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06/01/2009 - 16:26

Economia, um colateral no horror de Gaza

O horror das guerras torna compreensível a busca de explicações “racionais” para os conflitos coletivos entre seres humanos. A economia é uma das justificativas preferidas nessas horas. Mas, se questões econômicas, de alguma forma, permeiam as carnificinas a que, com freqüência absurda, assistimos, não são elas que, infelizmente, estão na raiz de suas causas. Infelizmente porque seria mais fácil – e muito menos doloroso – jogar para algo “externo” a culpa pela irracionalidade e a estupidez das guerras.

Sim, sim, há interesses econômicos envolvidos.  A poderosa indústria de armamentos e suas coligadas clandestinas na distribuição de armas; controle da produção de bens essenciais, como petróleo e alimentos, o que inclui disputas territoriais, e uma série vasta de etecéteras estão aí para oferecer uma pseudo-explicação confortável e ideológica às matanças entre humanos.

Acontece que a noção contemporânea de vida nos impõe uma ética. Em nome dessa ética, não podemos, por exemplo, à maneira dos gregos antigos, jogar do alto dos desfiladeiros as crianças nascidas com “defeitos”. As guerras, quaisquer que sejam as suas motivações, por óbvio, quebram, em escala terrível, a ética da vida.

Mas, como no caso dos suicidas, que também recusam essa ética, a explicação corriqueira nunca é a verdadeira. Ninguém se mata por amor ou por acumular dívidas impagáveis, para ficar em “razões” comuns de suicídios. Pela simples e suficiente razão de que a maior parte dos humanos que sofre desilusões amorosas ou se encalacra com dívidas não se mata. Observadas por esse prisma, fica claro que as motivações profundas do gesto trágico têm de ser buscadas no interior da alma do suicida.

Sugere-se o mesmo diante das guerras. Nem todos os conflitos econômicos, comerciais, territoriais ou políticos resultam em guerras. Mas, onde, além desses ingredientes, há intolerância, não existe saída fora da guerra. Intolerância, eis o nome próprio da causa profunda e verdadeira das guerras e das “soluções finais”. A força que a nutre é a incapacidade de convivência com a diferença e o contraditório. Daí resulta o Mal, assim, com maiúscula. O resto – a política, a economia, a defesa de patrimônios e territórios – tem peso, mas, na essência, é apenas colateral.

O atual conflito na Faixa de Gaza não passa de mais dessas demonstrações de intolerância que resultam na barbárie da qual a história da civilização é tão lamentavelmente pródiga. Retrata o terrível triunfo dos genocidas – com a amarga ironia de que envolve populações marcadas por genocídios em sua história.    

Não há heróis no horror da guerra. Repelir a reação de Israel pela assimetria de forças e pela desproporcionalidade da reação é aceitar que alguma reação israelense faça sentido. Não faz. Israel não é aquela terra prometida de judeus ilustrados, sobreviventes do nazismo, que sonharam com formas socialmente inovadoras de produzir e viver. É um estado militarista, belicoso, infiltrado de fundamentalismo religioso.

Mas, invocar a desproporcionalidade da reação israelense a “ataquezinhos de foguetes de fundo de quintal” não é aceitar que, se o poder de destruição das bombas lançadas pelo Hamas fosse maior, a reação seria aceitável? Parece claro que o argumento também não faz sentido. Independentemente de seu poderio bélico, o objetivo declarado do Hamas, um espelho igualmente belicoso e infiltrado de fundamentalismo religioso de seu inimigo, é varrer Israel do mapa.

Argumentos de guerra, de que lado venham, sobretudo numa situação em que há razões para todos – e, portanto, não há razão para ninguém –, são imprestáveis. Só os argumentos da paz fazem sentido.

Israelenses e palestinos, como quaisquer outras comunidades sobre a Terra, têm direito a um lugar onde possam viver, pelas gerações, com decência e segurança. Nenhuma guerra naquele árido e estreito pedaço do Oriente Médio, como já se sabe há 60 anos, tem sido capaz de garantir esse direito mútuo. Só a paz, a partir do reconhecimento por Israel (e pelos Estados Unidos) do estado palestino e de Israel pelos palestinos (e pelo Irã), tem tal poder. Utópica ou não, a tolerância é a chave da paz.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

61 comentários para “Economia, um colateral no horror de Gaza”

  1. DI disse:

    Caro Kupfer

    Já fui contra seus argumentos econômicos em outros tópicos.
    Não faço parte de uma camada fiel de leitores que fica aplaudindo os autores de blogs, mas permita-me concordar com você em tudo que foi colocado.

    nota 1000

    abs

  2. argo disse:

    “Nem todos os conflitos econômicos, comerciais, territoriais ou políticos resultam em guerras.”

    Certo, concordo, mas só quando os conflitantes são muito díspares na relação de forças. Quando as forças são semelhantes, ou ao menos quando um dos lados pensa que é, ou aspira a ser (caso do Japão no principio do século XX, contra a Rússia), invariavelmente terminam em guerra aberta, em razão de todas (mas, todas, mesmo…) as guerras terem como causa primeira a questão econômica.

  3. sil disse:

    Parabébns pelo comentário, lúcido e esclarecedor.
    Uma pergunta: por que hoje, em que pessoas têm de se dispor a viver onde haja emprego e meios de vida (sejam os executivos “expatriados”, ou gente sem oportunidade em seu país) ter uma “pátria” é ainda tão necessário?

