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24/12/2008 - 09:45

O Brasil em movimento

Véspera de Natal é tempo de refletir, agradecer e insistir na esperança. Nada melhor, portanto, do que destacar depoimentos enviados por leitores sobre o que ocorre nas profundezas do Brasil invisível, mas real, muito real, motivo de discussão e contorção ideológica, mas raramente revelado pela mídia.

Os depoimentos a seguir, enviados a propósito de um post sobre a nova “classe média” que emerge no País, publicado ontem, 23 de dezembro, revelam que o Brasil e os brasileiros continuam em movimento. Apesar das dificuldades enormes, progridem.

Estes, dessa nova “classe média”, de resto um fenômeno global, saíram da linha de pobreza das estatísticas econômicas, mas continuam pobres. A diferença, fundamental, é que, nessa nova “pobreza”, há perspectivas. E dignidade.

Neste momento, em que somos chamados à reflexão sobre o milagre do nascimento e da esperança numa vida de dignidade, agradeço a todos os que, com a leitura e com os comentários, fazem deste espaço de debate um lugar de diálogo honesto (sem adesismo ou oposicionismo sectários) e vivo. 

Feliz Natal e, sim, sim, paz na Terra ao homens de boa vontade.

* * *

Enviado por: Julio Barbosa
 
Eu me incluo nessa nova classe média, sou de família pobre, carioca, filho de nordestinos migrantes. Minha família sempre foi pobre, porém com um razoável padrão de vida. Morávamos em uma bela casa, mas no alto do morro, nunca nos faltou nada do bom e do melhor, nem comida, nem roupas, nem brinquedos. Meu pai era eletricista, seu salário nos garantia uma boa renda, e minha mãe dona-de-casa. Meus irmãos mais velhos começaram a trabalhar ainda adolescentes, não por necessidade, mas porque queriam ter uma relativa independência. Eu comecei a trabalhar aos 14 anos como menor aprendiz em uma estatal, posteriormente acumulei diversas experiência profissionais. Hoje, aos 31 anos, sou formado em Letras por uma universidade pública, servidor público federal e professor de uma escola particular. Tenho uma renda de mais de R$ 5.000,00. Entretanto, mesmo antes de me formar há 2 anos, quando entrei para a universidade em 2002, já tive acesso a oportunidades que não teria se não tivesse investido nos estudos. Em suma, a melhor maneira de um indivíduo ter uma ascensão social digna é através da Educação, do acesso ao conhecimento. Todavia, não podemos deixar de lembrar dos esforços que o Governo Lula tem feito para diminuir os abismos e assimetrias sociais existentes no Brasil.

* * *

Enviado por: emerson
 
Eu tenho esposa e 1 filha.
Acompanhe:
Renda Familiar bruta: R$ 4.200,00
Renda Familiar LÍQUIDA: R$ 2.900,00 (R$ 1.300,00 de encargos, hein?)
Despesas:
Prestação Apto 2 dorms (50m2)= R$ 450,00
Condomínio= R$ 300,00
Escola da minha filha de 2 anos = R$400,00
Compras de supermercado mensal (incluindo fraldas, lenços umed.,leite)= R$ 320,00
Luz= R$ 60,00
Combustível para o nosso “pois é” ano 95= R$ 250,00 (mensal)
Telefone: R$ 150,00
Acordos de dívidas de empréstimo que fui obrigado a fazer qdo minha esposa ficou 2 anos desempregada = R$1.000,00 (mensal)
Total: R$2.930,00

Obs: não computei o $ do pãozinho de todo dia, roupas pra minha filha (pq não compro pra mim faz tempo) e os raros passeios no Shopping Center, que ultimamente é a única diversão que consigo dar a minha filha.

Faz 3 anos que não sei o que é uma viagem, tbém.

Talvez eu e minha família figure na lista dos ricos em Pernambuco, Alagoas, Ceará, Tocantins, Amazonas (isso no interior). Porque nas capitais, principalmente em SP, R$ 10,00/dia, vc não faz praticamente NADA. Vc não VIVE. Como alguém que não ganha o suficiente pra VIVER pode ser considerado rico?

