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30/10/2008 - 15:33

Marola ou tsunami?

Por Leandro Modé

O pessimismo com o desempenho da economia brasileira em 2009 aumentou, principalmente no mercado financeiro. Já há analistas que falam abertamente no risco de o País enfrentar uma recessão. Por ora, esse cenário é aquele que as consultorias e os bancos classificam com a letra ‘C’. Ou seja, antes dele há outros dois com probabilidades bem maiores de virar realidade. Chances percentuais à parte, o fato é que uma retração entrou no radar. 

É recomendável, porém, que essa brusca mudança de humor seja vista com cautela. Não é preciso dizer que uma das idéias que esta crise consolidou é a de que os analistas são incapazes de elaborar projeções econômicas confiáveis. Inebriada pela bonança dos últimos anos, a maior parte dos profissionais não conseguiu sequer prever um chacoalhão dos mercados. Agora, então, no meio da tempestade, fica ainda mais difícil acertar.

Mesmo assim, parece consenso que os efeitos da crise externa no Brasil irão além da “marola”, como disse há algumas semanas o presidente Lula. O relatório Focus do Banco Central, que traz um sumário das estimativas do mercado, mostra que a previsão de crescimento do PIB de 2009 caiu de 3,35% na semana passada para 3,10% nesta. Diversas empresas congelaram planos de investimento e, aqui e acolá, começam a surgir informações sobre demissões. Grande parte da indústria automotiva, por exemplo, deu férias coletivas aos empregados. E o crédito continua fluindo a conta-gotas (quando flui).

Esses são alguns sinais de que o ritmo de expansão da economia brasileira deve ser mais fraco do que se imaginava quando a crise se intensificou, após a quebra do Lehman Brothers, no dia 15 de setembro. Mas, assim como Lula minimizou a crise, imaginar que um tsunami se aproxima da costa brasileira ainda soa um pouco exagerado.

 

Comentário

Um novo paradigma parece em formação na ecologia econômica, em fins desta primeira década do século XXI: a volta do protagonismo dos governos no processo econômico e desta vez em amplitude inédita. Os governos parecem decididos a impedir as quebras, que produzem dores e depuram o ambiente, definindo de outro modo os perdedores e ganhadores.

A visão, já embaçada pelas incertezas que ainda dominam a economia global, fica mais ainda turva com o atual ativismo sem um pingo de constrangimento dos governos.

Melhor mesmo evitar conclusões definitivas, como fez o Leandro.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

74 comentários para “Marola ou tsunami?”

  1. luiz.C.L.Botelho disse:

    Prezado jornalista Kupfer e leitores
    É muito interessante constatar que as opiniões em seu blog estão levantando pontos absolutamente importantes e de carácter sistêmicos sobre as estruturas das ideologias e protocolos de Instituições do Estado Brasileiro. Em relação a análise global desta crise ,agora não somente econômica,gostaria de apresentar opiniões (de cidadão não especialista sobre os temas opinados) sobre possíveis diretrizes no âmbito do Estado para enfrentar os problemas que certamente surgirão em um futuro próximo.Como foi bem observado por um dos seus leitores( Luca), a instabilidade política e crises econômicas agudas e recorrentes dos países vizinhos ao Brasil podem tornarem-se um grave fator de insegurança interna.Neste ponto, apresenta-se o problema de tornar militarmente eficiente os presentes altos gastos do Ministério da Defesa do Brasil.O cidadão comum tem a triste impressão que a maioria dos gastos são feitos com folha de pessoal e não com uma modernização militar efetiva das Forças Armadas Brasileiras.Por exemplo: È óbvio que uma política de pessoal militar necessária é aquela da transferência permanente e da mobilidade assegurada de tropas para as nossas fronteiras terrestres e não esta concentração das mesmas nos grandes centros urbanos,resquícios de um poder político republicano arcaico: diz-se que presentemente existem mais Almirantes que plataformas modernas de combate naval na MGB. .Faz-se necessário, portanto a modernização do armamento das tropas estacionadas nas fronteiras internas (incluindo os meios de locomoção.:helicópteros , lanchas modernas,etc.). Hoje se presencia uma “vaidade “ , custosa para o erário público, das forças militares em realizarem compras de plataformas de armas para serem modelos reduzidos das forças militares americanas!. O Corpo dos Fuzileiros Navais em sua presente estrutura, pareçe ser( para o cidadão leigo) nada mais que uma pequena repetição-no sentido de força combatente terrestre-; dos batalhões do Exercito Brasileiro (Uma Divisão Moderna de Infantaria Anfíbia?). A Marinha preocupa-se em “comprar “ um submarino à propulsão nuclear e aparentemente esquece-se da modernização dos seus armamentos ofensivos embarcados(Torpedos, Sonares,etc…).A Força Aérea preocupa-se em ter Caças altamente modernos sem ter a estrutura tecnológica avançada adequada em sua estrutura .Não foi sem motivo que o Sivam e o projeto VLS tristemente fracassaram.È preciso retoma-los para demonstrar a nossa competência em tecnologia avançada,antes de comprar “brinquedos caríssimos”.De um modo geral, espera-se que esta crise traga em seu bojo, todo uma mudança de mentalidade nas estruturas dos protocolos dos gastos dos governos dos Estados para bem servir os cidadãos

  2. alex disse:

    Zé Paulo, obrigado pelas explicações. Desculpe não ter respondido antes. Estava fora. abs

  3. alex disse:

    FOLHA E O DESEMPREGO DE SETEMBRO…

    Quem foi que disse que a FSP não cumpre o manual oferecendo um noticioso eqüidistante para quem, de fato, quiser formar sua própria opinião? Um exemplo?

    Vamos lá.

    Quem tiver força de vontade, sobreviver à sucessão de colapsos econômicos iminentes estampados numa série de tirar o fôlego, de repente encontrará no caderno de Economia da FSP (de novo, não é Fazer Serra Presidente; é F-o-l-h-a d-e S-ã-o P-a-u-lo) um oásis de esperança.

    Fica ali na mesma pág B19, aquela na qual a manchete enterra as expectativas empresariais na cova mais funda da depressão econômica e psíquica.

    Diz o texto-abrigo-anti-aéreo: “Desemprego em setembro é o menor em 12 anos, em SP”. Ufa!

    Finalmente, algum chão firme. Um interregno antes da decomposição irreversível de toda estrutura econômica montada nos últimos anos e que não foi capaz de prever tudo isso que está acontecendo. Sem dúvida, um bálsamo de isenção informativa; um grande jornal moderno, isento, jovem, não poderia fazer diferente.

    É, mas atenção, o refresco só é acessível aos mais teimosos, os desconfiados e muito, muiiiito atentos. A materinha, em questão, tem apenas duas colunas. Fica acuada ali, bem embaixo da depressão empresarial, aquela que a julgar pela manchete nem quantidades industriais de Prozac fará amenizar.

    Também, grande coisa, uma taxa de desemprego baixa, como é? E daí, o Brasil vai acabar mesmo…

    A menor dos últimos 12 anos?

    Ah, se isso fosse mesmo importante o jornal (FSP…) daria uma baita manchete, não uma nota no pé de página, e que página…

    Para quem considera essa uma leitura encharcada de má vontade com a FSP (lembre-se, a sigla representa o nome de um jornal isento…), vamos recorrer à avaliação eqüidistante de quem é pago pelo próprio jornal para comentar a qualidade do que se publica ali. OK, digamos que seja um tropeço da editoria de Economia. Um caso isolado. Muito bem. Então tomemos o pulso da cobertura feita pelo jornal em relação a um outro episódio, de outra área, mas de importância igualmente indiscutível para a sucessão de 2010.

