STJ arquiva ação de R$ 2,5 bilhões da Sadia contra ex-diretor
Ele é acusado pela empresa alimentícia como sendo o único responsável pelo prejuízo de R$ 2,5 bilhões com derivativos, durante a crise financeira de 2008.
Em acordão que deve ser publicado nesta sexta-feira (29/6), cujo relator foi o ministro Ricardo Villas Bôas Cuevas, a Corte entendeu que, se as contas foram aprovadas pela empresa no curso no processo à época da transação, não há o que se discutir na Justiça.
“Esta Corte Superior mantém o entendimento de que, salvo se anulada, a aprovação das contas sem reservas pela assembleia geral exonera os administradores e diretores de quaisquer responsabilidades”, assinalou Cuevas em acórdão, cuja decisão foi apoiada, por unanimidade, pelos demais ministros presentes a sessão (Nancy Andrighi, Sidnei Beneti e Paulo de Tarso Sanseverino).
O processo chegou ao STJ em novembro de 2011, mas a discussão se arrasta na Justiça, em tribunais inferiores, desde 2008. No Tribunal de Justiça de São Paulo, em agosto de 2010, o caso decidido sem julgamento do mérito. O STJ, por sua vez, rejeitou o recurso especial da companhia contra a decisão essa mesma decisão proferida na corte paulista.
A companhia ainda pode recorrer dentro do próprio STJ, mas segundo uma fonte ligada à empresa ouvida pela reportagem, a possibilidade disso ocorrer –e com êxito—é considerada pequena.
O executivo ALF integrou por seis anos o quadro de funcionários da Sadia. As operações com derivativos cambiais levaram a Sadia a um prejuízo de R$ 2,484 bilhões ainda em 2008, o maior de sua história de 64 anos.
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Autor: Marina Diana Tags: Derivativos, Sadia