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06/11/2008 - 15:52

Obama e o valor das políticas afirmativas

A ascensão de um negro à presidência dos Estados Unidos, quarenta anos depois do assassinato de Martin Luther King, é só o episódio mais espetacular de uma epopéia ainda em processo, mas cujos resultados são inegáveis: a ascensão dos americanos negros e latinos a postos de destaque nos diversos setores da atividade social – governo, Forças Armadas, empresas, representações da sociedade civil. 

Apesar das lacunas ainda existentes, esta é uma vitória incontestável das políticas de inclusão, das ações afirmativas, da persistência em garantir o acesso de todos às oportunidades existentes. Nas escolas, nas empresas, em todos os segmentos da vida social americana, a diversidade é assegurada por mecanismos legais e, já agora, por uma disposição cultural disseminada na população. É notável que, mesmo sob predomínio político conservador, o processo de integração não tenha sido abandonado.

Há quem discuta, ainda assim, o valor das políticas afirmativas e inclusivas. São os que defendem uma meritocracia restrita às abstrações do talento individual ou do esforço pessoal, desencarnada de seus pressupostos históricos. A genética do talento é socialmente vazia e o esforço pessoal, tão explicativo do sucesso na inclusão social quanto a preguiça individual é da exclusão.

Exatamente por “esquecerem” a História, se engalfinham com questões raciais, enrolando-se em falsos impasses. Explicam tudo “cientificamente”, menos por que pretos e pardos são mais pobres e menos letrados, em grande desencontro com sua proporção no conjunto da população.

Por isso, são capazes de se surpreender, por exemplo, diante de nossa incipiente experiência afirmativa, com o bom desempenho dos alunos cotistas, sempre acima da média. Não diziam que era bobagem adotar as cotas, pois os cotistas não conseguiriam acompanhar os cursos ou, pior, contribuiriam para baixar o nível das escolas?

A eleição de Barack Obama tem múltiplos significados. Um dos maiores é ajudar a ressaltar que tanto as divisões de cor quanto as barreiras entre pobres e ricos não são naturais. E, portanto, em nome da dignidade humana, devem ser combatida ativa e afirmativamente.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

18 comentários para “Obama e o valor das políticas afirmativas”

  1. Romanelli disse:

    Tudo o que você falou falou pra quem? pra nós ou pra eles?

    A velocidade de transformação das minorias americanas não tem NADA de paralelo com a nossa realidade

    Pra mim deve ser louvada e respeitada, MAS JAMAIS COPIADA

    Lá o racismo era legal, ostensivo, violento, permitido, insuflado, institucionalizado, até 1955

    Basta se ler um pouco até da biografia de heróis anônimos pra sabermos o quanto aquela sociedade foi HIPÓCRITA e conivente com o problema

    http://www.historianet.com.br/conteudo/default.aspx?codigo=776

    No nosso caso as raízes são mais profundas , são de ordem econômico social, voltam ao tempo da escravatura

    Nosso problema não é RACIAL, é social

    Por isso e por muito mais CONTINUO sendo um fervoroso opositor das COTAS RACIAIS, cotas nazistas, eugenistas, de réguas relativas

    Eu não posso pedir pra mim o que nego a outro, pro bem ou pro mal

    Aqui no BR é normal pedirem por reparações, assim como alemães o faziam frente aos judeus, japoneses frente aos chineses etc

    Fórmula torta, que busca no espelho a resposta pra problemas complexos, fórmula que aparta, que segrega, que diferencia

    Fórmula que culpa inocentes vivos pelo pecado de culpados mortos

    SOU pela COTA SOCIAL, aonde nenhum menino POBRE, independente da cor, poderia ser diferenciado por apenas parecer, mas sim por estar ..estar pobre

    SOU por darmos condições mínimas a TODOS, e que a partir daí que cada um siga por seus méritos próprios

    Por ex: sou pela reserva de vagas em faculdades publicas distribuída PROPORCIONALMENTE entre a procura de alunos de escolas públicas e privadas, ano a ano, curso a curso

    se, no caso, 90% das inscrições para o o curso de medicina numa USP fosse de alunos das escolas publicas, que naquele ano 90% das vagas fossem reservadas pra disputas entre eles …sem régua, sem delongas

