Um mundo menos rico e talvez mais sensato
Com uma série de medidas populares, sob medida para adoçar o bico dos contribuintes, como bem definiu o “The New York Times” em seu site, o Senado americano aprovou na noite desta quarta-feira o pacotão de resgate do mercado financeiro. Na essência, o torpedeado “Plano Paulson”, que prevê a possibilidade de utilização de US$ 700 bilhões em recursos públicos para a compra de papéis podres privados pelo governo, passou incólume e segue agora para a Câmara dos Representantes. Depois da rebelião dos parlamentares, que desacataram um acordo de lideranças partidárias para a aprovação do plano, é muito improvável que ocorra uma nova rejeição, na votação prevista para sexta-feira.
Para fazer passar o pacote, os senadores tiveram de aprovar diversas medidas paralelas. Para se ter uma idéia de quanto a negociação foi exaustiva e penosa, do plano original enviado pelo governo ao Congresso, com apenas três páginas, resultou um conjunto de medidas que ocupam 450 páginas.
Entre as principais medidas aprovadas à margem da autorização para o governo usar US$ 700 bilhões no salvamento de instituições financeiras, há uma redução de impostos da ordem de US$ 150 bilhões. Também foi elevado o limite de garantia para os depositantes nos bancos associados à Federal Deposit Insurance Corporation (FDIC), de US$ 100 mil para US$ 250 mil. Há ainda, entre as medidas, como esperado, restrições aos bônus pagos a executivos das instituições que vieram a ser socorridas.
Até uma legislação específica, que obriga planos de saúde e seguradoras a cobrir o tratamento de doenças mentais com as mesmas condições oferecidas aos demais tratamentos médicos, entrou no pacote aprovado. Depois das loucuras financeiras dos últimos anos e do enlouquecimento geral dos últimos dias, isso faz o maior sentido…
A virtual aprovação final do “Plano Paulson” deve ajudar a acalmar os mercados financeiros e assegurar alguma racionalidade à sua inevitável reestruturação, já em curso, aliás, com a o resgate privado ou a venda de ativos entre instituições financeiras. Mas, mesmo com a potente injeção de liquidez, a desconfiança generalizada na robustez das instituições financeiras demorará a ser superada.
Sem falar nos problemas próprios enfrentados, agora mais abertamente, pelo setor financeiro europeu. Nesta quarta-feira, a França chegou a propor a criação de um fundo em euros equivalentes a US$ 420 bilhões. Mas a idéia foi prontamente rejeitada pela Alemanha. É muito possível, de todo modo, que os europeus acabem seguindo o exemplo americano e negociem algum tipo de socorro institucional ao seu sistema financeiro.
Isso significa, entre outras conseqüências menos bem definidas no momento, que o crédito, pelo menos num largo período de tempo, será curto e seletivo. Menos, em muitos casos, por restrições efetivas do que por um “efeito demonstração”, ao redor do mundo.
Mesmo no Brasil, onde o financiamento do mercado interno é fundamentalmente suprido por fontes domésticas, já se verifica, em paralelo a uma redução da oferta de dinheiro e uma elevação nas taxas de juros, aumento nas exigências de garantias aos tomadores – aí incluídas as modalidades de crédito ao consumidor, que atendem à chamada classe C emergente.
Repetindo o que já escrevi sobre os impactos da crise financeira na economia brasileira, apostando na inevitável aprovação de um socorro do governo americano ao seu sistema financeiro: o melhor já passou, mas não dá para enxergar o pior no horizonte.
Para resumir, com a agora quase certa aprovação do “Plano Paulson”, o mundo, como era óbvio, não vai acabar. Vai passar por dores e cólicas e, por um novo ciclo, ficará menos rico. Mas, em compensação, talvez fique mais sensato.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
José Paulo, o pior não passou, ainda está por vir. Os problemas que geraram essa crise são mais profundos do que você imagina. Espere uns 3 ou 4 meses para ver o desmoronamento total do sistema financeiro mundial. O que se apoia sobre vento (especulação) não tem apoio realmente e vai cair. É a lei da gravidade…
Prezado Kupfer,
Com ou sem socorro, o mundo não vai acabar, e muito menos o capitalismo. O que vai haver é uma reacomodação da economia.
Mas, se por acaso o mundo acabar, a única fórmula de recriá-lo é através do capitalismo.
Abrs.
Senhores, nossos vizinhos de cima não estão em boa fase, lembram de 11 de setembro , o furacão Katrina e agora esta crise financeira e vem mais. Não tem Obama que de jeito, o império vai cair e acreditem, o Brasil vai surgir como a nova potência mundial dos prôximos 100 anos.
