Foi dada a partida
As primeiras reações nos Estados Unidos à proposta de reforma financeira lançada hoje pelo presidente Barack Obama foram as que se pode esperar nesses casos: quem não gosta de mercados regulados detestou, quem acha necessário regular mercados gostou. Todos, porém, concordam que o plano apresentado é um rascunho.
A reforma, de fato, prevê a formação de várias comissões, encarregadas de desenvolver os diversos aspectos das múltiplas frentes que a proposta de reforma procura abarcar. Essas comissões deverão apresentar suas conclusões na entrada do último trimestre deste ano. Os detalhes do plano, portanto, ainda estão por ser modelados. Mas, isso, para muitos, é positivo: vai permitir um debate mais amplo e aprofundado das regras propostas.
Paul Krugman, o Prêmio Nobel e colunista do The New York Times, que aprovou a idéia geral, destacou o ponto em que a reforma promete mecanismos para estender ao sistema financeiro como um todo as regras de supervisão típicas dos bancos comerciais, sobretudo no que se refere ao nível de alavancagem das instituições.
Poucos, no entanto, se aventuraram a decretar, neste primeiríssimo momento, o sucesso ou o fracasso da reforma. A dificuldade de encontrar meios para supervisionar com eficiência o hoje amplíssimo espectro do mundo financeiro, mas sem engessá-lo, faz acreditar que vai demorar até que o novo modelo esteja funcionando na plenitude. De todo modo, foi dada a partida.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Já era tempo de se propor algo relacionado com os descontroles da economia aberta e livre de mercado. Na verdade, o mundo todo presenciou a enorme e descomunal tramaia efetivada em nome daquela liberdade. Será que existe alguem que ainda acredita que tudo deve ficar como dantes no quartel de Abrantes?
Imprimiram dinheiro e maquiaram o problema.
O mundo ia chiar: A reunião dos BRICs, cesta de moedas proposta pela China, etc.
Aí o Obama diz:
“Vamos dar um jeito nisso. Vamos regular, o FED vai ter superpoderes de fiscalização, não faremos mais isso, vamos nos articular com outros países. Vou mandar uma lei para o congresso.”
Em oito anos não se votará a lei e, se for votada, será com várias mudanças.
Os países não se articularão para propor uma alternativa e os EUA resolveram seu problema com uma impressora de fazer dinheiro eletrônico.
E tudo continuará como Dantes no quartel de Abrantes.
E a turma da bufunfa preocupada com o quanto a poupança paga de juros no Brasil.
Sempre fui otimista. Ao menos está-se expondo o problema, o que é meio caminho andado para resolvê-lo. O pior é mesmo quando se diz que não há problema.
As diferenças na América do Norte já foram resolvidas há muito . Lá não existe sem casas invadindo prédios públicos e privados, lá não existe sem terras invadindo fazendas particulares , e lá não existe um turbilhão de pobres e mendigos que a cada legislatura continuam mais pobres que seus primos latino americanos. Lá a crise é do bilhão , aqui no Brasil a crise é dos centavos. Aqui continua a mesma coisa , Lula viajando e comandando o Brasil do exterior . “Deixa o Homem Viajar” é o novo refrão usado pelos partidos de oposição . E pra finalizar . Um país que tem um pib de 11 A 12 TRILHÕES de dólares – os EUA , não pode dizer que tem crise . Crise tem o Brasil , com um PIB de menos de 1 Trilhão de dólares . Maquiando a contabilidade , utilizando gasto de saneamento como investimento e outros truques , o Brasil consegue um PIB de 1 trilhão de dólares . Obama tem uma maquininha muito poderosa em suas mãos . Uma máquina xerox secreta para fabricar dólares . Essa máquina é usada indiscriminadamente, pois o mundo ainda não conseguiu viver sem os dólares americanos. Os BRICS se reuniram para acabar com a utilização de dólares em suas transações domesticas . Não deu certo . O Euro ainda não se tornou confiável internacionalmente. E o MercoSul tem um comércio de 3% entre Brasil e Argentina sem o uso do dólar. Então , é só fabricar dólares , o mundo se incumbe do resto.
Estados Unidos vai fingir supervisionar o mercado financeiro para evitar que ele seja supervisionado por órgãos internacionais, o que iria acabar com a lambança financeira. Devemos lembrar que EUA são a pátria do cinema e da arte cênica, e que tudo isso é fingimento para favorecer a eles mesmos. Nós continuaremos sendo sempre o último vagão, e eles a locomotiva.