  4. antonio carlos disse:

    A matança de palestinos promovida pelos Israelenses tem único e exclusivo interesse e é de ordem Econômica. Americano, Israelenses e Ingleses não têm alma. O objetivo é criar instabilidade no mundo árabe e assim recuperar o preço do petróleo. A matança é financiada pelos donos do petróleo. Não confio nessa gente, não são humanos.

  5. amaury machado disse:

    Quanta lucidez, em tão poucas palavras, para explicar até aonde vai a, no caso, deplorável condição humana.

  6. Márcio disse:

    “Não faz. Israel não é aquela terra prometida de judeus ilustrados, sobreviventes do nazismo, que sonharam com formas socialmente inovadoras de produzir e viver. É um estado militarista, belicoso, infiltrado de fundamentalismo religioso”

    Que comentário infeliz.

  7. vanderwaalls disse:

    Ha!! Todos nos sabemos que a ultima guerra de bush. graças a deus! Seu ultimo gole de sangue!

  8. argo disse:

    Por que infeliz, Márcio? Não é a pura verdade?

  9. argo disse:

    Caro Vanderwaalls

    Não acho que é a última guerra do Bush. É, sim, a primeira do Obama!

  10. vanderwaalls disse:

    Pode ser. esperemos pra ver! Mas se for… temos mesmo que falir aquela nação. De algum jeito…

  11. Valdemir disse:

    O que assistimos é a “economia da guerra” e/ou a “guerra da economia”.

    Desde que o mundo é mundo, o negócio mais rentável é a venda de armas ( talvez só perca para as drogas), principalmente quando é clandestina. Assim,em tempos de “economia bicuda”, vamos sempre assistir conflitos aqui e acolá e, quase sempre os reais fomentadores ficam na “moita” ( EU, URSS, INGL).

    Assim, meus caros, podemos estar apenas no início de uma fase de novos conflitos. A indústria de armas não perde tempo.

  12. vanderwaalls disse:

    E a ONU? Eterna prostituta dos EUA. O que faz numa hora dessas!? Nada! Si limpar a sugjeira deixada por seu gigolô.

  13. Horacio P. disse:

    Concordo que só argumentos da PAZ que fazem sentido!
    Mas, ABANDONEM ESSA MIDIA IMUNDA QUE ESTA EM GUERRA CONTRA O BRASIL. Vão ao edu.guim.blog.uol e vejam a realidade dos números, que a midia imunda e APATRIDA está divulgando como a “falência” do Brasil. Abandonem a Globo, abandonem essa midia imunda.

  14. josé paulo kupfer disse:

    Horácio P.

    Obrigado pela participação. Lamento, porém, ter de discordar de você, com relação ao texto do Eduardo Guimarães.

    Li o post é há, ali, algumas confusões. Uma, secundária, a chamar o INA (Indicador de Nível de Atividade), de Indice Nacional de Atividade. Outra, menos secundária, é confundir a origem do INA, apurado pela Fiesp, com o IBGE. O Eduardo atribui o INA ao IBGE, quando o IBGE, nessa área, faz a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), essa que saiu hoje, com os resultados de novembro.

    O INA é um indicador antigo e cheio de problemas. A PIM é a pesquisa que todos usam, pela qualidade da sua apuração e formatação.

    Além dessas confusões menores, o post do Eduardo, para fazer valer sua tese, fica olhando para o retrovisor.

    Está mais do quie confirmado que 2008 foi um ano excepcional na economia brasileira e teria mais excepcional ainda sem a crise.

    De outubro pra frente, a coisa virou. Lamento, mas, pelo menos até passar esse começo do ano, se você olhar pra frente e não pra trás, terá diante de si uma curva descendente.

    O Eduardo faz um trabalho bacana de crítica (e denúncia) da parcialidade anti-povo da grande imprensa. Mas, no caso, na minha opinião, escorregou.

    A queda na produção industrial em novembro foi pesada, pegou quase todos os setores, foi fortíssima nos veículos e, infelizmente, forte também nos bens de capital.

    Pode não ser o fim do mundo (eu acho que não é e que teremos surpresas positivas em 2009, mas mais pra frente). Mas é tombo.

    Abrs.

  15. Claudia disse:

    De fato, a origem está na intolerância e, neste sentido, nenhuma argumentação justifica nenhum dos lados. Contudo, diante da força superior de Israel, órgãos internacionais deveriam ser mais fortes para impedir a morte de tantos inocentes. Pode ser apenas uma idéia poliana, mas vê-los apenas no blá, blá, blá enfurece qualquer pessoa.

  16. luiz c.l. botelho disse:

    Caro Kupfer e blogistas
    Nada mais correto que as conclusões de grandes cientistas políticos :”A Guerra entre Estados nada mais é que a continuação da contenda política humana e é tão terrivelmente natural como consequencia inevitável do acúmulo do excesso dos erros dos métodos da Política Tradicional. A democratização de um Iraque fantoche -controlável pelo USA, foi geopoliticamente erroneamente implementada na Faixa de Gaza, de acordo com a ótica americana-O Hamas Radical e anti-sionista/anti-americano se “elegeu”! E assim,.antes do Presidente Obama assumir com toda essa carga política nociva idealista de “Franciscanismo Messiânico” (por ser o primeiro presidente negro americano!), a “real politik” Israelense está atuando antecipadamente- opino eu!.A prevenção de desastres políticos através da real educação dos povos ( desastres tais como : A Alemanha Nazista, O Japão Imperial Militarista,, Terceiro Mundo nuclearizado, violação criminosas de direitos humanos,destruição de meio ambiente,corrupção institucional deEstados,etc..).) sempre sera o unico método para evitar estes terriveis desastres humanos,consequencia do embate político, e de acordo com o Geraldo Vandré e agora, os Israelenses :” Quem sabe faz a hora não espera a m@#%$a aparecer!”-É assim que diabolicamente pensa-se no jogo político brutal da guerra(a arte da hipocrisia e mentiras)

