A nova “moda” da crise
Meu jovem e sagaz interlocutor, o repórter de economia do Estadão, Leandro Modé, esteve em Genebra e em Frankfurt, na semana passada, a convite da Comissão Europeia, para um seminário sobre o euro para jornalistas latino-americano. A crise e seus desdobramentos, claro, foram os temas recorrentes das palestras e entrevistas – a última delas com Jean-Claude Trichet, o presidente do Banco Central Europeu (BCE).
Leandro voltou cheio de gás e de histórias. Uma das mais interessantes é a dos temores em relação a uma eventual regorgitação da economia, depois de tantos bilhões e trilhões de dólares despejados na praça, sob a forma de uma recidiva da crise, agora com uma perversa combinação com surtos inflacionários. É conversa em geral de neoliberais e ortodoxos, mas está se alastrando.
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Aqui, um relato do Leandro sobre o tema:
A crise que já legou à posteridade palavras e expressões como “subprime” e “ativos tóxicos” e espalhou nos últimos dias um novo jargão: estratégia de saída. Trata-se da elaboração de planos, por parte dos governos que têm promovido forte expansão fiscal, para estancar a deterioração das contas públicas e, com isso, evitar uma disparada da inflação no médio e longo prazo.
As autoridades do Banco Central Europeu (BCE) foram as primeiras a falar publicamente sobre o assunto. Como se sabe, o BCE herdou seu caráter ortodoxo do alemão Bundesbank. Se, nos EUA, o maior medo do cidadão comum é um repeteco da Grande Depressão dos anos 30, na Alemanha, o temor é a hiperinflação, que, para muitos, explica a ascensão de Hitler ao poder.
Sábado, o tema ocupou boa parte da agenda do encontro dos ministros de Finanças do G-8 na Itália. Nesta segunda-feira, foi a vez de o Fundo Monetário Internacional (FMI) chamar a atenção para o possível problema. “Os estímulos monetário e fiscal poderão provocar preocupações com a inflação e aumento da dívida, exercendo pressão de alta nas taxas de juros. Esta interação dinâmica entre os desafios de curto prazo e de longo prazo mostram a necessidade de desenvolver e comunicar estratégias para saída deste extraordinário suporte à economia”, disse o Fundo, em relatório.
Na própria segunda-feira, o banco central americano (FED) tratou de responder ao FMI. “Eu não vejo pressão inflacionária levantando suas cabeças feias, em particular, se conduzirmos (a política monetária) de forma apropriada, o que eu acredito que estamos fazendo. Estamos atentos ao fato de que a inflação sustentável de longo prazo deriva da política monetária. O Fed já está trabalhando sobre uma estratégia de saída”, disse o presidente regional do Fed de Dallas, Richard Fisher. Ele é considerado um “falcão”, ou seja, ultraortodoxo. Em várias ocasiões, Fisher foi o voto dissonante no Fed contra reduções da taxa básica de juros apoiadas por todos os seus colegas de Comitê de Política Monetária (Fomc, em inglês).
Na academia e no próprio mercado financeiro, o debate sobre o tema está longe do consenso. Muitos dão como certo que as medidas de hoje resultarão em inflação alta num futuro nem tão distante. Outros argumentam que a economia ainda está muito fraca e, portanto, seria cedo para preocupações. Neste último grupo estão o prêmio Nobel de Economia do ano passado, Paul Krugman, e o ex-vice-presidente do Fed Alan S.. Blinder, que também é professor na Universidade Princeton.
Em artigo publicado há cerca de um mês no The New York Times, reproduzido no Brasil pelo jornal O Estado de S. Paulo, Blinder alerta para o risco de que 2010 ou 2011 se tornem outro 1936 – ano marcado por uma recessão dentro da Grande Depressão. Escreve Blinder: “No verão de 1936, o Fed observou o grande volume de reservas excedentes acumulado no sistema bancário, concluiu que essa montanha de liquidez poderia alimentar a inflação futura e começou a esvaziá-la. Por volta da mesma época, (o presidente Franklin) Roosevelt viu o que pareciam ser déficits orçamentários enormes, concluiu que era hora de colocar em ordem a casa fiscal e começou a aumentar impostos e reduzir despesas. A economia americana, que vinha saindo rapidamente do porão de 1933 a 1936, foi rudemente empurrada de novo escada abaixo, e os EUA experimentaram a chamada recessão dentro da depressão. O PIB encolheu 3,4% de 1937 a 1938.”
