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20/11/2008 - 17:19

Concentração inevitável, controles indispensáveis

Com a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil, o Banco Central terá de melhorar – e muito – sua atuação como agência reguladora do setor bancário, para que os clientes e investidores não sofram ainda mais do que já sofrem nas mãos dos bancos. Com o negócio anunciado hoje, os cinco maiores bancos em operação no País passam a concentrar mais de 80% do total de ativos do sistema. Sem regulação firme e fiscalização ativa, que impeça ações de oligopólio, os consumidores ficarão cada vez indefesos.

A tendência é de que a concentração, com novas e, tudo indica, inevitáveis aquisições, pelo próprio Banco do Brasil e pelo Bradesco, aumente ainda mais. Na América Latina, só no Peru, onde os cinco maiores bancos concentram quase 90% dos ativos totais, a concentração será maior. Na verdade, o Brasil é o único país da região em que o sistema bancário ainda não está inteiramente consolidado.

Depois da fusão do Itaú com o Unibanco, a compra da Nossa Caixa pelo BB era mesmo questão de tempo. Além do interesse do BB em não se distanciar dos novos líderes do setor, a Nossa Caixa, com R$ 15 bilhões em depósitos judiciais, que só podem ser recolhidos em instituições públicas, valeria muito menos se o comprador fosse um banco privado. O banco teria de ser entregue emagrecido da grana dos depósitos judiciais. A MP 443, que permitia a compra do banco paulista pelo BB, selou o destino da operação.

A concentração de mercado é uma tendência natural do capitalismo. Fusões e aquisições ocorrem nos períodos de expansão, quando os mais eficientes engolem os menos competitivos, e nas fases de contração, quando os mais capitalizados absorvem os mais endivididados.

São conhecidos os esforços dos governos em tentar barrar a natureza monopolística do capitalismo. Tais esforços, não por coincidência, são (ou pelo menos, foram, até certo tempo atrás) mais visíveis nos Estados Unidos, exatamente onde o capitalismo é mais poderoso e avançado. São emblemáticos episódios como o das “baby bells” – as sete companhias telefônicas regionais resultantes da divisão da ATT&T, por força da lei antitruste americana, em 1984 – e, mais recentemente, a longa e, afinal, infrutífera, briga judicial para dividir a Microsoft.

De tão natural dentro do sistema econômico, a concentração de mercado deixou, na prática, de ser combatida. As estruturas governamentais de defesa da concorrência foram perdendo musculatura. Deram lugar a agências reguladoras. As agências não combatem diretamente a concentração, mas tentam atuar sobre seus efeitos sobre a sociedade e, em especial, sobre a sociedade na pele de consumidor. Os bancos centrais são, em teoria, as agências reguladoras dos bancos. O que se tem visto, inclusive com bastante nitidez na grande crise global do momento, é que a teoria não se transformou em prática. 

No caso brasileiro, o Banco Central, mais preocupado com a supervisão das condições que assegurem a solidez do sistema e das instituições que o formam, nunca mostrou eficiência na defesa do usuário dos bancos. O BC, aliás, resistiu bravamente a dividir à tarefa com os órgãos de defesa do consumidor, lutando, junto com as instituições, para impedir o enquadramento dos bancos nas leis de defesa do consumidor. O lobby dos bancos não funcionou para driblar a decisão de considerá-los prestadores de serviço a consumidores, como outro setor comercial qualquer, mas tem funcionado para dificultar o cumprimento das determinações com origem nas leis do consumidor.

O resultado é que os bancos brasileiros, embora sólidos e tecnologicamente avançados, figuram entre as empresas com mais reclamações nas listas dos Procons. Ninguém gosta dos bancos, nem mesmo os bancos. Tem um que até propagandeia que nem parece banco. De fato, os bancos cobram juros exorbitantes, expõem clientes a filas intermináveis e por um serviço deficiente cobram tarifas em quantidade e valor absurdos.

Dizer que a concentração é boa porque fortalece as instituições e dá mais segurança aos depositantes e investidores é tão verdade quanto dizer que a abertura do mercado a bancos estrangeiros, como vendido na época do Proer pelo governo, favoreceria a concorrência e propiciaria queda nos juros e nas tarifas, além de melhorias nos serviços oferecidos.

