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terça-feira, 20 de julho de 2010 Concorrência, Fusões e Aquisições | 05:30

Renegociação entre Casas Bahia e Ponto Frio foi a mais complexa de 2010

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Os empresários Michael Klein (d), diretor executivo da Casas Bahia, e Abílio Diniz, presidente do conselho de administração do Pão de Açúcar, em entrevista coletiva na sede do Grupo Pão de Açúcar (SP), em 2009: Foto: Keiny Andrade/AE

A renegociação envolvendo o Grupo Pão de Açúcar, representando o Ponto Frio, e a Casas Bahia, ocorrida no início deste mês, foi considerada a mais intrincada do ano para um dos escritórios que assessorou as empresas, o Pinheiro Neto Advogados. Segundo Alexandre Bertoldi, sócio da banca, a negociação original, “em si, era simples, mas se tornou algo complexo”.

“Refazer um negócio é, em muitos casos, mais difícil do que fazer do zero. Eram duas operações grandes, algo bem complexo. O fato relevante do caso é inédito. Deu trabalho mesmo”, admite Bertoldi, que continua: “Agora tem uma série de atos a serem feitos por ambos os lados para preparar para a fusão em si”.

De acordo com os termos do documento de “cisão parcial”, as operações da Casas Bahia serão integradas à Globex (Ponto Frio) -que foi adquirida pelo Pão de Açúcar em 2009- e às lojas Extra-Eletro do empresário Abílio Diniz, formando a Nova Casas Bahia.

“O antigo Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da Casas Bahia continua existindo e constituirá uma nova empresa com certos ativos que serão colocados na operação do Ponto Frio”, explicou Bertoldi.

Com relação ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade), o advogado salienta que desde o primeiro instante da união das empresas -e da mesa de negociações entre os empresários Michael Klein -a determinação do órgão antitruste foi respeitada.

“O contrato foi assinado em dezembro do ano passado. Aí o Cade foi avisado e ele baixou um ato normativo impedindo a união das empresas até a manifestação final delas. E as empresas observaram bem isso, tanto que as propagandas delas continuam em separado, por exemplo”, disse.

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Autor: Marina Diana Tags: , , , ,

9 comentários | Comentar

  1. 9 marcos 28/06/2011 15:51

    como q fica o setor de montagen sera que vão suporta tantas ( os) q a sauber estava fazendo um excelente trabalho eu só queria saber como irão ficar os montadores da sauber.

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  2. 8 igor de deus rodrigues 20/07/2010 15:24

    Pena que o pão de áçucara mais de 5 anos não é uma ampresa 100% nacional. Há cerca de 5 ano o Grupo supermecadista Cassino( Francês) Comprou 50% do grupo pão de áçuca e só apartir dai o grupo pão de áçucar passou a ter fôlego adquirindo sendas, ponto frio e agora incorporando a casas bahia.

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  3. 7 RICARDO BRASILEIRO 20/07/2010 15:05

    A concentração no varejo, como na indústria, bancos etc, é inevitável, ao que parece. Ao consumidor, restam duas alternativas: ou se render a esse movimento e amargar os efeitos disso ou então contra-atacar, se unindo a outros consumidores. Quem sabe cooperativas de consumo não poderiam negociar melhor preços/condições de pagamento etc. A partir das associações de empregados de grandes empresas e de governos penso que se poderia organizar melhor os interesses dos consumidores frente a esses oligopolios modernos.

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  4. 6 Sebastião Marques 20/07/2010 14:43

    Não acredito ver Sr Samuel Klein empregado do Abilio Diniz , compro nas Casas Bahia a mais de 30 anos agora vou para Carrefour,Walmart e outras.

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  5. 5 Diana 20/07/2010 14:24

    E mais uma vez lá vem Monopólio. Se o nosso País fosse mais sério e não cobrasse tantos Impostos tão altos, as Empresas não precisariam fazer fusões como esta acontecendo ultimamente ou umas coprando outras como esta acotecendo. Magazine Luiza comprando Lojas Maia/PB, Ricardo Eletro se juntando com Insinuante e assim vai. Assim quebra a maioria e daqui há pouco só vai existir um dono p/ tudo e vamos comprar mais caro pq não se tem concorrência. NINGUEM MERECE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    • Sebastião Marques 20/07/2010 14:45

      Daqui a pouco o Abilio Diniz vai comprar a estatua do Cristo no Rio de Janeiro.

  6. 4 vasconcelos 20/07/2010 13:59

    Muito consciente este comentário, parabens. Devemos ter esta sensibilidade sempre no sentido do fortalecimento e preservação do capital brasileiro, do crescimentos economico com renda distribuida, das vagas de emprego para brasileiros, valorização do solo pátrio e qualidade de vida para todos.

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  7. 3 Paulo Ilmar Kasmirski 20/07/2010 13:22

    Com final feliz

    Com tudo no mundo se agrupando cada dia mais, ate virar um só sistema associativo mundial

    E a felicidade ha caminho do nosso destino em tudo que e nosso vira para nos todos

    Tudo e uma questão de tempo como uma pescaria, vamos pescar enquanto isso chega

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  8. 2 isabel matos 20/07/2010 13:18

    gostaria de saber se ocartao casa bahia vai valer para fazer compras no ponto frio

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  9. 1 Rubem 20/07/2010 9:41

    La vem monopolio, manda quem pode , obedece quem precisa.

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    • Carlos Augusto 20/07/2010 12:33

      Rubem,

      Entendo sua preocupação, entretanto hoje o mercado não é apenas nacional, é mundial. Atualmente o CADE não intercede e nem o fará em casos de aquisição de empresas nacionais se transformarem em potências ainda maiores, pois o benefício para o país no longo prazo será muito menor. Veja, o que vc prefere, uma empresa como o Grupo Pão de Açucar, genuinamente brasileira, se prevalecendo comprando outras empresas nacionais, se fortalecendo talvez como a quinquagésima potência varejista no mundo, ou continuar como empresas independentes, competindo entre si, se corroendo, aguardando por serem compradas por um Carrefour (capital francês) ou um Wal-Mart (capital americano) ?
      É só olhar os casos recentes da Friboi, da Brasil Foods, da Petrobrás, da Vale, e do inacreditável caso da Ambev, que cresceu tanto ao ponto de ser uma potência mundial, e hoje o potencial brasileiro é cada vez mais respeitado lá fora. Eu como brasileiro, ciente de que o monopólio não irá existir, mas sim o oligopólio onde poucos mandam, gostaria muito que dentro deste oligopólio em todos os setores estivessem empresas nacionais, brasileiras, com a cultura do nosso povo.
      Vejo decisões acertadas em todos os sentidos, e que o Grupo Pão de Açucar, ou novas Casas Bahia, possam com sua volúpia, adquirir empresas argentinas, chilenas, peruanas, e se fortalecer cada vez mais no Cone Sul e no mundo. Que os bancos brasileiros, passem ã ser multinacionais, cada vez mais, que “ataquem” os países sul americanos, e se engrandeçam cada vez mais no cenário internacional. É isso que eu espero do nosso país, para que sejamos cada vez mais respeitados como profissionais e como um país que respeita a cidadania, e a soberania nacional.

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