Real, de objeto de desejo a mico
O desmonte das posições alavancadas dos fundos de hedge (lá fora e aqui dentro) e de outras aplicações está em curso, mas ainda não terminou a queima de ativos sem lastro. Por conta da busca por liquidez e da fuga para o dólar (e para o iene), outras moedas estão começando a derreter. Deu no alto da primeira página do “The New York Times” do sábado que a lista inclui moedas de economias emergentes, como Brasil, Ucrânia e Coréia do Sul, e até mesmo de países industrializados, caso da Inglaterra (ver aqui, em inglês).
É grande a preocupação com esse movimento. Tão grande que já está sendo aguardada, para os próximos dias, mais uma intervenção do Fed e de bancos centrais de países desenvolvidos. Desta vez, o objetivo seria vender dólares (e ienes) para conter o avanço da moeda americana (e da japonesa) alta e estabelecer um piso para as moedas emergentes sob pressão.
Intervenções de bancos centrais dos países ricos em mercados de moeda são relativamente raras. A última vez que o Fed interveio no mercado de moedas foi em setembro de 2000, quando, em coordenação com o Banco Central Europeu e o Banco do Japão, socorreu o euro. Antes disso, houve uma intervenção em junho de 1998, durante a crise da Ásia.
A preocupação com as conseqüências do desmonte de posições, principalmente nos fundos de hegde, por natureza os mais alavancados, atravessou o Atlântico. Na medida em que o Brasil, com suas taxas de juros exorbitantes e sua moeda supervalorizada, atraiu enorme massa de capital de arbitragem, o real e papéis de empresas brasileiras, sobretudo os originários de lançamentos iniciais (IPO) recentes, passaram a figurar entre as vítimas preferenciais da queima de ativos.
Não é à toa que tem gente em Brasília com o coração na mão. Tomara que suas expectativas não se confirmem.
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Do ponto mais baixo de sua cotação frente o dólar, no comecinho de agosto, até o fechamento do mercado na sexta-feira, 24 de outubro, o real sofreu uma desvalorização de quase 50%. É algo semelhante, ainda que em proporções por enquanto apenas ligeiramente menores, ao ocorrido na mudança do regime cambial, nos primeiros meses de 1999.
Falar nisso, o que será que aconteceu com o investimento do lendário Warren Buffet no real, que ele tanto alardeou? Será que o guru dos investimentos se desfez da posição na moeda brasileira antes dessa maxidesvalorização? Ou será que ficou com o mico?
Atualizado às 16h50
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Só Acho que é bom lembrar quem inventou o Real…..
Se não der certo a culpa não é do país……….
OUTRA COISA………..
Pertenço aos 95% do brasileiros que trabalham de verdade….
Sou muito respeitado pelo meu país….
Vou te dizer uma coisa Marcos Luís……
Meu pai trabalhou 35 anos na Cargill Agricola S/A …….
Se aposentou lá e te garanto que o salario dele era bem maior do que o teu……..Supervisor industrial……
Ao longo de sua Carreira profissional, conta meu pai, ele mandou muito engenheiro embora, administrador, técnico, ele me conta que tinha pena de tanta gente formada com um diploma na mão não ter a visão necessário para trabalhar numa empresa tão grande e responsavel como a Cargill…..e ele mandou embora muita gente ….mas muita gente mesmo….e contratou muita tbm………MUITOS ENGENHEIROS MECANICOS NÃO DURARAM 3 MESES LÁ………..
Meu pai………QUE SÓ TEM 8° SÉRIE…………
PERGUNTA PRA ELE SE O ESTUDO É REALMENTE IMPORTANTE????…PERGUNTA………QUÉ O TELEFONE DELE??