    Isso, aliado a um programa de ajuda de custo e/ou renda mínima, tenho certeza, resolveria grande parte dos nossos problemas …mas levaria tempo, como tudo nessa vida

    No meu exemplo, como sabemos que a grande maioria dos alunos de escolas publicas são de negros e pardos, evidente que a maioria deles seria AUTOMATICAMENTE atendida, sem no entanto apelarmos para relativizações, fotos ou inspeções degradantes

  2. Romanelli disse:

    só alguns dados pra sabermos que os EUA, dependendo do ângulo que se olhe, não são assim tão distantes de “nozotros”,

    ou seja, deixando-se de lado as aparências (racismo aparente) e mergulhando nas profundezas das mazelas do sistema (causas econômico-sociais) vemos que eles tb procuram respostas

    1% dos americanos detem 40% do PIB

    1 em cada 100 americanos esta preso

    1 em cada 15 americanos negros esta preso

    1 em cada 9 jovens negros (de 25 a 34 anos) esta preso

    a maioria dos presos condenados ou no corredor da morte, são negros

    1 em cada 36 hispânicos adultos esta preso

    1 em cada 359 mulheres adultas esta presa

    1 em cada 100 mulheres NEGRAS esta presa

    é índole ou pobreza ?

  3. josé paulo kupfer disse:

    Romanelli,

    Estou falando de lá e de cá. E concordo com você. No Brasil, a inclusão social pega pretos e pardos. Meu ponto é a naturalidade da falta de acesso, da falta de oportunidade, da manutenção da pobreza. Basta ver a gritaria quanto aos avanços (nem tantos) do tipo no governo Lula.

    Abrs.

  4. Romanelli disse:

    …pois é ..então tá então

    Acho que tirando as infelizes cotas RACIAIS, os demais programas e metas de LULA, aonde incluo o bolsa família, luz pra todos, consignado, recuperação do salário mínimo, como os mais emblemáticos, foram UNIVERSAIS e de cunho social

    ..daí a importancia de eu achar que ele deveria ter dado um passo atrás, chutado o traseiro dos racistas revanchistas e oportunistas, e ter tomado o atalho saudável das cotas sociais

    …mas parece que aqui, o pseudo desgaste político, pesou mais

    …e isso, INFELIZMENTE, a oposição (não tenha duvida, veja o discurso de AFIF aonde fala disso) saberá cobrar, na maior cara de pau, em 2010

    ..justo eles, que praticaram o “eu quero mais é que pobre se exploda!” por longos e longos anos

    http://www.youtube.com/watch?v=GwGpTy-qpAw

  5. Romanelli disse:

    as considerações dele sobre este tema , EM TEORIA “uma maravilha”, até que você caia na armadilha DARWINIANA, começa aos 2:20 seg

  6. outro leitor disse:

    Não creio que a eleição de Obama signifique uma vitória das políticas afirmativas. O pai, negro, era diplomata, e a mãe, branca, pertencia à elite intelectual. Criado pela avó materna no Havaí, estado onde são realizados inúmeros casamentos multirraciais, nunca foi vítima do ranço escravagista atávico que seus compatriotas do continente ainda sentem.

    Obama só ganhou porque o conservadorismo e o neoliberalismo personificados em George W. Bush chegaram ao paroxismo. E porque, com o auxílio da internet, conseguiu vencer a máquina partidária dos Clinton.

    Além, é claro, de suas diversas qualidades pessoais.

  7. M.A.P disse:

    Caro jornalista
    Sou a favor de “cotas sociais” pois não potencializam as diferenças entre as etnias. Além disso no Brasil como o Romanelli escreveu não temos o racismo “institucionalizado.Em situações de Stress Absoluto como nas prisões americanas, temos gangs raciais bem definidas ,Os negros, os latinos, os nazi etc; não vejo isto no Brasil, o que temos aqui são confrontos entre facções .
    Além do mais o Obama só foi eleito, porque transcendeu à condição de candidato das minoria, sua campanha foi trans-racial.

  8. Lúcio disse:

    Rejeitar ações afirmativas porque o Brasil não é os EUA é algo completamente sem sentido, um argumento realmente incompreensível!!!!!