    E CONTINUA…

    FONTE: CartaMaior – Saul Leblon
    http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=15340

  4. Romanelli disse:

    ALEX

    Votei em LULA e aprovo seu governo …aprovo apesar de detectar vários pontos c/os quais não concordo, dentre eles, a prática dos JUROS REAIS mais altos do MUNDO

    …um crime, um crime contra o pobre, contra a pátria, que torço, um dia, pra que instituições e homens sérios possam saber precificar e COBRAR dos delinqüentes que ficam se valendo deste ABUSO pra defenderem (pra dizer dum mínimo) interesses confusos

    Desde que assumiu o governo LULA apresentou uma política mais atenta ao mercado local e aos nossos passivos sociais

    A implementação de programas assistenciais, ampliação do crédito miúdo, dentre eles o consignado, o estimulo a indústria local, a busca de novos parceiros externos, uma política RESPONSÁVEL de ampliação do poder de compra do Salário Mínimo, dentre tantas outras medidas, somado ainda a uma prática de não se dar GOLPES e nem PASSA MOLEQUE, fez com que o país pudesse melhor aproveitar os ventos internacionais, não tardando p/que colhessemos inúmeros resultados positivos, como c/o controle das contas internas, externas (hoje em risco), emprego, inflação, crescimento, uso do capacitivo, recordes de investimento, na agricultura e dados de desemprego

    posto isso…

    só pra deixar claro que os dados verdadeiros sobre esta crise, quer na atividade como no emprego/desemprego, ainda não foram sentidos …eles viram lentamente, até o 1o semestre de 2009

    Portanto, o número que cita, sem querer desanimá-lo, não se refere ao cenário presente, nem ao futuro de CP, mas sim ao passado

    embora reitere, penso que algum desaquecimento virá (e já veio pra alguns) …agora, se o BC ajudar, este desaquecimento não se tornará decrescimento …embora na prática, os caras parece que não querem colaborar

    LULA sabe, como operário que foi, que mais importante pro atual momento, mais do que 3-4% (hipotéticos) na inflação ANUAL, mais importante é o pai de família manter seu emprego

    Há que baixarmos os juros ! …e já estamos atrasados

  5. Biquei disse:

    Era só uma marolinha,como sempre longe da realidade,nosso Boris Yeltsin,quando fez á declaração estava sob efeito da “51″.
    La crisis pone a prueba a Latinoamérica
    La región tiene ahora un reto: demostrar si su modelo es viable en condiciones adversas
    Hace aproximadamente una semana, una queja casi unánime emergía en un encuentro informal de empresarios y responsables políticos en Guanajuato, al norte de la capital de México. “En contra de lo que dictaría la lógica económica, el país que ha provocado la crisis financiera internacional [Estados Unidos] es el que se ha convertido en el refugio de los inversores, y somos nosotros los que sufrimos el castigo y no el dólar. No tiene sentido”. “Es más sencillo que todo eso”, respondió uno de los invitados, “hay tanta gente demandando dólares que eso hace que el valor de la divisa se dispare. Así de simple. El tipo de cambio ahora no tiene nada que ver con los fundamentos económicos”.

  6. alex disse:

    FOLHA NÃO DÁ TEMPO NEM EM DIA DE FINADOS

    OLHEM A MANCHETE ESTAMPADA LÁ DESDE CEDINHO..

    NÃO IMPORTA “O DEVE” ..IMPORTA É MARTELAR NA CABEÇA

    DO LEITOR:

    02/11/2008 – 02h32
    Após ação do BC, banco deve subir juro, diz Bradesco

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    da Folha Online

    O presidente do Bradesco, Márcio Cypriano, diz que o setor deve subir os juros para compensar a redução da remuneração do compulsório sobre depósitos a prazo. A informação é de reportagem do colunista Guilherme Barros, publicada na Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

  7. alex disse:

    Depois tem gente que diz não ver “a missão da Folha” a não ser de dar a notícia!