Talvez mtos aqui nessa coluna, achem que estou chorando de barriga cheia. Mas a idéia que estou tentando passar é a de que não basta simplesmente receber o salário, encher a barriga da família, pagar luz, gás, telefone e acabou. Sou parte dos 20% dos ricos no Brasil. Não é assim. É hipocrisia acreditar nisso.

O rico trabalha muito (qdo não é deputado, vereador,rsss), ganha um ótimo dinheiro, paga suas contas, passeia, se diverte, dá ótima educação e saúde pros seus familiares, compra roupas, enfim, VIVE. Há anos atrás, antes dessa parafernália que aconteceu na vida de todo mundo que foi o Plano Real, classe média era isso. O que consideramos o Rico hoje. E não existia essa facilidade de crédito que existe hj. Os juros eram altíssimos. A classe média tinha $$ pra VIVER, e hj ela se tem, é bem controlado. Eu mesmo, que nunca fui classe média, pagava meus estudos, viajava bastante, toda semana batia ponto no clube que eu era sócio, nadava, jogava, me divertia, tinha carro todo equipado. VIVIA.

É pra isso que eu chamo a atenção. O Rico ele VIVE. Endividado continua dentro dos 80% restantes da população, os POBRES.

* * *

Enviado por: Hélio Franco
 
Meu caro Kupfer, eu posso acompanhar esse fenômeno mencionado em seu texto aqui mesmo onde moro: Valparaíso de Goiás, situada na fronteira com o Distrito Federal. Esse é um dos 15 municípios que mais crescem no país atualmente, e tem passado por um processo de intenso desenvolvimento de uns três anos para cá.

Nesse período foram inaugurados mais ou menos cinco lojas de grandes redes de eletrodomésticos, três supermercados de grande porte, duas concessionárias de veículos (mais umas cinco lojas de carros usados) e até faculdade.

É palpável esse movimento de “prosperização” da economia em Valparaíso, que até há uns anos era apenas uma “cidade-dormitório” de uma massa de cidadãos que todo dia se deslocava para o trabalho no Distrito Federal. Isso, os empregados e “bicos”, porque uma parte considerável estava desempregada.

Agora em dezembro, o shopping center, até então bem modesto, inaugurou uma filial das Lojas Americanas, outra da Marisa, e ainda vêm mais duas filiais de grandes redes para o centro de compras, que agora vive lotado de gente.

Tudo isso representa emprego para a população antes desempregada e sem perspectivas, e que agora vê seus filhos se tornarem os primeiros em gerações a freqüentarem faculdade, graças ao Prouni. Esses meninos também têm a chance de fazer vestibular para dois campi da Universidade de Brasília que foram inaugurados em duas cidades periféricas do Distrito Federal (Gama e Taguatinga), por conta da elevação do número de vagas nas federais públicas prevista no Reuni.

Sem contar as escolas técnicas que vêm sendo construídas em todo o Brasil – e o Distrito Federal também terá uma. O projeto de criação de Institutos Federais de Ensino Técnico e Tecnológico foi aprovado recentemente no Congresso, e vai à sanção presidencial, e cada unidade da Federação terá uma dessas instituições.

Nós costumamos a ter a visão limitada pelos preconceitos e por isso às vezes perdemos a noção do macro. O processo que nós observamos no Brasil é semelhante ao vivido em outros países emergentes. O Estado não só redistribui a renda, mas também fortalece o mercado interno com programas sociais como os que formam o Fome Zero, fazendo esse investimento voltar para a economia real, num ciclo que propiciou a ascensão social de 20 milhões de pessoas nos últimos anos e de quebra ainda nos tornou menos vulneráveis às oscilações externas.

É evidente que ainda há muito a ser feito. E muitos resultados desse conjunto de políticas que este governo vem adotando virão apenas a médio e longo prazo. Um jovem leva quatro anos para se formar numa faculdade, ou dois num curso técnico.

