Desafios da GM do Brasil
A vida da GM no Brasil, depois da concordata da matriz americana, não vai ser um passeio na brisa do outono, como seus dirigentes estão querendo fazer passar. O pedaço da empresa instalado no Brasil mantém-se saudável e não há sinal de que entrará nos pesados cortes e ajustes que reduzirão o tamanho da antiga controladora, agora nas mãos do governo americano. Mas daí a dizer que rodará numa estrada sem buracos ou asfalto irregular vai uma boa distância.
O primeiro problema é com a demanda. Dúvidas sobre o futuro da empresa e, portanto, dos carros e peças que ela colocará na praça têm tudo para dificultar as vendas. A GM já vinha perdendo terreno, está com uma fatia abaixo de 20% do mercado e dificilmente não cairá ainda mais. Qualquer candidato a um carro novo GM se perguntará quando ele valerá amanhã, se a fabricante cambalear e o sistema de manutenção pós-venda claudicar, inclusive na reposição de peças. Ninguém quer, pelo menos voluntariamente, ficar um mico.
Outro desafio é do lado da oferta. A GM, no Brasil, tem uma linha diversificada de produtos, mas eles são relativamente antiquados, na comparação com as demais marcas e modelos. Embora a montadora esteja construindo uma nova fábrica de motores, em Joinville (SC), precisaria de maciças injeções de inovação para enfrentar a concorrência. Também aqui há dúvidas.
Nas suas oito décadas de operação no Brasil, com raras exceções, a GM só colocou em circulação, no Brasil, modelos adaptados da europeia Opel. A Opel acaba de ser vendida para uma ex-fornecedora, a fabricante de autopeças austro-canadense, em consórcio com empresas e bancos russos. Ainda que mantenha uma parte do capital da nova Opel, a GM não é mais a controladora. E isso significa que, no mínimo, os custos de transferência de tecnologia tendem a aumentar.
Dizer que a engenharia da empresa no Brasil é capacitada a desenvolver produtos refresca, mas não resolve. Desenvolver, no jargão da inovação aplicada, está mais para adaptar do que para criar. A promessa de que, daqui para frente, serão feitos novos lançamentos no Brasil de três em três meses, se confirmada, dificilmente refletirá mais do que um “esquentamento” para o fato de que apenas serão produzidas mais versões para os mesmos modelos.
Há ainda incertezas no lado financeiro. Os dirigentes da GM do Brasil asseguram que a situação da empresa é robusta e que não haverá ataques da nova GM americana aos cofres da subsidiária brasileira. Argumentam com o passado – há anos, dizem, não são feitas remessas de recursos para a matriz – mas não apresentam nenhuma comprovação, além de uma declaração de intenções, de que será assim no futuro. Afinal, o futuro da GM mundial será muito diferente de seu passado e, parece natural, que subsidiárias integrais possam ser chamadas a contribuir com o esforço de recuperação.
É bom não esquecer que a GM do Brasil é uma empresa fechada, que não publica balanços contábeis. Não se sabe, portanto, nada da vida financeira da empresa, exceto o que seus dirigentes informam. Por mais simpáticos, acessíveis e bem intencionados que eles sejam, suas palavras carecem do suporte de números oficiais.
A menção ao atual plano de investimentos, já em execução, de US$ 2,5 bilhões, até 2012, também ajuda, mas, como nos demais aspectos, não elimina as desconfianças e os desafios. Para começar, inversões médias de US$ 400 milhões por ano não chegam a ser assim tão excepcionais, no mercado atual. Além disso, US$ 1 bilhão desse total ainda não está equacionado.
Sabedores de que da fonte de recursos da matriz não sairá um único cent de dólar, os dirigentes da GM do Brasil confiam nas instituições financeiras públicas brasileiras para compor o embornal dos investimentos previstos. Mas aqui também não é líquido e certo de que a torneira se abrirá com facilidade. Mesmo que o governo tenha interesse em limpar o terreno, existem no mínimo limitações institucionais. O BNDES, por exemplo, não pode emprestar a empresas em concordata. Nesse sentido, a situação jurídica formal da subsidiária brasileira da GM é tudo menos simples.
Resumo da história: os planos de independência e eficiência da GM do Brasil podem até dar certo. Mas, ela vai ter de suar muito a camisa – e rezar para as coisas se acomodarem na matriz - para entregar o que está prometendo.
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Vai ser curioso se a GM do Brasil conseguir empréstimos de bancos públicos brasileiros. Neste mundo econômico virado de pernas para o ar, o governo brasileiro emprestar ao governo americano (não é ele o controlador da GM?), no fim das contas, a uma tal situação, absolutamente inimaginável não faz muito tempo, nem soará tão esquisita assim.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
oi paulo sou a valdenira conhecida apenas como valda moro em timon cidadezinha do maranhão, acho que estou no lugar errado,mais sou apenas uma fã enlouquecida da chevrolet especialmente a s10 tenho uma ano 95 e a coisa que mais amo na minha vida,já briguei com muita gente por causa dela,eu a chamo de valente pois ela e muito velinha e eu trabalhei a campanha politica inteira nela carreganda gente pra cima e pra baixo e ela nunca me deixou na maõ,se voce le por favor me responda que na proxima te mando uma foto dela bjos.valda.