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08/10/2008 - 22:31

Água na fervura

Pela primeira vez desde fevereiro de 2003, o Banco Central vendeu dólares das reservas cambiais para tentar acalmar o mercado. A atitude mostra que, na avaliação do governo, a disparada da moeda americana nas últimas semanas chegou a um nível crítico.

Há três semanas, o BC anunciou que retomaria a venda de dólar, mas por meio de um mecanismo que não implicava desembolso do dinheiro das reservas. A idéia era vender a moeda com compromisso de recompra em algum momento no futuro. No mercado, teve gente que chegou a chamar a operação de empréstimo.

O instrumento não funcionou como se esperava e o BC acabou apelando para os velhos leilões de swap cambial – usados à exaustão quando a moeda americana bateu nos R$ 3, R$ 4, às vésperas da eleição de Lula, em 2002. Também não funcionou e a saída foi fazer uma transfusão na veia.  Aparentemente ou pelo menos no primeiro minuto, a medida surtiu algum efeito. Hoje, quarta-feira, o dólar caiu 1,4%, para R$ 2,28.

Tudo indica que, desta vez, a disparada da moeda americana não se deve exclusivamente a uma corrida de investidores. Existem ao menos outros dois fatores que explicam a alta, que chegou a 48% entre a mínima cotação do ano, no início de agosto, e terça-feira (R$ 2,31 no fechamento).

O primeiro deles é a escassez de moeda, em decorrência da falta de renovação de linhas externas de financiamento a empresas e bancos brasileiros. Com o já conhecido empoçamento de liquidez lá fora, as instituições financeiras estrangeiras fecharam quase inteiramente as torneiras do crédito, inclusive para outros países. 

O fator mais preocupante, porém, é outro. Está relacionado às operações de empresas brasileiras no mercado de derivativos. Muitas têm corrido ao mercado à vista para comprar moeda e, assim, cumprir os compromissos de entregar os dólares negociados lá atrás.

Há também empresas que, correndo o risco de uma aposta insensata numa eterna valorização do real, abandonaram as práticas de hedge (proteção) e precisam agora cobrir posições. Mesmo que realizadas na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), transações envolvendo papéis cambiais têm impacto sobre o preço da moeda americana.

O BC, ao que parece, demorou a enxergar isso – ou talvez tenha negligenciado seu potencial e devastador efeito nas cotações. O fato é que dólar a R$ 2,31 (ou R$ 2,45, como chegou na manhã de hoje, quarta) assusta todo mundo e vira tema de conversa preocupada até na barraca de verduras na feira livre.

Pelo andar da carruagem, a transferência de recursos públicos, acumulados não sem custos pelo governo, para o setor privado vai continuar. Agora, não tem mesmo outro jeito.

* * *
Errar é a regra nesse Banco Central brasileiro

1) Tudo bem que é uma espécie de engenharia de obra feita, mas a ata da reunião do Copom, realizada em 9 e 10 de setembro, quando por maioria decidiu-se elevar a taxa básica de juros em 0,75%, é simplesmente ridícula. É incrível que, poucos dias antes da eclosão de uma crise com as proporções da atual, os diretores do BC continuassem com a ladainha do excesso de demanda e dos riscos de descontrole da inflação.

2) Não é possível saber o que aconteceria com o dólar se ele não estivesse tão desvalorizado frente ao real quanto estava e há tanto tempo, por força de uma política monetária totalmente fora do eixo. Mas difícil imaginar um estrago tão grande quanto parece que agora haverá.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

14 comentários para “Água na fervura”

  1. Romanelli disse:

    O Banco Central do BRASIL foi conivente, induziu a garantia e a queda numa estabilidade contínua

    O pulo da moeda se deve a pecados passados, tem que ser enfrentado

    Tentar baixá-lo muito além do necessário será nossa descaso com o futuro

    Agora é acalmar a turma, voltar a ter contas externas SAUDÁVEIS, DERRUBAR o juros pra níveis sensatos à conjuntura (7-8%) (*), regular créditos e importações LOCALIZADOS, e acelerar

    …ou isso, ou esperar a recessão sentado e voltar a ouvir a velha ladainha pra se cortar gastos sociais e de custeio por conta da queda de receita

    …e claro, pros liberais LIBERTINOS, mantendo-se os gastos com juros pra ricos e BANQUEIROS

    de volta o moto continua de menos gastos, menos atividades, menos impostos, menos gastos ….