  17. Lucinei disse:

    A meu ver a bola está com a comunidade internacional.
    Foi ela que criou o problema aceitando a tese de se despejar árabe da chamada palestina para levar para lá judeus que foram perseguidos por mil anos pelo ocidente cristão até que os nazistas causaram o Grande Arrependimento que motivou a criação do Estado de Israel em detrimento dos Arabes. Para este fato, aliás, as lideranças do mundo árabe pesentes na assembléia decidiu a criação do novo Estado, que desde o início violou Direitos Fundamentais dos chamados palestinos, indagaram: por que os europeus não reservaram um territorio na Europa?
    Já está bastante claro que ambos os lados – ambos – se orientam por práticas que hoje são classificadas de terroristas. Foi assim desde o começo e não faz mais muita diferença saber qual foi o lado que começou ou vai terminar. O fato é qu a única liderança internacional – não só neste assunto – que está se mexendo é Sarkozy. Se não houver mais apoio convicto de outras lideranças veremos continuar o prolongamento da “matança até a morte” entre errados e errantes; de um lado e de outro.

    Ótimas considerações, Kupfer.
    Saudações.

  18. Warrior for Freedom disse:

    De acordo com o Aurélio, tolerância significa “suportar com indulgência”, mas eu ainda prefiro a definição clássica que fala de “convívio com as diferenças”. É necessário, ainda, sublinhar o fato de que para tolerar alguém ou alguma coisa, é preciso, antes, “divergir” ou “desgostar”. Em outras palavras, a tolerância pressupõe uma discordância prévia, pois, caso contrário, não haveria porque tolerar.

    A virtude da tolerância está relacionada, basicamente, com a diversidade de opinião e de crença. John Locke, em sua famosa Carta Sobre a Tolerância dizia que “não é a diversidade de opiniões (o que não pode ser evitado), mas a recusa de tolerância para com os que têm opinião diversa, que deu origem à maioria das disputas e guerras que se tem manifestado no âmbito Cristão por causa da religião”. De fato, é no âmbito das religiões que costuma manifestar-se mais agudamente a intolerância, se bem que, mais recentemente, ela tem sido muito comum, também, no campo das idéias políticas e econômicas.

    O que é mais importante, entretanto, é que a tolerância só pode ter por objeto pessoas ou idéias, nunca ações ou atitudes. A tolerância frente a agressão, o delito ou o desrespeito transforma-se em cumplicidade, passividade.

    Por isso, essa virtude tão nobre também tem os seus limites, o que cria, nas palavras de Karl Popper, o chamado paradoxo da tolerância: “se formos de uma tolerância absoluta, mesmo para com os intolerantes, e se não defendermos a sociedade tolerante contra os seus assaltos, os tolerantes serão aniquilados, e com eles a tolerância”.

    Cícero dizia que “o hábito de tudo tolerar pode ser a causa de muitos erros e muitos perigos”. Eu diria que tolerar a intolerância é suicídio.

    Assim, meu caro Kupfer, infelizmente, apesar das suas nobilíssimas palavras, Israel não tem escolha, pois seus agressores são de uma intolerância absoluta.

    Abrs

  19. Marcelo disse:

    Talvez a palavra “tolerância” não seja a mais acertada. Se o seu vizinho resolve fazer uma festa até as 4:00h da matina você também não pode tolerar (o risco é o de tornar as festas inconvenientes uma normalidade), mas ir até a casa do “agressor” e dar-lhe um tiro na cara é, também, um pouco desmedido. Chamar a polícia para tentar inibir o dito cujo pode ser uma solução. Prestar queixa e pedir indenização deve ser a pior das hipóteses.
    Não lembro de Israel ter apelado a comunidade internacional para tentar contornar a situação. Me pergunto se não há mais em jogo do que a simples retaliação ou ódio irracional.

  20. annie disse:

    Kupfer, você salvou o meu dia. Admirável.

  21. Sérgio disse:

    Caro Kupfer, muito lúcido seu comentário. Parabéns!!!
    Acabei de ler “A História Secreta do Império Americano” de John Perkins, ed. Cultrix (2008). Ele foi agente dos EUA e se arrependeu do que seu país, e ele, fizeram ao longo dos últimos 50 anos no mundo. É revoltante!!! Corrupção graúda, assassinatos e miséria mundo afora é apenas aperitivo.
    Israel, como diz o autor, é simplesmente mais um ato americano, visando exclusivamente interesses próprios econômicos (petróleo e armas) a fim de manter sua hegemonia no mundo, Um “inocente” útil plantado lá para desestabilizar a região, deliberadamente… Daí o eterno jogo de comadres EUA/Israel/Inglaterra…
    *antonio carlos 06/01/2009 – 17:08* resumiu bem. Basta ver a míséria em que vivem os palestinos. Relembra os guetos judeus da Segunda Guerra… PAZ é o que menos se quer…
    E o Presidente Lula foi corajoso e simplesmente falou a verdade.

  22. Gabi disse:

    Que comentário lúcido: Israel não é aquela terra prometida de judeus ilustrados, sobreviventes do nazismo, que sonharam com formas socialmente inovadoras de produzir e viver. É um estado militarista, belicoso, infiltrado de fundamentalismo religioso.

    Parabéns!