Hoje, já há carência de engenheiros e de outros profissionais de alta qualificação, por conta do aquecimento da economia, e essa massa de profissionais começa a ser formada agora, para só no próximo governo ingressar no mercado de trabalho.

O ponto chave de sua análise é a idéia de acesso, que obviamente não será proporcionado pelo “deus-mercado”, como foi muito bem lembrado. A modernização do Estado brasileiro passa necessariamente por essa reflexão, e a crise do suprime, com seus desdobramentos, nos mostra que a antiga idéia do Estado mínimo fracassou.

Nos resta agora buscar o equilíbrio entre o Estado provedor e as condições necessárias para a expansão dos investimentos e a manutenção do desenvolvimento econômico de forma sustentável. Mas tudo isso se dará de maneira menos traumática se soubermos prover acesso aos serviços básicos a toda a população. Crescendo a base, toda a pirâmide ficará mais bem fortalecida.

Saudações e um bom Natal a todos.

* * *

Enviado por: Profitel

Olha Kupfer, um ano e meio atrás me colocaram pra fazer o cadastramento da presença do “Bolsa Escola Federal”.

Nos três primeiros bimestres xinguei pra caramba, sou Técnico em Hardware e não digitador, como não havia mais ninguém pra fazer o serviço sobrou pra mim.

Bom, passei a chamar “Bolsa Esmola”, reclamar a cada período (eu passava 4 dias em casa trabalhando das oito às dez da noite, usando minha conexão, meu computador e a energia elétrica (fora o desgaste do equipamento) pra cadastrar 50 e poucas escolas,

Volta e meia escapava um que na dúvida eu excluía do sistema, no bimestre seguinte a diretora ou secretária da escola vinha explicar que a situação da família era essa ou aquela e que estavam passando necessidade por conta da falta do dinheiro.

Meu, caí na real, com um clique do mouse estava privando de uma (pra mim merreca) grana que faz falta a quem não tem porra nenhuma.

Só deixo esse depoimento, nem quero saber quem é o presidente, sei d’uma coisa, há gente pobre, mas, muito mais pobre do que vocês imaginam nesse País.

De boa, só isso.

* * *

Enviado por: argo
 
“Só deixo esse depoimento, nem quero saber quem é o presidente, sei de uma coisa, há gente pobre mas, muito mais pobre do que vocês imaginam nesse País.”

Profitel,  é a pura verdade o que você escreveu. Moro no interior de Pernambuco, pobre eu também, mas não miserável como muitos CIDADÃOS BRASILEIROS, gente esquecida da maior parte dos bem-aquinhoados, daqueles que só sabem reclamar do governo, que só olham para o próprio umbigo.

Bem, de qualquer forma, após o governo Lula, a situação melhorou, e muito. Só o fato de constantemente se ter que enfrentar fila nos supermercados já demonstra isso. Todo o resto é frescurite política, debates inócuos – nocivos, até.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

49 comentários para “O Brasil em movimento”

  1. Vicente Antonio da Silva disse:

    Kupfer… estes poucos depoimentos, vindo do interior do Brasil, nos alegram. O brasileiro começa não só a comer, mas a pensar e articular um raciocinio lógico e crítico, que é o começo de uma cidadania altaneira que inibirá os dogmas e preconceitos própiros da ignorânica. Viva .. FElizes Natais presentes e vindouros…

  2. duvida disse:

    Ola a todos e um felis natal e ano novo com muita esperanza e que todos no brasil e no mundo melhorem um poco a vida de cada um pois os povos meresem.
    Em todo gobernos lamentavel mente unos melhoram e outros empeoram a sua caldade de vida pois nada e omogenio mais indiferente de idioloia politica e de partidos que som todos iguais na sua maneira de proseder mineiro eles,depois eles,mais eles,mais eles e depois eu vo ver o que fazo com o povo se sobrar migalha eu do pra eles.
    Por cada real que o governo destina pra o povo da R$ 100.000,00 da pra os bancos,as multinacionais,e R$ 5.000,00 para os politicos e se isu e correcto bom ta tudu legal a pobresa sera erradicada de aqui a mil anos

  3. Maria Célia disse:

    Fico muito satisfeita com a PRESENÇA da população brasileira nos comentários midiáticos. Expondo idéias, certezas e dúvidas.
    Respeito todas elas, pois são fruto de verdades cotidianas, sentidas nos bolsos, nas mãos, nos afetos daqueles que ainda PODEM e QUEREM olhar ao redor de si mesmos.
    Bom Natal à todos!