O Capitalismo virou uma religião, com mais dogmas do que possamos acreditar. As pessoas se agarram nessa religião como se estivessem com medo de algo muito poderoso, por isso exibem atitudes infantis de desespero quando suas estruturas financeiras e econômicas dão sinais do fracasso eminente. Esse medo que essas pessoas têm se baseiam em vários pontos: 1 – não podem deixar que pessoas sem dinheiro começem a receber benefícios que as façam rejeitar os trabalhos braçais tão mal remunerados (afinal de contas, alguém tem que trabalhar, não é mesmo?); 2 – Têm receio de não poderem viajar à Europa duas vezes por ano (isso seria um sinal de pobreza e falta de sofisticação); 3 – Se a religião Capitalismo não tem lógica nenhuma perto da ganância e exploração que alicerçam seus fundamentos, onde mais vão arranjar desculpas para afirmar que “as oportunidades são iguais para todos”? Por isso, essa chacoalhada que o mundo todo vai tomar deve servir de lição para algo. E os que conseguirem enxergar nos outros pessoas como a si terão mais facilidade nessa tarefa. Os que não conseguirem, que comam o resto do dinheiro que obteram.
Nem todo capital é especulativo,nem todo trabalho é escravo.Na verdade o que vai acontecer,é ,olhando o verso da moeda,um mundo mais pobre,porque os primeros,segundos,enfim,os listados a pagar a conta,serão pobres ,que ficarão cada vez mais pobres(mesmo iludidos com os “bolsa isso e aquilo”),já que o capital,aí que é perigoso,especulativo ou não,acha seu caminho.
De Max (O Capital) so guardei uma coisa: O capitalismo é uma passagem para o socialismo. Por favor, não entendam ou confundam com as ditaduras de estado “denominadas de Comunismo”. Um socialismo de centro, democrático, onde haja convivência dos setores privados (iniciativas próprias faz parte da vida do ser humano) e Publico. Sempre sobre o controle do governo central sendo eleito pelo pelo voto direto do povo.
Parafraseando Barbosa Lima Sobrinho “A alternância do poder faz parte da democracia.
Não é fácil chegar aos homens como diz o BOB, em 100 anos. Ver que se o pré-sal tem 80 bilhões de Baris de Petróleo, e ganhar líquido 40 dolares por baril, ganha 3.200 Trilhôes. Falta aindfa mais que a metade. Isso, somando n/pib ao lucro do pre-sal não chegamos na metade do pib deles. Se em 500 anos chegamos chegamos até aí, e a diferença só cresceu, acho isso tudo muita pretenção, eles gamham mais só com o Dolar do que o Brasil todo. Nós emitimos e engolimos, eles emitem e como todo mundo tem dolares e todos os dolares ajudam a pagar a contra, então todo mundo que tiver dolar ajuda pagar a conta.. Nesse pacate eles emitem os 700 Bi , pagam a conta e falaram aí que dá 2.400 mil dolar para cada americano,mas como eles são 10% da populaçâo mundial, e digamos que tenham 10% dos dolares emitidos, pagam apenas 240 dolares cada um, que vá lá para os 300, mas todo mundo de qualquer jeito vai ajudar…..Dolar todo mundo tem, reais é só o Brasil.
Todas as vantagens economicas são do GRUPO I N G L A T E R R A ( Inglatera,Reino Unido – U S. – Canada – Astralia.) é mole ou quer mais , O Dinheiro não é o mais forte do grupo, a fôrça está no saber, e respeite-se o bloco. O Brasil para alcançar algo precisa estudo, justamente onde está perto do (0) zero., ou melhor podemos até fazer uma grande festa porque já saímos do tal. Contando como vai o ensino por aquí podemos dizer que estamos de ré em altaq velocidade.
É possível, como disse um dos comentaristas, que o Brasil seja beneficiado com essa crise e seja a potência dos próximos 100 anos. Lula fez uma grande cachorrada ao cobrar INSS de aposentado. Sou aposentado e tenho raiva dele por causa disso, mas vejo que ele está fazendo um bom governo, portanto, se ele permanecer no poder é possível que o Brasil realmente desponte, más, se o povo brasisleiro entregar o país ao PSDB, adeus sprogresso. Não podemos esquecer do que fez FHC, entregando praticamente todo o nosso patrímônio em benefício de nada.
A necessidade faz a cotia ir para a estrada e fim de festa alguem tem de levar o sanfoneiro enbora. ( o que ninguem quer)
Parabéns à Zanella,pele explicação didática e pela crítica sobre nossa educação.Parabéns,também, ao Bob Junior pelo otimismo.
não acredito que nehuma crise financeira seja capaz de nos levar ao fim do mundo. talvez ao começo do fim de um sistema economico. este que já se mostrou injusto, volátil e que, como tudo que é do humano, mutável, em constante movimento e transformação. para alguns, tão fortemente ligados ao capitalismo, como se esse fosse uma religião, um sistema de explicação do mundo, a própria essência do ser, para estes sim pode parecer o fim do mundo. nestes tempos de pouca reflexão, onde a publicidade e o marketing substituiram a filosofia e o próprio pensar, a maioria das pessoas não se preocupa em buscar entendimento dos fatos, mas espera a próxima notícia. bom quando lemos jornalistas que se aprofundam.