O que fica claro é que as instituições multilaterais e os vários grupos de países (G20, G14, G8, Brics etc.), não avançaram em quase nada para a reformulação e regulação do sistema financeiro internacional. Os EUA estão procurando resolver o problema deles, da forma deles. Por mais que haja multilateralismo, com novos atores, parece não haver nenhum que possa influir decisivamente na forma como os EUA vão adotar suas medidas. Qual dos novos atores na economia mundial aceitaria interferências em seus sistemas? Por que os EUA seriam os únicos a aceitar? A coisa está mais ou menos assim: muita missa para Obama e muita vela para a China. Ou seja, todo mundo necessita da volta do poder de consumo dos EUA e da China. Só os mercados internos podem não ser suficientes para sustentar o crescimento observado até setembro de 2008. Principalmente nos principais emergentes.
Como pode ser analisada a reunião dos Brics? Como podem países que não apresentam nenhuma, ou quase nenhuma, coordenação efetiva, gerar algo novo e revolucionário no cenário mundial? Parece memso que vai ser na base de cada um por si.
Alguns economistas mais à esquerda apostam sim na insuficiência dessas medidas regulatórias. Segundo eles, esta crise finalmente decretou a morte da supply side economics.
Tal teoria aponta, em resumo, que estímulos no lado da oferta, por intermédio de cortes no imposto de renda dos mais ricos e ganhos de capital, levariam a uma maior produção de bens e serviços, o que permitiria o bem-estar geral da população.
Implantada no governo Reagan, esta política, ao invés de estimular a oferta, estimulou, na verdade, a demanda por ativos (terra, imóveis, ações), acarretando uma inflação de ativos nunca antes observada. Enquanto isso, a taxa de poupança americana continuamente declinava.
Infelizmente, parece que dificilmente o governo americano retomará a tributação adequada sobre a parcela mais rica da população. Provavelmente insistirá nesta reforma (o que já será excelente se conseguir acabar com os paraísos fiscais) e em mais protecionismo, disfarçado nas mais variadas formas.
“Só os mercados internos podem não ser suficientes para sustentar o crescimento observado até setembro de 2008.”
O Brasil tem condições, sim. O comércio exterior do Brasil não chega nem a 10% do PIB, não é? Basta abaixar mais um pouco a SELIC e dar condições de investimento aos pequenos (créditos diferenciados às microempresas) para criarmos um mercado interno de fazer inveja a todas as nações.
É cedo para dizer algo, pois os detalhes não foram esclarecidos.
Parece-me que pelo apresentado, o FED ficaria com a responsabilidade de fiscalizar todo o sistema.
Seria uma mudança, nem tanto de maior ou menor grau de intervenção, mas de cultura, já que até agora o papel primordial do FED é cuidar da política monetária.
O que é melhor um FED focado em politica monetária e uma secretária especializada em controle ou um FED mais abrangente aonde a propria instituição já mandaria por si só???
Resposta: não sei. Acho que a discussão é muito mais política do que prática.
abs
Os detalhes ainda não são conhecidos por nós.
Pelo apresentado o FED ficaria responsavel pela fiscalização de todo o sistema, o que implica em uma mudança cultural, já que até agora o FED tem como foco a politica monetária.
O que é melhor um FED focado em pm e uma secretaria especial para supervisionar o sistema, ou um FED mais abrangente aonde a propria instituição já falaria por si só.
Resposta: não sei…talvez seja uma discussão mais politica do que tecnica.
abs
A regulação dos mercados, a formação de uma moeda de valor internacional, para começar a substituir o dólar (pois é isso que vai acontecer com o tempo) tem a cara da solução de Keynes.
O capitalismo é regulamentado por natureza, não só regulamentado como, se a coisa for séria, as regras também valem para todos. No Brasil temos diversas regulamentações que são substituidas por regulamentações ainda mais complexassempre que alguém é pego burlando essas regras que não são fiscalizadas. É mais um “cão correndo atrás do rabo.”
Só o mercado interno pode não ser suficiente. Não há certeza de sustentabilidade de ganhos reais de salários (o mínimo inclusive) indefinitivamente. Nem a certeza de que tais ganhos iriam para consumo. Ou que a produção acompanharia o crescimento da demanda, caso esta venha mesmo a ocorrer. No caso de bens duráveis, já há certas faltas de produtos com o aumento da demanda estimulado pela renúncia fiscal. O mercado externo ainda é fundamental, mesmo com a corrente de comércio sendo ainda aquém da potencial. É por isso que o Governo atua para diversificar a aputa de bens exportáveis e aumentar a diversificação de mercados externos.