  4. Não temos a cultura de administrar nosso patrimônio e menos ainda o quanto ganhamos. O problema é sério, hoje, somos colônia de exploração e consumismos conjugados como tantas outras dos chamados países “emergentes”, ou será, “submergentes??”. Ninguém nos alerta sobre os riscos dos emprestimos bancários, das compras à prazo etc… Desde o ciclo primário quem tratar desse assunto é taxado de “nerd” ou “burro”, os professores se quer tocam no assunto, pois, também estão endividados. Estou enviando a todos os amigos uma mensagem de alerta nesse sentido para que possamos dar um basta neste consumismo desenfreado em que vivemos. Imagine uma criança cuja babá deixe diante da TV por 1 h durante uma semana, quanta mensagem de consumismo entre um intervalo e outro essa pobre criança não terá assistido? Entre os 12 e 15 anos se ela já tiver sido um dos motivos da separação dos seus pais, ela tem tudo prá se tornar um adulto frustrado. Se quisermos dar um basta, temos que fazer uma seleção rigorosa entre o que ganhamos (crédito) e o que gastamos (débito). Fico descrente quando vejo o próprio Presidente Molusco, (lula) em entrevista a determinado canal de TV anunciar aos operários de uma fábrica em SP dizer: : “…se vc não compra a industria não vende e se ela não vende então provavelmente vc perderá o seu posto de trabalho” uma especié de realidade econômica misturada com chantagem ao nosso incalto trabalhador brasileiro. 1) Deveriam nos ensinar, gaste somente o que sobrar do seu salário. 2) Se não sobrar não peça emprestado nem compre fiado, rasgue o cartão de crédito. 3) Fuja dos cheques, “pré-datados”, que os lojistas trocam com agiotas institucionalizados com perda de até 17% mas se você solicitar desconto na compra a vista, receberá um não como resposta. A culpa é nossa e somente nossa quando nos oferecem vantagens inexistentes, descontos fantasmas, vendedores sorridentes, lojas com som auto para desviar nossa atenção, shoppings com manobristas só se você for comprar etcc… fora o stress do trânsito, o risco de ser atingido por uma bala perdida, um assalto relâmpago, uma batida na lateral do veículo, a coação dos” falsos guardadores de carro” , claro, isto tudo por sua conta e risco próprios. Temos que aprender o inverso, dar uma olhadinha superficial no “caderno policial” da maioria dos jornais e nos concentrarmos nas opiniões de especialistas em economia, como o deste blog.
    Abraço e feliz natal a todos, sem as pompas do comércio!! Jesus nasceu numa manjedoura e ao que me lembro seus pais não foram comprar nada, nem comida!!!

