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17/09/2008 - 16:55

Um observador no olho do furacão

A crise no sistema financeiro mundial é muito séria, está apenas começando, mas não deve pegar o Brasil muito forte. A avaliação é do ex-diretor do Banco Central Luís Eduardo Assis, que atualmente chefia a área de integração de negócios do banco HSBC na América Latina. É dele o texto (‘Salvos pela simplicidade”) que republiquei esses dias, sobre as razões da não contaminação do sistema bancário brasileiro,

Assis afirma, em entrevista ao blog, que a turbulência externa reduzirá o ritmo de crescimento da economia brasileira. “Não vamos crescer 6% nos próximos anos”, avisa. Mas ele não espera uma catástrofe, embora prefira não fazer previsões sobre o tamanho da desaceleração. O menor impacto da crise na economia brasileira, diz Assis, “deve-se mais ao fato de sermos uma economia insular do que às nossas virtudes”.

Assis, que já foi professor da PUC-SP e da FGV-SP, chegou há um mês de uma estada de um ano em Londres, onde assessorou diretamente a presidência do HSBC. De lá, traz a percepção de que a crise financeira está longe do fim. “Estamos no meio de um incêndio de grandes proporções”.

Qual o impacto da crise global no Brasl?
Não dá para ficar imune, mas é uma contaminação de segunda ordem. Em primeiro lugar, porque os bancos brasileiros não têm a sofisticação necessária para pegar essa doença causada pelo subprime. O sistema, no Brasil, é fortemente regulado. É um esquema papai-mamãe dos anos 60. Portanto, não temos esse canal – que é o principal – de contaminação. Em segundo lugar, os bancos brasileiros não são internacionalizados o suficiente para ter algum tipo de dificuldade com o subprime. Se fossem, estariam contraindo o crédito aqui dentro, o que também não é o caso.
 
E os bancos estrangeiros que operam no País?
Mesmo os grandes bancos estrangeiros que atuam aqui não estão entre os maiores perdedores nessa crise – e também não estão entre os maiores do ranking nacional.
 
A economia real?
Haverá, sim, impactos, mas filtrados por algumas condições. Por exemplo, a contribuição do comércio exterior para o PIB tem sido negativa. Se a absorção interna não estivesse vazando para fora, via importações, estaríamos crescendo num ritmo de 8%. Outro filtro está relacionado ao fato de que nossas exportações para os EUA, centro da crise, são relativamente pequenas. O canal de remessas internacionais de dinheiro – dos EUA para outros países – é muito forte na América Central, mas não no Brasil. Em alguns países daquela região, essas remessas chegam a 25% do PIB.
 
Mas o crédito internacional já não começou a secar? 
Esse é um ponto importante. No crédito, realmente, a coisa vai pegar.  O crédito externo vai apertar. Está todo mundo revendo linhas de financiamento. Isso significa destruição de moeda. Em resumo, o que haverá é uma desaceleração do crescimento econômico, talvez em decorrência de um câmbio mais forte, que, por sua vez, será resultado da diminuição do fluxo de capitais para o Brasil. Isso deve também desacelerar o ritmo de expansão do crédito aqui dentro. Algo, aliás, que ocorreria de qualquer forma, pois é insustentável o crédito crescer 30% ao ano indefinidamente, como recentemente no Brasil. 
 
Estamos blindados?
Não é isso. Esse impacto pequeno no País deve-se mais ao fato de sermos uma economia insular, com sistema financeiro regulado, do que às nossas virtudes. É importante salientar que o que houve nesse último fim de semana é algo que vemos muito, muito raramente. Não dá para subestimar, mas, no Brasil, a vida segue normalmente, estamos fora disso. Podemos ver que as manchetes aqui se concentram na queda da Bolsa, que é pequena em termos internacionais e concentradas em commodities. Por isso, aliás, a Bolsa não é um termômetro da economia brasileira.
 