Nada contra a presença de estrangeiros no mercado e, mesmo contra algo inevitável, como a concentração bancária. Mas, assim como as marés, que também são inevitáveis, precisam ser controladas, a concentração de mercado, igualmente, deve ser. 

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

128 comentários para “Concentração inevitável, controles indispensáveis”

  1. E. C. Lima disse:

    Porque o Banco Central “terá que melhorar – e muito – sua atuação como agência reguladora do setor bancário” agora que o BB comprou a Nossa Caixa? Porque não manifestou a mesma preocupação quando o Itaú ‘engoliu’ o Unibanco? Preconceito com o banco público ou ‘rabo presdo’ com banco privado?

  2. luiz c.l. botelho disse:

    Prezado Jornalista Kupfer e Leitores
    Apresento a minha opinião de que a desigualdade de renda só é combatida através da existência de políticas sérias de desenvolvimento econômico e não destas políticas “passa-moleques” e eleitoreiras ,cujo o único objetivo macro-econômico é encobrir legalmente este peculato econômico sistêmico que se tornou a economia mundial-especialmente a brasileira. Note portanto que a política de cotas no ensino público em todos os seus níveis, é profundamente equivocada, já que é bem sabido de outras experiências similares, que políticas de cotas precisam ser localizadas e ter objetivos políticos bem definidos.Por exemplo: certamente faz-se necessário toda uma política de cotas para o ingresso nas Forças Armadas-especialmente nas Academias Militares, nos concursos de Empregos Públicos e também na área do ensino,especialmente nas Escolas Particulares, como foi feito por J.F.Kennedy nos anos 60.E como diz o saber popular: “ É preciso ensinar a pescar e não ganhar o pescado em troca de votos!”.A história mostra que políticas de combate as desigualdades econômicas planificadas Maoístas-Stalinistas-Castristas tornaram-se anacrônicas e destrutivas. “È preciso hombridade para governar”-já dizia o G.Vargas ao enfrentar a República do Galeão nos anos 50.
    PS-Faço a sugestão de que antes de qualquer implantação de políticas de cotas impensadas nas Universidades Públicas, que faça-se primeiramente a classificação no vestibular somente através das notas obtidas nos exames vestibulares.È triste ver um aluno que obtém nota 7.0 em um curso concorrido e que fica fora de qualquer curso universitário por simplesmente não ter conseguido a classificação para aquele curso específico. E um outro estudante com nota 3.0 (quando muito!) é admitido na mesma em um curso menos concorrido. Acho que em um sistema universal de classificação como este,em que o estudante universitário só escolhe definitivamente o seu curso profissional universitário depois da conclusão do curso básico universitário e através de um novo processo classificatório via o respectivo coeficiente de rendimento acadêmico auferido nestes cursos básicos unificados´,será então salutarmente possível reservar uma porcentagem substancial de vagas (40%) e usar os fatores da cota em peso combinado com a nota dos exames vestibulares.È necessário combater aqueles interesses espúrios ao ambiente acadêmico -científico-universitário, tão presentes nos dias de hoje.

  3. luiz c.l. botelho disse:

    Prezado Jornalista e leitores
    Tomo a liberdade de apresentar algumas reflexões de “Botequim”, presentemente possuindo maior solidez intelectual que aquelas discussões “doutas” nos gabinetes da “governança” ,altos comandos e cátedras escolásticas.Ei-las:
    1-Concentração inevitável, controles indispensáveis- só se for da torcida do Flamengo!
    2-Carta de (boas) intenções- só o eremildo e o “Rio Branco levaram-na a sério!
    3- Mudanças ou “mudanças”-”madanças afrete”
    4- Nome aos bois- Não é todo mundo, mas é uma manada considerável!
    5- OG20 já caiu do telhado- há muito tempo e de nádegas!
    6- Direto ao ponto-” Se a canoa não virar e a Marinha não multar, a gente chega lá…..
    7- Itáu-Unibanco,mega-salto naconcentração bancária- sem comentários!
    8- Marola ou Tsunami ?- Marolaço!
    Real,de objeto de desejo a mico- e não é dourado!
    . Então so nos restao humor do “Anjo Pornográfico -Cariobacana da gema e da Clara”ao relembrar,com toda a seriedade dos Sociólogos Paulistanos , aquele grito parado no ar há 50 anos ;
    ” Chamem o ladrão!,Chamem o ladrão!,Chamem o Ladrão!