  5. Getúlio deu organização ao estado e despertou a cidadania. Foi quando nasceu o Dasp e surgiu, por exemplo, o voto feminino. Juscelino voltou-se para a organização territorial. Antes dele, o Brasil tinha o apelido de Arquipélago, porque cada parte se isolava uma da outra. Juscelino, com Brasília e outras obras, interiorizou o Estado. Essa interiorização se iniciara com Getúlio e João Alberto, na “Marcha para o Oeste”. Pedro Ludovico chegou ao governo de Goiás na onda que levou o Getúlio ao Catete, e sendo homem de visão mandou construir Goiânia, obra extraordinária que apressou o futuro de Goiás. Foi quando este perdeu o aspecto de sertão. Pedro chegou ao Conde dos Arcos9 palácio do governo estadual na cidade de Goiás) em 1930, e logo começou a oonstruir Goiânia, onde está o Palácio das Esmeraldas. Goiãnia é uma das 15 maiores cidades brasileiras. Trinta anos depois, 21 de abril, Juscelino, cumprindo promessa feita na minha querida cidade natal, jataí, a “Cidade das Abelhas”, inaugurou Brasília. Essa promessa ele fizera no seu primeiro compromisso público, na abertura de sua vitoriosa campanha eleitoral, respondendo a uma pergunta sobre a mudança da Capital formulada pelo então vendedor de seguros da “Sul América” e hoje meu colega aposentado no Fisco estadual, advogado Antõnio Sores Neto, apelidado de Toniquinho.
    O Brasil cresceu 50 anos em 5, com Juscelino, mas as disparidades sociais persistiram. Jango tentou corrigi-las, foi deposto. Nisso já tinham levado o Vargas ao suicídio. Acabariam cassando o mandato de senador por Goiás,do JK,, e mais tarde o assassinaram. Assassinaram, no mesmo ano – 1976 – o Jango. Anos se passaram e veio o Lula, o maior fenômeno político da história do País – falar isso é falar o óbvio – e um dos maiores do mundo, e diminuiu a concentração de renda, ainda grande. Mas graças a ele o brasileiro voltou a ter prazer de ser brasileiro. O resto é blablablá, despeito, dor-de-cotovelo.

  6. bia disse:

    Eu concordo com Eudes Correa de souza filho com uma ressalva: O Lula quando pede para comprarmos ele está dizendo o seguinte: se voces deixarem de comprar as indústrias pararão de produzir e nós governadores (funcionários públicos em geral) deixamos de receber nossa fatia através de impostos. Ora se as empresas param de produzir e as pessoas de consumir o governo (sanguessuga) arrecada menos impostos e comprometerá a renda do funcionalismo público do qual o Lula faz parte. Vamos nos espelhar no exemplo da Grécia e acabar de vez com qualquer tipo de governo que estão aí só sugando, tirando da população. O governo nada produz. Ele tira, via impostos, das pessoas o pouco que ganham objetivando sustentar uma máquina administrativa que nada faz em benefício da população. A história de tirar dos ricos e dar aos pobres como Lula está fazendo via impostos, é uma tremenda falta de vergonha na cara. Basta o Brasil se unir para ninguém mais pagar impostos neste país. Vejam que beleza de país que seria. Seria o fim do governo e é isso que os Gregos querem. Abaixo os impostos para acabar com governos sanguessugas.

  7. duvida disse:

    E como eu gostaria de um brasil (BRASIL) mais a realidade e outra
    A política de extermínio tornou-se, no Brasil, uma política de Estado – esta foi, provavelmente, a principal conclusão do tribunal. Não há como separar a administração pública da violência policial generalizada. A maneira encontrada pelas elites para lidar com o desemprego, a pobreza, a demanda de serviços públicos foi criminalizar os desempregados, a juventude e os trabalhadores pobre e os movimentos sociais que os representam. Exatamente por isso, a única maneira efetiva de acabar com a violência é destruir esse Estado repressor as elites que a criaram.

  8. duvida disse:

    A política de extermínio é calculada. Trata-se de uma guerra implacável, diária, permanente, sem tréguas. Os números não enganam: são 50 mil mortes por ano, mais de 100 por dia, segundos dados oficiais, como resultado de tiroteios e confrontos violentos com a polícia. A ONU considera que um país está em guerra civil quando o número de mortos por violência atinge a cifra anual de 15 mil.

  9. duvida disse:

    a polícia militar invade um morro do Rio de Janeiro, com o suposto objetivo de caçar narcotraficantes. Porta um mandado de busca coletivo, que lhe autoriza a entrar em qualquer barraco situado naquela área. Independente das habituais atrocidades cometidas pela polícia em “missões” desse tipo – que incluem o assassinato de perigosos bandidos de oito anos de idade e o uso do sinistro “caveirão”, um tanque blindado inspirado nos veículos utilizados pelo exército israelense para reprimir a população palestina -, o próprio mandado coletivo é uma aberração jurídica.