    Há racismo no Brasil sim, e o sistema de cotas pode ter nascido lá, mas não necessariamente é aplicável somente àquela realidade. O dado sobre o desempenho de alunos cotistas, por exemplo, indica que pode ser uma política com muito bons resultados…. tenho cá minhas dúvidas se as cotas por escolas públicas seriam eficazes!!

    Sds,
    Lúcio.

  9. Lucinei disse:

    Romanelli,
    gosto de seus comentários e admiro a sua disposição para o debate. Porém, permita-me um pequeno comentário:
    “No nosso caso as raízes são mais profundas , são de ordem econômico social, voltam ao tempo da escravatura

    Nosso problema não é RACIAL, é social”

    Quando o assunto é este eu sempre insisto que não há nenhum erro (metodo)lógico em se dizer que não se trata de escolher se a causa é racial ou social; são as duas e pronto (e ponto). Quando não é uma que atua é a outra; quando não é outra, é uma: todavia, na acachapadora maioria dos casos são as duas que atuam juntas (eu nãotenho a menor dúvida disso)

    Temo quando vejo algumas formulaçoes serem pronunciadas fazendo parecer, voluntária ou involuntariamente, que não há racismo no Brasil.

    Ainda que em declínio no Brasil (Axé), o racismo existe e não pode ser nem negado, nem ocultado, tampouco exaltado.

    É claro que falar em raça hoje erm dia não tem o menor respaldo “científico” que tinha na época de Arthur Gobineau (muito amigo do Imperador Pedro II), Dominique Lapouge, Cesário Lombroso (…Lombroso…)… Mas não podemos negar também que foi aquela ideologia [eugenia] que “diagnosticou” a razão do “atraso” brasileiro como causado pela formação racial (daí a importação de brancos europeus [os Romanelli chegaram aqui quando, por curiosidade?]” para, embranquecer, melhorar a raça”) que deixou uma marca a mais na sociabilidade brasileira em oposição à igualdade como Valor. Liberdade já era um luxo, Igualdade, então…

    Ou seja: discutir se algumas pessoas no Brasil são racistas por causa social ou racial, na minha opinião, desvia a questão do essencial: são racistas pelas duas razões. Lá nos EEUU o recrudescimento do racismo (os negros eram minoria) também teve uma razão de “mercado”: se um sapateiro (shoemaker) padeiro (Baker) competisse no mercado (com uma taxa de lucro menor) em uma ou outra “Town”, logo, logo a “comunidade” dizia: “vai comprar mercadoria daquele negro?”… Ou seja: o racismo nos EEUU também foi uma estratégia de “mercado”.

  10. Romanelli disse:

    A escravidão não foi inventada por PORTUGAL ..ela vem de antes da Grécia, e tb passou por Roma

    Verdade é que a Europa não tinha população pra tocar as Américas

    ..apelaram, encontraram uma saída para sua saia justa cristã que já ardia ..escravizar (não!, pensaram alguns) …mas escravizar negros (ahhh bom …essa cola, ainda mais se falarmos que eles não tem alma..)

    O branqueamento no BRASIL veio para apressar um país que parou numa fórmula ERRADA, e que necessitava de profissionais com um mínimo de conhecimento …precisava urgentemente de mercado, criar valor, produto

    O negro de hoje colhe o que plantaram nele lá atrás

    Mesmo assim, pra provar que a coisa não era RACIAL, vemos muitas contradições no BRASIL escravocrata

    ..inúmeros foram os negros que se deram MUITO BEM naquele modelo, por ex:

    O maior escravocrata brasileiro, Xaxá (Francisco Felix de Souza), um NEGRO, diziam que ele era mais rico que o Imperador

    Os escravocratas africanos, que despachavam návios cheios de “inimigos” pra cá

    Chica da Silva (teve mina de diamante), Chico Rei (teve mina de ouro), Fernão Carneiro Leão (o primeiro presidente do BANCO do BRASIL, em épocas de D.João VI), Aleijadinho ( nosso primoroso escultor) ..e outros mais, que se procurar, virão às dúzias

    e mesmo logo depois da abolição, Machado de Assis

    ou seja, a coisa não é tão linear qto muitos gostariam que fosse pra acomodar suas teorias desprovidas de base

