Recall de carros lidera ranking de chamados no Brasil
Um levantamento do governo divulgado em dezembro do ano passado revelou que, em 2011, foram realizadas campanhas de recall de 75 produtos, como alimentos, medicamentos e itens de informática. Em 2003, foram 33 campanhas de chamamento, menos da metade do ano passado. Mas, sem perder a tradição, lideram a lista as campanhas referentes a veículos, sendo 41 recalls de carros e 14 de motocicletas. Os números são do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC) do Ministério da Justiça.
Para medir essa diferença, o ano de 2011 teve 17 chamados de recall de outros produtos e três de alimentos. Nenhum na área de medicamentos, nem informática e brinquedos.
O número, apesar de parecer alto, ainda é bem diferente de outros países. Nos Estados Unidos, por exemplo, foram anunciadas cerca de 60 campanhas de chamamento só em dezembro.
“Esse é um indicativo bom. É um indicador de que a qualidade dos produtos brasileiros é mais elevada. A legislação que protege o consumidor ajuda um pouco nisso no Brasil porque ate o próprio recall é uma campanha que custa muito, alem de evitar problemas na Justiça. O Brasil está em termos de proteção do direito do Consumidor”, disse o advogado Rodrigo Giordano de Castro, especialista em Direito Civil e Direito do Consumidor, do escritório Peixoto e Cury, em entrevista concedida à rádio Câmara.
Só para se ter uma ideia, nos primeiros dias do ano, três fabricantes de carros anunciaram recall para consumidores no Brasil.
A Renault, com os proprietários dos modelos Sandero e Logan, com substituição da caixa de direção hidráulica; a Volkswagen, com aqueles que têm o veículo Spacefox (substituição dos cintos de segurança laterais do banco traseiro dos veículos); e a Chery do Brasil, que protocolou nesta terça-feira (7/2) junto ao DPDC campanha de chamamento para inspeção e reparação do kit de pedais (conjunto do mecanismo dos pedais) dos veículos Chery S-18.
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5 comentários | Comentar
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5 Erick 09/02/2012 11:45
Qualquer uma pode fazer RECALL menos a fiat.
Toda a linha Pálio/Siena de 2010 e 2011 está com problemas sérios que comprometem a segurança do condutor. O comando de seta não dura nem dois anos e pode causar um acidente em função do condutor não ter como indicar a direção para onde vai ou, derrepente, o alerta começar a piscar.
Alguém tem alguma orientação de como organizar outros proprietários para acionarmos a fiat?
4 Carlos 09/02/2012 11:23
Penso que isso pode piorar,digo isso pois trabalho em uma metalúrgica,uma usinagem e a poucos dias recebemos e-mail de um cliente,dizendo que é preciso baixarmos nossos preços cerca de 4 a 9%,pois as montadoras estão importando.O problema é que desde 2008 não reajustamos,sendo que todo final de ano há dicídio da categoria,sem contar energia elétrica,insumos e a matéria prima,que aumentará 12%.Com certeza não tenho como diminuir ainda mais meus preços,meu cliente terá de comprar de outros que,talvez,não suportem por muito tempo praticar os preços que eles querem.Enfim,lá na frente começo a vislumbrar Ford,Wolks,Mercedes,GM etc, importando todas as peças dos países asiáticos que além de exploar mão-de-obra infantil,não oferecem a mesma qualidade do Brasil,aí sim vamos ver acidentes acontecendo nas estradas!
3 roberto 09/02/2012 10:56
Acabei de tirar um celta 2012 e realmente a qualidade é pessima dos veiculos novos,parece que montaram o carro de qualquer jeito,é lamentavel custar tão caro e de qualidade tão baixa.
2 Claudio Rossetto 09/02/2012 8:41
Não adianta o país bater records de venda de carros novos., o recall também aumenta porque o controle de qualidade peca. Todos os dias mais e mais estão havendo recall de carros novos, eu acho isso perigoso porque numa dessas podem matar várias pessoas por falta de um controle maior de qualidade. Isso acontece devido a ânsia do brasileiro em querer um carro zero e novo.
1 Edmilson 09/02/2012 7:55
eeeeeeee brasil véio, as coisas sao boas por aki…