  4. É inevitável, não dá para conter esta atração natural do dinheiro pelo dinheiro. Certas barreiras instituídas no âmbito da legislação brasileira, parece mais sugerir que o melhor regime para o Brasil é o retrógrado comunismo de Lenin, Fidel e outros.

    O sistema bancário não vai funcionar jamais pensando em perder dinheiro. Seria o mesmo que pedir para o padeiro passar a dar o pão que fabrica. É no mínimo incoerente.

    Estabelecer controles para atividades econômicas nunca funcionou muito bem, acredito sim, na posibilidade de maior liberdade para o cliente, dando lhe verdadeira portabilidade do próprio CPF. Isto sim, deixaria as instituições banacárias de saia justa. No mais, é conversa para boi dormir!

  5. Biquei disse:

    Como todos os populistas,Chávez, pratica mesmo é a teoria de Gerson, tal qual o ”51”
    Enemigos políticos, sócios comerciales
    A pesar del discurso oficial de sus líderes, EE UU, Venezuela, Nicaragua y Bolivia mantienen fuertes lazos
    El 20 de septiembre de 2006, el presidente de Venezuela, Hugo Chávez, tuvo la sensación de que en el edificio de Naciones Unidas olía a azufre. “El diablo está en casa. Ayer el diablo vino aquí”, espetó el líder venezolano refiriéndose al presidente de Estados Unidos, George W. Bush. Antes lo había llamado tirano y genocida. Tampoco Bush, si bien no tan explícito como su homólogo, ha sido muy amable con Chávez. Pero mientras ambas Administraciones se lanzan algaradas, increpan y acusan de acabar con la estabilidad en el mundo o en Latinoamérica, millones de dólares y de barriles de crudo se mueven de norte a sur del continente. A la hora de hablar de negocios, el pragmatismo se impone a lo ideológico.
    Nunca fueron tan hostiles las comunicaciones entre Washington y Caracas, y nunca tan buenos los negocios. La relación comercial de Estados Unidos y Venezuela es inversamente proporcional a la diplomática que mantienen los inquilinos del Palacio de Miraflores y el de la Casa Blanca, al menos hasta que George W. Bush la abandone definitiva. La prueba de que ambos países intercambian algo más que insultos es que Estados Unidos sigue siendo el primer socio comercial de Venezuela y éste el segundo proveedor de petróleo para Estados Unidos entre los países miembros de la Organización de Países Exportadores de Petróleo (OPEP).

