Papo furado, em legítimo “coponês”
Ao reduzir a taxa Selic em um ponto percentual (para 10,25% ao ano), o Banco Central confirmou uma hipótese que circulava com força no mercado financeiro nos últimos dias: já está de olho em 2010. Três seriam as razões para isso.
A primeira delas é clássica: mudanças na política monetária repercutem na economia com atraso. No caso brasileiro, estima-se que sejam entre 6 e 9 meses. A cautela, portanto, seria explicada pelo fato de que já haveria estímulos monetários e fiscais suficientes para garantir uma expansão razoável do Produto Interno Bruto (PIB) no ano que vem.
A segunda razão é técnica. Os juros futuros, que na prática definem o custo do dinheiro para o consumidor final (empresas ou pessoas físicas), já apontam uma alta da Selic entre o fim do primeiro semestre e o início do segundo semestre de 2010. Isso tem a ver com a razão anterior: os ”gentes econômicos” avaliam que a gasolina que o governo jogou na economia (reduções de impostos e cortes na Selic, para turbinar o consumo) obrigará o BC a puxar o freio no ano que vem. Se o BC tivesse sido novamente agressivo na queda da Selic (digamos, 1,5 ponto, como na reunião de março), os juros futuros subiriam. Com isso, o custo do dinheiro também iria para cima, anulando o efeito da Selic mais baixa.
Por fim, há a razão política. 2010, como se sabe, é ano de eleição. Elevar o juro não é exatamente uma atitude que agrade à população. O BC teria sido mais brando agora para postergar o máximo possível o início do novo ciclo de alta da Selic – repita-se, já ‘precificado’ pelo ‘mercado’.
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Se você acreditou nessa conversa aí de cima, meus pêsames. É isso que você vai ler e ouvir dos nossos brilhantes economistas-financistas, baluartes da resistência da queda dos juros, aos quais o Banco Central está sempre aliado, na manutenção de uma economia sob tensão permanente, dificultando o acesso dos mais pobres e dos empreendedores da economia real a uma situação melhor de bem-estar. Mas, é claro que não passa de papo furado.
A inflação está longe, sobra capacidade instalada, a dívida externa é um nada. Mas nem assim os rentistas aliviam a corda. Para os demais, resta desperdiçar energia e progredir menos do que seria possível.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Todas as políticas do neo-liberalismo têm como efeitos, directos ou indirectos, centrais ou laterais, enriquecer os mais ricos e poderosos à custa do empobrecimento e a opressão da maioria da humanidade. Todas tendem a escravizar e sujeitar os povos que despojaram dos seus rendimentos e dos seus recursos. Entre todas as políticas destaca-se a injusta dívida externa que pesa sobre os países periféricos. Peritos e não peritos demonstram que os países endividados reembolsam cada ano mais do que recebem como empréstimo, que com o seu endividamento perdem a sua liberdade política e que os seus governantes se convertem nos intermediários dos grandes usurários para colocar no mercado a soberania dos seus povos, malbaratada, nula de todo o direito. O liberalismo tem sido a arma principal dos ganhos dos super-ricos e das grandes potências em prejuízo dos povos e dos cidadãos. Todos os estudos sérios levam à certeza de que com a continuação desta política o futuro da humanidade está gravemente ameaçado.
Muita conversa fiada,e por que voce jpk não aponta o caminho?
È impressionante que cada vez que lemos estes blogs de comentaristas economicos é sempre o mesmo papo furado.
Nada concreto,nada objetivo.
E blá,blá,blá…………………………………………………………………………..
Vão arrumar uma lavagem de roupa.
Marcos Damasceno,
Obrigado pela participação.
Não sou economista, não sou economista do governo, não sou autoridade monetária. Sou jornalista. Minha tarefa é fiscalizar, criticar, abrir espaço para o contraditório e dar passagem a quem aponta os caminhos – os diversos possíveis.
Por que você não sai de trás da cortina e diz logo que é a favor do que o BC tem feito na política monetária? Ficava melhor para debater os caminhos. Não tenha vergonha.
Se você topar discutir sem tentar desqualificar quem não pensa como você, será sempre bem-vindo aqui. Volte mais.
