iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade
16/09/2008 - 23:29

AIG: um mais da série “o capitalismo em marcha”

Agora não são mais entes híbridos, um pé no setor privado, outro na área pública, como as agências de hipotecas, Fannie Mae e Freddie Mac, reestatizadas recentemente. Também não é uma instituição financeira privada, como o Bear Stearns, comprada por outra com dinheiro público. Agora é uma seguradora privada, que não é diretamente regulada pelo governo, que está sendo estatizada.

Em comunicado oficial, na noite de terça-feira, o Federal Reserve, o banco central americano, informou que concederá um empréstimo-ponte de US$ 85 bilhões para a American International Group (AIG), gigante mundial do ramo de seguros, em troca de 80% das ações da companhia. O crédito de emergência tem prazo de dois anos e é garantido pela totalidade dos ativos da AIG.

A expectativa é de que a companhia venda ativos, ao longo desse período, para pagar o empréstimo e retomar o controle do negócio. O Fed fica com a prerrogativa de não distribuir dividendos, no período de intervenção, marcando claramente a idéia de que se trata de uma estatização, ainda que temporária.

A decisão, que conta com o apoio do Congresso americano, consultado no começo da noite de terça-feira, configura, segundo o jornal “The New York Times”, a mais radical intervenção governamental em uma companhia privada na história do Banco Central americano. É esperado que, a tomar o controle da AIG, o Fed substitua toda a alta direção da companhia.

Depois de deixar o Lehman Brothers quebrar, não durou nem um dia, como se vê, a resistência do governo americano para impedir a volta da  marcha rumo à socialização dos prejuízos privados.

O fato é que alguns trilhões de dólares públicos já foram drenados por instituições privadas em dificuldades, desde o início dos esforços do governo para evitar quebradeiras no mercado financeiro, há pouco mais de um ano.

Depois do soluço que resultou na quebra do Lehman Brothers, o capitalismo voltou ao seu leito histórico natural – uma retórica de liberalismo econômico e uma realidade de apropriação privada do dinheiro público.   

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:

43 comentários para “AIG: um mais da série “o capitalismo em marcha””

  1. suzana.planeta@ig.com.br disse:

    adorei o seu comentario!!!Fico indignada com tudo que esta acontcendo, tho uma filha que mora em bostan,comprou um apartamento por 280.ooo.ooo ~financiado e hoje nao acha quem compra pela metade,não consegue refinaciar,ñão pode parar de pagar senão suja o credito.Resultado esta doente porque tem de trabalhar dia e noite para pagar as prestações.Desculpe esta contando isto para voce,se nem me conhece,mas estou precisando de contar isto para alguem,pois estou muito preoculpada com ela.Boa noite e parabens pelo o artigo

  2. Nelson disse:

    Parabens pela clareza com que expõe a atitude real do governo dos E.Unidos quando o problema cai no colo dele. Estatização velada … O que aconteceria si essa situação ocorresse em país em desenvolvimento ? haveria denuncia de desvio de conduta o que geraria desconfiança nos meios financeiros e o FMI (etc) passaria a ditar regras enquanto que os paises industrializados adotariam postura politica de censura e outras afins ? não é isso que provavelmente ocorreria ? Mentiras ditas por poderosos viram verdades… sempre isso …

  3. Davi disse:

    Fico imaginando se isso acontecesse na Venezuela ou em alguma republiqueta de bananas da América do Sul , o que diriam os xiitas de mercado , o que diria o FMI , as agências de rating , a Miriam Leitão , o Carlos Alberto Sardenberg …

  4. iza disse:

    José Paulo Kupfer

    Sabe o que estou esperando?
    Desculpas, não de você.
    Espero de jornalistas que pregaram anos e anos o liberalismo.
    Como é que ficam agora? Em honra a “causa” agora vão pedir demissão?
    Que liberalismo? Onde está o liberalismo?
    Só os TROUXAS acreditaram nessa abobrinha.
    Li semana passada a Veja e quase tive um treco.
    Será que os caras acreditam mesmo naquilo que escreveram?
    Ou é só pra ganhar uma bela grana?
    Estou cansado de mentiras, armações.
    Socializar o prejuízo agora faz parte do liberalismo.
    A “mão invisível do mercado” sempre ataca o bolso do povo quando toma prejuízo.