  23. argo disse:

    “Mas se for… temos mesmo que falir aquela nação. De algum jeito…”

    Vanderwaalls

    Antes disso, teremos que expurgar (não entendam como violência, longe disso) os babacas que só vêem a riqueza dos EUA, os deslumbrados, a elite colonial brasileira.

    Quando eles não tiverem mais apoio de quem os paga para não trabalharem (essa que é a tendência do aumento da participação da conta Serviços [leia-se juros] no PIB norte-americano), sua queda será questão de anos (não pensem que será fácil, mas até Roma caiu).

  24. CASAGRANDE disse:

    È não existe dúvida de que o Casa,faz você soltar o verbo;
    Verdades realmente são doloridas,principalmente por que fatos não é possível contraDITÁ-los,e imagens de inocentes ensaguentadas,por mais que se seja, dono da mídia, não dá para omitir.
    Sabe até pensei que estava lendo, parte das justificativas expostas nos textos, postados lá no síte,do homem do chapéu.
    Agora querer comparar armas fabricadas com a melhor tecnologia,comprada dos senhores da guerra,aos morteiros fabricados em fundo de quintal,inclusíve com falta de peças,pois não consegue, se quer ter direção,É querer extrapolar o racioninio de qualquer ser minimamente informado.
    Realmente é muito díficil explicar INFINITA desproporcionalidade,afinal lançar lançar FOGUETES com mira de raios layser em cima de crianças,praticando o mesmo exterminio de que já foram vitimas,só demonstra que nazista apenas não concluio o serviço.

  25. saldini disse:

    Parabems Sr JOSE PAULO KUPFER PARABEMS uma ejemplar traducçao da realidade no mundo algo que uma pesoa nou pode ficar calado e a crueldad deste conflicto ta demais pra uma pesoa emgulhir a retorica de los meios de informaçao que mostram uma foto do enterro de um palestino e o enterro de um sionista e muita ipocresia sendo que de um lado som asesinados 700 pesoas e do outro 3 ? e mais eu nou so palestino,judeo,comunista e nada por lo estilo eu so simplemente um ser humano me mora neste mundo

  26. saldini disse:

    Gente no e los americanos eles som tamvem carne de canhao como nois o que domina a economia,politica,industria e a apac e os americanos som meramente um intrumento nas maos dos sionistas ya que todo politico americano,ingles e franceses actual tivieram que faser o juramento de defensa de israel antes de ser electos caso contrario eles nou tinhan o finaciamento de campanha e difamaçao por a midia

  27. josé disse:

    tolerãncia zero para os terroristas do hamas

  28. eduardo disse:

    A incurssão de Israel, no momento, tem mais de um ingrediente. As eleições no estado sinista estão próximas. O estado sionista foi criado dentro dos territórios palestinos em 1948, e expulsou 700 mil palestinos. Na guerra dos seis dias israel oculpou boa parte de territórios, e continua expropriando terras principalmente dos palestinos, portanto são invasores, e devem deixar as terras que invadiram, só assim (talvêz), se consiga a paz na região.

  29. Warrior for freedom disse:

    Marcelo,

    Entendo o seu ponto, mas perceba que o que Israel fez foi, em sentido estrito, justamente “chamar a polícia”. Não esqueça que a polícia só é a polícia porque o seu poder de reação é (ou deveria ser) sempre desproporcional (maior que o de todos os demais membros ou grupos).

    Você falou em ONU. Suponhamos, para efeito de argumentação, que Israel cedesse e concordasse com o cessar-fogo proposto pela Comunidade Internacional, a exemplo do que já ocorrera na guerra contra o Hezbollah, no Líbano, poucos anos atrás. O que ganharia ele em troca? Será que desta vez a ONU sequer tentaria deter o suprimento de armas pesadas para as milícias do Hamas? Que garantias se dariam ao povo israelense de que não seguirá sofrendo os ataques dos mísseis provenientes de Gaza, ou de que esses mísseis não virão, num futuro próximo, carregados com ogivas químicas e biológicas?

    Ponha-se no lugar da população israelense e me diga o que você esperaria que o seu governo fizesse?

    Israel não está diante de um inimigo que pretenda dissuadi-lo de alguma coisa ou que esteja atrás de qualquer barganha. Seus objetivos não são econômicos ou políticos. O propósito dos jihadistas (eles próprios se auto-intitulam assim) do Hamas e de outros grupos terroristas é meramente destrutivo. Estão envolvidos numa “Guerra Santa”, justificada unicamente pelo ódio contra os chamados “infiéis”. Sua primeira missão é a completa extinção do Estado de Israel. Do alto da sua suprema intolerância, enxergam o povo judeu como a personificação do mal em sentido absoluto. Que espécie de diálogo pode haver com essa gente?

    Para eliminar a violência, meu caro, não basta não fazê-la ou pedir para que não seja feita. Acreditar que bastam boas intenções e apelos emocionais para extirpá-la das relações humanas é um tanto ingênuo. Infelizmente, a paz precisa ser construída com energia e, muitas vezes, a violência precisa ser combatida com armas, não apenas com palavras. Assim não fosse, não precisaríamos de uma polícia armada para nos defender, não é mesmo?

