“Judiciário é lento e isso salta aos olhos”, diz ministra do STF
“A quantidade de recursos que existe no Brasil não se tem em qualquer lugar do mundo. Recurso de decisão interlocutória é algo que tenho dificuldade de explicar aos meus colegas estrangeiros. Claro que o advogado, o bom profissional, tem que fazer uso dos recursos que estão à disposição na defesa do interesse do seu cliente. Por isso, precisa ter uma alteração das normas processuais, enxugando um pouco o número de processos”, afirmou a ministra.
Segundo ela, o Supremo tem cerca de 100 mil processos atualmente, mas “muitos deles têm teses repetidas”. Por isso, a ministra aposta nos filtros recursais, como a repercussão geral, para diminuir esse número.
Leia mais:
Ellen Gracie, nomeada por FHC, elogia escolhas do ex-presidente ao STF
Joaquim Barbosa volta ao STF e evita suspensão de julgamentos
Notas relacionadas:
3 comentários | Comentar
Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

3 Márcio 10/09/2010 8:44
Poisé, poisé, poisé……., Quantos anos ainda vamos conviver com essa ladainha…..
Não se envergonham os Supremos magistrados de não conseguirem mudar esse estado processual injusto pela lentidão, num mundo informatizado.
Estou beirando os 50 e ainda não vi essa tal de justiça funcionar, e pela pose dos magistrados passarei pela vida sem vê-lo.
Não são bem remunerados os senhores juízes?
2 Mário Vargas 08/09/2010 19:51
Precisamos “urgentemente” de uma reforma em nossos códigos, principalmente no penal e no CPP.
1 RODNEY 08/09/2010 19:28
será que juizes falham também em suas sentenças. ??????????
ou os deuses do olimpo. são perfeitos?????
e se o autor ou o réu forem prejudicados injustamente em uma sentença por falha do julgador.???
isso nunca aconteceu neste pais????????
Ailton 09/09/2010 10:48
Acho que a Ministra está coberta de razão, porém gostaria de saber se algo está sendo feito para solucionar o problema? E acrescento com uma dúvida : se diminuindo os recursos nao corremos o risco de condenarmos inocentes e absolvermos culpados?
Obrigado