    (*) sei sei …derrubando o JUROS, uma cacetada de apostadores de pedras CANTADAS também se ferram né ? Pois é …culpa de quem mesmo ?

  2. Equilibrista disse:

    Lá vamos nós de novo.
    O BC aumentou os juros pela razão errada: havia um componente muito forte na inflação que era e foi insensível a alta de juros: os preços das commodities, incluindo alimentos e petróleo.
    Agora, quando os BCs do mundo baixam (ainda mais) suas taxas de juros, vamos ficar discutindo se devemos reduzir o aumento de 0.75 para 0.5 ou 0.25.
    Quando o dólar passou dos 3 reais (lembram 2002/2003?), não tinhamos uma maneira de lidar com o problema. Quando ele caiu até 1,60 (agorinha mesmo) também não havia jeito, as reservas assumiram valores estratosféricos e o BC carregou um custo brutal de ficar comprando e entesourando dólar para manter cotações em valores muito abaixo de onde deviam estar.
    O único lado bom é que parece que nenhum BC está acertando a mão, logo o nosso vai ser absolvido, faça o que fizer.
    Como diria o Fernando, o tempo é o senhor da razão. Em alguns anos, a crise de 2008 vai estar nos livros de história. Talvez como uma grande crise, talvez como uma grande farsa.

  3. Romanelli disse:

    Lamento, mas acho que até em repetindo ditados dos outros aquele INFELIZ, charlatão do sertão, errou

    O BRASIL comete os mesmos erros desde a década de 70-80

    o tal “comer demais e se lambuzar”

    O que me deixa muito triste é que com LULA, o MEU PRESIDENTE, o melhor que já tivemos, do alto de seus 80% de popularidade, não consegue (ou quer) romper com os mesmos vícios

    se assim continuar, pelos excessos, será nosso efeito MARULA

    http://www.youtube.com/watch?v=T-b61mQNa4Y

    LULA pelamordeus, sacode esta árvore e derruba este BC

  4. Proftel disse:

    Gente, socorrer a produção é uma coisa, jogar divisa fora é brincadeira com dinheiro público.
    Numa analogia, o líquido da seringa são divisas, o nó cego do BC tá enfiando agulha que atravessa o braço do paciente, o líquido ao invés de entrar na veia tá saindo fora do corpo.

    :-/

  5. luiz.C.L.Botelho disse:

    Caro Jornalista Kupfer e Leitores
    Agora é o momento de reflexionar as opiniões,questionamentos,etc…emitidos nas ultimas semanas em seu blog em relação a esta crise na economia mundial!.Será um interessante exercício de análise histórica e psicológica .Quanto a fazer exercícios estratégicos, acho que aquele relacionado ao fim do sonho do “real ” deva ser feito e como conseqûencia direta do estelionato universal cometido pelos “mercados Financeiros” ao financiamento dos processos de industrialização (especialmente nos países em desenvolvimento).Penso que agora deve-se exercitar o planejamento de um provável retorno do processo inflacionário (de um modo controlado) a moeda. Nesta situação de desastre,dever-se-ia preservar o parque industrial brasileiro ao máximo,deveria-se também preservar a poupança interna da classe média ,através de mecanismos de reajustes efetivos de correção e proteger a classe trabalhadora através de mecanismos de preservação de empregos,mesmo com salários ligeiramente defasados dos futuros indices inflacionários.Será mandatório também implementar-se uma forte política de contenções de gastos públicos não-produtivos (diárias,bolsa para funcionários já assalariados,austeridade e probidade nos gastos públicos,etc).Entretanto deverar-se manter as conquistas sociais já obtidas(merenda escolar,bolsas escolas,salários dignos nos serviços públicos,etc…).Acho que na presente situação de alta imprevisibilidade futura para a nossa sociedade, não se deve ter temor de planejar as coisas mais imponderáveis e absurdas,conforme exercício de gerenciamento catastófico que fiz acima.È sempre bom planejar-se para o pior,tendo em vista aqueles processos tôscos e arcaicos ainda vigentes na maioria das estruturas do Estado Brasileiro e a mentalidade econômica pouca educada e moderna da sociedade brasileira no seu todo

  6. Romanelli disse:

    A T.I.TI.CA. propagada pelo Banco Central

    TEM coisa que não esta fechando, mesmo.