Olhando de hoje, é difícil dizer quem tem razão, pois há bons argumentos dos dois lados. O aumento das taxas dos juros futuros nas últimas semanas, sobretudo nos EUA, parece indicar que a maior parte do ‘mercado’ comprou a primeira hipótese. Não custa lembrar, porém, de outro legado que essa crise parece deixar para o futuro: as ferramentas tradicionais para medir a temperatura da economia e “prever” o que vem pela frente têm se mostrado falhas em meio a problemas tão graves. Em outras palavras, o que parece certo não necessariamente se confirmará. A conclusão óbvia e nada original parece ser: qualquer aposta que se faça, será nada mais do que uma… aposta.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Talvez por haver sido criado (e uma pequena empresa que possuí) dentro de uma inflação astronomica (paguei muito juro de desconto de duplicatas a 40, 45%) tenho mais medo da inflação (e da crise cambial – lembro bem do tranco que levei em 1983) do que de crise de crescimento.
Para crescer, basta trabalhar. Já a inflação, só quem se sai bem nela são os milionários. Ainda bem que, com a maturidade, veio a cautela e não quero mais crescer rápido demais, atabalhoadamente. Meu lema agora é: reservas, reservas, reservas – o custo delas (estou falando das minhas, inclusive) mais que compensa a tranquilidade no futuro.
Gente! Com crise ou sem crise, vamos brincar de gastar somente o que ganha? Tanto o governo como o particular. Governo vem de uma teoria importada dos EE.UU. que dizia que só vai pra frente quem tem dívida, e vamos lá fazendo dívidas os estados brasileiros se atolaram iguais aos americanos do norte.
A verdade é simples, crescimento se faz com forte poupança de economia nacional, quer de governo, quer do particular. Governos brasileiros acham que governar é fazer obras de expansão, não interessa a quem interessa, contanto que seja contratos celebrados com empreiteiras e que no fundo rendem pedágios para quem apresenta o projeo, para quem aprova o projeto e pra quem consegue verba pro projeto. Aí começa a história de gastar mais do que arrecada e todos foram pro buraco por causa do mau exemplo dos americanos do norte.
Se pararmos de pedir emprestado, teremos dinheiro a custo quase zero como antigamente com carência de 15 anos ou mais.
Então vamos esquecer o passado economico que nos está levando a novas aventuras desconhecidas.
Apoiado, Antonio!
Por favor, alguém aí, pode me esclarecer este enigma:
Tem demanda, são 22 000 interessados
Tem dinheiro
Não aparece nenhum empresário para oferecer o produto.
Um país que empresta US$ 10 bi. para o FMI., US$ 5 bilhões para ” Los irmanitos ” Argentinos, e deixa seu povo na fome zero, sera bom para quem?
Com recessão+inflação quem pagara a conta sempre seremos nós , a classe média chicoteada diáriamente, esmagada, e ainda
arrotando falsa riqueza.
Se o mundo fizer agua, os banqueiros, industriais e capitalistas sempre irao ter as benesses governamentais daqui e de lá, e de onde estiverem. O povão sempre sera ” beneficiado” com alguma ajuda humanitária do tipo ” vale-qualquer-coi$a”, e a classe média ira sumir do planeta, identica as civilizações passadas.
Quero ver como é que governantes irão sobreviver ser ter de quem ” cobrar” um tributo pornográfico de tão elevado !
Se a crise de 1936 fizer seu retorno miseravel, quem hoje esta de ” mocinho ” com certeza ira se refugiar nas montanhas.
NA NATUREZA NADA SE CRIA, TUDO SE TRANSFORMA.