  10. ZANELLA disse:

    É – Com 10dolares dia, per capita, uma faília assim de 4 pessoas
    = 40 dolares, basíco de R$2.,00 ao dolar = R$2.400,00 / 2.500,00 se contar dolar a 2.400,00dá mais mas é errado, precisa ver com fica o dolar, R$2,40 é uma oscilação momentânea. Dá, se bem administrado, mas não sai do lugar, e qualquer tropeço, o comprometimento é de longo prazo para regularizar, é difícil. Mas essa terra não deixa de ser Brasil, se não melhora a renda, dá uma ajuda e muda o conceito, ” BAIXA O NÍVEL DA CLASSE MÉDIA” assim como fizeram com o ensino, há muitas reprevações, en´~ao FAZ BONITO,PASSA TODO MUNDO, EMPURA PARA O ANO SEGUINTE, e o mundo, na estatística vê um Brasil SAPIENTE, e o governo foi muito bom, quando na realidade enterrou mais ainda os burros no banhado. e a nova Classe Média, seria assim criação de um novo conceito, já que aq pobreza vem comendo o mundo por baixa, BAIXANDO O NÍVEL.

  11. ZANELLA disse:

    É – Com 10dolares dia, per capita, uma faília assim de 4 pessoas
    = 40 dolares, basíco de R$2.,00 ao dolar = R$2.400,00 / 2.500,00 se contar dolar a 2.400,00dá mais mas é errado, precisa ver com fica o dolar, R$2,40 é uma oscilação momentânea. Dá, se bem administrado, mas não sai do lugar, e qualquer tropeço, o comprometimento é de longo prazo para regularizar, é difícil. Mas essa terra não deixa de ser Brasil, se não melhora a renda, dá uma ajuda e muda o conceito, ” BAIXA O NÍVEL DA CLASSE MÉDIA” assim como fizeram com o ensino, há muitas reprovações, então FAZ BONITO,PASSA TODO MUNDO, EMPURA PARA O ANO SEGUINTE, e o mundo, na estatística vê um Brasil SAPIENTE, e o governo foi muito bom, quando na realidade enterrou mais ainda os burros no banhado. e a nova Classe Média, seria assim criação de um novo conceito, já que aq pobreza vem comendo o mundo por baixo, BAIXANDO O NÍVEL. Gente formada, sapientizada, que passou por faculdade de letrasao invés de escrever eles IRÃO, escreve elas IRAM…. São os frutos de um ensino DEPREDADO, assassinado.

  12. luiz c.l. botelho disse:

    Prezados Comentaristas e Kupfer
    O problema não é a índole de querer ve o outro concidadão pardo e negro “sifu” e fora da classe média ( renda de U$ 10/diários por membro familiar-Kupfer) . O problema é se a melhora sócio-econômica promovida pelos últimos governos é perene e auto-sustentável, e não mais uma “jogada” (falsidade ideológica) para polarizar a opinião pública para “fechar os olhos” ao néscio e ignominioso peculato cometido por elites econômicas e partidarias! , a ser cobrado com juros e correção monetária em um futuro próximo ,depois da “Espoliação’( “Bois Reacionários” comem toda a grama, mas as “Ovelhas Comunistas” comem a grama pela raìz)

  13. Antônio Eugênio disse:

    Flávio Correa, concordo com você que a esquerda só quer jogar a culpa nos outros daquilo que não dá certo. Não reconhece valor a ninguém que não seja correligionário.
    A proposta anterior a Lula de bolsa escola procurava quebrar o ciclo “beber-dormir-reclamar”, ou seja, o acesso aos recursos teria como contrapartida se educar.
    Lula prefere assim pois faz como os coronéis de antigamente, vai ter os votos dos beneficiados. Mas não vai conseguir pôr o pobre para estudar.
    Estudar é difícil, mas é necessário. Estudei também em Brasília nso anos 60, em escola pública. Minha família seria o que você é hoje, e eu convivia com todas as classes na escola. Os que podiam um pouco mais pagavam “caixa escolar”, tinha merenda que era um almoço só para quem precisasse.
    Mas o que você falou acontecia mesmo: muitos abandonavam, e acho que o motivo maior era a dificuldade do estudo.
    A bolsa família não é sustentável a longo prazo. Que tal mantê-la e voltar adicionalmente ao bolsa escola, com contrapartida?
    Os que não tiverem esta segunda bolsa não terão como reclamar: para ganhá-la, só estudando.