    Se no lugar do Lula estivesse o Serra, a manchete nos produtos da FOLHA , num dia como hoje, seria:

    “MASSA: A ESPERANÇA É A ULTIMA QUE MORRE”

    Alguém aqui dúvida? Claro, os que duvidam tem ‘todo interesse’ em duvidar.

  8. luiz.C.L.Botelho disse:

    Caro jornalista e leitores
    Depois do desenrolar de todos estes eventos,só nos resta a desolação da grande declaração patriótica ,Carioquíssima ,por sinal : “Menino Bush ( George W.Bush-US Mr President! ) cuida da tua crise!… que o problema é teu.Tu me deves US$ duzentinhos bi e se tu não pagar, mando os “milicos” ir aí na América do Norte te cobrar!.A propósito ,eu vou tomar banho de petróleo de agora em diante e vou acender o meu charuto com petrodólares!

  9. Argo disse:

    “…diz que o setor deve subir os juros para compensar a redução da remuneração do compulsório sobre depósitos a prazo”

    Um amigo no meu site declarou que a culpa é das próprias pessoas; dá, sim, no modo de pensar dele, e tenho que concordar. Há mais de 4 anos que não pago um centavo de juros a ninguém. Dá pra se fazer o dever de casa e se pôr a casa em ordem. Dá pra se poupar e só comprar à vista. Se os brasileiros fizessem isso, conseguiriam comprar muitos mais bens e utilidades com o mesmo dinheiro e faríamos com que os bancos baixassem os seus juros escorchantes. Afinal de contas, eles teriam que emprestar alguma coisa, ou, então, ir fazer outro negócio.

    Poupa, Brasil, poupa!!!

    A pior coisa que já se inventou (e eu perdi muito dinheiro e anos de vida, também – hoje mais não) foi a compra a crédito. São os publicitários e os banqueiros, juntos para “roubar” (vamos no popular mesmo) a nós, o sofrido povo brasileiro.

  10. José Paulo, peço encarecidamente que coloque no blog as previsões que estes mesmos “especialistas economicos” fizeram em 2006 para 2007.
    Eles acertaram que foi uma beleza. kkkkkkkkkk

  11. Argo disse:

    A solução para baixar os juros é simplesmente a população deixando de comprar a crédito – juntar o dinheiro para comprar a vista.

  12. luiz.C.L.Botelho disse:

    Prezado Jornalista Kupfer e leitores
    Não devemos esquecer que os nossos problemas políticos não devem ser esquecidos.Aliás,os mesmos são intimamente conexos com aqueles graves problemas de gerenciamento público da economia. Em anexo apresento a minha participação como cidadão aos representantes do povo no Congresso

    Prezada Senhora Senadora da República Brasileira
    Marisa Serrano

    Escrevo-lhe este e-mail como Cidadão Brasileiro para manifestar-me frente a este gravíssimo Atentado Terrorista Psicológico que Superior Tribunal Federal sofreu nos últimos dias.Mais precisamente : A Constituição Federal Brasileira.É simplesmente perverso o cidadão comum saber que a sua privacidade é um direito puramente formal: sabe-se que escutas (computadores,residências,etc…) são feitas muitas das vezes com o único objetivo para o cometimento de crimes pela miríade de quadrilhas do Crime Organizado que estão,em um grande número de vezes-; sistematicamente enraizadas nas Instituições Públicas (especialmente judiciais, militares e policiais), as quais deveriam proteger a Constituição e os Direitos dos Cidadãos Brasileiros e não “mercantiliza-los” para o proveito criminoso pecuniário de maus-cidadãos.Vossa Excelência!, Este estado de criminalidade que tanto impede o progresso democrático do Brasil tem certamente a sua origem na impunidade daqueles crimes cometidos sob a corrupta e ilegal proteção de Administradores Públicos e seus Agentes.E um primeiro passo para combater tal desastre , consistirá,na opinião deste cidadão; na abertura irrestrita dos Arquivos dos Governos de 1964,tornando os seus conteúdos legalmente aberto aos cidadãos interessados e sem medo de expor ao conhecimento público,tanto aqueles crimes cometidos pela Direita quanto pela Esquerda,como um Sacro-Santo Republicano Compromisso com a Verdade Histórica e com as novas gerações,assim como foi realizado na Reunificação da Alemanha Pós- Queda do Muro de Berlim.
    Cordiais Saudações Cidadãs
    Luiz C.L.Botelho