Dá para estimar qual o tamanho dessa redução do ritmo de crescimento do PIB?
Não me arrisco a dizer. O que dá para afirmar é que nossa economia corre pelo consumo interno. Aqui não temos alavancagem. O máximo que pode acontecer é a inadimplência subir por causa de sobreendividamento.
 
Estamos no início, no meio ou no fim da crise?
Recentemente, participei de uma reunião em Londres, na qual fizeram para um dos grandes nomes do banco essa pergunta, só que usando a metáfora futebolística. A questão era se estávamos no primeiro ou segundo tempo ou, quem sabe, na prorrogação. A resposta: ‘Ainda estamos cantando o hino. Tem muito jogo pela frente. Veja, por exemplo, as ações da AIG, que já foi a maior seguradora do mundo. Despencaram 91% em um ano. Era algo impensável. Estamos no meio de um incêndio de grandes proporções. É muito sério.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

21 comentários para “Um observador no olho do furacão”

  1. JOAOROCHA disse:

    OS CRIMES SEM PENALIDADES, NO SISTEMA FINANCEIRO

    Quando voce comete uma infinidade de contravenções e não recebe nenhuma penalidade de por elas, acha que realmente é um privilegiado e está acima de qualquer lei aprovada pelo Homem, para garantir e protejer os direitos da sociedade. Mas aí voce já começa a construir as suas bases em alicerces de papelação e areia, esquecendo da importancia do ferro, da brita e do cimento.

    E tudo isso estava acontecendo no mercado financeiro, totalmente auto regulamentado e transferindo para as contas de COEs, Corretores , fabulosas somas de bilhões de dólares, a título de dividendos e jrs. e gratificaçoes

    E esses bilhões ganhos desonestamente, parece q ainda
    não foram devolvidos, pq o Tesouro de muitos países se anteciparam em socializaram prejuizos. Mas a fatura será
    paga pelo povo, que não teve nenhum beneficio na assunção desses dívidas, q irão tornar os ricos + ricos. Uma ação q valia R$ 10 nunca poderia ter sido vendida por R$ 30. Muitos países já cobram mudança radical no sistema finnceiro e já.

  2. Romanelli disse:

    Continuo preocupado com as CONTAS EXTERNAS e com o comportamento das reservas, com a administração do cambio e , dependendo, com uma possível inflação represada (se soltarem) ou com um artificialismo exportado (se segurarem)

    O cambio não pode subir muito

    e se subir pouco? Aqui, fora da recessão externa (c/queda de demanda e preços) as exportações não irão reagir, muito menos as importações irão refluir …ou será que também cairão tanto quanto as exportações de commodities, pelos preços? penso que não… são mais elaboradas

    e o buraco continua

    Dar no juros ? Colocar uma economia saudável pra dormir ? Mais anos perdido por uma recessão induzida ? Vale a pena usar só de uma ação e de uma ferramenta ?

    os EUA acabaram de dizer que NÃO, isso é pra trouxa

    Acho que melhor que juros seria corrigir a economia pontualmente, no caso a caso

    vamos aguardar pra ver o que o engenheiro Meirelles fala…

    e aí, o que você acha ? Acha que o país deve ficar de luto pelo enterro dos outros ? e dar logo mais aumento nos JUROS ?

  3. Eduardo CPQ disse:

    Caro José Paulo, boa noite.

    Gostei da entrevista e do comentário do João Rocha.

    Sem pretender ser nenhuma pitonisa, longe disso, vejo, daqui a uns vinte, quarenta anos, os mais novos poderão conferir, a volta dos clamores, dos brados pela desregumentação, pela retirada das amarras que travam o desenvolvimento, deixar tudo para o mercado se auto-regulamentar…

    Evidentemente, o vocabulário será bem outro, muito mais sofisticado, nos dois sentidos.

