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	<title>José Paulo Kupfer &#187; Além das contas</title>
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	<description>Crônicas da economia brasileira</description>
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		<title>A voz da dignidade latino-americana</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 15:20:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo Kupfer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além das contas]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos que frequentam este blog sabem que aqui o assunto é economia e suas dimensões &#8211; inclusive políticas.  Embora eu, obviamente, tenha opinião sobre  quase tudo (em certos casos, até mais de uma&#8230;), considero que essas manifestações devem ficar no âmbito privado. Por isso, neste espaço, que é público, são raros os post que escapam ao seu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Todos que frequentam este blog sabem que aqui o assunto é economia e suas dimensões &#8211; inclusive políticas.  Embora eu, obviamente, tenha opinião sobre  quase tudo (em certos casos, até mais de uma&#8230;), considero que essas manifestações devem ficar no âmbito privado. Por isso, neste espaço, que é público, são raros os post que escapam ao seu declarado tema.</p>
<p>Dito isto, gostaria de compartilhar com o leitores a emoção da perda da cantora e compositora argentina Mercedes Sosa (1935-2009). Quando soube há alguns dias, que a grande artista, de 74 anos,  estava internada em estado grave, voltei a ouvi-la, nos clássicos da canção latino-americana que ela eternizou.</p>
<p>Ouvindo-a cantar é natural compreender a razão do impacto transformador de sua arte:  Mercedes Sosa é a voz da dignidade latino-americana.</p>
<p>Aqui, numa versão de &#8220;Gracias a la vida&#8221;, inspiradíssima canção de amor da chilena Violeta Parra, que, na voz poderosa de Mercedes, entrou para a trilha sonora dos tempos de rebeldia dos anos 68, uma entre as muitas provas disso.</p>
<p> <a href="http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I">http://www.youtube.com/watch?v=WyOJ-A5iv5I</a></p>
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		<title>Um gol para a história</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2009 22:59:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo Kupfer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além das contas]]></category>
		<category><![CDATA[Corinthians]]></category>
		<category><![CDATA[futebol]]></category>
		<category><![CDATA[Ronaldo]]></category>
		<category><![CDATA[Santos]]></category>

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		<description><![CDATA[Vocês vão me desculpar, o espaço aqui não é de futebol, não gosto de dar palpite em tudo, não torço pelo Corinthians, mas o segundo gol do Ronaldo Nazário, o terceiro de seu time, na vitória de hoje sobre o Santos, na Vila Belmiro, por 3 a 1, é dessas coisas impossíveis de deixar passar sem um registro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vocês vão me desculpar, o espaço aqui não é de futebol, não gosto de dar palpite em tudo, não torço pelo Corinthians, mas o segundo gol do Ronaldo Nazário, o terceiro de seu time, na vitória de hoje sobre o Santos, na Vila Belmiro, por 3 a 1, é dessas coisas impossíveis de deixar passar sem um registro. Foi um gol, sem dúvida,  para a história do futebol.  </p>
<p>Começa com a colocação em campo, a um milímetro da zona de impedimento, mas dentro da área legal de jogo, que não é para qualquer um e denuncia quem sabe o que faz nas quatro linhas. Continua com um corte seco, cirúrgico, no espaço de centímetros, limpando a jogada para o chuite, revelação de domínio de bola como o de poucos. E acaba com uma bola colocada por cobertura, com o pé esquerdo, ele que é destro, com visão de jogo, técnica e alta categoria.</p>
<p>Coisa linda, que fica ainda mais linda quando se insere na história de superação do rapaz pobre do subúrbio carioca, atrapalhado na vida pela fama e pelo dinheiro.</p>
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		<title>Marketing sem ideologia</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Jan 2009 17:26:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>José Paulo Kupfer</dc:creator>
				<category><![CDATA[Além das contas]]></category>

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		<description><![CDATA[Deu no New York Times: a apresentação dos supersrtars da música erudita Itzhak Perlman e Yo-Yo Ma, na cerimônia de posse de Barack Obama, foi um playback. Os dois astros, que formaram um quarteto com a pianista Gabriela Montero e o clarinetista Anthony McGill, encenaram a execução do que haviam gravado dois dias antes.
A explicação dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Deu no New York Times: a apresentação dos supersrtars da música erudita Itzhak Perlman e Yo-Yo Ma, na cerimônia de posse de Barack Obama, foi um playback. Os dois astros, que formaram um quarteto com a pianista Gabriela Montero e o clarinetista Anthony McGill, encenaram a execução do que haviam gravado dois dias antes.</p>
<p>A explicação dos organizadores do evento é que eles não quiseram arriscar, diante do frio e do vento previsto para o dia da posse. As condições do tempo, segundo os organizadores, poderiam danificar os instrumentos.</p>
<p>Beleza. O problema é que ninguém avisou que a apresentação seria uma encenação. Os organizasdores alegam que o pool de TV que transmitiu a posse foi avisado da possilidade. Mas não houve comunicação da realidade. Além da gravação, os instrumentos com os quais os artistas encenaram a apresentação também não eram os que eles utilizam nos concertos ao vivo.</p>
<p>Assim, como tantos artistas que, cada vez mais, preferem o certo de um playback ao incerto de um show verdadeiro, os astros da música clássica se juntaram à menina chinesa que &#8220;cantou&#8221; na cerimônia dos Jogos Olímpicos de Pequim, no ano passado, com a voz de outra.</p>
<p>A moral da história é que, na hora de fazer marketing, capitalismo e comunismo &#8220;flexibilizam&#8221; igualmente a ética.</p>
<p>Ah, a banda dos fuzileiros navais e o coro de crianças, que também se apresentaram na posse de Obama, dispensaram playback.</p>
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