Juiz manda OAB exibir gastos com cartões corporativos
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem, a partir da próxima segunda-feira (30/1), cinco dias para se pronunciar sobre a discussão envolvendo gastos com cartão corporativo da entidade nos anos de 2010 e 2011. A ação corre na 6ª vara da Justiça Federal de Brasília, mas o juiz Bruno César Bandeira Apolinário da 3ª do mesmo tribunal, no cargo de substituto, se manifestou sobre o caso na tarde desta sexta (27/1).
Dentro desse prazo exigido pelo magistrado, a OAB pode tanto apresentar os documentos exigidos como contestar a decisão.
A queda-de-braço envolve duas figuras bem conhecidas, em especial, no Estado do Pará: o presidente afastado da seccional paraense da OAB, Jarbas Vasconcelos do Carmo, e o atual presidente da OAB Federal, Ophir Cavalcante Junior, natural do mesmo estado.
O primeiro ingressou com uma ação contra o segundo sob argumento que, quando presidente da OAB-PA no biênio 2004-2005, Cavalcante Junior permitiu que o cartão corporativo da entidade custeasse despesas como pagamentos de bebidas a compras em lojas fora do País, por exemplo.
Com base nessa premissa, Carmo também foi à Justiça na última semana para que o atual presidente da OAB federal apresente os gastos com os cartões corporativos da entidade nos anos de 2010 e 2011.
A Leis e Negócios, Jarbas Vasconcelos do Carmo — afastado da presidência da OAB-PA no ano passado, acusado da compra subfaturada de um terreno para a construção de uma nova sede no município de Altamira—disse que “o balanço das contas da OAB não tem auditoria independente” e que “se Ophir Cavalcante Junior gastou em viagens ao exterior muito com o cartão corporativo da seccional paraense, faria muito mais com o cartão da OAB federal”.
Já o atual presidente da OAB federal se defendeu à coluna, dizendo que “Jarbas Vasconcelos do Carmo quer criar um factóide”. “É uma vingança pessoal porque não o apoiei quando pediram o afastamento dele na OAB-PA”.
Em nota, a OAB federal garantiu “que as prestações de contas são transparentes e que todas as despesas têm comprovação e justificativa, inclusive as poucas realizadas por meio de cartão corporativo. Para Cavalcante, as declarações de Vasconcelos revelam irresponsabilidade e falta de compromisso com a OAB.”
Acompanhe:
Gastos com cartões corporativos são questionados na Justiça
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