O Fed contra o dólar valorizado
Nesse mundo virado de cabeça para baixo, apareceu alguém para ficar com o mico do real. E é nada menos do que o Federal Reserve.
O banco central americano vai trocar uma linha de US$ 30 bilhões por reais, sem condicionantes ou restrições de espécie alguma. Com isso, o BC brasileiro aumenta a bala já anunciada para enfrentar ataques ao real de US$ 50 bilhões para US$ 80 bilhões. O dinheiro ficará disponível até abril. México, Coréia do Sul e Cingapura também receberam do Fed linhas do mesmo valor, em troca de suas moedas.
A razão da “generosidade” do Fed não está sendo escamoteada. Trata-se de evitar uma valorização excessiva do dólar e, no mesmo pacote, do iene. As duas moedas-âncoras estão aspirando os recursos do desmonte global de posições alavancadas.
Como escrevi na segunda-feira (Real, de objeto de desejo a mico) o Brasil, com suas taxas de juros exorbitantes e sua moeda supervalorizada, atraiu enorme massa de capital de arbitragem. O real e papéis de empresas brasileiras, sobretudo os originários de lançamentos iniciais (IPO) recentes, passaram a figurar entre as vítimas preferenciais da queima de ativos.
Daí a escalada do dólar no mercado cambial brasileiro. Agora, a tendência, pelo menos no curto prazo, é de que as cotações se acalmem e se acomodem nas vizinhanças dos R$ 2 por dólar.
Há diversos aspectos interessantes na nova intervenção do Fed, que conta com o apoio dos bancos centrais dos países desenvolvidos. Um deles é a novidade da medida. Intervenções nos mercados monetários são raras - no caso do Brasil, é inédita. A última vez que o Fed atuou desse modo, para socorrer o euro, ocorreu em 2000. Antes disso, houve outra, em 1998, na crise da Ásia.
Outro aspecto que chama a atenção é o contraste da atuação do Fed com a do BC brasileiro. Enquanto aqui a valorização do real foi tenazmente perseguida e alegremente louvada, lá a valorização do dólar é tratada com uma maldição a ser exorcizada com todos os instrumentos, inclusive a troca de dólares por moedas inconversíveis, como é o caso do real.
Várias conclusões estão à disposição. Uma, quase uma constatação, é que os ortodoxos de lá não são tão ortodoxos quanto os daqui. Outra, é que, vai ver, os nossos ortodoxos é que estão certos e os de lá, coitados, são, como arrotam nosos ortodoxos, tão desqualificados quantos os que aqui cansaram de criticar a valorização excessiva do real.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Caro Karburê
Simbolos Nacional, definidos por lei, são a Bandeira, as Armas, o Hino e o Selo. No entanto, tudo aquilo que represente um país passa a ser um símbolo e, independente de ser definidos por lei, não deixa de ser um símbolo, afinal, no caso da moeda, o Real, é um símbolo da moeda do Brasil, onde quer que esteja ou quem a tenha posse, não deixa de remeter ao nome do Brasil.
Veja o exemplo dos Simbolo Nacional que voce citou, esqueceu-se das Armas e o Selo. E como voce deve ser uma pessoa culta e cometeu esta falha, imagine a grande maioria da população… E se fizer uma pesquisa, perceberás que todos responderão que a moeda do Brasil é o Real.
Volto a dizer, sem a estabilidade econômica de um país, sustentada pela moeda, não há Símbolo algum que realmente seja respeitado como Símbolo. Economia quebrada, não há Símbolos e nem tão pouco pátria, apenas mercenários e a lei é a dos mais fortes, ou seja, a lei do cão.
Excelente o comentário do Luiz, postado em 29/10 às 23:18.
Simples e didático. Muitos “papas do assunto” não sabem expor com a clareza e lógica – são os ” bons” de plantão.
Também concordo com as opiniões de alguns comentaristas: o Real não é mico; é nossa moeda. Se não merecer nosso respeito ou for sempre motivo de idéias jocosas – quem as valorizará ? só o G.Soros? Até me parece que o “mico” tem a ver com o LULA.
Tive aulas na FGV, e lá ouvi de prof. que o Meirelles , o Fraga são excelentes profissionais e sabem o que fazem- e não têm partidos.
