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23/03/2009 - 15:33

Basta de superávits primários!

Com a  queda na arrecadação e a perspectiva de redução nas metas anuais de superávit primário, mesmos os fiscalistas carecas estão com os cabelos em pé. Avançam as divisões motorizadas contra os “gastos correntes”, aqueles que, segundo a versão martelada pelos neocons e retransmitida dia e noite pela mídia que os vocaliza, se não forem contidos e decepados, sufocarão os investimentos públicos.

 ”Gastos correntes”, tratados assim o mais genérico possível, são os primeiros suspeitos de sempre entre os culpados pelos erros da política econômica, na visão desnaturada do neoliberalismo de casaca. Lançada ao ar com a recorrência das mentiras que se tornam verdades, a acusação contra os “gastos correntes” confunde a plebe ignara, que os identifica apenas como a expressão de salários exorbitantes de indistintos servidores públicos. E também de mordomias hollywoodianas. Ou, ainda, de escandalosos desperdícios de recursos.

 Sim, sim, tem salários exorbitantes, mas só para uma parte bem pequena do funcionalismo – o grosso trabalha direito e ganha pouco. Tem mesmo mordomias incríveis, mas, de novo, é moleza para uns poucos amigos dos reis e nobres das cortes. Desperdício, idem com batatas, mas desperdiçar recursos públicos não é exatamente a regra.

Uma parte relevante dos “gastos correntes” ou seu sinônimo com roupa ideológica, a “gastança”, nada mais é do que o conjunto de recursos aplicados em áreas essenciais, como saúde pública e educação pública – parte do que chamam, pejorativamente, de “custeio da máquina”, sempre apedrejada sem as necessárias ressalvas. Também fazem parte dos gastos correntes que vão no saco das mordomias e dos aproveitamentos, os programas sociais, a Previdência e subsídios – estes, aliás, um balaio de gatos que inclui um tanto para pobres e, vamos combinar um monte para ricos. É preciso deixar claro: sem gastos correntes, restaria aos desprovidos apenas a proteção social dos viadutos.

Se, então, o analista das políticas fiscais for honesto, se sentirá, antes de qualquer coisa, na obrigação de separar os alhos dos bugalhos. Além disso, saberá observar o campo de uma perspectiva histórica. Por exemplo: por que meta de superávit primário? Boa pergunta que nunca é feita, logo, nunca respondida. Por que, enfim, não meta fiscal nominal, como em todas as economias civilizadas do planeta?

Como define o senso comum, o superávit primário é “a economia feita pelo governo para pagar os juros da dívida pública”. Ele leva em conta as receitas do governo – nas três esferas federativas, incluindo os bancos públicos e as empresas estatais – das quais são descontados gastos correntes. O gasto com juros da dívida pública, o item de maior peso individual no total dos gastos, que não deixa de ser “corrente”, fica fora da conta.

O conceito de superávit primário, que se articula com o da relação dívida pública com o PIB, é um entulho econômico dos tempos dos garrotes do FMI, imposto ao País como condição para novos empréstimos compensatórios, em nome da contenção de uma monumental dívida pública, formada por uma gigantesca dívida externa e uma explosiva dívida interna. Não custa lembrar que a primeira foi potencializada por uma desastrosa política de valorização cambial. E que a segunda – o lado escuro da lustrosa moeda do Plano Real –, ainda que explicável em parte pela absorção de esqueletos fiscais, partiu de pouco mais de 30%, em 1994, e alcançou a vizinhança inédita de 60% do PIB, em 2002. 

Com a redução da dívida pública externa a volumes de quase nada (menos que nada, aliás, se considerarmos o acumulado de reservas internacionais) e o controle da dívida interna, em relação ao PIB, as metas de superávit primário perderam toda a sua eventual razão de ser. Mas continuam a estrangular as políticas públicas, afetando, principalmente, as de cunho social, e os investimentos públicos em infraestrutura.

Do mesmo modo que o conceito de meta fiscal operacional, vigente no período em que a correção monetária disseminou-se na economia, foi abandonado com o fim da indexação geral de preços, a aplicação do conceito de meta primária, como base de política econômica, está em desacordo com a realidade do endividamento público e sua manutenção é um crime contra o esforço dos brasileiros em fazer o País progredir. Assim como a meta operacional foi substituída pela meta primária, está mais do que hora de substituir a meta primária pela meta nominal, com a inclusão dos juros das dívidas públicas no conjunto dos gastos de governo a serem controlados e monitoridos.