    Abraços

  4. vilmar viana domingues disse:

    Essa é uma armadilha que sempre sobra para o pequeno investidor. Nos anos setenta fui obrigado, como funcionário do Bradesco, a compra ações desse banco, nunca recebi um centavo de dividendo, trinta e hum anos depois, vendi essas ações por miseros quatrocentos e setenta e hum reais> Se eu tivesse pegado esse dinheiro, e comprado um lote, hoje eu teria um lucro de mais de três mil por cento. O valor aplicado deveria ter ao menos acompanhado o valor do crescimento do Banco.

  5. Marcelo disse:

    Só no no hino???? Putz grila! (não! Eu não sou velho!) Vamos dizer que estamos no hino de um Brasil e Bolívia no Engenhão. A coisa vai acalmar em breve, depois do susto!

    Confiem em mim! Eu não sou doutor!

  6. Eduardo disse:

    O fato é que devido ao otimismo gerando no mercado internacional com os bons dados da nossa economia, muito dólar entrou no País, gerando uma super valorização do real, que inclusive estava prejudicando nossas exportações, como há uma crise lá fora, o mercado está tirando dólar daqui para cobrir buracos em outras praças, com isso esta ocorrendo um enxugamento de dólares, que por um lado é benéfico para nós, como boa parte desses investimentos está na Bolsa de Valores de São Paulo, inevitavelmente ela é a primeira a ser atingida, só que isso não é preocupante, apenas uma pequena parcela das empresas e pessoas investem em Bolsas no Brasil (ao contrário dos EUA), por isso atinge pouco a economia real, todos os analistas são unânimes a dizer que os indicadores brasileiros são muito bons, portanto não temos que temer tanto essa crise mundial. Devemos sim nos preparar para o novo ciclo de crescimento, acelerar o PAC, reduzindo o gargalo em infra-estrutura, herdado dos governos conservadores e continuar investindo mais em educação e qualificação de mão de obra. Quando essa tempestade passar, os que se saírem melhor e aproveitarem as oportunidades criadas, receberão um grande presente dos investidores internacionais.

  7. Joã Cirino Gomes disse:

    E nós tiramos sarro dos argentinos por causa de uma bola …
    Então sua anta, vota em algum dePUTAdo de confiança.(é mais fácil tú achar uma puta virgem na zona)

    GASOLINA NA ARGENTINA !
    (Escrito por um gaúcho)

    Buenas.
    Para os leitores aproveitarem bem o final de semana, vou mandar alguns números da nossa vizinha Argentina. Falamos muito sobre combustíveis, e por lá os números são os seguintes:

    Gasolina comum (igual a nossa mas sem álcool ) 1,99 pesos = R$ 1,00
    Gasolina Super 2,30 pesos = R$ 1,15
    Gasolina Fangio de alta octanagem 2,89 pesos = R$ 1,45
    Como sabemos que nossa gloriosa Petrobrás exporta para a Argentina gasolina a R$ 0,65 , podemos ver como estamos sendo ROUBADOS pelo governo.

    O contrabando de gasolina na fronteira com o Rio Grande do Sul foi motivo de uma reportagem na RBS TV. (acho que foi encomendada ) Nela um Professor de uma Universidade de Porto Alegre foi alertar para os ‘perigos’ de se abastecer os carros brasileiros com a gasolina da Argentina. Segundo ele, o motor pifa pra já. Só ficou faltando a explicação para os carros produzidos em larga escala aqui e exportados para lá. Serão um modelo especial? Para mim o que pode acontecer é nossos carros se engasgarem ao entrar em contato com gasolina de verdade, pois estão acostumados com estas garapas mixurucas que nos vendem a R$ 2,50.

    No setor veículos não é diferente. Veículos NOVOS.
    Gol 3 portas Power – 27.600 pesos (R$ 14.800,00)
    Ford F250 – 108.500 pesos (R$ 54.300,00)
    Vectra CD – 82.600 pesos (R$ 41.300,00 )
    Ford Eco Export DIESEL 4X4 – R$ 35.000,00
    Nissan Frontier 4×4 em uma agência em Oberá, 22.000 dólares ou menos de R$ 44.000,00

    E por aí vão as diferenças, ressaltando que praticamente todos os carros de todas as marcas, tem a opção de virem com motor diesel.