  13. jose disse:

    Cancelar as assinaturas do jornal folha de sao paulo é a melhor forma deste jornal tomar juízo (e prejuizo) e parar com noticias tendenciosas. nos eleitores nao somos bobos de pois este jornal estar a serviço sujo contra o Pres, LULA.

  14. jose disse:

    vamos cancelar a assinatura do jornal folha de s.paulo, só assim eles deixam de fazer o serviço sujo conta a adm do pres. LULA.

  15. Romanelli disse:

    Argo

    “…Há mais de 4 anos que não pago um centavo de juros a ninguém. Dá pra se fazer o dever de casa e se pôr a casa em ordem…”

    Só pra me certificar, por favor responda:

    -Você, nestes 4 anos, comprou em 3,6,12,18 ou 24 vezes “SEM JUROS”

    -Nestes 4 anos você usou o CARTÃO DE CRÉDITO para comprar “a vista” , pagável no máximo no aniversário do cartão e em 45 dias?

    -Você fez compras nas grandes, médias e pequenas lojas que oferecem CARTÃO de crédito aos clientes ?

    -abasteceu em posto de gasolina ou restaurante que oferecia vendas, como banda a lei, sem acréscimo no cartão ?

    Se pra qq uma das 4 perguntas vc respondeu positivamente, lamento, mas você pagou MUITO juros, de forma DIRETA e indireta, e nem te avisaram

    ..ôh coitado ?!

    O problema nunca deveria estar em se pagar juros …eles podem ser justos e SÃO necessários …o problema aqui é o tamanho do DESGRAÇADO

    Nossos bancos não gostam e não são empurrados ao risco …nem participaram positivamente do nosso progresso …ao contrário, nos atrasaram …se dependuram nos títulos do Estado e viveram sugando, e rareando, os recursos tributários

    Não querem saber de ESCALA ..fazem o estilo pouco, mas com “muita” qualidade, qualidade de agiota, de traficante

    Também ? Vc quer o que ? Praque cobrar pouco se eles conseguiram montar um esquema de medo e risco que sempre obriga nosso Estado a andar com a corda no pescoço?

    Pra que emprestar se o Estado me paga SELIC até pro dinheiro parado …que até pouco tempo era 53% dos depósitos a prazo ?

    Pra que emprestar qdo existe uma FEBRABAN que os ajuda a administrar um cartel, que só com suas tarifas e taxas já se prometem retornos garantidos?

    Pra que dar gás? se como banco eu ainda posso COMPRAR mercados e monopólios de minérios já descobertos, vindo inclusive já desbravados e com o mapa da mina …tipo como fez o Bradesco …quando comprou um dos MAIORES PATRIMÔNIOS BRASILEIROS, de recursos unicos e FINITOS, a preço de banana …a CVRD

  16. Argo disse:

    Romanelli

    Sou um matutão aqui das brenhas de Pernambuco, daqueles que quando são enganados dizem: “Só me pegam uma vez”.

    Já fiz muito dessas coisas que você citou. Hoje, não; hoje só compro à vista.

    Aliás, como conheço algo de tributação, sempre deixo para comprar quando se vai chegando o final do mês – após o dia 25. Como aqui – em Pernambuco, repito – o governo estadual cobra antecipadamente a diferença de alíquotas do ICMS (10%) aos comerciantes, e como o prazo de pagamento, normalmene, é no dia 30, os comerciantes precisam ter dinheiro em caixa neste dia para honrar o compromisso. Já economizei por diversas vezes dessa maneira, aproveitando as promoções – pagamento em dinheiro vivo nesse período consegue muitas pechinchas.