    Abrs

  30. saldini disse:

    Warrior for freedom
    1) las terras que ocupa israel son terras usurpadas e obtidas em forma extremistas matando palestinos e expolhando tudu lo que eles tinhan
    2) se vc invade a mia casa e toma conta de tudu lo que meu e eu que o que vc quer que eu fasa falar com vc tudu bem e seu eu to indo em vora
    e se eu defendo o que e meu e so extremista legal

  31. Marcelo disse:

    O Saldini fez uma colocação bastante razoável. Apesar destas terras já terem sido dos judeus há 2000, há mil anos são dos palestinos. Mas já morou por lá mais de duas gerações de israelitas, não é?
    A tentativa de intimidar através da violência foi implementada por diversos povos: Roma o fez sem sucesso contra os bárbaros, a Alemanha também e outros.
    O que torna tão importante a posição de Israel para o seu povo? Não é o fator religião?
    Israel tem o poder de varrer os palestinos do mapa será que eles temem uma reação a nível global ao implementar essa ação?
    O estado de Israel atende a interesses poderosos. Alguém está ganhando muito com essa guerra, então para quê terminá-la?
    Será que após tantos mortos os palestinos vão desistir de sua guerra santa? Fácil assim?
    E aquele seu vizinho barulhento? Não é mais simples você se mudar para não se aborrecer?

  32. Marcelo disse:

    “Assim não fosse, não precisaríamos de uma polícia armada para nos defender, não é mesmo?”

    Sinceramente? Na minha opinião a nossa polícia armada me aflige mais do que tranqüiliza.

  33. Volnei Corbellini disse:

    Kupfer, concordo com você em quase todos os aspectos, mas discordo em relação aos suicidas – há sim uma lavagem cerebral de cunho religioso que impulsiona esses desatinos – para quem viu a reportagem do Fantástico do último domingo sobre uma brasileira vivendo em Gaza e um brasileiro vivendo em Asklon isso fica claro – ela diz que, apesar do medo, ela não quer sai de lá, porque o “martírio” leva a Deus (Alah); isso é fanatismo puro, que impede as pessoas de pensarem por si próprias; sendo um pouco “catastrófico”, acredito que a 3ª Guerra Mundial vai ser de cunho religioso e começará quando o Irã atacar Israel com bombas nucleares.

  34. vic disse:

    O texto do Kupfer foi brilhante , resumiu e liquidou muito bem o assunto. …Parabens….!

    Ao menos teoricamente,
    porque na prática, espremendo o assunto até gritar, parece que faltou ao Kupfer nos explicar que a intolerancia pode ainda ser o resultado de um longo e tortuoso processo, com muita gente morta pelo caminho, e outras misérias históricas.

    Nesta situação, os agentes gritam “CHEGA” e tornam-se intolerantes por experiência, história e imposição.
    A intolerancia neles é irreversível – uma segunda pele cascorenta e agressiva..

    Daí não há mais escolhas – a guerra e aniquilação do outro é que definirá o futuro. Quando os vencidos obedecerem aos vendedores , é feita a paz!.

    De pensar pouco, lembro várias situações históricas que
    ilustram esta notável característica do gênero Humano.

  35. Warrior for freedom disse:

    Marcelo,

    Eu não acho que um problema com um vizinho mal educado e inconveniente deva ser resolvido da forma que você sugere, tipo: “os incomodados que se mudem”. Mas aí já entramos no campo do subjetivo, de juízos de valor.

    Quanto à polícia, esta é uma instituição praticamente universal e o fato de que algumas polícias não funcionem a contento, como a nossa, não a faz desnecesária.

    Abrs

  36. hilson m.breckenfeld filho disse:

    povos irmãos brigando por interesse econômico,essa confusão remota ao início do século vinte em que a maioria dos países nessa região eram colonizados,e a intervenção européia de extinguir os recursos naturais sem se importar com as consequências; o fato embaraçador é que todas as potências européias estão envolvidos até o pescoço com esse entrevero e a indústria de armamentos que lucra muito com o conflito não é a raiz do conflito, toda essa confusão começou com o expurgo dos judeus da europa que eles ajudaram a construir,mas que no inicío das pesquisas genéticas( eugenismo) toda população ocidental assitiu as conclusões sobre raça superior,e as pessoas alojadas por séculos, tiveram que migrar para região da qual já haviam saído, e a intolerância dissiminou-se tal como os flagelos( febre amarela e que tais) só que nessa expulsão a desculpa era o tamanho da caixa craniana por pesquisador hoje esquecido mas que à época era referência mundial,e de uma simples experiência não comprovada milhões de pessoas( já européias há muito) tiveram que ir para a região em nome da harmonia entre os povos;criou-se em 1946 o maior barril de polvóra,e hoje as autoridades competentes dizem que vão solucionar o conflito, surgido pelas suas mãos e mentes insanas de limpeza étnica; o comércio que existe é o menor dos problemas,mas a memória humana é volátil já dizia(freud) e referendado depois por hannah arendet.e a frança foi uma das nações mais envolvidas na extradição de pessoas( dreyfuss) denunciado por humanistas na época mas os politicos e a igreja católica não quiseram se expor

  37. terrorista disse:

    gay warrior bicha freedom

  38. Heitor disse:

    Kupfer, acho que a tolerância está mais para convivência a contragosto do que para indulgência. Mas uma das condições para que ela ocorra é a impossibilidade de extermínio do outro, que impõe a obrigação da convivência. Parece consenso que Israel tem as condições materiais necessárias para exterminar o povo palestino. Falta-lhe, entretanto, condições políticas para tal.
    Se é verdade que o Estado de Israel é uma cunha cravada no Oriente Médio para manter a região desestabilizada, sendo parte ativa do exercício dos interesses imperialistas naquela região, também é verdade que sua existência tem suas próprias razões para levar a cabo sua política de autodefesa – tão terrorista quanto aquelas dos grupos fundamentalistas que pregam sua extinção. Só para ilustrar, a utopia dos sobreviventes do nazismo citada em seu texto – terra prometida de judeus ilustrados – consome 80% da água do Rio Jordão para, entre outras coisas, plantar hortaliçãs no deserto, em detrimento da água disponibilizada para a sobrevivência dos palestinos. Até o bíblico Mar Morto tem sofrido as consequências face a queda do volume de água despejado nele pelo Rio Jordão.
    Como ferramenta imperialista, Israel exerce suas razões ignorando as consequências de seus atos, tal e qual seus aliados e patrocinadores. As desigualdades de toda ordem entre um e outro é o que determina a intolerância, penso eu.