  5. Italo disse:

    Não temos nada que dar palpite na economia americana, os caras sabem que fazer, detesto gente que não entende nada de economia falando besteira, O banco central americano (FED), tem mesmo que ajudar, senão sobra ate para nós.

  6. Maduro disse:

    Pior que tudo isto e ver um IDIOTA, como o tal de ITALO,falar um monte de besteira.

  7. Marcelo Randes disse:

    São medidas de emergência, indesejáveis. Só um idiota poderia concluir que os EUA caminham rumo a uma maior presença do estado na economia. Não se trata de estatização coisa nenhuma, aliás, e o colunista sabe disso. Outra conclusão idiota é a que reduz a ooeração à mera transferência de recursos do setor público para o privado:: essas instituições socorridas certamente arcariam com as consequências sozinhas se isso não tivesse implicações funestas para a economia americana.

  8. iza disse:

    Marcelo Randes

    Então tá!!!
    Conta pra gente onde está a “mão invisível do mercado” nessas operações do BC americano?
    Camarada.
    Ninguém aqui está dizendo que o EUA vão se tornar um estado socialista.
    O que comentamos é a hipocrisia, a mentira publicada diariamente na grande imprensa tupiniquim.
    Não existe essa de que “o mercado tudo regula”.
    Quem acredita nisso são os trouxas que diariamente por publicações mentirosas.
    E existe também na cabeça de uma minoria esperta que NUNCA perde nada.
    Mas esses, são os que vendem as tais publicações que os trouxas compram.

  9. Amarildo disse:

    O discurso neoliberal só cola aqui no Brasil para os neobobos, na década passada o RS estatizou suas empresas, vide CEEE e CRT (que diga-se de passagem foi comprada por uma estatal espanhola) e hoje pagamos altas taxas de telefonia e energia, isso pra não falar da Vale que foi doada ao capital privado…

  10. carlos quintela disse:

    AH! Se fosse na Bolívia ou no Equador!! Então o FMI, Bird etc caterva já estariam histéricos a disparar notas pelos jornais criticando os governos. Esta solução que escapa das regras de mercado servem bem aos interesses dos contribuintes norte-americanos, mas são absolutamente inconvenientes para país do terceiro mundo. Enfim…. Acho que o gigante tinha pés de barro.

  11. Romanelli disse:

    Agora óia

    Alguém já fez um seguro industrial por exemplo?

    A qdade de papel, projetos e plantas, de informações que tem que ser fornecidas são enormes

    Plantas, projetos, áreas inteiras são descritas, fotografadas, “satélitizadas”. Máquinas, marcas e ano de fabricação descritos, muitas vezes descrição até da tecnologia envolvida

    Por este socorro imediato, e pelo que envolve o setor (seguro de RISCO), i_n_f_o_r_m_a_ç_õ_e_s, concluí-se que deve ser um setor constantemente consultado pela GEOLPOLÍTICA americana

    ou seja, interesses “extraterrenos”

    Notem que falamos dum horizonte direto de 140 MILHÕES de clientes …e fora do risco do re-seguro blá blá blá

    Portanto, daqui, mais uma lição: há casos e casos, situações e situações, existe SIM questão de segurança, questão nacional e questões de mercado