    Eu estava esquecendo. As estradas pedagiadas, com terceira trouxa (terceira pista), mantidas em muito boas condições, custa para cada 300 quilômetros 3,40 pesos ou R$ 1,70 . Para nós gaúchos para percorrer a mesma distância o preço é de R$ 28,00 .
    Existe uma explicação lógica para uma diferença tão brutal?
    Claro que existe, e muitas: Cartões corporativos, Senadores a 600 mil por mês, Deputados a 200 mil por mês, e o resto vocês conhecem. Tem de sair dinheiro de algum lugar para manter isto.

    Somos uns trouxas. (*)
    (*) trouxas, não. Somos realmente é covardes, pusilânimes, pois num povo com dignidade esta merda já teria mudado há muito tempo!

    E ai Petistas que vcs me dizem do papo do Lula que a gasolina é nossa?

  8. Ademir disse:

    Não sei até quando, USA/ Estados Unidos tem problemas! financiam-se com as reservas de outros paises….DESAFIO está em: O dia em que seja reduzidas as posições dolarizadas, ai quem tem dolar vai chorar e muito ou não? ninguém pode torcer para que os USA/quebre, claro que não…mas até quando o mundo vai querer vender/depender do maior devedor?
    OS ANALISTAS SEMPRE COM O MESMO MODELO, DOLAR SOBE O REAL CAI, PORQUE ESTAO PROCURANDO PORTOS SEGUROS ETC…seria correto afirmar: ANALISTAS SAO ESSES QUE NÃO PREVIRAM ISTO QUE ESTA ACONTECENDO?
    não deveria ser diferente?
    Está que, se for diferente “MATARIAM A GALINHA DE OVOS DE OURO”, ai nem pensar.
    O BRASIL tem um momento confortavel, porém continua GASTANDO MUITO, OU NÃO? não seria recomendavel e propício aumentar a POUPANÇA interna…… porque tudo tem LIMITE, se para economia americana/USA ele existe, imaginem para nos, pobres latinos, então que se tomem medidas que preservem fundamentos diferenciados e que seja inibidas ações prejudiciais à saúde econômica do País.

  9. Odar R Cezar disse:

    É necessário deixar cair as máscaras. Crie-se de uma vez por todas uma moeda realmente internacional emitida, gerida e distribuída pela ONU (ONU inteira não o famigerado Grupo dos 8 que eh 7 e veremos que as crises acabarão pois em caso de derrocada, bancarrota etc o país atingido seria somente o de orígem do desastre e não todos os circundantes. É vexatório, cruel e desumano ver-se o que acontece com o esbanjamento de dinheiro. Exemplo Dubai , Naníbia e os arranceu da Ásia. Ora gente não há um só Ser capaz de gerar tanta riqueza para ter o direito de gastá-la em bacanais de luxúrias incríveis par os mais incautos dos humanos. TM-RS, 18/set/2008.Odair/odr

  10. NTSB disse:

    Se ainda estamos no hino nacional imagina quando começar o 1º tempo, vai ser muita canelada,empurrão , carrinho por tras, dedo nos olhos e etc. Deus salve a Republica Socialista dos Estados Unidos da América. Aquelas estrelas da bandeira americana terão uma foice e um martelo.