hj se vive uma crise, que através da história se repete com maior ou menor intensidade, isso faz parte da humanidade. E com isso aprendemos com nossos próprios erros, basta querer aprender. ou não sobreviveremos. Posto isso, no governo FHC vimos que a transferência do setor estatal para o privado era prioridade, resultado vivemos um boom de empresas ávidas por lucro fácil e barato ás custas do povo brasileiro, resultado disso tinhamos um serviço ruim com demanda reprimida, hj avançamos temos um serviço péssimo e caro com empresas multinacionais que pouco se lixam com a qualidade de seus serviços prestados. Vide TELEFONICA, que utiliza os meios mais sórdidos chamados CALL CENTER, que adoçam a boca da criança, para simplesmente não resolver seus problemas. Com um agravante agora as Empresas Corporativas estão sendo atingidas e não somente a população do estado de São Paulo. ISSO È UM ABSURDO. São erros do passado que refletem as neoliberidades, mas me diriam foram tantos acertos. MAS OS ERROS SÃO TERRÍVEIS, QUE SOMOS OBRIGADOS A ENGOLIR GOELA ABAIXO. Como dizia o repórter CELSO RUSSOMANO, ESTANDO BOM PARA AMBAS AS PARTES. Mas a dignidade do povo brasileiro não está sendo respeitado por essas multinacionais, que querem um lucro muito fácil, para ser remetida ao exterior. ISSO È REVOLTANTE. Seus serviços são cobrados em dinheiro VIVO, nota sobre nota. se não for assim, não tem prestação de serviço *RUIM*. com dinheiro trabalhado durante um mes de serviço do trabalhador.
Uma crise em andamento e os especialistas já ficam prevendo terremotos vindouros. Isso é tergiversação. Porque os tais especialistas não tomam vergonha na cara e confessam aquilo que estão cansados de saber e ainda não chegou ao conhecimento da grande maioria da população (e tais especialistas não querem que chegue):
O CAPITALISMO FALIU, MORREU, ACABOU!
Capitalismo, morreu???? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…. fala sério!
Adorei a frase do cara do FED, dizendo que o FED não enxerga pressões inflacionárias. Mas é claro que não: eles não viram nem a bolha que eles mesmos inflaram, hahaha!!
Quem estuda e lê sabe: essa crise começou no colo do governo americano. Não é um problema de capitalismo – é um problema de políticas econômicas desastradas, tando do FED quanto do governo norte-americano. Essa crise pode ser resumida em uma frase: condições artificiais de juro e políticas habitacionais populistas levaram bancos a emprestarem dinheiro para caloteiros. Se o mercado operasse livremente, as taxas de juros estariam naturalmente mais altas e essa farra não teria acontecido. Nota: o setor imobiliário é um dos mais regulados nos EUA e a crise começou justamente nas instituições em que o Estado tinha grande participação. Não é uma crise de capitalismo – é uma crise que o Estado criou e empurrou goela abaixo de todos. E agora quer posar de salvador da pátria. Piada de extremo mau gosto.
Estão tentando consertar a enchente de créditos podres com mais créditos, que ficarão podres lá na frente, assim que tomarem forma de inflação. É como dar mais cachaça pra ver se cura a bebedeira.
Oh, meu Deus, achei que estávamos livres de neoliberais, eh, eh. Apareceu mais um, vôte!
É Renato… Esses caras de Harvard são uns manés.
Bom é o pessoal do Olavo de Carvalho(SIC)…
Esses trilhões de dólares despejados vieram para cobrir o furo no colchão de ar da subprime. Podem evitar uma deflação mas, devido ao tamanho do rombo, dúvido que criem inflação.
argo meu caro ser liberal é a graande coisa na vida,pois se não fossem os librais aquele alemão bebado e barbudo não teria conseguido escrever aquele manual para sociopatas chanado o capital,nós liberais prezamos a vida acina de tudo até daqueles que conosco não concordam,só nisso ja ganhamos de fidel castro.É preciso ler com atenção o profssor Olavo de CARVALHO,remos muito a aprender com ele ainda.
José Benedito pare de falar besteira se o capitalismo acabar voce morre de fome, Presta atenção capitalismo é neutro é um sistema de trocas que vc.confia,levou milhares de anos para se desenvolver,não foi criado apenas desenvolveu-se junto com a sociadade humana.o dia que o capitalismo acabar não existe sociedade humana mais.
Vejam o cara que prometeu criar milhões de empregos, que prometeu dar um aumento justo aos aposentados; acabar com a corrupção e injustiças sociais; alem de muitas outras promessas e bla,bla,bla: Agora ele esta é na mordomia convivendo entre aqueles que ele mesmo criticou, comendo caviar bebendo uísque importado e champanhe de mijar nas calças: Enquanto que os aposentados estão abandonados como indigentes em filas do SUS ou INSS sem condições até de comprar seus remédios: E com seus salários defasando a cada dia mais! Mas veja o (CARA) de pau; que figura! E aproveite e veja o currículo da Dilma e o que é preciso para ser Presidente no Brasil!
Quem esconde isso do povo não merece consideração!
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