sua equipe conseguem descer um nível a cada episódio. Nesse vimos uma sessão de fotos cujo pano de fundo é um dos “esportes” mais cruéis do mundo, a tourada. Acho completamente desnecessário a indústria da moda (que já tem muitos problemas com direito dos animais) endossar uma prática bárbara como essas. Mas é claro que o foco do episódio foi a inevitável separação das gêmeas Amanda e Michelle. O momento foi intenso? Não. Foi tudo muito insosso, assim como a participação delas durante competição. O que achei mais curioso é que ao pesquisar as imagens de Michelle para a resenha, vi uma entrevista onde ela dizia exatamente que sentia pena das outras garotas que queriam ganhar e saíram antes dela. Ou seja, além de já “queimar” a vaga de uma potencial Top Model por ser um clone de outra concorrente, ela mesmo admitiu que não sabia direito o que queria. Aliás, mesmo odiando a Melrose, começo a achar que ela deveria ser a vencedora porque é a única que realmente está ali pra jogar e se esforçar. Eu não assisti aos outros seis ciclos anteriores de ANTM, mas com base nesta temporada atual, o reality definitivamente não me empolgou. Saudades de American Idol…
Ele já fez tudo que podia para salvar os EUA diversas vezes nas seis temporadas de 24. Mas por causa das críticas nada favoráveis do último ano, “Jack Bauer” vem enfrentando diversos problemas da “vida real” para continuar a fazer o que sabe melhor: lidar com situações impossíveis em um curto espaço de tempo. Tudo que poderia dar errado para as gravações da sétima temporada da série já aconteceu: o canal rejeitou o primeiro roteiro, negaram uma viagem à África (onde aconteceria parte da trama), extinguiram a CTU e as filmagens, que deveriam ter começado há semanas, ainda estão atrasadas. O principal problema é o texto que ainda não está pronto. Como 24 é uma série onde todos os acontecimentos estão interligados no ínterim de apenas um dia, todas as situações precisam estar previamente estabelecidas e as gravações devem ocorrer de forma uníssona. O drama também é um dos poucos que são exibidos non-stop e, por isso, tudo já precisa estar encaminhado quando a FOX americana transmite a série (sempre no início de cada ano). A nova temporada de 24 estréia em Janeiro e ainda não tem data para chegar (dublada) no Brasil. Drop the gun!
Vou comecar hoje a disparar algumas enquetes via celular, de onde eu estiver, sobre alguns temas do momento para voces discutirem (perdoem a falta de acentos). A de hoje: Em qual serie voce gostaria de ver Kristen Bell, depois do fim de Veronica Mars? Heroes mesmo, LOST ou outra?


Agora sabemos porque Kristen Bell (de Veronica Mars) 
Recentemente o ator Jorge Garcia, que interpreta o personagem Hurley de LOST, começou a escrever um blog como uma forma de matar o tempo no Havaí, local onde a série é gravada. Em
A Variety trouxe essa semana uma boa notícia para os fãs de Medium! A talentosíssima atriz Angelica Huston entrará para o elenco da série na próxima temporada para um arco dramático que inicialmente durará seis episódios. Ela será Cynthia Keener, uma investigadora que trabalha numa empresa chamada “Ameritips” e fará diversos (e incomuns) negócios com Allison, a protagonista interpretada por Patricia Arquette. O criador da série Gleen Gordon disse que optou por Angelica porque queria uma atriz que se sustentasse bem em cena junto com Arquette: “é a virada criativa perfeita para começar a quarta temporada”, acrescentou. Medium volta em 20 de Janeiro na NBC americana e ainda não tem data para estrear no Sony.
