Até aqui, tudo bem…
Acho que estou tendo um surto de otimismo. Logo eu, que sei muito bem que o pessimista é o otimista bem informado…Pode ser que eu esteja como o otimista da anedota que, ao cair do vigésimo andar do edifício, comentou, ao passar pelo décimo andar: até aqui tudo, bem… Mas, quem sabe até não estou mais perto da verdade?
Assim como achava que John McCain acabaria indo ao debate, depois que o (pobre) golpe eleitoral de seus marqueteiros deu errado, acho também que a grana do “Plano Paulson” vai acabar saindo. A tempo, apesar do atraso.
Até Bush sacou um argumento óbvio que sustenta essa impressão. “Há divergências em torno de aspectos do plano, mas não há divergências quanto ao fato de que algo substancial tem de ser feito”, disse ele, como parte de um movimento que levou à retomada das negociações no Congresso americano, nesta sexta-feira.
Meu surto de otimismo continua na medida em que eu acho que, depois de todo o jogo político em volta do plano de resgate do mercado financeiro, ele vai sair mais arrumado e redondo do que o desenhado pelo secretário do Tesouro americano. Aquilo era simplesmente jogar dinheiro de helicóptero nos prédios dos bancos, sem qualquer contrapartida ou restrição.
Funcionaria para o objetivo básico – arrumar um pouco a bagunça e cortar alguns fios desencapados da desregulamentação –, mas o custo, sobretudo o político, aparecia como claramente excessivo. Por ironia, a bronca veio principalmente dos republicanos mais ortodoxos. Lá, como aqui e qualquer outro lugar, os períodos eleitorais são férteis em oportunismos que acabam virando as coisas de cabeça para baixo.
O mais provável, apesar de todas as idas e vindas que ainda podem ir e vir daqui até a conclusão de um acordo no Congresso, é que saia alguma coisa mais controlada – e com um tanto de dor para os que fizeram a lambança. O tamanho da dor é o está em discussão.
Esse meu otimismo, talvez algo exagerado, meu velho pessimismo obriga reconhecer, não termina por aqui, com um acordo praticamente inevitável para dar milho aos porcos nos Estados Unidos. Também não consigo enxergar a demolição da economia real que andam anunciando por aí. Aliás, em mais uma ironia, são, em grande parte, os que louvavam os “velhos tempos” desregulados os que posam, agora, de profetas mais veementes de um apocalipse logo ali na esquina.
É óbvio que reconheço haver problemas na economia americana e mundial – e haverá mais um monte deles, quando o furacão passar, inclusive a partir do déficit público nos EUA, além do monumental, que emergirá dos escombros da crise financeira. Mas também entendo que muitas das análises catastrofistas, lá e cá, estão mais para intrigas da Oposição.
Observando o mapa-múndi econômico, não consigo ver tanta tragédia em formação. É possível, por exemplo, que eu esteja pouco informado sobre a situação atual das economias asiáticas. Mas, tirando as bolsas de lá, que se encontram, como as demais, na gangorra dos pregões, não se ouve nada digno de nota sobre empresas com problemas e economias em transe. Ao contrário, o que vem do outro lado do mundo é que aprenderam com a grande crise dos anos 90 e estão relativamente firmes no meio do mar revolto. É verdade que sinais de redução no ritmo de crescimento chinês têm sido anunciados. A queda seria de 10% ou 9% ao ano para… 7% ou 8%.
Na Europa e no Japão, a novidade de uma possível recessão não é novidade. Mesmo antes da crise financeira americana, esse já era o cenário mais provável para eles. E ninguém achava que, só com isso, o mundo ia se acabar.
No Brasil, onde não era preciso ser pessimista para saber que não seria possível passar incólume aos solavancos do mercado financeiro, há até mais razões para otimismo agora do que no começo do remelexo. Se já era pouco provável que a cratera das turbulências financeiras nos tragasse tão avassaladoramente como nas vezes anteriores, a pronta ação do governo, tendo na linha de frente um Banco Central atento, ágil e surpreendentemente despido do seu característico ranço ortodoxo, colabora ainda mais para reduzir minhas angústias. Enfim, como já disseram, o melhor já passou para a economia brasileira. Mas o pior não está na linha do horizonte.
Meu resumo da conversa: lá fora, não está nada resolvido, mas antes estava menos do que agora. Aqui dentro também não está nada resolvido. Mas não está menos do que já não estava antes da crise eclodir.
A meteorologia prevê chuvas, mas não muito fortes, e temperatura amena, em todo o País. Com algum cuidado e planejamento, dá para aproveitar. Bom fim de semana.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
No fim todos os caminhos são os mesmos só que uns são explícitos outros não, e os fins acabam por justificar os meios então porque tanta controvérsia se todos os que galgam as escadas do poder acabam por se locupletar do erário e enganar as sociedades? Melhor seria a anarquia e justamente por não acreditar em nenhum poder em nenhum político declaro meu voto sempre nulo. Mas tenho ciência que não resolverá o problema porque a sociedade é medrosa e covarde e continuarei assistindo o sorriso maroto dos meninos direto de New York. Ainda bem que somos mortais(ou não?).
A GERAÇÃO IMEDIATA VAI PAGAR A CONTA DOS AMERICANOS, COM JUROS E CORREÇAO.