  39. alexandre/SP disse:

    Lost Warrior,
    que garantias tem o povo israelense de segurança de um governo que vai à guerra por uma ELEIÇÃO? E vc te ALGUMA dúvida de q esse MESMO povo vai sofrer retaliações,com mais e mais atentados? O MEDO vai acabar após esse governo corrupto do sr.Olmert e cia. assinar um acordo,ou mesmo (DUVIDO) acabar com o Hamas, ou com o terrorismo em Gaza? Aliás vai acabar com o puco q RESTA de Gaza,mas não acaba com o terrorismo.
    E 205 crianças mortas, q tal para vc? Justo? E a disseminação do anti-semitism(AINDA…) q está pesando sobre judeus de todo o mundo,vc acha um preço RAZOÁVEL? MUITOS não estão achando. Olhe ao redor…
    Quanto ao Kupfer,para variar,sempre lúcido,parabéns. Releiam o q ele escreveu e PENSEM.
    Ser contra a Bestialidade do governo de Israel NÃO é ser anti-semita.Não caiam na ARAPUCA.

  40. roberto disse:

    Não da para falar nada amigos. A historia se repete, apenas mudam-se os atores. Estes acontecimentos estão gerando muitos rancores e isto vai acabar mal.

  41. saldini disse:

    Ola a todos
    1) los judeos e sionistas europeos nunca foram da judea
    2) los judeos que moravam na palestina nunca sairom de palestina sempre estiverom no mesmo lugar
    3) los judeos que vierom da europa som intrusos e numca nacerom em palestina por o tanto nou tem nengum direito de se auto proclamar donos das teras palestinas ( fatos falados por propios historiadores judeos pois eles falam que os judeos numca foram expulsos da palestina )
    4 ) como fica – si fica que com o dinero e o poder economico mundial dos sionistas e o seu dominio em EEUU-UEE e america eles com a midia e o cinema mudaram a historia a o seu jeito

  42. Warrior for Freedom disse:

    Alexandre,

    Nenhuma morte de inocentes é justa. Ninguém se alegra com isso.

    Vamos, porém, destrinchar o seu argumento para demonstrar como ele é falacioso. Para isso eu pergunto: quantas vidas e perdas econômicas teriam sido poupadas, durante a Segunda Guerra, se os aliados, liderados pelos ingleses, tivessem agido como os franceses, abrindo as portas e deixando os nazistas dominá-los sem resistência? Eu acredito que dezenas de milhões. Porém, será que valeria o preço? Você acha que o mundo estaria melhor se os aliados não tivessem oferecido resistência e posteriormente vencido a guerra?

    Não, meu caro, o mundo é muito mais complexo e cruel do que nós todos gostaríamos. Isto não é um lamento ou uma apologia, mas a constatação de um fato. E não iremos mudar o mundo com belas palavras, pois infelizmente a intolerância não aceita argumentos.

  43. Claudio disse:

    Invadir o espaço do outro, muito comum entre humanos, gera o conflito de interesses. E, nessa situação, inexistindo tolerância, não há outra alternativa que não a guerra. Nesse contexto, a violência tem que ser pra valer.

  44. Priscilla disse:

    Bem.. acredito que na economia não precisa ter uma guerra própriamente dita , com direito a granadas e expploxivos em geral, para ser uma guerra, onde acordamos e não sabemos quanto custará o leite, o pão, a carne…Acredito que na verdade já estamos no meio de uma guerra que nunca termina e se é por falta de mortes temos milhares de pessoas morrendo todos os dias em hospitais sem recursos o suficiente, e até mesmo se autodestruindo para sustentar uma boa parte da economia ilícita no mundo que os fundos vão para onde?

    Vou aproveitar o meu comentário e deixar para todos um site que achei interessante, onde trás resultados relevantes a economia e assuntos em geral!

    Um abraço a todos!

    O link é esse: http://www.ziipi.com/result?pesquisa=economia

  45. argo disse:

    [Colabora para a ordem e o “progressio”…]

    Perdoe-me, JPk, “agonia” típica de pernambucano; não aguentei esperar até a Tribuna “abrir”, eh, eh

    Como abri um tópico novo – no lugar correto, a TL -, peço apagar ambas as mensagens – esta e a incorreta.

    Abraços!,

  46. argo disse:

    teste 10:46

  47. argo disse:

    O horário do blog começou ficar bagunçado, novamente.

    10:47

  48. josé paulo kupfer disse:

    Argo,

    Você, mais do que ninguém, sabe que há agora um espaço próprio para os comichões…Colabora para a ordem e o “progressio”…

    Abrs.

