Conceição Tavares e a crise
Circula entre os economistas do Instituto de Economia da Unicamp um artigo da professora Maria da Conceição Tavares sobre a atual crise global. Sob o singelo título “A crise financeira atual”, o texto serve de base para a palestra que a professora emérita da UFRJ fará, sexta-feira, no Itamaraty, em Brasília.
Eis aí uma rara oportunidade de tomar contato com uma visão aguda sobre o principal tema da atualidade econômica, pela lente de uma especialista brilhante, que andava meio reclusa, depois de ter sofrido um dos mais violentos e cruéis processos de assassinato de reputação, entre os muitos que o pensamento neoliberal hegemônico levou a cabo, nas duas últimas décadas.
Conceição traça um quadro notável, pela clareza dos argumentos e economia de palavras, das origens da crise e de seus possíveis desdobramentos. Se fosse preciso reafirmar – o que não é, em absoluto, o caso –, estão ali, em resumidas quinze páginas, alguns elementos do estilo analítico iluminado que fizeram Conceição Tavares garantir lugar no panteão dos maiores economistas brasileiros de todos os tempos.
A visão dos caminhos da crise e de sua superação não é otimista. Conceição desconfia da eficácia das medidas anunciadas pelo governo Obama e avalia que a raiz da crise financeira americana está no desequilíbrio entre China e Estados Unidos. Assim, enquanto este ponto não for atacado, “a crise não estará resolvida”.
“É indiscutível”, escreve Conceição, “que essa crise pode se converter em depressão duradoura quanto mais forte for o tipo e a duração do ajuste das duas economias mais importantes do planeta”.
Em relação ao Brasil, a economista está “moderadamente otimista”. Conceição considera que o baixo grau de inserção na globalização financeira, a pequena dívida de origem fiscal e a alta proporção entre o mercado interno e o externo dão suporte a esse sentimento. E conclui: “Tudo isso dá ao País um maior grau de autonomia e torna os seus governantes altamente responsáveis pelo destino de nossa recuperação”.
Foto: Edu Simões
Warrior,
Você coloca que temos funcionários públicos sobrando e não diz a sua fonte.
No meu entender a aplicação dos recursos na área social, seja via bolsa família ou investimentos em saneamento, tem tido ótimo retorno.
Existem males no governo que já duram décadas e um deles é o MDB ( “Só largo a teta quando sair sangue!”).
Não preciso citar para você os governos da social democracia européia (nada a ver com o PSDB).
Prefiro as idéias do “esquerdista” George Soros a achar que o mercado da mão-invisível é uma realidade evolutiva praticável dentro da breve existência da raça humana na Terra.
engraçado pessoas leem duas linhas ,não sabem o que é liberalismo falam em raciocinio lógico e não sabem fazer contas esse é o resumo da mente de um progressista brasileiro,maior que isso só sua vontade de trabalhar no governo,isso é que é contribuição.
Dar trela para Conceição…Para Roubini?Essa crise só existe para as empresas enxugarem custos e dar mais lucro.Investidores em renda variável agradecem.
“Não preciso citar para você os governos da social democracia européia (nada a ver com o PSDB).”
E sabe o que é engraçado? Mesmo as sociais democracias européias são mais liberais que o Brasil.
o problema central é liberdade os socialistas europeus estão amarrados a distritos se eles gobernarem a favor do estado não dos governados,e o emprego para trabalhar para o povo é bom e tem mais o povo lá já aprendeu a fazer conta