Swamoro
Alguém já testou isso aí que voce está dizendo? Ou voce se baseia apenas nas equações do quadro-negro? Tem-se condições de se investir, tem-se dinheiro, tem-se tudo. Só falta vergonha na cara dos investidores brasileiros de direcionar seus recursos para o mercado interno. E essa falta de vergonha já vem de longas datas. É que eles não querem mesmo que a população brasileira se desenvolva, se eduque. Querem que ela continue mesmo é nas “senzalas”; fica mais fácil para eles caçarem-na.
A demanda interna por bens como alimentos e roupas, antes da eclosão da crise, foi mantida pelos repasses de renda, pelo aumento real do salário mínimo e ganhos reais de algumas categorias de funcionários e trabalhadores. O aumento dos prazos de financiamentos favoreceram a demanda por bens de consumo duráveis. Com a crise, o que motiva o consumo por bens de consumo duráveis são as renúncias fiscais. Não havendo certeza de que tais renúncias fiscais e que os estímulos à renda serão destinados ao consumo, os investimentos em expansão de plantas tendem a aguardar.
oi tu do bem voce e de sp eu so de baurugostaria deser sua amigabjjbjjjjjjjjjj
oi gostaria sre sua amiga vc bj ateboa noite
oi tu do bem vc eu so fui
A dívida que nos governa
políticas definidas para o Brasil são, há
décadas, marcadas pelo que determina sua dívida pública. Ela é o argumento para que orçamentos sejam cortados, áreas sociais sejam penalizadas e legislações sejam mudadas.
Ao longo dos anos, ela passou por uma significativa mudança de perfil. Aos compromissos junto a bancos privados internacionais e instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), juntou-se uma explosiva dívida “interna”, formada por títulos governamentais negociados semanalmente pelo Tesouro Nacional. Porém, essa mudança não alterou a principal característica do endividamento: o saque dos recursos públicos por especuladores nacionais e estrangeiros, que também podem livremente aplicar em títulos da dívida “interna”. Entre 1995 e 2009, a dívida interna cresceu 25 vezes, tendo subido de R$62 mil milhões para R$1,6 MILHÃO DE MILHÕES, enquanto a dívida externa aumentou 80%, de US$ 148 mil milhões para US$267 mil milhões. A soma destas duas dívidas (valor da soma em R$) representa nada menos que 80% do PIB brasileiro (tudo que o país produz em um ano), e sobre a maior parte delas incidem taxas de juros altíssimas, muito maiores que as pagas pelos países ricos.
Com as taxas de juros mais altas do mundo, o Brasil destina anualmente cerca de 30% do orçamento federal para o pagamento dos juros, encargos e amortizações desses compromissos. Caso consideremos também a chamada “rolagem”, ou seja, o pagamento de amortizações por meio da emissão de novos títulos, o percentual do orçamento comprometido com a dívida sobe para 50%. Isso implicou o comprometimento de cerca de R$282 mil milhões em 2008 (mesmo sem computar a “rolagem”), destinados aos detentores dos papéis. É um dinheiro que não entra na esfera produtiva, não movimenta a economia, não gera riqueza ou desenvolvimento. Destina-se principalmente ao setor financeiro privado e grandes especuladores privilegiados, no Brasil e no exterior.
Os compromissos da dívida têm total prioridade sobre quaisquer outros. Enquanto a dívida leva metade do orçamento federal, a saúde, por exemplo, fica com menos de 5%, a educação com menos de 3% e a reforma agrária com menos de 0,3%. Assim, são constantes os cortes em serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e transportes, entre outros, para garantir as metas de superávit primário, destinadas à garantia do pagamento dos títulos públicos. Estes são sempre intocáveis, mesmo em época de crise e queda na arrecadação, quando o governo suspende concursos públicos, ameaça não pagar sequer os reajustes já acordados com o funcionalismo público, e reduz fortemente as transferências a estados e municípios.
Em uma situação de crise aguda, quando o Estado mais precisa investir em garantias de emprego e rendimento para a população, manter tal política de juros e a prioridade aos especuladores representa algo nefasto para o país e para o povo brasileiro.