    Feliz Natal a todos.

  14. luiz c.l. botelho disse:

    Prezados Comentaristas e Kupfer-Revisado
    O problema não é a índole de querer vê o outro concidadão ,pardo e negro ,”sifu” e fora da classe média ( renda de U$ 10/diários por membro familiar-Kupfer) . O problema é se a melhora sócio-econômica promovida pelos últimos governos é perene e auto-sustentável, e não mais uma “jogada” (falsidade ideológica) para polarizar a opinião pública para “fechar os olhos” ao néscio e ignominioso peculato cometido por elites econômicas e partidárias! , a ser cobrado com juros e correção monetária em um futuro próximo ,depois da “Espoliação’( “Bois Reacionários” comem toda a grama, mas as “Ovelhas Comunistas” comem toda grama pela raiz!)

  15. flavio correa disse:

    Gosto de debates e trocas de idéias. Mas tenho de avisar: sou anti-esquerda.
    Vim de família humilde, mas digna. Digna apesar de meus pais não terem o 1º grau completo e meu pai ser alcoólatra. Mudaram para Brasília para construir a cidade (1957) e o próprio futuro, sem esperar nada de ninguém.
    Decidiram ter apenas um filho para poder criá-lo com dignidade. Cresci num bairro simples; meus amigos eram ladrões, drogados, não gostavam de estudar, só de beber … como os que hoje querem concorrer com os MEUS filhos.
    Minha mãe cursou o supletivo à noite, 1º e 2º graus. Com isso pôde fazer concurso público e melhorar a renda familiar. Aguardaram em completar 18 anos para fazer o desquite; minha mãe optou por não pedir pensão, viver com dignidade própria e preservando a renda e dignidade de meu pai.
    Se alguém me invejar por hoje ser funcionário público e ganhar bem, leia a receita acima e suas entrelinhas: dignidade, não depender de nenhum governante nem de nenhum santo milagreiro, muito estudo e trabalho honesto.
    Infelizmente não é isso que a grande massa quer. Querem bolsa-isso, bolsa-aquilo, tudo na mão e sem esforço. Isso é preguiça.
    Querem cotas para quem é negro, para quem se diz índio, para quem acha que é pobre … isso é auto-discriminação piegas, lei do menor esforço. Seus diplomas deveriam trazer a anotação: “Admitido na faculdade através do expediente de cotas para …”.
    Considero-me classe média, apesar de alguns critérios oficiais me incluírem no sope da classe alta (se é que isso existe).
    Classe média porque tenho minhas necessidades básicas atendidas; quando puder atenderei aos meus anseios supérfluos, sem pensar nem olhar pros lados.
    Quem me olhar com inveja ou ódio social, que vá culpar seus pais que tiveram tantos filhos, que ponha a mão na consciência e lembre quantas aulas gazeou pra jogar bola ou namorar ou beber ou brigar ou simplesmente poder dizer com orgulho besta “ee estou matando aula”.
    Se eu estudei mais, se eu trabalhei mais, se eu tive mais sorte na vida … e com tudo isso formei um patrimônio, esse patrimônio É MEU.
    Não vou dividí-lo com preguiçosos, filhos largados de vagabundos e inconseqüentes, com babacas que acham que infringir as leis e códigos morais da sociedade em que vivem é ‘o maior barato’.