    Do que tem sido divulgado, pelo que entendi, fica evidente que ESTA crise de Sub-prime NÃO era nossa.

    NOSSA mesmo é a parte devida a TITICA – Transação Interna com TItulos CAmbiais, o tal swap reverso.

    T.I.TI.CA. montada pelo BANCO CENTRAL liberal e privatizado que esta aí. BC livre, leve e solto que só tem como meta, servir ao mercado.

    TITICA montada na certeza de taxas de JUROS aviltantes, caros ao Estado, juros que facilitaram a remessa de esforços, impostos e trabalho, sempre nunca valorizados, quer na forma de lucros ou ganhos financeiros artificialmente amplificados pelo cambio deslocado.

    TITICA que nos trouxe a incerteza das CC deficitárias.

    BANCO CENTRAL perdulário, que deu o clima, a droga, e os instrumentos, a seringa, pra que inúmeras empresas se arriscassem e se viciassem em operações que colocavam em risco suas vidas, suas e a de MILHARES de investidores que não foram, e NÃO ESTÃO, sendo levados em consideração.

    TITICA montada que joga agora ao país, ao Congresso, a solução incerta e SUSPEITA, que joga tanto a direita como a esquerda num mesmo saco de lixo, com ambas agora desesperadas por esconderem seus pecados, quer pelas ?ADAs montadas, bem como pelas perdas de amigos a serem minimizadas e/ou financiadas.

    …é o FIM da picada

    O MÍNIMO que se deveria EXIGIR é que estas AUTORIDADES que estimularam e propagaram esta T.I.TI.CA. (Transações Internas com Titulos Cambiais) se RETIRASSEM pra que suas SUJEIRAS fossem devidamente limpas.

  7. Fabiano disse:

    Lula é realmente um sujeito de muita sorte, muito mais sorte do que juízo. Não era presidente quando era preciso derrotar a inflação nem quando aconteceram as crises da Ásia, e assumiu o governo quando o pior já havia passado e o BC já tinha ganho uma função de regulador da crise. Quando entrou no governo, em 2002, passou a surfar numa das maiores ondas de desenvolvimento de todos os tempos (ou numa das maiores bolhas, dependendo do ponto de vista).

    Tudo o que precisou fazer foi deixar que o BC pilotasse alguns indicadores técnicos, porque em estrada reta, vazia, recapada e de cinco pistas qualquer um dirige a cem por hora. Claro que, enquanto o nosso carro ia a cem, todos nos passavam a 140 ou 220, mas pra quem, durante 20 anos, andou na roça a 30 por hora isso já era um enorme avanço. E tudo o que o co-piloto BC fazia era dizer “Olha o radar! Olha o radar!” e segurar a direção na linha reta, enquanto o motorista ia acenando pro lado, dando tchauzinho, buzinando e jogando beijo pra galera.

    Agora, a crise estourou. É aí que entra a grande, enorme sorte de Lula. Não se sabe qual é o efeito que a crise vai ter (dizem que vai ser coisa feia, mas é bom desconfiar, porque alarmismo dá muito dinheiro), mas certamente o Brasil não vai quebrar amanhã. Muito provavelmente, não vai quebrar totalmente nem em 2009 nem em 2010 e, mesmo que isso aconteça, a imagem de semideus que Lula criou não vai desaparecer no legendário popular até as eleições para presidente. Aí Lula sairá ‘por cima’ em 2010 e, elegendo o (a) sucessor(a) ou não, vai poder usar a seu favor politicamente qualquer coisa que aconteça.

    O carro capota antes da eleição? Culpa da crise internacional, do Bush (que não cuidou da sua economia como Lula mandou), dos especuladores malvados, da oposição e da mídia golpista… de Lula é que não, claro. Dilmão entra para pilotar a crise e enfia o carro no guard-rail da primeira curva? Ora, Lula não tem nada com isso. Aécio vence e senta o pé na tábua? Tudo mérito de Lula. Troquem-se os nomes e fica melhor ainda para Ele.