JOAO DA ROCHA
O que ira pensar a proxima geraçao sobre as razoes dos constantes socorros ao sistema financeiro mundial, premiando os incompetentes, os desonestos, a concentraçao de riquezas . Liberdade absoluta e total para administrar USD 700 bilhoes do Tesouro americano, era realmente imposivel de acontecer, principalmente por se tratar ainda da maior economia do planeta e pai e mãe do capitalismo. Essa reaçao das bolsas, em cadeia mundial, é sintonatica e mostra e cheira que o cartel financeiro esta bem organizado para impor as suas exigencias e falando a mesma linguagem. Sera que esse tambem nao é o momento apropriado das açoes voltarem a se acomodar em valor real e nao ficiticio ? Será que o sistema financeiro achava que tinha poder suficiente para manipular o congresso americano ? Os USD 700 bilhoes serao aprovados, com certeza, mas com rigoroso controle na sua liberaçao e fiscalizaçao nas aplicaçes. Porque é tao dificel para o sistema financeiro deixar ser monitorado? È injustificavel, porque coisas sérias são e desejam transparencia absoluta. O endividamento do Tesouro americano, q hoje é de USD 9,83 trilh?o, já está autorizado a aumentar para USD 11,3 trilhao. Como os americanos nao tem recursos em caixa,com déficit orçamentario acima de USD 800 bilhões, o Tesouro terá que lançar titulos no mercado interno e externo. Será que paises como o Brasil, China e Japao continuarao aplicando recursos de suas poupanças em papeis americanos, sabendo q a rentabilidade se aproxima de zero ? Será q o mundo continuará financiando o astronomico deficit americano e, os americanos, se capitalizando cada vez + para manobrar as cotaçoes em bolsas, do dolar , do petroleo e demais comodities?. Tudo o que está acontecendo, era o previsto, mesmo para muitos leigos. O sistema financeiro abusou das benessses do Tesouro de muitos paises e tambem da tolerancia dos Bancos Centrais e no no mundo inteiro. A auto regulamentaçao do sistema, mostrou que o modelo capitalista que vivemos é Privatizador de Lucros, mas Socializante de Prejuizos. E os exemplos do paternalismo do ESTADO com o sistema financeiro, continuam desde 1929. Será que a infinidade de cestas de papeis que continuam circulando serao realmente reduzidas, para um melhor monitoramento e fiscalizaçao do sistema, como deseja o Parlamento Europeu ? Os papeis negociados nao poderiam ser mais do que: Açoes, CDBs, Fundo de Previdencia Publica e Privada, Poupança e Comoditieis, nao para especulaçao, mas para entrega fisica do produto vendido, em prazo certo. Assim, o verdadeiro investidor e nao especulador, teria possibilidades menores de ser enganado pelo mercado. Parece que falta pouco, muito pouco, para a estatizaçao total do sistema financeiro americano e do Reino Unido. Era impossivel continuar circulando riquezas, de cassinos em cassinos, em detrimento da atividade produtiva para continuar pagando essa farra. Os governantes pareciam cegos e loucos para transferir respopnsabilidades e patrimonios do ESTADO, independentemente das consequencias desastrosas de prejuizos de bilhoes e bilhoes de dolares. E privatizar empresas publicas, basicamente a custo zero, era a grande coqueluche dos paises em desenvolvimento, orientados pelo FMI, Banco Mundial, Empresas de Avalia??es de Riscos, Grandes carteis financeiro e, principalmente, com o aval e endosso da midia impressa, falada e televisada. Foi a Epoca do grande apogeu. Milhoes de pessoas so perdiam e centenas so ganhavam.Era um jogo totalmente deshumano.Com certeza, essa guinada de 360o na economia mundial, vai tornar o mundo mais real e menos ficticio, como disse a ministra da economia da França.
Essa crise financeira já atingiu todos e muitos aqui no Brasil nem perceberam a gravidade do que está ocorrendo, nem com 200 bilhoes de reservas e com Pre-Sal nos salvará de sermos levados para o centro da tormenta Eé só aguardar é questão de meses para vermos uma quebradeira generalizada.
Essa crise se anuncia pior que a de 29, pois são trilhoes em jogo uma nuvem de dinheiro virtual que sustenta a economia mundial, será uma catástrofe.
Não se preocupem, afinal, uma injeção aqui outra acolá, de dinheiro é claro, e as burras dos banqueiros internacionais voltarão a inflar.Toda vez que eles querem fazer uma pressão nos contribuintes e nos Estados, seus aliados malvados que fingem ser nossos representantes, anunciam uma crise premeditada e, após estarem satisfeitos continuam a velha ciranda financeira.Até quando vamos permitir essa forma de produção de riqueza ilusória e malvada.Eu acho que eles temem a “economia de subsistência”.
Prezado Jornalista Kupfer e Leitores
.Apresento a minha opinião de que o grau de incerteza neste processo é tão grande que do ponto de vista da racionalidade Greco-Romana Ocidental (Ciência) , só existe uma classe de fenômenos similares a este evento: Os Furacões!.Lembre-se do “Katrina”-era categoria 2 e de repente passou para categoria 5(ou 6 ?).A corrupção desbragada com a máxima certeza é o pior dos Cânceres de uma Economia Capitalista Moderna.A propósito, a gente é o “Haiti” neste “Furacão do Bush”!.Alguém vai ter que pagar até com a ultima “gota de sangue” esta roubalheira global-regras da economia d