  6. Biquei disse:

    Utilidade Pública né Kupfer;
    O professor está,vendendo o país,é um tremendo bebe-quieto.
    http://www.guardian.com.
    Psiu!Psiu!
    M S T.
    O barbudo tá sacaneando vocês?
    M S T, não vai sobrar nada para vocês.
    Traslation;
    Pressa em comprar envia rápida subida dos preços
    Com uma área de terras de mais de 16 vezes o tamanho do Reino Unido, o Brasil tornou-se uma das opções mais atraentes para os países que procuram superfícies agrícolas no exterior. Em seus 388m de hectares de terras agrícolas, o país produz mais açúcar, café, carne bovina e de aves do que em qualquer outro lugar. É também o líder mundial da soja exportador.
    Até à data a maior parte do investimento em terrenos tem sido brasileiros do setor privado, mas um número crescente de governos estrangeiros estão manifestando interesse em aderir à pressa para comprar.
    Arábia Saudita está entre os países que ver terras brasileiras como uma “solução”. Em uma recente entrevista com a agência de notícias Brasil-Árabe Anba, o futuro embaixador saudita no Brasil, Mohamad Amin Kurdi, disse que o país era um daqueles que a Arábia Saudita estava olhando “em busca de possibilidades”. Kurdi disse ele planejada para introduzir representantes da Arábia Saudita, do comércio e da agricultura ministérios para investimento possível sites, enquanto o embaixador visitou recentemente o estado de Tocantins, uma área agrícola “boom” no Brasil. Diplomatas iranianos também foram explorando, com vista a garantir o abastecimento de produtos como carne, soja, milho e açúcar.
    Em um editorial publicado na imprensa chinesa neste ano, Charles Tang, chefe do Brasil-China câmara de comércio, escreveu: “Ao contrário da China, a maior parte do território brasileiro é constituído por terras férteis que podem ser cultivados e está a ser subutilizado. Chinês empresas que pretendem fazer investimentos de longo prazo assumidos para comprar terras … pode obter o retorno financeiro saudável. ”
    No ano passado, o Brasil trader de grãos Multigrain, que é parcialmente detida pelo conglomerado japonês Mitsui, comprou 100.000 hectares de terras agrícolas no Brasil.
    Crescentes sinais de um estrangeiro para lutar por terras brasileiras têm enviado rápida subida dos preços. Em algumas partes do sul do estado agrícola do Paraná tem o preço dos terrenos agrícolas subiram para cerca de R $ 30000 (£ 8238) um hectare. Nationwide Estima-se que os preços aumentaram cerca de 20% sobre o ano passado.
    Mas a corrida para a terra tem algumas sobrancelhas levantadas na capital da nação, mexendo com receios de uma “invasão estrangeira”.
    “As regras têm de ser estabelecidos rapidamente, porque toda a gente está lutando pela terra brasileira”, disse Rolf Hackbart, o presidente do Brasil da agência Reforma Agrária, Incra.

  7. Matheus moraes disse:

    Mais três questões devem ser levadas em consideração ao analisar o atual fenômeno de concentração bancária.
    1. Há uma tendência mundial de formação de blocos oligopolizados de capital e aumento da rivalidade entre eles (apoiados por seus respectvos Estados Nacionais).
    2. Se tal dinâmica de concentração bancária levará a um padrão de financiamento autônomo, independete do mercado internacional – algo almejado desde Vargas e que nunca se concretizou.
    3. Como Kupfer disse, a concentração deste mercado é inevitável. Mas qual a diferença para o trabalhador se quem vai se fortalecer é o capitalista brasileiro ou o estrangeiro? O fortalecimento do mercado bancário brasileiro não gera como cosequência direta um desenvolvimento social, pelo contrário, é capaz de acentuar as desigualdades sociais.

  8. Argo disse:

    “As regras têm de ser estabelecidos rapidamente, porque toda a gente está lutando pela terra brasileira”, disse Rolf Hackbart, o presidente do Brasil da agência Reforma Agrária, Incra.”

    Enquanto isso, trabalhadores brasileiros da agricultura passam fome…

    Grande sistema esse…! De que serviu a independência?

  9. josé paulo kupfer disse:

    EC Lima,

    Você perguntou, eu respondo: nem uma coisa nem outra. Agora eu pergunto: você leu o que eu escrevi sobre Itaú-Unibanco?

    Abrs

  10. josé paulo kupfer disse:

    Ribeiro Nilson,

    Você tem razão. Portabilidade pra valer ajudaria, mas não resolveria.

    Agora, por que a sociedade não pode dispor de instrumentos de controle concorrencial? Será que a nossa sociedade é incapaz de impor sua vontade ao Estado? O Estado não é capaz de atender às imposições da sociedade?

    O problema é dos instrumentos ou de quem os aplica?

