Obama vai abrir o paraquedas sem saber onde pousará
Barack Obama faz, logo mais, o seu primeiro discurso “O estado da Nação”, mensagem que abre o ano legislativo nos Estados Unidos. Os jornais americanos especularam, durante todo o dia, sobre o teor do pronunciamento. O resumo do que dizem que ele vai dizer é que o governo voltará a ser grande – tradução: mais intervencionista –, mas pelo menor tempo possível. O desafio é convencer que a primeira parte é indispensável e a segunda, possível.
Tudo, porém, continua incerto. Como comparou um assessor do próprio Obama, citado pelos jornais, o novo presidente buscará convencer os americanos de que já puxou a corda e abriu o paraquedas, embora ainda não saiba quanto tempo demorará a descida e nem mesmo onde vai pousar.
Segundo o “New York Times”, Obama terá a dura tarefa de convencer os cidadãos americanos – e, por tabela, o resto do mundo – de que, para salva-los da crise, terá antes de salvar os bancos, que foram tão irresponsáveis; as montadoras de veículos, que não deram a devida atenção às mudanças competitivas ocorridas no mercado ao longo dos pelo menos últimos 25 anos; e os proprietários de imóveis, que se iludiram na crença de uma alta infinita dos preços das casas.
Os bancos puxam a fila. Amanhã, quarta-feira de cinzas, começam os “testes de solvência” dos bancos, primeiro passo para decidir se o governo tentará uma ação conjunta com investidores privados ou vai partir logo para a estatização. Do que já se sabe do plano de resgate do setor bancário, a idéia do governo é oferecer garantias os investimentos privados, caso o banco seja aprovado nas simulações de solvência a que cada um será submetido por equipes oficiais. Se a instituição não passar no teste, pode ser estatizada direto.
O mecanismo de resgate anunciado envolve a aquisição, pelo governo, de ações preferenciais, sem direito a voto, mas com cláusula de conversão em ordinárias, com direito a voto, caso o banco, depois da injeção de recursos, não se recupere.
Mas não são poucos os que, entre especialistas e economistas de prestígio, consideram tudo isso apenas um lance inútil na tentativa de evitar a inevitável estatização. Para eles, à frente o Prêmio Nobel, Paul Krugman, os bancos estão, na prática, insolventes, e não passam de instituições zumbis, perambulando à custa de transfusões de recursos públicos, incapazes de curar a insolvência efetiva de que padecem.
Na linha de frente das negociações para obter o apoio oficial condicionado à transferência do controle, se os problemas de solvência persistirem, estão o Citigroup e o Bank of América. Estatizá-los parece ser apenas questão de tempo.
Citi e Bofa estatais é algo tão incomum que nem no Carnaval dava para imaginar.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Kupfer, ouso abrir aqui um espaço de comentário humorístico.
Vamos analisar um artigo do Carlos Alberto Sardemberg, feito em abril de 2007:
A semana termina na euforia, com recordes de alta nas bolsas de valores de todo o mundo. Farra dos mercados?
Não. A verdade é que, descontada uma turbulência aqui, outra ali, a economia mundial segue em marcha de sólido crescimento. Sólido porque não é nenhuma bolha financeira. Ao contrário, está baseado em aumento da produção e do consumo em todas as regiões do mundo.
Nos países emergentes, em geral, na Ásia em particular, a produção cresce. E encontra consumidores nos países mais ricos, especialmente nos Estados Unidos.
Há multiplicação de investimentos produtivos, na economia real, por toda parte. Mesmo a África, sempre atrasada, se beneficia, por exemplo, com o desenvolvimento de campos de petróleo e gás.
Cresce o consumo de alimentos, coisa, aliás, que beneficia diretamente o Brasil, forte exportador.
As companhias multinacionais ganham dinheiro, reinvestem, abrem novos negócios, as ações se valorizam e segue a ciranda.
A verdade é que a economia globalizada, capitalista, está bombando. No exato momento em que muitos vizinhos aqui da América Latina voltam aos velhos modelos populistas alegando justamente a morte da globalização.
Depois não se sabe por que a América Latina fica cada vez mais pobre em relação aos outros.
http://colunas.g1.com.br/sardenberg/2007/04/20/globalizacao-bombando/
Warrior for Freedom,
Sempre foi assim e assim sempre será.
Só uma observação:
Maquiavel em seu livro visava o príncipe e não o reino.
Caro Marcelo,
Não me surpreende que você pense assim…
Abrs
PS: Reinos não agem, só os príncipes (indivíduos) o fazem.
Ola a todos
Na mia umilde opinhao de contunuarem com as demiçao sa coisas nou val melhorar ao contrario a tendencia e tudu pra o beleleu pois quando termine os salarios desemprego e o povo comense a pasar fame ele sai na rua e nada de papo so na brutalidade e no confrontom pois nese momento tudu muda pois ninguen que mudança so ir levando com a barriga como se ou outro vai dar a soluçao pra todos , so que nou vai ser facil sair do atoledo que eles fiserom e que tam fechando a porta pra uma saida com esa das empresas quererem baijar custo na hora errada
Entendeu mal, Warrior. Na verdade os príncipes de pouca visão atuam somente sobre o seu mandato, Os reinos se mantém através dos tempos e não podem (ou ñ deveriam) ser governados por políticas de uma vida.
Lendo os textos acima percebo o quão verdadeiro é o ditado que diz que cada povo tem o governo que merece… De 26 comentários só cinco não exibem erros gritantes… Não estou falando de coloquialismo, estou falando de erros GRITANTES… Sou brasileiro e já desisti, rs…
Edward (White Power),acho que vc bebe mais do que o Lula.Nunca vi nada mais fora de contexto na minha vida.