    Então Lula não teve méritos? Claro que teve. Tomou uma série de medidas importantes, é claro, mas que seriam inviáveis em períodos de crise, em que não sobra dinheiro nem boa vontade. Abandonou as idéias-de-diretório-acadêmico-comandado-pelo-PSTU que emperravam sua eleição (por exemplo, a condenação ao Real da campanha de 1998), blindou-se contra os amigos que ele mesmo colocou no Palácio do Planalto para fazerem os ’serviços sujos’ por ele, abandonou o próprio partido – que, como cachorrinho obediente, foi-lhe imensamente grato por isso, a ponto de votar sempre com Ele. Isolou-se na presidência, como convém aos candidatos a deus, e esperou que a liturgia do poder trouxesse amigos e inimigos, honestos e corruptos, bem- e mal-intencionados para Ele. E trouxe. Aliou-se a todos eles e não hesitará em traí-los a todos se preciso; eles é que precisam d’Ele, e não o contrário: Ele tem, a Seu lado, a condição divina.

  8. Fabiano,

    O BC de Lula errou profundamente. Falhou na política monetária, aprofundando a valorização do real, e estimulando a financeirização das exportações (como forma de compensar o câmbio desfavorável). Ffalhou na supervisão bancária, permitindo, mesmo num ambiente menos fértil do que nos países centrais, uma alavancagem excessiva, com base em invençõezinhas financeiras. E falhou agora, no enfrentamento da crise, demorando em assumir os riscos de queimar reservas.

    Muita gente, que faz proselitismo político com capa de ciência econômica, agora acusa o governo pelo o que já está ocorrendo e ainda vai ocorrer, e poupa o BC (”o único”, dizem, “que está agindo”…). Jogam o ônus para o governo e o bônus (sabe-se lá qual) para o BC.

    É bem feito porque, apesar de um ampla autonomia, o BC é governo.; Mas que coisa grosseira e feia. Você não concorda?

    Abrs.

  9. Romanelli disse:

    JPK

    Sei que o que lembrou é muito mais importante pela ordem de grandeza (o swap) ..dizem R$ 40 bi na veia

    Mas acho que daqui a pouco pipocarão o caso de empresas (e instituições, governos e prefeituras por ex)que pra FUGIREM das taxas e juros internos, se penduraram em linhas de crédito “barato” e empréstimos indexados ao dólar

    ..a mesma história de sempre

    quando a esmola e ARTIFICIALISMO, dum lado, é demais e facilitado, e de outro, o torniquete aperta, da nisso, todo se lambuzam

    pior é vermos o “mercado”, diante do risco, não de uma recessão cíclica, mas de uma depressão sistêmica, pedir por mais juros e corte de investimento …pra que ?

    parece até pegadinha política (2010), não achas ?

  10. Romanelli,

    Você tem razão. Os bancos saíram atrás de linhas em dólares para uma demanda por financiamento mais barato, ainda que com correção cambial.

    Isso preocupa.

    Abrs.

  11. eduardo disse:

    Quem é o autor dessas frases?

    Os EUA devem “se liberar da era Reagan em relação aos impostos e a regulação. A baixa dos impostos é uma idéia sedutora, mas ela não estimula necessariamente o crescimento e o autofinanciamento”

    “A desregulamentação pode se revelar, como vimos, extremamente custosa.”