  11. alexandre disse:

    como administrador que sou,nunca estive de acordo como palavreado do sr.presidente lula e de seus mais diretos colaboradores,que sempre apregoaram o aumento das exportações,que agora é que o brasil entrou nos eixos etc.e tal,então vejamos;o crescimento das nossas exportações se devem,na quase totalidade,ao aumento da demanda externa dos produtos primarios,matérias primas,os chamados commodites,ora para o menor dos entendidos,as commodites não são produtos geradores de empregos, de solidificação de um paíz como exportador,pois falta-lhe o status de exportador de produtos industrializados,o governo,quando começõu a ser entupido com os dólares do aumento das exportações de produtos primários,tendo em vista o absurdo aumento nos mercados internacionais, deveria canalizar esses recursos para a modernização da nossa planta industrial e incrementar a sua exportação porque tendo preço e qualidade os bens industriais se vendem a qualquer paíz daí o meu ceticismo em relação a política industrial do partido dos trabalhadores que se preocupou mais com o oba oba do que com a política financeira calcada em bases realmente sólidas,espero que essa turbulencia mundial faça com que o nosso poder dominante se preocupe mais com o paíz e não com a politicalha

  12. Eduardo Sardenberg disse:

    A questão é que “cachorro morido por cobra, tem medo de linguiça”. A conta das hipotecas é muito grande, haja vista os socorros prestados pelo Fed. Não é só o dinheiro perdido pelas instituições, é o caso de não se poder mais contar com a alavancagem do mercado de imóveis para recuperar o prejuízo. Onde ganhar o dinheiro que será mais ganho nesse mercado? Nos países emergentes? E o risco de investir em economias instáveis economica e/ou politicamente? Sabemos que o Brasil possui fundamentos mais sólidos, mais ainda somos um investimento de risco. Enquanto a situação não se acalmar, teremos tempos difíceis. Tempos de linhas de créditos escassas e encarecidas. Tempos de investimento estrangeiro em queda. Tempos que poderão fazer com que os otimistas exagerados mordam suas linguas.

  13. Eduardo Sardenberg disse:

    Corrigindo: A questão é que “cachorro morido por cobra, tem medo de linguiça”. A conta das hipotecas é muito grande, haja vista os socorros prestados pelo Fed. Não é só o dinheiro perdido pelas instituições, é o caso de não se poder mais contar com a alavancagem do mercado de imóveis para recuperar o prejuízo. Onde ganhar o dinheiro que não será mais ganho nesse mercado? Nos países emergentes? E o risco de investir em economias instáveis economica e/ou politicamente? Sabemos que o Brasil possui fundamentos mais sólidos, mas ainda somos um investimento de risco. Enquanto a situação não se acalmar, teremos tempos difíceis. Tempos de linhas de créditos escassas e encarecidas. Tempos de investimento estrangeiro em queda. Tempos que poderão fazer com que os otimistas exagerados mordam suas linguas.

  14. biquei disse:

    A justiça mais cara do mundo e mais ineficiente,começa agora perceber, o que o jurisdicionado,já percebeu é intolerável sustentar o corporativismo,com verbas que faltam para os direitos fundamentais da cidadania.
    Devemos parabelizar o STJ,por perceber á hora da mudança,pois um tribunal que já sentencia através de sentenças formuladas por estagiários,poderá muito melhor fazê-lo,conduzido por um profissional do direito,de forma privatizada.
    Hamilton Carvalhido abre conferência sobre mediação promovida pelo CJF
    O coordenador-geral da Justiça Federal e diretor do Centro de Estudos Judiciários do Conselho da Justiça Federal (CEJ/CJF), ministro Hamilton Carvalhido, abrirá a “Mesa-Redonda – Mediação”, promovida pelo CEJ, nesta quarta-feira (17), às 9h30. Os debates têm como objetivo principal conhecer o funcionamento da mediação norte-americana, além promover o intercâmbio cultural entre o Brasil e os Estados Unidos. O evento será realizado na Sala de Conferências do Superior Tribunal de Justiça (STJ).
    Para participar da mesa-redonda, está confirmada a presença de Fred S. Souk, consultor em mediação pela Virgínia/EUA. Fred Souk é escritor, advogado, consultor em mediação e membro da Ordem dos Advogados da Suprema Corte dos Estados Unidos. Estudou na Universidade George Washington, na Universidade de Maryland e no Instituto de Tecnologia de Massachusetts.