Se o Brasil almeja, de fato, ocupar um lugar de destaque entre as economias globais, não pode manter em vigor uma jabuticaba desse quilate. Não é nem o caso de falar de uma necessária revisão nos conceitos de dívida pública, mas, simplesmente, de adotar o que todos praticam mundo afora. Não há economia civilizada que opere com metas fiscais primárias.

Com a substituição da meta fiscal primária pela nominal, além de incluir os juros na roda dos gastos a serem controlados, a política fiscal ganharia uma flexibilidade de que hoje não dispõe. Neste exato momento, o governo se contorce em cólicas para cortar gastos correntes e salvar algum para investimentos.

Os sábios se esfalfam no ataque à redução da meta de superávit primário para 3,8% do PIB e reagem com horror à idéia de reduzi-la mais um pouco, para 3,3% do PIB, com o desconto de 0,5% do PIB na meta, referente ao chamado “projeto-piloto de investimentos (PPI), uma mandracaria acertada com o FMI, no início do governo Lula, para permitir, caso necessário, um mínimo de investimento em infraestrutura.

Cálculos conservadores, no entanto, mostram que seria possível reduzir o superávit primário bem além dos 3,3% agora aventados. Até pelo menos um superávit primário de 2,5% do PIB não haveria qualquer efeito negativo no controle fiscal. Mesmo se a economia não crescer mais de 1% em 2009 e os juros básicos médios do ano permanecerem nas alturas de 11,2%, com um superávit primário de 2,5% do PIB, o déficit nominal e a relação dívida/PIB continuarão recuando, na comparação com os anos anteriores.

O economista Amir Khair, um especialista tecnicamente seguro, mas independente do pensamento econômico hegemônico, calcula que o déficit nominal ficaria em 1,5% do PIB (contra 1,6% do PIB, em 2008) e a dívida pública líquida, em 35,4% do PIB (contra 36%, em 2008). Hipóteses também conservadoras mostram que, com crescimento de 2%, em 2010, e juros básicos médios anuais de 9,6%, o mesmo superávit primário de 2,5% do PIB resultaria em déficit nominal de 0,8% do PIB e uma dívida/PIB de 33,7%.

Quando se observa que esses resultados são muito melhores do que os tetos, hoje já ultrapassados, fixados pelo Tratado de Maastricht, para os países da União Europeia (déficit público nominal de 3% e dívida pública de 60% do produto econômico), fica nítido não fazer nenhum sentido insistir no conceito de meta primária. Faz menos sentido ainda se agarrar a superávits desnecessários, com suas conseqüências nefastas para o desenvolvimento econômico do País e a qualidade de vida da população, sobretudo aquela que vive em maior insegurança social.

Gastar mal, é claro, não pode. Mas, economizar mal também não devia poder.

* * *

Quem se interessar por uma discussão um pouco mais profunda sobre contas públicas vai encontrar aqui um bom material básico. O link abre para um artigo do economista Geraldo Biasoto Junior, professor do Instituto de Economia da Unicamp. O “engodo do superávit anticíclico” é um texto antigo, de março de 2004, e os números mencionados, já entraram para a história. O que interessa, no caso, é a crítica dos conceitos de política fiscal que ganharam hegemonia, a partir do Plano Real, e ainda hoje dominam o debate.
Em tempos de revisão das incertíssimas certezas que, nas últimas décadas, sufocaram o contraditório na economia, é mais do que recomendável ter uma idéia a respeito de visões divergentes nos diversos aspectos da política econômica. É pena que esse debate não consiga espaços na mídia. 

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

98 comentários para “Basta de superávits primários!”

  1. cidadao brasileiro disse:

    Caro JPK
    Gostei muito dessa materia, mas para que possa por em pratica essa mudança que o senhor sugere, é preciso um trabalho de conscientização politica enorme do povo brasileiro, basta ver as opiniões de blogueiros defensores do sistema do superavit primario para pagamento de juros astronomicos da divida, o que muito blogueiro desconhecem, é que quando foi implantado o plano real, a divida interna publica era de aproximadamente R$ 60 bilhões de reais, e ao final do governo de FHC, essa divida alcançou a marca astronomica de mais de R$ 1 trilhão de reais, o FHC, torrou as estatais a preços aviltantes, somente para relembarmos do entreguismo das empresas estatais, as empresas de telefonia valiam mais de R$ 30 bilhões de reais, e foram entregues por pouco mais de R$ 3 bilhões, alegou o FHC, que os empresarios não tinha dinheiro para pagar o valor de R$ 30 bilhões, agora pergunto: se ele tivesse um carro que valesse R$ 30 mil reais, ele venderia por R$ 3 mil reais, porque o primeiro comprador somente tinha essa quantia, ou ele iria esperar outro comprador que lhe oferecesse os R$ 30 mil, o valor que valia o seu carro?, mas voltando as privatizações, onde foram parar o dinheiro da venda das estatais?, porque o cheque que mostravam da venda, não passava de uma nota promissoria, e o dinheiro do suposto cheque, não passava de dinheiro do BNDS, e nenhum empresario, pegou dinheiro vivo de sua conta bancaria, para pagar por compra de empresa estatal, foi negocio, que nem de pai para filho, o governo entregou a empresa para esses empresarios, sem nenhum custo, as dividas que elas tinham, ficou para o governo ( o povo pagar), os empresarios ainda tiveram um prazo de 10 anos de carencia, e só apos esse 10 anos é que comecariam a pagar parceladamente por um periodo de 30 anos e o pior, com juros de 2% ao ano, observe que a taxa selic atual é de 12,5% ao ano, no governo FHC, atingiu mais de 35% ao ano. Como podemos ver, o povo brasileiro adora sofrer, protestar contra esses descalabros, isso nunca acontecerá, mas o dia que for proibido o carnaval, a coisa pega, é guerra civil na certa. Que o estado brasileiro é injusto e gasta mal, isso não é nenhuma novidade, mas ninguem quer, que corrija essas anomalias, porque no Brasil não existe uma unica previdencia publica? ela retalhada da forma que é, ´torna-se custosa aos cofres publicos, os municipios, os estados, o governo federal, tem regimes diferenciados, e o pior deles é que concede aposentadorias milionarias e precoce para os politicos, governadores e presidente se aposentam com 04 anos de trabalhos, deputados e senadores, com apenas 08 anos de trabalhos, enquanto os trabalhadores estatutarios dos tres poderes se aposentam com o salario imtegral, e suas aposentadorias tem o mesmo reajuste que o trabalhador da ativa, os TRABALHADORES CELETISTAS, e contribuintes do INSS, se aposentam pela media dos ultimos 36 meses, e somente os ultimos 12 meses tem correção, e além disso, tem aplicado o famigerado FATOR PREVIDENCIARIO, que reduz o seu salario de beneficio inicial em até RECUZ O SEU SALARIO DE BENEFICIO INICIAL, EM ATÉ 40%, e a injustiça não fica somente nisso não, OS REAJUSTES DE SUA APOSENTADORIA FUTURA, É A METADE, DO QUE É CONCEDIDO AO SALARIO MINIMO, em 10 anos, a sua aposentadoria, ESTÁ VALENDO APENAS A METADE, o mais agravante de tudo isso, é que somente o FATOR PREVIDENCIARIO, existe apenas para os CELETISTAS, enquanto isso um PRESIDENTE QUANDO SE APOSENTA, TEM 08 ASSESSORES , SEGURANÇA, 02 CARROS DE LUXO COM MOTORISTA, COMBUSTIVEL, MANUTENÇÃO, E SALARIOS PAGOS PELO POVO, ALÉM É CLARO, DO GORDO SALARIO DO EX-PRESIDENTE, ALÉ DISSO, O POVO PAGA AINDA POR UM ESCRITORIO LUXUOSO, PARA QUE O EX-PRESIDENTE FAÇA POLITICA, E MUITAS DAS VEZES PARA PREJUDICAR O BRASIL, COMO FAZ O FHC, é mole ou quer mais, o povo aguentaaaaaaa.

  2. Vilmar disse:

    Caro, Kupfer.

    A parte, do assunto principal:
    A gastança no governo vai continuar até o dia que os brasileiros permitirem. Enquanto a nação não se indignar, como aconteceu recentemente nos EUA contra privilégios dos altos funcionários da Seguradora AIG, não há previsão de mudanças. Aqui na terra do “Que Rei sou eu”, isso vai demorar, demorar muito.