    HOJE, o POBRE (olhem bem, o POBRE) cuja maioria ainda é PARDA (e uma minoria negra) sofre pela falta de PREPARO, de renda ..um círculo que os perpetua na miséria ..mas NUNCA pela “cor” escura

    por exemplo, nossas escolas técnicas e universidades poúblcias ainda servem a RICO …ou pq o pobre não tem preparo, ou pq não consegue se manter

    Nos EUA, África do Sul e Austrália (aborígenes) os “escuros” eram apartados, sufocados, dados como INCOMPETENTES de DEMENTES ..tinha ate pouco tempo TODA uiuma legislação sobre o tema

    aqui não! nossa exclusão LEGAL vem pelo social, escolaridade, prisão especial, direito a fuga, a mentira (entendam embromation) etc …vocês viram o Daniel Dantas e o STF ontém ?

    enfim …tenho certeza que vocês sabem aonde quis chegar e me acompanham direitinho

    Mas pra mim interessa daqui pra frente, por isso digo:

    Não podemos permitir que FANTASMAS passados ditem os nascidos do futuro

    NOSSO PROBLEMA hoje deve ser com o SOCIAL, com o pobre

    dê preparo ao pobre (ao pardo e ao negro por conseqüência e maioria) e veremos muito mais MachadoS de Assis e JoaquinS BarbosaS

    O que não dá é pra cobrarem do ovo antes da galinha ..o BR pode sim ter médicos, engenheiros, advogados e PRESIDENTE negros, mas antes temos que prepará-los

    NÃO podemos usar de fórmulas que culpam inocentes vivos (POBRES brancos) pelo pecado de culpados mortos

    pelo fim das COTAS RACIAIS (nosso apartheid BIZARRO) e pelas cotas SOCIAIS

    ps – experimente algum de vocês sair na rua e bradar (como a KKK bradou ontem sobre Obama), experimente bradar em público contra negro (ou qq outro etnia) pra ver como “somos racistas”

  11. Argo disse:

    Também apóio as cotas sociais. “Negro rico é branco”, infelizmente.

  12. Valdemir Moraes disse:

    Concordo integralmente com as colocações de Romanelli.
    Espero que nossos governantes e parlamentares AINDA ESCRAVOCRATAS ( e tem muitos nessas condições) – escravocratas não de negros , mas escravocratas de contribuintes .
    As cotas raciais só têm uma serventia : alimentar o conflito racial.
    Como ficam as míseras populações do suldo Brasil, descendentes de alemães,poloneses,italianos, etc…Há algo muito injusto na lei das cotas – o futuro vai cobrar caro de nossa sociedade por conta disso.

  13. Lucio disse:

    Ora essa, as cotas não são uma reparação pelos erros do passado, são uma tentativa de se corrigir as distorções do presente, que, por sinal, são inegáveis. É ilógico dizer que o “preconceito é por classe social”, apenas, e ao mesmo tempo que as cotas aumentariam o preconceito, como ? Se a história escravagista não foi suficiente pra gerar racismo no Brasil, por que as cotas seriam?

    Att,
    Lúcio

  14. Romanelli disse:

    Lucio

    me permita …não complica. não estica

    simplifica…

    O problema é de JUSTIÇA !!!!!

    Enquanto os cotistas sociais CONVERGEM e protegem a TODOS os necessitados e pobres, INDEPENDENTE de tábuas e tabelas

    …os cotistas raciais só conseguem ter olhos e mentes pra uma fração dos marginalizados, mesmo que em se tratando da maioria (pretos e pardos)

    …mas deixando AQUI TAMBÉM de fora as minorias que não tem voz pra se defender …e ouvidos pra lhes escutar

    INFELIZMENTE, apesar de inicialmente ALGUNS de seus defensores acharem, inocentemente, que estavam praticando o melhor (enquanto outros eram racistas e revanchistas MESMO), lamento em dizer, mas pelas regras escolhidas, pela exclusão de outras minorias IGUALMENTE SOFRIDAS, as cotas raciais deveriam ser reconhecidas pelo que são …um programa ARBITRÁRIO, IMPERFEITO, injusto, segregário, eugenista, preconceituoso ..a mim, criminoso …digno da direitona conservadora

    simples assim…

    Se podemos e sabemos fazer o certo e universal, porque insistirmos no parcial, no errado ?