    ..é o capitalismo em marcha, o “faça o que eu mando e NÃO faça o que eu faço, afinal, afinal é pro seu bem neném ” …sei, sei

    o rei esta nú …e balangando na garôa

  12. Romanelli disse:

    correção

    o BOM (?) DIA BRASIL informou que são 74 milhões de clientes da AIG e não 140 como informei

    fala tb que a maioria dos clientes são americanos

    um curiosidade ..pra quem acredita no poder purgativo do mercado

    era uma vez uma empresa estrangeira que explorava o mercado dum certo país tropical (uma não, sei de várias)

    a empresa fazia questão de manter contas em bancos do mesmo país da matriz, de remeter dinheiro por lá, de se relacionar e contratar serviços com as mesmas empresas de origem (correios, auditorias, seguradoras, fornecedora de equipamentos etc) mesmo que contasse com preço e qualidade melhores de outras concorrentes

    …acho que era pq ela AMAVA de paixão seus conterrâneos né?

    olha …quem pensa que só o “mercado” direciona as decisões, ou é alienado, ou teórico ou interessado

  13. ZANELLA disse:

    .

  14. ZANELLA disse:

    ESTATAL dando de graça é lucro, porque a nova empreza, ou seja a privatizada PELO MENOS PAGA O IMPOSTO.

  15. ZANELLA disse:

    ESTATAIS NO BRASIL ? igual a PETROBRAS onde primeiro o Brasil injeta BILHÕES para formar a mesma, do nosso rico dinheirinho, depois pagamos a gasolina no maior preço, que é o do Japão, mas no Brasil ainda tem uns 20% de imposto e no Japão é isenta. E ainda tem besta que diz que a Petro é um ezemplo de administração, MUITO BEM ADMINISTRADA.Por acaso, achou petróleo a bessa,e como disse a min.Dilma ATRAZ DO GALINHEIRO na pura sorte ? até aí tudo bem, melhor com sorte doque sem ela….. só que no fritar dos ovos, quem viver verá ,quanta grana sobra do pré-sal a despesa sobe tanto que equilibra tudo, e combustível a preço pelo menos médio VAI TER? Estatais nem contas pagam, e são imune a protestos de títulos, MARACUTAIA COMPLETA…; a PETROBRAS mesmo só vai sem concorrentes, exclusiva, deixa o mercado livre ,concorrer de mano com empr.privadas ? vai ter um resultado surprendente a curte prqazo, podes crer…

  16. Romanelli disse:

    ZANELLA meu filho

    Empresa não paga, REPASSA imposto. A CMPF sim, aquela era de todos, o mais perto do verdadeiro imposto, pegava barão, igreja, ilegais e informais

    …mas aí a Zelite (que tb começa com Z) resolveu se desfazer dela alegando que era inflacionária e PASME, regressiva, justo ela. Sobre os 36$ de ICMS na conta de luz, nem uma palavra

    Graças a Petrobrás o BRASIL não sentiu NADA da crise de 24 meses que abalou os preços do petróleo, ao menos nos combustíveis e em boa parte do frete e transporte público

    Prefiro a Petrobrás a nos explorar do que a familia de Bin Laden ou de Bush

    As empresas Estatais eram NA SUA GRANDE maioria rentáveis, muitas chegaram a nos afiançar nas sucessivas crises externas que tivemos ..peça o mesmo agora pra Vale

    Se as estatais não davam mais dinheiro é porque sempre foram administradas por empresários que defendiam seus interesses vindos da privada, digo, da inciativa privada

    A maioria das estatais não nasceu por nascer, NASCEU aonde não havia conhecimento, coragem ou capital pra que nossa “brilhante e destemida” zelite fosse

    Depois de tudo aparado e dos riscos corridos, aí era uma maravilha, todo mundo virava corajoso

    Quantas não foram as hidrelétricas construídas pra abastecer usinas (inclusive de alumínio)de barão. Qtos não foram os subsídios e doações de terras pra heróicos explorados de celulose e eucalipto

    VERDADE é que todas as Estatais praticamente agiam em mercados monopolizados. Devido a isso, o MÍNIMO que se esperava de pessoas bem intencionadas era que PRIMEIRO fossem convidados concorrentes pra depois se desfazerem, ou buscarem de novos sócios, das estatais

    mas que, MALANDROS reservaram-se mercados inteiros e despejaram muita, mas muita campanha de MKT pra coisa descer

