A realização da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016 no Brasil já movimenta – e muito – o mercado nacional e internacional. A agitação, no entanto, já apresenta problemas uma vez que na cidade do Rio de Janeiro não há mais imóveis para atender essa demanda. A afirmação é de Paula Lima Monteiro, advogada do setor de contratos do Demarest e Almeida Advogados.
“Está difícil achar imóvel, espaço no Rio de Janeiro. Lá está se tornando uma Manhattan”, afirmou a advogada, comparando a capital fluminense ao Condado de Nova Iorque, nos Estados Unidos.
O anúncio dos eventos esportivos no Brasil fez com que, de um ano pra cá, empresas interessadas em ganhar dividendos neste período se movimentassem em busca de associações, espaços, fusões e aquisições. Por isso, até a tradição de puxar o freio econômico nas empresas foi quebrado em 2010.
“A Copa e as Olimpíadas provocaram investimentos de multinacionais e tivemos um sensível aumento de demanda na área de contratos no ano de 2010. De setembro pra cá [dezembro], aliás, tivemos um aumento gradativo de movimentações, justamente numa época em que as empresas puxam o freio nas negociações”, aponta Paula Monteiro.
Prazo limite
“Todo mundo quer fechar contrato como se em 1º de janeiro de 2010 fosse acabar o mundo. Mas é uma movimentação interessante. Só para se ter uma ideia, temos atualmente quatro projetos de clientes grandes e distintos dentro do Rio de Janeiro”, revelou Claudio Mattos, do mesmo escritório. A banca, aliás, assessorou a Nike Store na inauguração de, até agora, 12 lojas no Brasil.
Também advogado do Demarest, Bruno Drago, responsável pelo grupo de Copa e Olimpíada do escritório, conta que só em projetos de infraestrutura no Rio são esperados investimentos na casa dos R$ 34 milhões.
“Esse valor envolve diferentes segmentos. Existem desde empresas vislumbrando fornecer equipamentos para a reforma de estádio até obras de transporte público”, finaliza.