Esta conjuntura traz o perigo de uma nova crise da dívida nos países do Sul, sendo que instituições como a UNCTAD e o Relator Especial das Nações Unidas sobre Dívida e Direitos Humanos estão reivindicando a possibilidade de suspensão do pagamento de dívidas para não prejudicar as obrigações dos estados para com os povos e o meio ambiente. Por esta razão, é fundamental que se investigue o endividamento por meio de auditorias, que possam demonstrar a ilegitimidade e a ilegalidade destas dívidas, como ocorrido no Equador. Este país mostrou que é possível realizar uma ampla e profunda auditoria, com participação social, que sustente decisões soberanas, como a decisão unilateral de anulação de grande parte da dívida com os bancos privados internacionais, processo este elogiado publicamente pelo representante da ONU.
décadas, marcadas pelo que determina sua dívida pública. Ela é o argumento para que orçamentos sejam cortados, áreas sociais sejam penalizadas e legislações sejam mudadas.
Ao longo dos anos, ela passou por uma significativa mudança de perfil. Aos compromissos junto a bancos privados internacionais e instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), juntou-se uma explosiva dívida “interna”, formada por títulos governamentais negociados semanalmente pelo Tesouro Nacional. Porém, essa mudança não alterou a principal característica do endividamento: o saque dos recursos públicos por especuladores nacionais e estrangeiros, que também podem livremente aplicar em títulos da dívida “interna”. Entre 1995 e 2009, a dívida interna cresceu 25 vezes, tendo subido de R$62 mil milhões para R$1,6 MILHÃO DE MILHÕES, enquanto a dívida externa aumentou 80%, de US$ 148 mil milhões para US$267 mil milhões. A soma destas duas dívidas (valor da soma em R$) representa nada menos que 80% do PIB brasileiro (tudo que o país produz em um ano), e sobre a maior parte delas incidem taxas de juros altíssimas, muito maiores que as pagas pelos países ricos.
Com as taxas de juros mais altas do mundo, o Brasil destina anualmente cerca de 30% do orçamento federal para o pagamento dos juros, encargos e amortizações desses compromissos. Caso consideremos também a chamada “rolagem”, ou seja, o pagamento de amortizações por meio da emissão de novos títulos, o percentual do orçamento comprometido com a dívida sobe para 50%. Isso implicou o comprometimento de cerca de R$282 mil milhões em 2008 (mesmo sem computar a “rolagem”), destinados aos detentores dos papéis. É um dinheiro que não entra na esfera produtiva, não movimenta a economia, não gera riqueza ou desenvolvimento. Destina-se principalmente ao setor financeiro privado e grandes especuladores privilegiados, no Brasil e no exterior.
Os compromissos da dívida têm total prioridade sobre quaisquer outros. Enquanto a dívida leva metade do orçamento federal, a saúde, por exemplo, fica com menos de 5%, a educação com menos de 3% e a reforma agrária com menos de 0,3%. Assim, são constantes os cortes em serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e transportes, entre outros, para garantir as metas de superávit primário, destinadas à garantia do pagamento dos títulos públicos. Estes são sempre intocáveis, mesmo em época de crise e queda na arrecadação, quando o governo suspende concursos públicos, ameaça não pagar sequer os reajustes já acordados com o funcionalismo público, e reduz fortemente as transferências a estados e municípios.
A dívida que nos governa
por Jubileu Sul/Brasil
As políticas definidas para o Brasil são, há décadas, marcadas pelo que determina sua dívida pública. Ela é o argumento para que orçamentos sejam cortados, áreas sociais sejam penalizadas e legislações sejam mudadas.
Ao longo dos anos, ela passou por uma significativa mudança de perfil. Aos compromissos junto a bancos privados internacionais e instituições multilaterais, como o Fundo Monetário Internacional (FMI), juntou-se uma explosiva dívida “interna”, formada por títulos governamentais negociados semanalmente pelo Tesouro Nacional. Porém, essa mudança não alterou a principal característica do endividamento: o saque dos recursos públicos por especuladores nacionais e estrangeiros, que também podem livremente aplicar em títulos da dívida “interna”. Entre 1995 e 2009, a dívida interna cresceu 25 vezes, tendo subido de R$62 mil milhões para R$1,6 MILHÃO DE MILHÕES, enquanto a dívida externa aumentou 80%, de US$ 148 mil milhões para US$267 mil milhões. A soma destas duas dívidas (valor da soma em R$) representa nada menos que 80% do PIB brasileiro (tudo que o país produz em um ano), e sobre a maior parte delas incidem taxas de juros altíssimas, muito maiores que as pagas pelos países ricos.