    Sobre o Superavit Primário: muito interessante e pertinente a sua matéria. A nação já pagou um preço altíssimo em função de metas impostas pelo FMI, para garantir o superavit fiscal. Pagaram dívidas questionáveis com sangue dos brasileiros. Mas falar em “gastos correntes”, isto, soa muito mal no primeiro escalão. A final, 2010 está aí e esse “Polvo”, digo, governo precisa alimentar os tentáculos para garantir a sustentabilidade “das cabeças” a partir de 2011, caso contrário ninguém mais se elege.
    Por outro lado, para que possamos garantir um equilibrio entre gastos correntes e política fiscal é necessário que, nossos parlamentares se envolvam honestamente com as questões do Brasil e não envolvam o Brasil nas questões particulares.

    A final, o superavit fiscal de todo não é um mal, se bem utilizado para causas nobres.

    Obrigado pelo espaço.

  3. Geraldo disse:

    Caro Wilson
    O PMDB aopiou Collor, apoiou FHC e está apoiando o Lula. Como parece ser de seu desejo, se o eleito em 2010 for Serra, o PMDB o apoiará também. Se for o Ciro Gomes ou a Dilma ou mesmo o Silvio Santos ou o Fausto Silva, apoiará também.
    Mais importante que escolhermos um Presidente é escohermos bem os parlaemntares.
    Eu lembro muito bem em quem eu tenho votado para o legislativo e estou satisfeito com os meus representantes.

  4. Chirac disse:

    Resposta ao Sr. Alheio. 1) Professora da rede pública (funcionária pública) salário de R$950,00 – ainda não cumprido por alguns estados da Federação . No nordeste o salário das professoras está abaixo do salário mínimo. É bom frisar que as professoras e os funcionários públicos não tem FGTS , 40% de multa do FGTs sobre dispensa entre outras. Médico da prefeitura de BH e do Estado de Minas – salário entre R$1.200,00 a R$1.500,00 – e olhe que a prefeitura e o Estado fazem de tudo para dizer que estão pagando bem . No nordeste é ainda pior , Maranhão , Piauí, e outros estados. Limpeza urbana ( na maioria das prefeituras são funcionários publicos terceirizados e ganham salário mínimo e com descontos de previdencia – que é de lei – ganham menos que o salário minimo. Agora um exemplo da iniciativa privada que ganha mais que o funcionário público – !) Vendedor de laranja nos parques, vendedor de pipoca , e vendedor de cds ambulantes, a média é de R$1.800,00 reais por mês . Lavador de carro e tomador de conta de carro . No RJ cobra-se por carro ao tomar conta R$15,00 . No final do mês o salário chega-se a mais de R$2.0000,00 . E se o trabalhador nestes casos quizer pagar o INSS do qual paga o funcionário público em questão para se aposentar , ele pode.
    No mais, é este Sr. Alheio fazer um concurso público ou entrar na fila para ser contratado como terceirizado e ver como é o outro lado , antes de falar besteiras.

  5. Daniel disse:

    Ei jpkupfer, vc disse que o gasto com juros é “o item de maior peso individual no total dos gastos”.

    O que você me diz disso que peguei em outro blog:

    “O gasto de juros deduzido a inflação equivaleu a… 1,9% do PIB no ano passado (em 2007 atingiu monumentais 2,5% do PIB).

    No mesmo período o gasto primário federal (deduzida a inflação) foi 17,5% (2007) e 17,7% (2008) do PIB. Destes, aposentadorias foram 7,1% do PIB em 2007 e 6,9% em 2008.

    Já o funcionalismo (três níveis) custa 13% do PIB…”

    Sinceramente fiquei confuso… alguém tem que estar errado aí…

  6. Hiroito disse:

    Mais uma vez Paulo Kupfer escreve a verdade , com equilibrio e sensatez . Mostra-se um conhecedor dos fatos . Apenas uma minoria dos funcionários publicos que fazem as próprias leis (sic) – a gente conhece bem – , que aumentam os seus salários e de alguns outros segmentos.