    Tudo bem, é necessário disciplina, mas o que se consegue sem esforço, havendo nascido pobre? A questão é como conscientizar o restante da população desse tipo de coisas. Fazer como que o povo não vá na onda dos publicitários (esses, deveriam ir para o inferno – com as exceções de praxe), dos marqueteiros, dos apresentadores de televisão (esses, na verdade, dão é nojo!), não saia comprando por impulso, se endividando sem necessidade.

  17. Romanelli disse:

    ARGO

    fico feliz por vc, mas acho que vc não deveria ter tanta certeza. Veja:

    Aqui em SP o mercado varejista praticamente esta dividido em 2 ou 3. Dos maiores:

    Dum lado temos o francês Carrefour, DIA e Atacadão …e doutro, os tb francês (Cassino) EXTRA, PÃO de Açucar, Assai e Compre Bem

    …todos vendem a vista ..mas todos oferecem cartão de crédito sem preço diferenciado …que pagam (repassam) juros (dizem taxas) pras administradoras

    Lá eu compro “a vista”, em dinherio vivo, e pago o mesmo valor do “cabra” que compra com cartão ..isso pq a LEI me impede, mesmo pagando em nota ou cheque, me impede de pedir e ter desconto ..logo, mesmos preços estão majorados .. Ou será que vc é otimista e acha que, no exemplo, os do que usam cartão é que tem desconto?

    Esta no SENADO um projeto de lei que PERMITE a diferenciação de preços pra venda a vista, em dinheiro, e venda a vista, no cartão (que o pequeno comércio, até mecânica, paga 5% de taxa) ..a lei ainda não foi aprovada ..e o PIG nem fala nada ..vai ver que é contra os patrocinadores

    Aliás, aqui em SP, POSTO DE GASOLINA tb vende no cartão ..ou seja, mesmo que eu pague em dinheiro, acabo pagando o mesmo preço do cara que tem Master e Visa

  18. Argo disse:

    Romanelli

  19. Argo disse:

    Romanelli (falha na outra mensagem, teclei o Enter, sem querer)

    A questão é que estamos com 2 tipos de exemplos, eu e você. Você está falando da compra diária (supermercado, postos etc), enquanto que eu estou falando é da compra de bens duráveis. Nestes, ao menos aqui, as lojas estabelecem, sim, diferenciação de preços quando das promoções. Os vendedores são bem claros: “É a dinheiro?” Esse preço só a dinheiro.

    Sou um dos últimos “arengueiros” (sou um dos que ficaram à margem disso, como preconizava o Michel Beaud, em História do Capitalismo), nem cartão de crédito tenho mais e passo muito bem (dentro de minhas posses, claro). E não é por falta de crédito, é por decisão mesmo; o que sofri bastou-me para o resto da vida.

  20. Biquei disse:

    Repetindo o velho padrão?
    Uns pagam para sempre,já outrAs,recebem para sempre.
    Isto cheira mal?
    Lembram equipamentos importados da França, por certo ministro também,muito,muito,influente dizia-se á época, que havia um percentual de Dez por cento,
    vagando no ar,…
    Mas no governo de ALIBARBUDO,com a inauguração da era mensalão,
    sabemos todos,que á infração criminal,recebeu nova denominação,segundo os larápios da Caverna é apenas valores não contabilizdos.
    Trem-bala RJ-SP já provoca polêmica.
    A súbita mudança de regras para a construção do trem-bala Rio-São Paulo tem causado perplexidade entre empresas européias interessadas em participar do projeto. É que a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) se reuniu com vários deles em Milão, detalhando o projeto, mas após visita a Tóquio, ela parece haver decidido pela adoção do modelo japonês de trem. Com isso, o Brasil terá de pagar royalties ao Japão para sempre,www.ch.

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