Boa tarde José Paulo,
Sou leitora do seu blog e convido-o para conhecer o meu: http//diretoparaoaltar.arteblog.com.br/
É um espaço sem grandes pretensões, dedicado sobretudo à minha paixão pelo cinema,pela arte de atuar e pelas letras. Pode dar uma passadinha por lá que eu sei que vc vai curtir. É um local para recarregar as baterias ; ) ( olha a pretensão ; )
E como dizia Manuel Bandeira sob licença poética, apareça sempre para tomar um suco de alegria, ou de tristeza, qdo for o caso…
Abraço da Ana Beatriz
Esse bobão do Lula dizendo: Crise? Pergunte ao Bush”. Mesmo que seja por interesse o FED não tem ideologia e sim trabalho técnico e enfiou dólares no nosso traseiro. O Presidente calado já está falando muito.
Enviado por: Benedito Lemes
Eu não disse nada de mais, somente que a moeda não é simbolo nacional.
E ela com certeza não é simbolo nacional mesmo.
Alem de não ser o simbolo nacional que você quer que seja, não vale nada fora do Brasil.
bom dia sr .José Paulo Kpfer , eu queria saber uma coisa pelos comentário que vi o senhor acha que ainda melhor o brasileiro investir na compra de dolar?até aonde pode ser vantagem?ou se deve sempre investir mesmo sendo pequenos valores.
obrigado
MARCELO LEITE BARCELOS
Marcelo,
Eu, pessoalmente, não acho que dólar seja um investimento para pessoas comuns. Se o gosto for grande, talvez algum fundo cambial, desde que a taxa de administração não seja alta, pode ser o caso. Além disso, se há uma viagem para os EUA ou país fora da União Européia (aí é melhor comprar euros) no horizonte, é razoável comprar a moeda que terá de ser usada na viagem. No momento, com as incertezas presentes, e a gangorra nas cotações, eu compraria aos poucos, tentando fazer um dólar médio mais favorável.
Abrs.
12/11/2008 – 17:24 Enviado por: KARBURÊ
“Alem de não ser o simbolo nacional que você quer que seja, não vale nada fora do Brasil.”
Caro Karburê
Não posso afirmar sobre o momento presente, mas no primeiro semestre, precisamente até julho/2008, fonte Banco Central, o Real ocupava a 3ª (terceira) posição no volume de negociação de moeda no mundo, perdendo apenas para o Dólar americano e o Euro, o que comprova o seu valor no exterior.
O momento está nebuloso, o grande perigo está na valorização do Dólar, risco de provocar grandes perdas a quem esteja depositanto confiança neste ativo, afinal, a economia dos Estados Unidos estão em “frangalhos” e não há nenhum sinal de que o Governo de lá (EUA) estão aptos para resolver os enormes déficits e a eventual capacidade de honrar a dívida pública. Quem apostar no Dólar vai levar um “tombo” muito maior. É esperar para ver…
Enviado por: Benedito Lemes
Se eu comprar qualquer mercadoria no exterior , se eu não pagar adiantado em U$ eles não mandam a mercadoria.
Para a economia dos EUA ficar em frangalhos vai demorar um século.
Arautos do apocalipse agindo novamente, trabalhando para demos e tucanos, a serviço do rei fernandinho e seus príncipes… Desde o primeiro mandato de fhc que os ricos se municiaram para esta crise, com privatizações e bolha das bolsas. AGORA QUE ACABARAM OS LUCROS, VOLTAM-SE PARA SOCIALIZAR OS PREJUÍZOS… Bilhões de dólares da bolsa-elite para salvar as especulações. E ainda tem bobos que criticam as bolsas-miséria/fome que existem por aqui…
Enviado por: nOMo.
Você deve ser adorador do Rei.
A Petrobrás de 2002 a 2008 – admitiram 25 mil empregados.
Em setembro 9.9% de aumento, acompanhado de 80% de bonificaçãodo valor dos salários, e isso com crise mundial.
As empresas privatizadas cresceram, o Lucro estrodosamente diminuiram, e os cabides de empregos acabaram.
Você deve ser empregado público, porque se fosse empregado de empresa privada como eu não falava isso.
PT “P” ( partido dos trabalhadores públicos).