  7. Charles Nisz disse:

    Fala JP
    Fiz um pequeno post sobre o plano anunciado ontem
    http://charlesnisz.wordpress.com/2009/03/24/o-plano-de-geithner/

  8. Sabrina disse:

    Sou contadora e me chamou atenção no blog do luiz henrique lusvarghi o post – quando é que o dinheiro que os governos do mundo inteiro estão colocando na economia e nos mercados vai cair efetivamente no MEU bolso…Gostei da observação mais política e direta do blogueiro…indico: http://www.blig.ig.com.br/blogdoluizhenriquelusvarghi

  9. luiz botelho disse:

    Prezado Kupfer e blogistas
    É chegado o momento da “inteligentzia brasileira” na área das Ciências Econômicas( não é aquela da bisbilhotagem criminosa staliniana!) estudarem seriamente e levando competentemente em considerações as nossas “peculiariedades políticas-culturais” (o nosso contexto específico) , os fenomênos econômicos que se apresentam.Faz-se necessário construir novos conceitos ,indicadores e parâmetros econométricos que sejam confiáveis para a implementação de Políticas Desenvolvimentistas de Estado (e não essas mandracarias de cunho político-partidário ). Para exemplificar o que acima é manifestado , chamo-lhe a sua atenção para os seguintes trechos do texto recomendado para leitura ;
    1- ” Com isto, qualquer desvalorização cambial altera a relação dívida-PIB.Deste modo, a sensibilidade instantânea derivada da forma de construção do conceito transmite ao mercado os sinais para a cobrança imediata fiscal”
    2- “Em nome de uma política fiscal aparentemente responsável, o País pode estar presenciando a desmontagem das estruturas de financiamento público e construindo uma fragilidade financeira sem precedentes”.
    .Acho que a falta de confiabilidade na interpretação de dados econômicos baseada em modelos teóricos contaminados por interesses políticos, o pior dos problemas para aqueles tomadores de decisões políticas bem-intencionados (muito poucos!) no Governo

  10. coiote disse:

    Todo mundo sabe que se gastar mais do que ganha vai para o buraco,com o País nao é excessao.Tem mais se ,os governos,federal,estadual e municipal nao fossem dependentes do dinheiro alheio,sobraria muito dinheiro para os bancos financiarem setores produtivos com juros mais baratos pois sobraria dinheiro no mercado,agora os governos pegam tudo os bancos nem se interessam de emprestar para privados.

  11. Luis disse:

    Infelizmente algumas discusões ficam a nível partidário. O povo brasileiro não percebeu que todos os políticos são farinhas do mesmo saco. União do Lula + Sarney + Collor ou União do FHC + ACM é coisa de circo.
    Voltamos ao assunto do deficit nominal ou primário. Meu pai sempre ensinou que deveriamos economizar para depois pagar a vista o que voce deseja, isso parece coisa do passado. A nova ordem mundial é GASTAR, FINANCIAR, ENDIVIDAR, até o momento que o cidadão e empresas entram em falência, entretanto essa postura irresponsável no passado provocou naquele momento um aquecimento do mercado, gerando emprego, impostos ou seja foi TUDO MUITO BOM, porém quem financiou esse maluco não vai ver a cor do dinheiro, esse que financiou pegou o dinheiro de outro que não vai ver o dinheiro também, entramos na crise mundial. As grandes potências decidiram que o caminho de sair da crise é enfiar trilhões de dolares e euros no mercado, para que volte o consumo e que as dívidas (deficit nominal) desses países nesse momento não é importante (A mesma história lá de cima que o sujeito gastou o que não tinha). O final dessa história nos veremos daqui alguns anos, uma CRISE FINANCEIRA MUITO MAIOR QUE ESSA.
    O controle do deficit nominal é fundamental para um país, para um estado, para um município, para uma empresa, para uma familia.
    Em relação aos funcionalismos públicos, é difícil defender:
    1 – As escolas públicas estão com níveis baixos. A Classe média tem que pagar escola privada, pois os professores são mais qualificados que da escola pública. Alguém consegue discordar disso?
    2 – Os hospitais públicos. Idem escola
    3 – Bancos Federais ou Estaduais. Péssimo atendimento, parece que eles fazem um favor em atender.
    4 – Atendimento das prefeituras ou subprefeitura. Tem um buraco na minha rua que irá completar um ano, todos estão convidados para a festa, pelo tamanho do buraco cabe muita gente, podem vir.
    5 – Fiscais da Prefeitura. Não posso falar já fui ameaçado por um, quando fazia parte de uma Associação de Bairro. Por sinal saí em nome da segurança da minha família.
    6 – Congresso Nacional. É covardia falar
    7 – Esfera Federal. Mensalão e etc
    8 – Esfera Judicial. Agilidade do Juiz em soltar bandidos (RICOS)em segundos. Nesse caso mostrou eficiência da Justiça.
    Poucos orgãos públicos (Bombeiros, Embrapa, Algumas Universidades e eu posso estar esquecendo de outros orgãos, peço desculpas) ainda são sérios, e para esses funcionários públicos, os meus agradecimentos.