    Abrs

  11. Biquei disse:

    América continuará a ser para Americanos, quem quiser ser vermelho, terá que procurar outro local para abrigar-se.
    Percebam o quanto é estratégico e um caso de soberania nacional, não permitir a venda de grandes extensões da Amazônia, como esta a fazer o nosso Mr.Ungher.
    Percebe também que o capacho do Equador, sob influência do ditador de Mierda, tenta fazer com o Brasil, aceite apenas uma posição de igualdade, dentro da hierarquia traçadas pelos vermelhos para América do Sul.
    Como a quarta frota já está na cola deles, tentam despistar, pensando que vão ter caminho livre para descarregar o arsenal já encomendado.
    Translation,N.Times;
    CARACAS, Venezuela – Quando o Presidente da Rússia Dmitri A. Medvedev planejado sua viagem pela América Latina vinda, o seu país parecido prepara para apresentar um dos desafios mais visível nos anos influência americana na região. Com a alta dos preços do petróleo, a Rússia estava enxaguar com dinheiro e planejamento de uma série de medidas, incluindo a Venezuela ajudando construir um reator nuclear e fortalecer laços militares com Cuba, um antigo aliado da guerra fria os soviéticos.
    Mas quando o Sr. Medvedev chega à região na próxima semana, ele irá encontrá-lo no fluxo em reação a acontecimentos recentes – e, em alguns casos, menos receptivo às suas ligações. Mergulham os preços do petróleo e a crise financeira mundial, que tem martelado Rússia particularmente duras, têm levantado dúvidas quanto à fiabilidade da Rússia como um parceiro econômico, enquanto a vitória de Barack Obama na corrida presidencial tem suscitado esperanças em toda a América Latina de uma nova era de melhoria das relações com os Estados Unidos.
    Neste rápida mutação, a maior parte dos países latino-americanos estão recalibrar os seus interesses políticos, frustrando os esforços da Rússia para aprofundar laços regionais, como as que foram estabelecidas na China na última década.
    Elites da Rússia, incluindo o Presidente Medvedev, olha para a China da subida êxitos económicos e diplomáticos na América Latina e na África com inveja;, disse Stephen Kotkin, o diretor de estudos na Universidade Princeton Rússia.
    Eles também percebem uma oportunidade, muito exageradas, os E.U. para enviar uma mensagem em seu suposto quinta;
    Mas o Sr. Medvedev enfrenta um duro vender na região. Em Cuba, há suspeitas sobre remanescentes russo intenções, como a economia cubana desabou quando os soviéticos retiraram na década de 1990, bem como uma certa relutância em alienar uma próxima administração que Obama poderia empurrar a pôr fim ao embargo comercial.
    Brasil, maior país da América Latina, que também coloca uma alta prioridade nas relações com uma administração Obama, pretende envolver a Rússia não como uma fonte de armas ou de assistência militar, mas sim como um parceiro igual.
    Não estamos interessados em comprar produtos nas prateleiras defesa;, disse Roberto Mangabeira Unger, o Brasil do ministro de Assuntos Estratégicos é do arquiteto de uma nova estratégia militar definida para ser oficialmente anunciados em dezembro.
    Ao contrário de outros países sul-americanos não vamos comprar as coisas ao redor, e nós não estamos interessados em algum tipo de balança de poder político para conter os Estados Unidos, disse o Sr. Mangabeira Unger, um ex-professor de direito Harvard quem ensinou Mr. Obama quando ele estava na Harvard Law School.
    Nós temos relações amistosas com os Estados Unidos, e com a próxima administração a intenção de fazê-los ainda mais amigável.
    Em contrapartida, na Venezuela, fustigada por si só os preços do petróleo caindo, o Sr. Medvedev pode esperar uma recepção calorosa. Presidente Hugo Chávez, desde há muito procurado estreitar os laços, a viajar para a Rússia e sete vezes forja ofertas para comprar mais de US $ 4 bilhões em armamentos.