Abrs
Depois da Folha de São Paulo ter inventado uma ficha falsa do DOPS acusando a Dilma de ter tentando seqüestrar Delfin Neto, nos tempos da ditadura, A revista Veja se adiantando um ano e meio para as eleições de2010, começou a guerra de difamação contra a possível candidata petista.
A Capa da Veja dessa semana, faz acusações levianas, contra ela. Acusando-a de usar o câncer, uma questão íntima e delicada, como propaganda de campanha eleitoral.
Nos últimos dias venho acompanhando o noticiário na net e na TV. Dilma e nem o Lula nunca usaram essa questão como arma de propaganda. Quem veio pela primeira vez com essa História foi a FOLHA, ao dizer que a ministra estava com câncer, como pessoa pública, a mesma informou a sociedade, tentando inclusive demonstrar que nada mudava em sua vida. A Estória do uso político surgiu com o blogueiro da Veja, Reinaldo Azevedo, que fez inúmeros artigos atacando a ministra e o Lula, de uma forma raivosa e irracional, coisa típica do mesmo. Quando essa estória estava apenas sendo explorada pelo blogueiro ultraconservador, estava tudo bem. Reinaldo Azevedo já era conhecido por sua militância anti-Lula, e desmoralizado como estava, por defesas polêmicas em favor do ministro do supremo Gilmar Mendes, a Dona da DASLU etc. Isso não gerava nenhum desconforto.
O problema foi a Veja, revista de repercussão nacional, participar abertamente dessa campanha difamatória, leviana e de muito mau gosto. A acusação da mesma, dizendo que a Dilma está usando o Câncer para fins políticos, é uma jogada arriscada, pois pode simplesmente desmoralizar a revista, pois transforma um drama humano em jogo político. A impressão que tive foi que a Veja tentou abafar de uma forma grosseira e deselegante a invenção da Folha da tão falada Ficha do DOPS, tentando tirar a atenção do público, para uma questão de cunho pessoal.
A estratégia adotada pelos setores conservadores da Mídia, de antecipar os ataques faltando um ano e meio para as eleições, além de mostrar para sociedade a guerra suja que a direita prepara para o período eleitoral. Pode ser muito arriscada, pois pode criar nojo na sociedade e se voltar contra a própria mídia e capitanear simpatia dos eleitores para Dilma Roussef.
Espero que a mídia conservadora retorne ao seu equilíbrio, trazendo para o palanque político as grandes questões nacionais, como a reforma política, dos impostos etc. contribuindo para o debate e para a consolidação de projetos que devem ser debatidos pela sociedade. Seria melhor forma da mesma contribuir para democracia:)
Cara, você me deu um susto; Eu li somente a primeira parte.
aaa
Socialismo fracassou, capitalismo quebrou: o que vem a seguir?
O que se revela, em primeiro lugar, necessário é uma democratização do Estado que empreenda a modificação das relações sociais de produção. É urgente substituir a intervenção do Estado em proveito dos monopólios privados por uma nacionalização progressiva dos sectores-chave da actividade económica, planificando a orientação da produção e distribuição em função das necessidades dos cidadãos e do país. Só assim podem ser suspensos os obstáculos postos pelo capitalismo monopolista à via duma sociedade tendente à satisfação das necessidades dos homens, à supressão das desigualdades sociais e à eliminação do carácter constrangedor do trabalho.
Eu prefiro (como todo brasileiro, acredito) viver em um país com os bancos quebrados (o governo e setores neo-liberais se ufanam do bem estar dos bancos brasileiros) com desemprego e com toda sorte de dificuldades como os Estados Unidos e nações da Europa a viver num país com os bancos cheios de dinheiros e fortes como o Brasil. Quem será que está vivendo melhor: um cidadão médio brasileiro sem segurança, saúde e educação aceitáveis ou um cidadão médio americano ou europeu com toda a sua crise? Os bancos no Brasil estão fortes como sempre estiveram e sempre estarão. É impressionante a capacidade de se fazer de imbecil dos novos governantes e da mídia conservadora. Impressionante!!!
Caramba, com tantos expert´s assim no assunto econômico, estão perdendo tempo deveriam ir a oab e montar um processo contra todos que em campanha prometem uma coisa mas ao exercerem os mandatos a história é outra ,eu chamo isso de estelionato eleitoral,moral,social, o quê voces acham da idéia ?