Se greve do Metrô for abusiva, grevistas podem ser demitidos por justa causa
Os funcionários do metrô e da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) que entraram em greve nesta quarta-feira (23/5) por tempo indeterminado, podem ser demitidos por justa causa. Isso se o movimento grevista for considerado abusivo pela Justiça já que na noite da última terça-feira (22), as partes não chegaram a um acordo sobre a paralisação.
Por isso, desde às 12h desta quarta, Metrô e Sindicato dos Metroviários estão em uma nova a audiência de conciliação para decidir sobre os rumos da paralisação.
A Justiça do Trabalho chegou a determinar que o sindicato dos Metroviários mantivesse 100% da frota funcionando durante os horários de pico e 85% nos demais horários e proibiu a liberação das catracas, mas, segundo a assessoria de imprensa do TRT-SP, a medida só valeria se a greve tivesse ocorrido o ajuizamento do dissídio de greve, o que não ocorreu.
Se considerada abusiva, o sindicato terá que pagar multa de R$ 100 mil diários por descumprimento da decisão. Os horários de pico são das 5h até as 9h e das 17h às 20h.
“O direito de greve não se discute, mas se o Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo (TRT-SP) entender que não foi cumprida a sua determinação de que o serviço não fosse paralisado em horário de pico, isso pode resultar em demissões por justa causa”, explica o negociador sindical e professor de Direito do Trabalho, Antonio Carlos Aguiar.
Ainda não há uma definição se a greve desta quarta é abusiva ou não, e isso também será discutida na nova audiência de conciliação que acontece entre as partes na tarde desta quarta.
A greve prejudicou cerca de 4 milhões de usuários na cidade de São Paulo e foi a responsável pelo recorde histórico de congestionamento na capital.
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