  49. DI disse:

    Caro Warrior,
    Não seja ingenuo. Conheço a região. Não é uma guerra de um lado terroristas esquerdistas radicais e de outro um mundo civilizado democratico ocidental…nem a direita americana acredita mais nisso.
    As sociedades são plurais, acredite até mesmo a sociedade Palestina. O que eu acho do Hamas? Claro que o mesmo que você!
    Mas a guerra é contra o Hamas?? Os argumentos Israelenses vêem mudando de acordo com as condições , porque eles sabem que não estão somente atacando o Hamas……
    O assunto é muito complexo e as atitudes mudam a cada segundo para tomar partidos como se fosse uma discussão: privatiza ou não.
    Podemos ficar horas argumentando quem começou primeiro (coisa de criança) , infelizmente ou felizmente, não há pretos e brancos, se o problema fosse o Hamas iria com você até Gaza para combatê-los…e “dar a paz ao povo Palestino”.
    Saia fora deste atoleiro, e como bom liberal não abrace as atitudes de Israel (tem que ser respeitado como Estado sim!) Tenho medo que você seja pego numa emboscada…armada pelo exército Israelense…

  50. Marcelo disse:

    Caro Warrior for Freedom,

    Paris não abriu as portas para as forças nazistas por ser tolerante. Na verdade a França já havia sido invadida e o que eles queriam era poupar a cidade de um eventual bombardeio (o que convenhamos seria uma grande pena). Eles apenas fizeram uma escolha. Um capitalista (verdadeiro) sabe que “valores” se modificam com o tempo e as oportunidades.
    Um exemplo:
    Provavelmente você venceria a disputa com seu vizinho chato, isso levaria alguns anos até acontecer e ele, obviamente, não ficaria nada satisfeito. E você, meu nobre, ficaria aguardando os “foguetinhos” dele partirem de “Gaza”.
    Obs: Para ficar claro, eu também não sou da teoria “Os incomodados que se mudem!” muito bem colocada por você.

  51. DI disse:

    Caro Alexandre/SP
    Permita-me concordar com você.
    Ser contra as atitudes de um pais não significa ser contra o povo.
    Não gosto do Chavez, mas querer qualificar os Venezuelanos de iditotas é ser arrogante e preconceituoso, e por aí vai…..
    NÃO SOU DE ESQUERDA, pratico o Capitalismo como poucos e sou Cristão, MAS crítico as Atitudes de ISrael. O rótulo que alguns jornalistas tanto de “direita” quanto de “esquerda” querem colocar neste conflito só cola nos trópicos…acho que PSDB e PT têm um problema quase sexual…..
    Por isso para ser informar melhor sobre o assunto, as usual, tenho recorrido a midia internacional…

  52. saldini disse:

    eu detesto o capitalismo como o comunismo pois neum dos dois prestan los dois sistemas entran em crisis ciclicamente entao nou serve tem que aber uma posisao mais intermeia e moderada tanto no social como no economico pois o que esta nou serve pra ninguen ( 20 anos pra uma familia se extruturar pra em unos meses perderem tudu )
    com respecto a la invaçao ma frança foi uma aposta errada da frança por ir tras da inglaterra se deu mal ( alemania queria o corredor para o baltico que a polonia avia anexado depois da primeira guerra mundial e ampliar o seu comercio , mais como inglaterra e um pais que nou queria concorrencia economica da alemania fes um tratado com a polonia que si o seu teritorio fose invadido era como declara a guerra a inglaterra e a frança tamvem foi inducida por inglaterra para fortificar a alianza , e polonia se sentiu forte e comenso a brincar nas negociasiones com alemania e nou deu outra)

  53. Observador disse:

    Warrior for Freedom:

    Você afirma que os Europeus foram herois porquê resistiram à invasão Nazista, mas diz que os Palestinos são terroristas porquê resistem a invasão Israelense. Eu entendí certo?

    Alguem ainda se lembra que a Faixa de Gaza é formada pelos milhares de Palestinos espulsos de suas casas pelos Israelenses da cidade Árabe de Askalaan (Hoje Ashkelon, Israel)e criaram este campo de refugiados entre o mar e a fronteira Egipcia. Alguns Palestinos mais velhos, ainda guardam as chaves de suas casas na esperança que a ONU lhes devolva o que os Judeus lhes tomaram.

  54. Warrior for Freedom disse:

    Marcelo,

    As razões da França são o que menos importa no meu argumento. A hipótese que pedi que considerassem é a de que os aliados tivessem “aberto as pernas” para Hitler, ao invés de resistir. Isso teria poupado milhões de vidas, mas a que preço?

    Observador,

    A sua leitura da história é muito estranha. Israel jamais invadiu um território. O que Israel conquistou foi sempre em guerras nas quais, como agora, ele sempre foi agredido primeiro. As outras terras ou foram-lhe concedidas pela própria ONU (acordos multilaterais) ou foram adquiridas (compradas), em negócios muitas vezes intermediados por negociantes árabes.

    É estranho que todos peçam a mediação da ONU no presente conflito, mas ao mesmo tempo desconsiderem o fato de que foi a própria ONU – presidida à época por um brasileiro, diga-se de passagem – quem estabeleceu as fronteiras originais do Estado de Israel, Estado este que os seus inimigos árabes insistem até hoje em “varrer do mapa”.

  55. BETHO disse:

    Primeiramente tenhode dizer que sou a favor da convivência pacíica entre os dois povos. Não tenho nada contra nenhum.
    Agora, sua afirmação de “Israel conquistou foi sempre em guerras…” não condiz coma realidade. O Estado Judeu só foi aceito pela comunidade internacional dos meados do Século XX por causa dos vários atraques terroristas praticados por judeus sionistas – é bom deixar claro que nem todo judeu é sionista – , ademais, essa guerra tem início com a chegada de vários judeus que criaram milícias para atacar árabes na região. Essa histório de que é uma guerra milenar é pura bobagem, Afinal a pouco´tempo, historicamente falando, judeus e árabes da região lutavam juntos contra o domínio do Turcos-Otomanos e, posteriormente, contra os ingleses.
    Com isso não estou justificando os ataques do Hamas, apenas afirmando que o que é ser terrorista ou não é muito mais uma questão secundária na luta atual.