    Em relação alguns comentários referente as pessoas que fazem economia e depositam o dinheiro em aplicações financeiras. Todo país cresce com a poupança, pois com esse dinheiro depositado os bancos podem financiar as empresas, moradias, infra estrutura, e infelizmente no Brasil o que fazem mais é emprestar ao governo, que gasta mal o nosso dinheiro, não gerando nada de bom para o país, exceto alguns malandros que saem do governo muito….. muito rico.
    O que a nossa imprensa deveria fazer é levantar onde o governo está gastando. Temos na previdência a maior vergonha do MUNDO. Os gastos da previdencia dos funcionarios públicos é absurdamente grande comparado com os funcionarios privados. Não escuto isso, será que a nossa Elite e Classe Média virou Funcionários Públicos bem remunerados? Será que a Mídia e seus funcionários tem rabo preso com a máquina do estado. O que o Brasil precisa é de IMPRENSA LIVRE, sem precisar de recursos públicos.

  12. josé paulo kupfer disse:

    Sabrina,

    Por favor, entenda a respeite os demais leitores e a mim. Este é um espaço aberto e livre, sem moderação. Nem por isso pode ser usado para intervenções fora do contexto. Aqui é um espaço democrático, mas, embora alguns se esqueçam, outros não saibam e uns tantos finjam não saber, não é casa da mãe joana.

    Aviso a você, aos outros nomes que eventualmente você assuma e aos que fazem o mesmo que não vou deixar este espaço virar a casa da mãe joana.

    O luis lusvarghi já veio aqui e, condenou, pelo menos publicamente, esse tipo de intervenção fora do contexto. Realmente, pega mal pra ele, que tem um blog no ar.

    Se eu fosse ele, não deixava desqualificarem, como desqualificam, o nome e o espaço dele

    Bem, pra encurtar a lenga-lenga, na próxima, vou excluir. ok?

  13. João Vicente Lima disse:

    Prezado Kupfer,

    Algumas (velhas travestidas de novas) elites brasileiras não mudam nunca: reclamam da violência e da educação incipiente na média do país, mas quando isto ganha a conotação de gasto público, então repelem quaisquer iniciativas nesse campo de conceitos.

    Resta o bom jornalismo que anime o cidadão comum a não aceitar a naturalização que estas elites fazem do desarranjo institucional e financeiro que nos impede de enfretarmos nossos problemas fundamentais.

    Sugiro que os (maus) críticos de plantão busquem dados sobre as corporações poderosas que ainda sugam as energias do setor público e não uma massa de funcionários (muitos extremamente qualificados e dedicados) que por razões de todo tipo, estão fora das atenções dessas elites.

  14. Antonio Piñón disse:

    Sr. Kupfer

    Superavit Primario ou Nominal, ele é necessário? Afinal o estado não uma empresa que tem que dar lucro. Eu sei que existem contas a serem pagas (juros da divida) mas os países mais ricos, como os EUA, não estão ligando pra isso e estão gastando MUITO mais do que recebem. Alias a Russia já deu o primeiro calote estatal desde 98 (uma empresa de aviação).
    Não seria a hora de procurarmos outras opções para as nossas finanças?

    Alias gostaria de fazer uma pergunta:

    O que aconteceria se os EUA desse calote nas dividas do FED???

    Abs

    ps: acho que esta lista bateu o recorde de quantidade no seu blog..
    ps2:parabens por manter o nível da discussão acima (bem acima) da média.

  15. antonio miranda disse:

    ´Caro Alcides

    Até que enfim alguem lembrou do ex-presidente Itamar Franco, o real criador do Plano Real e do modelo economico que até hoje impera. Quem ganhou a fama por ele foi FHC propositalmente para derrotar Lula é claro odiado até hoje pelos mandatários desta nação. E ao Fabio que o governo atual não fez o que tinha que ter feito pergundo o que o governo FHC fez, pois repito o Plano Real foi criado no governo Itamar Franco e FHC era um simples ministro, portanto recebia ordens de seus superiores. Se tivesse feito o que voces cobram tanto de Lula o PSDN não era para estar no poder até hoje? Se não está porque será?

  16. [...] substituindo-o pelo conceito nominal. Quem não leu ou quem quiser relembrar, é só clicar aqui Enviado por: José Paulo Kupfer – Categoria: Blog Tags [...]

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