Renegociação entre Casas Bahia e Ponto Frio foi a mais complexa de 2010

Os empresários Michael Klein (d), diretor executivo da Casas Bahia, e Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, em entrevista coletiva na sede do Grupo Pão de Açúcar (SP), em 2009: Foto: Keiny Andrade/AE
“Refazer um negócio é, em muitos casos, mais difícil do que fazer do zero. Eram duas operações grandes, algo bem complexo. O fato relevante do caso é inédito. Deu trabalho mesmo”, admite Bertoldi, que continua: “Agora tem uma série de atos a serem feitos por ambos os lados para preparar para a fusão em si”.
De acordo com os termos do documento de “cisão parcial”, as operações da Casas Bahia serão integradas à Globex (Ponto Frio) -que foi adquirida pelo Pão de Açúcar em 2009- e às lojas Extra-Eletro do empresário Abílio Diniz, formando a Nova Casas Bahia.
“O antigo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Casas Bahia continua existindo e constituirá uma nova empresa com certos ativos que serão colocados na operação do Ponto Frio”, explicou Bertoldi.
Com relação ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), o advogado salienta que desde o primeiro instante da união das empresas -e da mesa de negociações entre os empresários Michael Klein -a determinação do órgão antitruste foi respeitada.
“O contrato foi assinado em dezembro do ano passado. Aí o Cade foi avisado e ele baixou um ato normativo impedindo a união das empresas até a manifestação final delas. E as empresas observaram bem isso, tanto que as propagandas delas continuam em separado, por exemplo”, disse.
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9 comentários | Comentar
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9 marcos 28/06/2011 15:51
como q fica o setor de montagen sera que vão suporta tantas ( os) q a sauber estava fazendo um excelente trabalho eu só queria saber como irão ficar os montadores da sauber.
8 igor de deus rodrigues 20/07/2010 15:24
Pena que o pão de áçucara mais de 5 anos não é uma ampresa 100% nacional. Há cerca de 5 ano o Grupo supermecadista Cassino( Francês) Comprou 50% do grupo pão de áçuca e só apartir dai o grupo pão de áçucar passou a ter fôlego adquirindo sendas, ponto frio e agora incorporando a casas bahia.
7 RICARDO BRASILEIRO 20/07/2010 15:05
A concentração no varejo, como na indústria, bancos etc, é inevitável, ao que parece. Ao consumidor, restam duas alternativas: ou se render a esse movimento e amargar os efeitos disso ou então contra-atacar, se unindo a outros consumidores. Quem sabe cooperativas de consumo não poderiam negociar melhor preços/condições de pagamento etc. A partir das associações de empregados de grandes empresas e de governos penso que se poderia organizar melhor os interesses dos consumidores frente a esses oligopolios modernos.
6 Sebastião Marques 20/07/2010 14:43
Não acredito ver Sr Samuel Klein empregado do Abilio Diniz , compro nas Casas Bahia a mais de 30 anos agora vou para Carrefour,Walmart e outras.
5 Diana 20/07/2010 14:24
E mais uma vez lá vem Monopólio. Se o nosso País fosse mais sério e não cobrasse tantos Impostos tão altos, as Empresas não precisariam fazer fusões como esta acontecendo ultimamente ou umas coprando outras como esta acotecendo. Magazine Luiza comprando Lojas Maia/PB, Ricardo Eletro se juntando com Insinuante e assim vai. Assim quebra a maioria e daqui há pouco só vai existir um dono p/ tudo e vamos comprar mais caro pq não se tem concorrência. NINGUEM MERECE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sebastião Marques 20/07/2010 14:45
Daqui a pouco o Abilio Diniz vai comprar a estatua do Cristo no Rio de Janeiro.
4 vasconcelos 20/07/2010 13:59
Muito consciente este comentário, parabens. Devemos ter esta sensibilidade sempre no sentido do fortalecimento e preservação do capital brasileiro, do crescimentos economico com renda distribuida, das vagas de emprego para brasileiros, valorização do solo pátrio e qualidade de vida para todos.
3 Paulo Ilmar Kasmirski 20/07/2010 13:22
Com final feliz
Com tudo no mundo se agrupando cada dia mais, ate virar um só sistema associativo mundial
E a felicidade ha caminho do nosso destino em tudo que e nosso vira para nos todos
Tudo e uma questão de tempo como uma pescaria, vamos pescar enquanto isso chega
2 isabel matos 20/07/2010 13:18
gostaria de saber se ocartao casa bahia vai valer para fazer compras no ponto frio
1 Rubem 20/07/2010 9:41
La vem monopolio, manda quem pode , obedece quem precisa.
Carlos Augusto 20/07/2010 12:33
Rubem,
Entendo sua preocupação, entretanto hoje o mercado não é apenas nacional, é mundial. Atualmente o CADE não intercede e nem o fará em casos de aquisição de empresas nacionais se transformarem em potências ainda maiores, pois o benefício para o país no longo prazo será muito menor. Veja, o que vc prefere, uma empresa como o Grupo Pão de Açucar, genuinamente brasileira, se prevalecendo comprando outras empresas nacionais, se fortalecendo talvez como a quinquagésima potência varejista no mundo, ou continuar como empresas independentes, competindo entre si, se corroendo, aguardando por serem compradas por um Carrefour (capital francês) ou um Wal-Mart (capital americano) ?
É só olhar os casos recentes da Friboi, da Brasil Foods, da Petrobrás, da Vale, e do inacreditável caso da Ambev, que cresceu tanto ao ponto de ser uma potência mundial, e hoje o potencial brasileiro é cada vez mais respeitado lá fora. Eu como brasileiro, ciente de que o monopólio não irá existir, mas sim o oligopólio onde poucos mandam, gostaria muito que dentro deste oligopólio em todos os setores estivessem empresas nacionais, brasileiras, com a cultura do nosso povo.
Vejo decisões acertadas em todos os sentidos, e que o Grupo Pão de Açucar, ou novas Casas Bahia, possam com sua volúpia, adquirir empresas argentinas, chilenas, peruanas, e se fortalecer cada vez mais no Cone Sul e no mundo. Que os bancos brasileiros, passem ã ser multinacionais, cada vez mais, que “ataquem” os países sul americanos, e se engrandeçam cada vez mais no cenário internacional. É isso que eu espero do nosso país, para que sejamos cada vez mais respeitados como profissionais e como um país que respeita a cidadania, e a soberania nacional.