    Até recentemente, porém, a Rússia demonstrou pouco interesse em expandir os laços com a Venezuela para além armas de vendas e um punhado de energia ofertas.
    Mas a posição da Rússia evoluiu nos últimos meses, e está agora a procurar uma praia com uma grande quantidade de petróleo, bem como a mineração, banca e contratos militares. Ainda na escolha de investir na Venezuela, a energia executivos e diplomatas estrangeiros dizem, Moscou está a tornar-se envolvido em um dos países mais problemáticos da região. Países como a China e o Irão têm enfrentado um pântano de corrupção e desordem institucional, procurando expandir a sua presença aqui.
    O russo incursão na América Latina já foi vista em muitos quadrantes como vingança por aquilo que o Kremlin vê como uma violação agressiva por parte dos Estados Unidos sobre a sua esfera de influência.
    Moscou tem sido irritados pelo americano planos para implantar um sistema de defesa antimísseis na Europa Oriental, bem como por Washington o apoio do Kosovo e para a independência da Geórgia em agosto a guerra, que o Kremlin afirmou que a Casa Branca ajudou a provocar.
    Na Colômbia, onde há mais temor russo-made armas na vizinha Venezuela encontrar seu caminho através da fronteira a guerrilha esquerdista, da Rússia jogadas são vistas como parte tit-for-tat para a crescente presença da OTAN no antigo bloco soviético países.
    Em certo sentido, a Venezuela está a tornar-se da Rússia Ucrânia, afirmou Román Ortiz, um analista de segurança em Bogotá, capital da Colômbia.
    Dois bombardeiros estratégicos russos capazes de transportar armas nucleares fez uma visita à Venezuela em setembro, poucas semanas antes Rússia anunciaram um empréstimo $ 1 bilhão para o país de armas compras.
    E um contingente da Marinha russo da Frota do Mar do Norte está agora em rota para o Caribe para participar em exercícios de treino com a Marinha venezuelana, manobras programada para coincidir com a visita do Sr. Medvedev aqui.
    Se o país tiver ficava no seu pé e está a começar a alargar o seu papel político e econômico, então ela não pode ficar centrado localmente&quot, disse Andrei Klimov, o chefe adjunto da Comissão dos Assuntos Internacionais do Parlamento da Rússia.
    Ele enfatizou que as políticas da Rússia na América Latina não foram ,dirigidos contra um país específico.
    Trata-se apenas que a Rússia tem vindo a desenvolver interesses definidos, e queremos perceber esses interesses, sobretudo no mundo dos negócios – em petróleo, gás, em novas tecnologias, as vendas de armas, disse o Sr. Klimov.
    A Rússia tem sido também procuram reacender a guerra-fria era vínculos em países que são agora aliados da Venezuela, como a Nicarágua, o destinatário da ajuda militar soviética na década de 1980. Com a volta Sandinistas de esquerda no poder na Nicarágua, russo funcionários têm viajado recentemente para Manágua, a capital, para discutir grandes projetos como um novo canal para rivalizar com o Canal do Panamá.
    Mas, por agora, da Rússia incursão em Nicarágua mantém-se limitado à formação de cerca de uma dúzia de pessoal militar nicaragüense, uma sombra de uma vez o importante papel desempenhado pela União Soviética durante o primeiro governo do presidente Daniel Ortega, quando especialistas militares soviéticos ajudaram a construir PACHITO Base Aérea, que passou mal na necessidade de reparos.
    A Rússia tem uma presença fora esculpida em outros países pequenos, com limitada força económica na região, como a Bolívia, onde a Rússia está oferecendo assistência militar e Antidrogas. Na Guiana, a Rússia tem laços calorosos com o presidente Bharrat Jagdeo, que estudou economia em Moscou, quando era governado pelos socialistas Guiana com laços estreitos com a União Soviética.