  15. Henrique disse:

    É engraçado que todo mondo que leu o FEB do Celso Furtado sabe que algo parecido ocorreu em 1929. O brasil saiu rapidamente da crise, via o que o Celso Furtado chamou de política “pré-keynesiana” da compra e queima de café. Aquela política inaugurou para o brasil uma era de 50 anos de crescimento médio do PIB de 7% e do PIB per capita de 3,8 %. Se essa crise inaugurar uma era de crescimento de 5% e os mesmos 3,8% per capita tá valendo.

  16. Marco Antonio M Neves disse:

    Como vão ficar as linhas de pré-financiamento das exportações,como ficarão as linhas de financiamento as importações ,como ficarão as confirmações de cartas de crédito notadamente em operações de 180 dias ou mais principalmente para os pequenos bancos brasileiros, brasileiros que necessitam de financiamentos para gerar reias no interbancário e pagar exportadores?
    Vamos reviver a situação do Bacen dar dinheiro aos bancos baseados na média de ativos dos bancos no semestre ?

  17. Frank Bentes disse:

    O mais interessante é perceber que o entrevistado reconhece que, no Brasil, uma das virtudes é o sistema financeiro regulamentado, e que por isso talvez possamos escapar um pouco menos chamuscados desse incêndio global.
    Será que realmente a regulamentação dos sistemas financeiros é tão ruim assim, como diziam até ontem os crentes do deus mercado? Não sei não, os piores prejuízos nos EUA estão vindo dos setores não regulamentados, e sabe-se lá o que ainda estará por vir… apenas podemos ter certeza de que se o jogo ainda está na execução do hino, não é de se descartar a possibilidade de que possamos perder de goleada, porque, para usar outra expressão futebolística, o jogo só acaba quando o juiz apita.

  18. JOAOROCHA disse:

    BANCOS DE OLHO NO BRASIL

    O Brasil tem que aprender com essa crise fabricada pelos bancos americanos, com a socialização de prejuizos e privatização de lucros e lucrativa, portanto, o que pode ser considerado como BOM INVESTIMENTO e INVESTIMENTO ESPECULATIVO.

    O Brasil est� precisando de investimento sadio e deixar de priorizar beneficios e vantagens para o capital especulativo internacional. Reduzir exposi��o ao Brasil, n�o passa de uma jogada de marketing, como sempre aconteceu e deu certo e esses recursos que entram e saem todos os dias, s� descapitalizam a nossa poupan�a interna. E e esse pessoal j� ganhou muito dinheiro no brasil e n�o deixou nenhum rastro positivo e movimenta

    praticamente os recursos gerados por lucros exorbitantes e sem nenhum n�vel de compara��o com o G-15.

    E muitos Bancos estrangeiros simplesmente super valorizam os nosssos ativos negociados em Bolsa, for�am a alta do d�lar e das comodities. E chegam, inclusive, a ter no Brasil, uma das dez maiores fontes de Lucros e acima de um patamar democr�tico. N�o custa nada o governo ficar com um p� atr�s permanentemente.
    ———————————— ——————————-
    A �REA ECONOMICA DO GOVERNO EST� NA CONTRA M�O
    DA REALIDADE FINANCEIRA MUNDIAL.

    Depois das casas arrombadas, os paises + desenvolvidos do mundo, como estados unidos, jap�o, alemanha, china, inglaterra e outros, tamb�m, est�o tendo um rigoroso crit�rio na libera��o de cr�ditos, principalmente para as pessoas f�sicas, para q n�o se repitam as irresponsabilidades do sistema financeiro americano.