  16. argo disse:

    Prezado Flávio Correia

    Você se esquece de que, com o atual sistema, só um ou outro consegue o que você fez; a maioria, não. É como um funil. Você só aponta os que não conseguiram por preguiça, ou coisa que o valha. Não procura ver que milhares de outros tentaram o mesmo que você, se esforçaram, e não deram certo.

    Culpa deles, ou culpa do sistema capitalista?

    É muito fácil tomar essa sua posição. É muito fácil não se ter consciência. O difícil é procurar soluções que englobe a totalidade dos seres humanos, gente como eu eu você.

    Pense!

  17. josé paulo kupfer disse:

    Flavio Corrêa,

    Seu depoimento é importante, mas suas conclusões, em minha opinião (atenção, tem todo o direito de concluir como quiser e defender seus pontos-de-vista), são lamentáveis.

    Há muita gente esforçada, como você, mas sem a sua sorte. A começar dos pais.

    Você esquece a História e fica só com a sua – que é um ponto fora da curva, como dizem os economistas, estes frios homens dos números…rs. As bolsas, as cotas, são políticas públicas compensatórias.

    É mentira (isso mesmo: mentira), que produzem preguiçosos, como é mentira (isso mesmo, mentira), que o brasileiro é, em geral, um preguiçoso, um macunaíma irremediável.

    Além do mais, é engraçado ver alguém tão radicalmente contra as políticas públicas, exercendo…cargo público. Sei, notei bem, você e sua mãe são concursados. Mas será que não reclamam dos “privilégios” que vocês mesmo recebem. Ou esses “privilégios” são mentiras (eu acho que são, viu)? Se, por hipótese, você achar que são mentiras, porque não acreditar nessas e acreditar nas outras? Só por que não é uma mentira repetida contra você?

    Mais: os alunos cotistas, está provado, são os mais esforçados. É gente esforçada como você, que não recebeu o “privilégio” e continuou na preguiça. É uma questão de oportunidade. Quando a oportunidade vem, Flávio, o pessoal a agarra.

    Olhe em volta, quantos são honestos trabalhadores, quantos são como você? Não é a massa? É sim. Mas e as oportunidades?

    Aproveite a época do Natal e reflita sobre a palavra solidariedade. Você que é um vitoriioso pelo próprio esforço, vai se sentir melhor. E, pode acreditar, seus filhos vão olhar você com ainda mais orgulho.

    Um feliz e solidário Natal.

  18. josé paulo kupfer disse:

    Antonio Eugênio,

    O bolsa-família tem contrapartida. E não só de escola. Tem também de vacinação.

    Dá uma conferidinha.

    bom Natal.

  19. duvida disse:

    Gente o maior problema do brasileiro e tirar casquinha de outro brasileiro e o problema maior e que aquel que consegue alguna coisa na vida acha que o outro que nou consegui e pirisoso mais nou e dese jeito nou tem gemte que tem mais oportunidades que outras e tem pesoas por mais que lutem nou conseguem sair pra frente som coisas do destino em veis de achar que o cara e pirisoso se da uma mau, em veis de afundar damos um salva vida ,tal ves de criticar comensemos a comprender , e natal e o ano novo comensa e que as coisas mudem que um aposentado que vai no INPS em veis de ser maltratado e enrolado porque nou trata com carinho pois ele tamvem luto por o progreso do brasil, um desempregado que procura emprego e nou fechar a porta se nou pode ajudar indicar um outro lugar que tenha um poco de chanse, se o brasileiro melhora com o seu semelhante o pais melhora, e tem que parar com eu so o melhor, eu so esforsado, eu so mais, se algue melhorar e ser um poco de preconseito as coisas melhoram pra ele e los femais , Feliz natal
    Sr Jose Paulo Kupfer agradesido por eu poder expresar os mias opinhao e parabem por o seu trabalho e se alguna coisa molesto vc nou foi propósital foi estado emocional do momento (Grato)

  20. geraldo disse:

    A verdade é exatamente esta não ha mais classe média ,apesar das canalhices há apenas classe RICOS E POBRES. é isso querem mais. 95% povo POBRE.

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