Este Obama e um LULA que fala ingreis!rsrsrsrsrsrsr E sem ter a mesma sorte pq o sapo barbudo nasceu virado pra lua…
Caro Kupfer, já viu no que dá trabalhar na terça feira gorda, né…
Acho que a maior parte dos comentaristas aí em cima leu alguma coisa em outro blog e resolveu comentar o que leram no seu, ainda que não tenham lido nada do que vc escreveu, presumo. Penso que, ainda que Krugman e outros ’saibam’ que a estatização dos bancos é inevitável, eles não trabalham no Salão Oval da Casa Branca. Obama não deve parecer ter, ainda que tenha, opinião formada sobre tudo, e o caminho para um governante eleito sob estreita vigilância da imprensa e de seus eleitores – uns mais, outros menos, todos com a corda no pescoço – é vivenciar com seu povo, as muitas etapas do longo e difícil aprendizado que vai levar os americanos, pelo menos por algum tempo, a relativizar as crenças sobre economia que os EUA empurraram goela abaixo do resto do mundo desde o fim da Segunda Guerra. É o preço que pagarão para tentar sair da enrrascada em que se meteram, todos eles, na crença de que podiam enriquecer ou amealhar patrimônio com pouco ou nenhum trabalho.
Ao leitor Luiz Botelho,
A Previ tem desembolsos a fazer sempre em Reais, na moeda corrente no Brasil. O seu valor em dólares, ou yenes, ou euros, alimenta conversa fiada e especulação, mas não muda a sua condição enquanto fundo de pensão, nem altera, pelo menos de maneira estrutural, a relação entre suas receitas e suas obrigações. O que pode desequilibrá-la, são as interferências políticas, como as havidas no governo FHC, quando os fundos tiveram que se associar a escroques como Daniel Dantas.
Tudu isto nou vai dar serto a ciranda financiera nou acavo segue camuflada e os capitais se movem de um pais pra outro especulando e destruindo ou abalando sistemas financieros dos paises como quem diria estamos na guerra financiera e se tem que detonar o mais se puder
Caro Kupfer,
Tudo o que Obama (fantoche do governo oculto), fizer não é para dar certo.Injetar bilhões de dólares (dinheiro falso e sem lastro),
na economia, resultará em mais dívida para o tesouro americano,
e um aumento explosivo do déficit orçamentário.
Os títulos do tesouro, em questão de meses explodem. (quem financiará a estupenda dívida americana ? )
Obama,não terá como reativar a economia, por um fator extremamente decisivo: TEMPO.
O sistema financeiro americano, está falido.
Como o plano Illuminati ,é destruir o dólar como divisa de reserva,
em questão de meses será desmonetarizado, sendo substituido
pelo Amero (nova moeda da União da América do Norte – EUA,Canadá e México.
Obama, foi inventado e colocado na presidência dos EUA, para resolver absolutamente nada. A sua “missão” é dar continuidade
as metas do satânico projeto da Nova Ordem Mundial.
Criar o caos generalizado, para cinicamente virem com as soluções. A partir daí, o início da desintegração econômica,
financeira, política e social, nos EUA e no mundo.
Brasileiro e mesmo um ser inferior por as respostas cadsiosas atribuidas nos temas, gente nou intersa se fulano foi demitido o se o tal se deu mal o problema ta e que os brasileiros som por nacensa individualistas e nada neste pais va pra frente pois nou tem governo e ne povo em ves do povo que se acha intelectual entender que povo unido fas a diferença nou o brasileiro comensa a tirar sarro das pesoas que se dam mal ( hoje o outro amanha vc ) cai na real
Caro Kupfer e comentarista Heitor
Eu ainda considero a redução de reservas em moeda forte de qualquer grande entidade financeira nos níveis apontados, como equivalente econômico aos eventos similares que detonaram o mercado financeiro americano e do Mundo. Esta história irresponsável de se refugiar em argumentos de viés inteiramente propagandisticos de que a moeda brasileira é descolada do dólar poderá levar o País a um estado financeiro delicado ,talvez como nunca na sua História!-tomara que não! Note que este argumento é o equvalente de achar auspicioso que a dívida interna se reduziu ,quando contabilizada em dólar ou se considerar que as reservas externas cresceram em reais! -e a partir destas estultices começar a se gastar porque houve uma melhora sistêmica das finanças públicas! .Acho que o Kupfer pode me esclareçer melhor neste ponto de uso econométrico de uma moeda não conversível como o Real na interação econômica globalizada,a qual rege todo o sistema financeiro (inclusive as aplicações da Previ no Mercado Financeiro).A propósito eu desconfio que esta estória de descolamento de mercados internos dos externos, uma falácia que só torna-se verdadeira em economias dirigidas e regidas por propagandas de governos totalitàrios!.
Kupfer,
Precisa mesmo o governo americano assumir os bancos, pois o que os banqueiros tem feito há muitos anos é só roubar e esconder as falcatruas.
José Paulo Kupfer – Categoria: Blog, dificil é acreditar que existe liberdade para se comentar. Já saí dos Blogs do Terra, porque lá dizer a verdade que eles publicaram, pega mal, quando vc emite o seu parecer baseados nas notícias difundidas por eles. ISSO É AUTO CENSURA E É INTOLERÁVEL. Democracia que não vale nada, custa caro e é corrupta, essa tal de democracia Brasileira.
Tô fora, dizer a verdade economicamente e politicamente correto é CENSURÁVEL. AMEM. LIBERDADE DE OPINIÃO NO BRASIL É SUBJETIVA E NÃO REAL.
isso é o que se chama de “construçao destrutiva”, mais um ponta pé inicial para uma proxima crise.