    “Mesmo nos EUA, os inconvenientes da desregulamentação estavam bem claros antes do naufrágio de Walll Street. Durante a última década as desigualdades não pararam de crescer nos EUA, porque os benefícios do crescimento atingiram, antes de tudo, os mais ricos e ao mais escolarizados, enquanto os ganhos da classe trabalhadora estagnaram”

    “A economia americana descarrilhou, ameaçando levar o resto do mundo à catástrofe. O pior é que o culpado é o próprio modelo americano, obcecado pelo mantra de sempre: menor intervenção estatal. Washington negligenciou a regulamentação do setor financeiro e o deixou causar um dano considerável ao resto do mundo”

    a) O verborrágico coronel Hugo Cháves
    b) O índio cocaleiro Evo Morales
    c) Francis Fukuyama, que fim deu?
    d) O idéologo das classes médias, Ali Kamel
    e) Ninguém diria uma besteira dessas
    A resposta está aqui: http://www.ongpi.com.br

  12. Fabiano disse:

    Kupfer,

    Bom, pra começo de conversa, é claro que o BC nunca vai ser totalmente independente. Afinal de contas, a menos que a Constituição do país proibisse (o que seria um absurdo), o BC tem a função de proporcionar o melhor ambiente econômico possível para o país, o que certamente acaba atendendo pelo menos em parte aos interesses do governo. Se não atender, o governante pode e deve mudar a direção do BC.

    Claro que, quando é conveniente, o governante pode estabelecer a autonomia da instituição, para passar uma imagem de um mercado interno que seja imune aos soluços dos governantes. Mas na hora da crise, qual governante não vai tomar para si as rédeas da economia, justamente o que pode fazê-lo perder mais rápido seu poder (”É a economia, estúpido!”) ?

    Por isso, é claro que o BC atendeu aos interesses de Lula. E as condições internacionais favoreceram justamente uma política econômica de generosidade interna: o real valorizado aumentou o consumo interno, enchendo o país de bugigangas Made in China. O controle frouxo sobre os bancos também favoreceu o crédito fácil e, com dinheiro consignado na folha de pagamento jorrando farto, lá se vai o consumo para as alturas, levando junto a popularidade do presidente. Keynes já dizia: bote o dinheiro para circular e o resto vem sozinho.

    Pra encurtar, concordo plenamente com você. O BC fez o jogo do Lula, porque é justamente pra isso que ele serve: para atender aos interesses dos governos. Não sei se dei a impressão de ter ‘blindado’ o BC, antes ao contrário: não seria Meirelles um dos amigos que Lula encarregou de fazer o ’serviço sujo’ por ele? Da mesma forma que Marco Aurélio Garcia, Tarso Genro e (Deus tenha pena de nós!) José Dirceu?

  13. janjão disse:

    Economistas são aquelas pessoas que parecem entender de tudo, mas não sabem de nada.`
    É o mais inútil ramo do conhecimento humano.

  14. luiz.C.L.Botelho disse:

    Agora é o momento de Caro Jornalista Kupfer e Leitores
    reflexionar as opiniões,questionamentos,etc…emitidos nas ultimas semanas em seu blog em relação a esta crise na economia mundial!.Será um interessante exercício de análise histórica e psicológica .Quanto a fazer exercícios estratégicos, acho que aquele relacionado ao fim do sonho do “real ” deva ser feito e como conseqüência direta do estelionato universal cometido pelos “mercados Financeiros” ao financiamento dos processos de industrialização (especialmente nos países em desenvolvimento).Penso que agora deve-se exercitar o planejamento de um provável retorno do processo inflacionário (de um modo controlado) a moeda. Nesta situação de desastre,dever-se-ia preservar o parque industrial brasileiro ao máximo,dever-se-ia também preservar a poupança interna da classe média ,através de mecanismos de reajustes efetivos de correção e proteger a classe trabalhadora através de mecanismos de preservação de empregos,mesmo com salários ligeiramente defasados dos futuros índices inflacionários.Será mandatório também implementar-se uma forte política de contenções de gastos públicos não-produtivos (diárias,bolsa para funcionários já assalariados,austeridade e probidade nos gastos públicos,etc).Entretanto deverar-se manter as conquistas sociais já obtidas(merenda escolar,bolsas escolas,salários dignos nos serviços públicos,etc…).Acho que na presente situação de alta imprevisibilidade futura para a nossa sociedade, não se deve ter temor de planejar as coisas mais imponderáveis e absurdas,conforme exercício de gerenciamento catastrófico que fiz acima.È sempre bom planejar-se para o pior,tendo em vista aqueles processos toscos e arcaicos ainda vigentes na maioria das estruturas do Estado Brasileiro e a mentalidade econômica pouca educada e moderna da sociedade brasileira no seu todo

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