    resp: vaidade, medo, soberba, egoísmo, falta de humildade, teimosia ..aqui, racismo

  15. luiz.C.L.Botelho disse:

    Prezado Jornalista Kupfer e Leitores
    Um dos grandes problemas ainda dolorosamente presente em todas sociedades humanas organizadas é o assim chamado “Racismo”. É óbvio que sob esta denominação, todo uma gama de problemas sócios-econômicos- culturais são infelizmente rotulados, incluindo aí as críticas a Teoria da Evolução das Espécies Biológicas de Charles Darwin , a qual certamente ainda é uma Teoria Científica ela própria em constante evolução,especialmente na sua nova vertente geneticista (Bioquímica) e matematizada (Código Genético).Entretanto deve-se notar a validade experimental das mudanças biológicas nos seres vivos, realizadas através da interação dos mesmos com um meio ambiente aleatório (ecosistema) e a respectiva cadeia genética destes espécimes , sempre através de mutações genéticas aleatórias . Como vocês podem constatar, uma longa distância existe entre tal sólida teoria científica e as suas pseudo-utlizações políticas em constructos sociais baseadas nos diferentes biótipos humanos (eugenia,criacionismo,espiritismo kardecista, capitalismo intensivo, comunismo científico,etc…). Neste ponto convém notar que no Brasil existe uma grande confusão (e imbecilidade acadêmica-especialmente de setores da Esquerda)-; em colocar de ma-fé, o grave problema da qualidade sistêmica de processos de Educação e Preparação de mão de obra especializada na Sociedade Brasileira como um problema de caráter puramente ideológico,e não fundamentalmente dependente de decisões de investimento de capital,tanto público como privado,e portanto um fator econômico em questão.Dá-se sempre o primeiro passo(merenda escolar,bolsa escola,etc,…) e para-se neste ponto. O que certamente torna todo o processo de melhoria do ensino e modernização sócio-econômico-cultural da Sociedade Brasileira uma simples “compra de votos”!.A propósito ,aquele racismo de aparência racial existe mesmo entre os “Brancos” (Europeus do Norte e do Sul) entre as tribos africanas ,étnias culturais,Católicos e Protestantes, Cristãos e Muçumalnos, Alagoanos e Paraibanos,”Cariolhordas” e “PauliPilantras “, Os” fardados” e o de” togas”,etc…)..)

  16. Edmar C. Lima disse:

    Concordo com o Romanelli que a ‘cota social’ supriria todas as outras necessidades das chamadas ‘ações afiirmativas’, no entanto, a ‘Grazi Massafera’ já era atriz global após o tal de BBB e sua mãe ainda recebia o bolsa família, descaradamente, como se fasse de uma família realmente carente. Carente no caso de vergonha na cara. É muito difícil decidir quem é pobre e quem pode bancar a própria educação, numa economia com tanta informalidade como a nossa. Deixemos, pois, em vigor (com vigência e efetividade) todas as COTAS já postas. Juntas elas nos permitirão diminuir as enormes diferenças. Aí, um dia, teremos o nosso ‘Obama’, teremos mais que um único JOAQUIM BARBOSA no STF e ficará mais difícil mandá-los pro exterior na hora do julgamento das ‘cagadas’ do Gillmar Mendes.

  17. leusa disse:

    Fiquei surpresa com a síntese tão bem feita sobre a questão das cotas para negros nas universidades! Lúcida, clara, incontestável. Parabéns!!!

  18. ac disse:

    Prezado José Paulo,

    gostaria de saber por que chamam o Obama de negro.
    Ele é exatamente metade branco e metade negro. É portanto um mestiço, um moreno, um mulato (não gosto muito dessa palavra) mas negro é que ele não é. Até pela sua educação, sofreu culturalmente mais influência de uma mulher branca do que do pai negro.
    Por que pessoas que conhecem esse assunto teimam em referir-se ao Obama como negro?
    Creio que a leitura de Gilberto Freire faz muita falta.

    AC

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