    E n�s sempre estamos n�o contra m�o da hist�ria, vejamos:

    - Tranquilos, sem recess�o, continuamos pagando os maiores �gios financeiros do planeta, enquanto os pa�ses ricos e em desenvolvimento, pagam �gios quase negativos, com fabulosa economia real para o Tesouro;

    - Ao inv�s de maior abertura nas linhas de cr�ditos, o governo deveria aprofundar nas an�lises da capacidade de endividamento das empresas e usu�rios e saber se realmente saturou a capacidade de fazer d�vidas e qual o volume que est� sendo rolado;

    - Priorizar a an�lise no setor automotivo e habitacional, que est�o muitos liberais nos financiamentos sem nenhum lastro. N�o estamos copiando os bons exemplos, para que amanh�, como aconteceu com o PROER, os brasileiros sejam convocados compulsoriamente para pagar uma d�vida que n�o contrairam e para beneficiar os mais ricos.
    ———————————— —————————
    REMESSAS DEMAIS PARA O EXTERIOR

    Pode ser bom ou ruim, � preciso verificar as condi��es da transferencia desses recursos, se realmente foram na conta de dividendos, de juros, amortiza��es de financiamentos de bens de capital, de servi�os e de aplica��es no mercado financeiro. Faz muita diferen�a a remessa disfar�ada ou n�o de Lucros, porque descapitalizam a poupan�a interna.

    J� os brasileiros, com mais de US$ 160 bilh�es no exterior, n�o est�o nos dando a mesma reciprocidade
    para o capital investido l� fora. Muito pa�ses est�o tendo o cuidado para evitar que muitas empresas retornem � suas origens, o capital principal e original e movimentem internamente somente os lucros auferidos.

    Seria interessante mostrar um comparativo do montante dos investimentos estrangeiros aqui no Brasil, nos ultimos dez anos, e a remessa de recursos para os pa�ses de origem e a qualquer t�tulo. Mostrar o mesmo procedimento em rela��o aos investimentos brasileiros. Veremos, ent�o, quem realmente est� ganhando e quem est� perdendo.

  19. JOAOROCHA disse:

    MEGA OPERAÇÃO PARA SALVAR ESPECULADORES

    Os cinco principais Bancos Centrais mundiais , unidos na defesa do mercado especulativo internacional, resolveram injetar no mercado + de US$ 800 bilhões de USD e dar o aval, com a aquisição de títulos pobres pelo Tesouro, para que esse capital volátil e de cassino, continue agindo livremente e em todas as direções.

    Por outro lado, é lamentável constatar q a imprensa ñ está dando a devida atenção para o recente relatório da FAO, mostrando q 15% da população mundial ainda vive em absoluto estado de miséria. E em 2006 , o mundo tinha 850 e hoje tem 925 milhões de pessoas com renda mensal de zero a um dólar.

    E para acabar c/ a fome, ainda de acordo c/ o relatório, são necessários somente USD 30 bilhões anuais, p/ duplicar a produçao d grãos, embora os governantes gastem anualmente mais de USD 400 bi com subsídios, + d USD 2 trilhões c/ guerra e outras babozeiras.

    E essa Uniao, não é para salvar a humanidade ou pobres, mas para salvar ganhos dos especuladores.

  20. GUTIERRITOS disse:

    Prezado José Paulo

    Eu não me assusto com essas flutuações no mercado.

    Principalmente, depois do tsunami financeiro.

    O mar está revolto.

    Agitado.

    As ondas ora são grandes, entusiamam.

    Ora, rasas, deprimem.

    Se espiar o gráfico do desempenho das bolsas, parecem desenhos de ondas que sobem, que baixam, sobem, baixam….

    Vamos esperar pela Lua Cheia ou mesmo a Nova.

    A maré poderá novamente encher toda a praia.

    E aí ficaremos mais animados.

    Depois da tempestade, o dia vai rair e teremos sol radiante.

    Podes, crer.

  21. Francisco Joyce Neto disse:

    Acho que o mercado deve se auto regulamentar sim.Quem investir mau,deve assumir o prejuízo.Só não concordo que todo capital seja especulativo.Quem não gosta de risco,abra uma funerária.

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