  56. alexandre disse:

    kupfer,me responda,se for possível,se um cidadão diáriamente fosse jogar bombas,essas bombinhas que se compram na mercearia,na varanda sua casa tipo 2 horas da madrugada,assustando a tua mulher e os teus filhos,o que você faria?me responda,gostaria de saber.sou a favor da existência de esraewl e palestinos,concordo com você todos têm direito a vida e a terem uma nacionalidade,procure se informar melhor porque os os estados unidos e o próprio esrael aceitam um paiz palestino,eles é que não aceitam a existencia de esrael,por isso temos que estar do lado certo,de resto é pura balela e enche páginas.

  57. VANIA disse:

    -PARABÉNS PELO COMENTÁRIO, ENFIM UM MÍNIMO DE DECÊNCIA DE UM REPRESENTANTE DESTA IMPRENSA TENDENCIOSA E SEM ÉTICA, QUE SE VENDE INESCRUPULOSAMENTE AO PODERIO ECONÔMICO JUDAICO-AMERICANO.

  58. Wellington Trotta disse:

    Texto claro; idéias encadeadas; argumentos lógicos.
    O sr. Kupfer apresentou um leque de complexos econômicos nos quais eu não havia pensado, destacando-se como ímpar a distribuição de alimentos. O comércio de alimentos nos conflitos bélicos constitue uma fonte generosa de enriqueciemtno dessa indústria que se beneficia com a tragédia da guerra. Bem pensado.
    Gostaria de salientar, ainda, que o problema da água, naquela região, também é um complicador que leva ao impasse de soluções.
    Parabéns.

  59. Wellington Trotta disse:

    Prezado Warrior for Freedom.

    Observo que vc é instruído, articulado e com grande poder de síntese. No entanto, por se colocar incondicionalmente sempre contra os palestinos, torna sua posição sectária e intransigente (isso não quer dizer que vc seja intransigente, por favor), prejudicando a conclusão do seu raciocínio.

    Não é verdade que o conflito judeu-palestino seja tão antigo assim. Bernard Lewis publicou um livro intitulado “Judeus do islã”, onde apresenta dados muito significativos em que demonstra convivência pacífica entre os dois povos ao logo dos séculos, prejudicada após a imigração sionista.

    Penso que um dos elementos de instabilidade naquela região seja a concepção de um Estado sionista, pensado sob a égide do fundamentalismo religioso. O Estado de Israel não é laico e muito menos democrático (aliás, não existe Estado democrático). É muito mais fácil um israelense obter cidadania brasileira que um bralileiro não-judeu se tornar um cidadão israelense.

    Sim a existência do Estado de Israel, desde que não seja expansionista e abra mão do seu fundamento sionista, devolvendo os territórios ocupados.

    Um abraço.

  60. Wellington Trotta disse:

    Ao continuar esse diálogo com os demais colegas, julgo necessário fazer um esclarecimento. Fiz o meu ensino médio no Colégio Instituto Guanabara no bairro Tijuca na cidade do Rio de Janeiro, onde conheci grandes colegas judeus que se tornaram meus amigos particulares a despeito de tomarmos rumos diferentes em nossas vidas. Sempre nos tratamos com carinho e lealdade. Já na faculdade e na pós conheci outros colegas judeus, uns não passaram de bons colegas e outros grandes amigos, normal. Como tenho por princípio respeitar os princípios alheios, sempre fui convidado para discutir diversos assuntos com amigos judeus sobre assuntoa diversos, inclusive a velha questão da inserção dos judeus em sociedades majoritariamente cristãs. Ouvi e ouço profundas reflexões de ordem filosófica, muitas edificantas, outras… Rasteiras e sem qualquer nexo. Nessas últimas percebi a pérfida influência do pensamento sionista, que embora sendo minoria tem a capacidade econômica e organizacional para fazer muito barulho e estragos.

    Pois bem. Cada um pode fazer a opção que desejar, contudo deve responder pelas consequências incongruentes de seus pontos de vista. No meu entendimento ser judeu não implica necessariamente ser sionista; até vejo com correção que defendam a existência do Estado de Israel como uma unidade histórico-cultural-espiritual, não confundindo, porém, com essa ordem belicista. Até concordo que um Estado soberano deva se armar para ser respeitado no mundo em que domina o princípio “homo homini lupus” tão bem detectado por Thomas Hobbes. Mas penso que Israel exagera na dose do seu remédio.

    Deseja eliminar o Hamas? Muito bem, devolva os territórios ocupados. Deseja eliminar os fundamentalistas islâmicos? Pois bem, contenha os seus. Deseja ter aliados no mundo palestino? Pois bem, incentive o desenvolvimento econômico na Palestina e terá um povo promissor e aliado. O boicote que Israel impôs aos palestinos foi irresposável e sem desculpas, todos se calaram, inclusive esses árabes que lucram com a desgraça dos palestinos.

    Penso que a comunidade internacional deveria propor um boicote econômico a Israel para que suas posições sejam revistas, isso para o grande bem do povo de Israel, que por sinal nos legou um dos maiores patrimônios da humanidade: o TANAH.

    Saudações.

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