Com as taxas de juros mais altas do mundo, o Brasil destina anualmente cerca de 30% do orçamento federal para o pagamento dos juros, encargos e amortizações desses compromissos. Caso consideremos também a chamada “rolagem”, ou seja, o pagamento de amortizações por meio da emissão de novos títulos, o percentual do orçamento comprometido com a dívida sobe para 50%. Isso implicou o comprometimento de cerca de R$282 mil milhões em 2008 (mesmo sem computar a “rolagem”), destinados aos detentores dos papéis. É um dinheiro que não entra na esfera produtiva, não movimenta a economia, não gera riqueza ou desenvolvimento. Destina-se principalmente ao setor financeiro privado e grandes especuladores privilegiados, no Brasil e no exterior.
Os compromissos da dívida têm total prioridade sobre quaisquer outros. Enquanto a dívida leva metade do orçamento federal, a saúde, por exemplo, fica com menos de 5%, a educação com menos de 3% e a reforma agrária com menos de 0,3%. Assim, são constantes os cortes em serviços essenciais, como saúde, educação, segurança e transportes, entre outros, para garantir as metas de superávit primário, destinadas à garantia do pagamento dos títulos públicos. Estes são sempre intocáveis, mesmo em época de crise e queda na arrecadação, quando o governo suspende concursos públicos, ameaça não pagar sequer os reajustes já acordados com o funcionalismo público, e reduz fortemente as transferências a estados e municípios.
Em uma situação de crise aguda, quando o Estado mais precisa investir em garantias de emprego e rendimento para a população, manter tal política de juros e a prioridade aos especuladores representa algo nefasto para o país e para o povo brasileiro.
Esta conjuntura traz o perigo de uma nova crise da dívida nos países do Sul, sendo que instituições como a UNCTAD e o Relator Especial das Nações Unidas sobre Dívida e Direitos Humanos estão reivindicando a possibilidade de suspensão do pagamento de dívidas para não prejudicar as obrigações dos estados para com os povos e o meio ambiente. Por esta razão, é fundamental que se investigue o endividamento por meio de auditorias, que possam demonstrar a ilegitimidade e a ilegalidade destas dívidas, como ocorrido no Equador. Este país mostrou que é possível realizar uma ampla e profunda auditoria, com participação social, que sustente decisões soberanas, como a decisão unilateral de anulação de grande parte da dívida com os bancos privados internacionais, processo este elogiado publicamente pelo representante da ONU.
Em uma situação de crise aguda, quando o Estado mais precisa investir em garantias de emprego e rendimento para a população, manter tal política de juros e a prioridade aos especuladores representa algo nefasto para o país e para o povo brasileiro.
Esta conjuntura traz o perigo de uma nova crise da dívida nos países do Sul, sendo que instituições como a UNCTAD e o Relator Especial das Nações Unidas sobre Dívida e Direitos Humanos estão reivindicando a possibilidade de suspensão do pagamento de dívidas para não prejudicar as obrigações dos estados para com os povos e o meio ambiente. Por esta razão, é fundamental que se investigue o endividamento por meio de auditorias, que possam demonstrar a ilegitimidade e a ilegalidade destas dívidas, como ocorrido no Equador. Este país mostrou que é possível realizar uma ampla e profunda auditoria, com participação social, que sustente decisões soberanas, como a decisão unilateral de anulação de grande parte da dívida com os bancos privados internacionais, processo este elogiado publicamente pelo representante da ONU.
Por ai entende-se porque a evolução da FBCF é tão diminuta e o crescimento econômico, quando atinge 5% a.a., é comemorado como uma grande vitória. Da mesma forma ocorrem comemorações, quando as deficiências da economia brasileira (juros elevados, baixo volume de crédito, baixa corrente de comércio etc.) são apontadas como fatores da aparente baixa vulnerabilidade dela frente à crise atual. Quando a deficiência é dada como mérito, pode ser indício de que algo precisa ser melhor avaliado.
José,
A regulação do sistema financeiro mundial será de suma impoertância, os agentes finaceiros não podem agir de forma irresponsável como vinham agindo, antes da crise. A regulação protege o aplicador financeiro que de um modo geral, na atual conjuntura encontra-se desprotegido. Não dar para conceber antes da crise, um mega milionário brasileiro comprar uma empresa de petróleo de manhã por R$ 6 bilhões de reais e à tarde esta mesma empresa está custando R$ 14 bilhões. Regulação neles.