  12. saldini disse:

    Na realidade o que gero esta crisis foi o poder exesivo das grandes empresas e dos grandes bancos e os politicos depentes de dineiro pra campanha e do povo em acreditar em papa noel,e foi inventada a maior estafa que se poderia faser dineiro sem trabalhar e o povo acredito e lvo e vai levar o tombo legal que vai arrepender por o restop da sua vida

  13. saldini disse:

    O problema es mas serio a lo que eu pensava e tem que mudar tudu ese lixo economico que ta o nois como civilisaçao caducamos na edade meia comamdados em veis de reies por multinacionais

  14. walter disse:

    Peço ao comentarista José Paulo Kupfer tecer considerações sobre os “derivativos”: o que são? Por que deram prejuizos para algumas empresas, apurados em seus balanços a contar de outubro de 2008?

  15. Bernardo disse:

    Concordo plenamente com esta abordagem e destaco ainda, que o custo nao eh soh do consumidor, que paga caro pelos serviços bancarios, mas tbm do Tesouro que sustenta o ganha ganha da divida publica, na sua maioria na mao dos bancos. Os demais setores da economia poderiam ate dizer, repetindo o poetinha:
    “se todos fossem iguais a vc, que maravilha viver…”

  16. Biquei disse:

    Escravocratas e Feudalistas,continuam a predominar e mandar no país,do trabalhador que NUNCA trabalhou.
    Daqui não saiu!
    Daqui ninguém me tira!
    Vamos fazer uma treta?
    Eu quero mamá.
    Chinaglia vai promover audiências públicas antes de votar PEC da Bengala
    Brasília, 21/11/2008 – Diante Insistentes pedidos formulados por alguns ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) para que seja aprovada a emenda constitucional que passa de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória na magistratura – mais conhecida como “PEC da Bengala” – o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP) informou hoje (21), durante conversa com o presidente nacional da OAB, Cezar Britto, que irá promover, a partir de janeiro do próximo ano, uma série de audiências públicas para discutir com mais profundidade a possível mudança . Segundo Chinaglia, serão convidadas para as audiências públicas a OAB, a Ajufe (Associação dos Juízes Federais); Anamatra (Associação Nacional dos Magistrados do Trabalho); AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) e ANPR (Associação Nacional dos Procuradores da República). Durante a conversa com o presidente da Câmara, Cezar Britto adiantou que a OAB tem uma posição contrária à ampliação do limite de idade para aposentadoria dos magistrados. “Alterar a Constituição Federal por meio dessa PEC da Bengala seria acolher uma legislação “casuística”, destinada somente a atender interesses momentâneos daqueles que não desejam deixar a cúpula dos tribunais”. Britto lembrou que deve haver uma atenção para que haja um cuidado maior por parte dos legisladores. “Não podemos legislar pela exceção.
    TUDO ESTÁ NO SEU LUGAR,,,,,,,!

  17. O Crítico disse:

    Parabéns para o JPK, por provocar a ira santa dos comentaristas. Deve ser o post mais comentado da blogosfera tupiniquim estes dias.
    Vaia solene para o bossal que chamou o JPK de “gordo”. Guilhotina o cara, JPK!! Abaixo os agressores gratuítos!! E também para este Biquei que alucinou de novo, mandando Rússia + Guianas, bla-bla-blan….
    Palmas para dois colegas que pregaram “dinheiro a gente deposita no colchão”. Esta é a arma que pessoas e empresas tem para lutar. E também não tomar dinheiro, evitando pagar juros extorsivos.
    Argo + Warrior: montem um blog só para vocês dois. Será um extase mútuo, recíproco, orgasmático! Independentemente da opinião que tenham, individualmente dá para concordar, discordar, etc. Debatendo entre sí, é um porre! Caiam na real. Vocês devem ser dois capricornianos, com sangue espanhol, só que um é basco e o outro é catalçao…
    Sds

  18. Argo disse:

    O Crítico

    Tenho certeza de que você sabe ler, só não viu:

    (repito a questão da falta boas condições num blog [ou falta de prática minha, não é mesmo?], acho que num fórum ficaria melhor a discussão, quem sabe – em todo caso, abri um tópico em nosso site com esse título. Os interessados – todos, sem exceção – são bem-vindos:

    http://www.portaldocriador.org/forum/viewtopic.php?f=51&t=3025

    )

    Meu e-mail e minha página estão perfeitamente identificados. No dia em que o Sr. Kupfer (o titular do blog, se ainda não sabe) alertar-me sobre algo que ele considere estar atrapalhando ou prejudicando o bom andamento de sua proposta, nesse dia eu paro; por teus incômodos, não.

  19. Chirac disse:

    Amigo meu está pré-lançando em breve um livro nos EUA com o Título : ” Lula is GaY ???” em espanhol traduzido para os milhões de espanhois dos EUA – ” Lula el Boludo ????” . Mas não pensem que é sobre a situação sexual do Lula , que todo mundo sabe ser hetero e muito macho. O Livro trata das benevolencias do governo Lula para com os países da África onde perdoou dívida de vários países africanos para com o Brasil.
    E também fala dos acontecimentos na Bolívia e a estatização da refinaria a preço de banana . Os outros fatos são com o Paraguai, mais recentemente com o Equador , e as concessões com a Argentina . Enquanto tudo isto ocorre os aposentados “Si fuedes” !!!

  20. Chirac disse:

    O Argola queimada está incomodando ?

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