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29/04/2009 - 18:28

Cem dias de Obama: incêndio controlado

No dia em que Barack Obama completa 100 das na presidência dos Estados Unidos, a divulgação da evolução do desempenho da economia americana, no primeiro trimestre de 2009, facilita entender o que ocorreu, na área econômica, neste período inaugural. Numa base anualizada, o PIB americano recuou 6,1% (isso equivale a um encolhimento de 1,5% no trimestre, em relação ao anterior), resultado pior do que o esperado (recuo em torno de 5%), mas já um pouquinho melhor do que o verificado no último trimestre de 2008 (6,3%, em base anualizada).

Ainda é um resultado bem ruim, mas, entre analistas, começa a se formar um consenso de que o pior pode já ter passado. Embora haja consenso de que os números do trimestre em curso continuarão ruins, há também uma crescente expectativa de melhora, já no verão americano. O resumo das projeções aponta para uma redução no ritmo de queda, a partir de alguns indicadores, como os gastos de consumo, que, depois de grandes tombos, dão pelo menos sinais de estabilização.

O consumo, que responde por 70% da economia, melhorou em razão das isenções fiscais, que engordaram a renda disponíveis. Esta também foi beneficiada com a redução de alguns preços críticos, como os de energia. E há, ainda, para alimentar expectativas mais favoráveis, a convicção de que os gastos públicos voltarão a crescer, à medida que o pacote de US$ 800 bilhões destinado a projetos de infra-estrutura começar a se concretizar.

Como em outras áreas, na economia, Obama sai dos seus primeiros cem dias de governo com saldo positivo. Se, diferentemente de outros campos, como o da política externa, avançou pouco – para não dizer quase nada – nas reformas da economia, pelo menos conseguiu controlar o incêndio que encontrou quando chegou à Casa Branca. 

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

1 comentário para “Cem dias de Obama: incêndio controlado”

  1. Gregório disse:

    Quero só saber o que muitos idiotas medrosos irão fazer com a enxurrada de dólares que está no mercado mundial. O dólar deve chegar a 1,50 no final do ano (claro que é um chute).

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