caro Kupfer, existe mais diferença entre a sombra e a escuridão do que você imaginar. O coflito está longe de ser econômico, não seria agora de religiões? faça uma ponderação profunda, busque ajuda se necessário, mas cuidado, existem sementes de outrora em terrenos congelado, que devido a elevação do calor da situação, retoma a germinação, sacudirá sob os ventos da filosofia, deixando o mundo quase que apocalípitico, Nem o pior pesadelo americado ousa advinhar meu caro. Pior ainda, aqui do outro lado do grande rio, pois, alguém que pensa que é, tem aprovação maioritário de um povo que também pensa que pensa. O efeito borboleta é inevitável. Prepare-se pra uma vida sob um julgo, não mais de sua crença. Como diz o filósofo ” Nenhum homerm poderá assumir completamente sua modernidade se antes, não conhece e incorpora a tradição do seu passado e a força de suas raízes”, e retomo, você conhece mesmo suas raízes? pois será mais necessário que isso. a economia é apenas um fato. Leia as entrelinhas. Acreditar em quem mesmo???? Vão levar a imaginar um mundo mais justo, com menos anomalias sociais, pais plano, porém, cuidado, acreditar em quem mesmo???
caro Eurico Gaspar,
para fazer um comentario completo, voce deveria ter escrito que no governo FHC nós tínhamos uma oposição medíocre e raivosa, que apenas ameaçava com seus urros de vamos renegociar a dívida, vamos fazer moratória, etc., mas que uma vez testada no Poder, fica claro que não assusta banqueiro nenhum mais. Hoje entendo como uma oposição pela simples oposição, não um projeto de país e sim um projeto de poder.
Vocês já imaginaram se uma crise como esta que esta que se avizinha pega um governo desmoralizado como FHC que não tinha crédito de uma “balinha” e que a banca internacional só emprestava ao Brasil indexado ao dólar? Ainda bem que o Presidente Lula fez tudo certinho ! 207 Bi é 207 Bi, não é mesmo Tucanada?
Jose Bento
O Brasil é um país abençoado. Aqui temos o que há de melhor – grandes extensôes territorial, teras férteis, clima excelente, riquezas minerais sem par. Eo o brasileiro? aqui não existe guerra (tirando ai, alguma briguinha da turma do Corintians , Calmeiras e São Paulo etc.. e etc., no mais vivemos em paz. Isto aqui é um fazendão da melhor qualçidade. Estava faltando era um governo “raçudo”, mas, agora temos o Presidente Lulla. “entonce” !
Prezado Kupfer,
Agora é que verdadeiramente sabemos quem não é sério neste
planeta.
Cordiais Saudações,
E tem gente que ainda acredita em conto de fadas !!!
Santa inocência. Meus Deus salve eles.
Contra fatos não há argumentos. A História da humanidade sempre nos mostra a ascensão e que de impérios. Os últimos que tentaram ganhar o mundo foram os franceses e alemães. Agora são os americanos. Cada um caiu por motivos diferentes mas a causa sempre foi a mesma: GANÂNCIA. SÓ. Oa americanos, com seu way of life vão também cair, mas com uma aliada à ORGULHO Ô povinho prepotente e arrogante ( seus líderes, é claro. Tem trigo no meio desse monte de joio). Ô frase antipática: “para acalmar os mercados”.
PORQUE RENDIMENTOS DE APLICADORES NÃO PASSAM DE APENAS 12% AO ANO E DOS EMPRESTIMOS BANCÁRIOS PASSAM DE 120% AO ANO ? Porque os bancos estão aumentando as taxs de juros para os financiamentos, se não aumentaram ou vão aumentar a remuneração para os aplicadores de recursos e na mesma proporção? Não é uma iniciativa imoral, tendo em vista que os bancos emprestam recursos da poupança e dos depositos à vista, que praticamente não tem custo? Porque o prestamista tem que ser penalizado com jrs. acima de 120% aa., se os bancos tomam recursos com txs inferiores a 12% ao ano ? E a lei de Usura , SÓ VALE PARA O CAMELÔ?
Busch e o metalúrgico buscam nos conceitos do marxismo, para salvar o capitalismo.
http://www.Elpais.com.
La pista del culpable
No es Bush, sino Zapatero. No es Zapatero, es Bush. Hasta aquí la triste propaganda castiza en el callejón del Gato. Pero en los vastos horizontes del pensamiento también se encuentran las salas de los espejos donde toda criatura se convierte en deformada caricatura. Es el capitalismo. Es el capitalismo norteamericano. Es la globalización. Las casandras tienen al fin unos días de alegría y consuelo. Entre brumas filosóficas surgen explicaciones con mayor enjundia: la codicia, la naturaleza humana. Estamos a un paso del sermón de Cuaresma: ¡De rodillas! ¡Arrepentíos! Ya se escuchó en 1989, cuando fue la soberbia la culpable. Aquéllos creyeron como Prometeo que cabía robar el fuego sagrado y emancipar a los hombres de los dioses. Éstos de ahora consiguieron instalar al becerro de oro en la plaza mayor de nuestras sociedades.