    TRISTE foi vermos vendilhões partilhando tal qual chacais da carcaça jogada e propositalmente enfraquecida e deixada na MATA (pelo FMI e Consenso de Washington)

    dentre alguns resultado …hoje pagamos as tarifas mais altas de telefonia, internet e tv a cabo do MUNDO fora impostos

    Aliás, imposto, um dos maiores “problemas” da Petrobrás, que na verdade, não é dela, e que na verdade justifica boa parte do preço na bomba …problema derivado de uma estrutura tributária que aqui visou diluir a necessidade em quem mais podia pagar da conta

    VOCÊ sabia que a telefonia fixa teve 4.200% de aumento na assinatura como pré preparo pra ser doada ..tarifa negada de quando ela era do Estado ? isso num período de inflação de 200%

    …ahhh, deixa pra lá …já vi que você não tá nem escutando

    e sobre concorrentes …do que sei …na exploração ela tem …mas não é que só dos poços dela (com ou sem sorte) é que jorra da meleca ?

  17. Uma Curiosa disse:

    Ainda bem que os caras não levaram a sério a proposta do estado mínimo (assim mesmo, com minúsculas). Se tivessem acreditado no esvaziamento estatal, agora não teriam como salvar os bancos e empresas…
    Engraçado é que li que há cinquenta anos, os jornais noticiavam a intervenção do governo em dois bancos no Brasil. A imprensa elogiava a ação e desenhava um cenário onde era comum esse tipo de intervenção.
    Cinquenta anos passados e tudo como antes…nada como mudar pra continuar como sempre foi. Lampeduza tem razão…

    ps – E o Neo repaginado? Nosso guerreiro da liberdade com a palavra…rs

  18. NTSB disse:

    Onde foi parar o capitalismo liberal americano. Estatizar empresas privadas saniá-las e passar para o controle de inresponsaveis em um mercado sem um minimo de regulação.Esse e o capitalismo que o restante do mundo quer para si?

  19. Argo disse:

    Maduro

    Faço minhas suas palavras, é duro ler coisas como as que o Ítalo escreveu.

    ———————–

    Zanella

    Tu és entreguista, não és, meu caro? Sabes que o Brasil já é o país que mais envia lucros para o exterior, atualmente? Achas isso interessante? As multinacionais investirem – só de nome, elas tomam é mesmo dinheiro emprestado no BNDES, caso de 1 bilhão emprestado à Ford – algo que elas repatriam em menos de 10 anos e depois continuam sendo donas?

    Tenha santa paciência, vôte!

  20. Ricardo Godinho disse:

    E la nave vá… Depois de passar duas décadas (prá quem não lembra, esse blá blá blá começou lá no Reagan) enfiando a pílula do neoliberalismo pela goela abaixo dos países pobres, os EUA mostram o que sempre foram: hipócritas até a última gota.
    Pois se o Diabo é o Estado, que diabos então eles estão fazendo? Então os pobres têm que privatizar até a mãe, mas eles podem estatizar tudo? Cadê a fé inabalável nos poderes mágicos do mercado? Este não resolvia tudo sozinho?
    Ah, bem, quando se trata de salvar a grana do pessoal do papelório, dos magnatas dos “futuros” e das securitizações, aí sim não é pecado o Estado intervir no mercado…
    Será que algum desses CEOs e funcionários públicos, responsáveis pela ciranda financeira lá deles, será levado às barras de um tribunal, nem que seja apenas pelo constrangimento público inerente à situação?
    A resposta nós todos já sabemos: quem vai acabar parando num tribunal vai ser algum negro de L.A. ou de N.Y., preso roubando numa lojinha de bairro porque o mundo que já quase não existia acabou de vez pra essa gente…

Deixe um comentário:

Antes de escrever seu comentário, lembre-se: o iG não publica comentários ofensivos, obscenos, que vão contra a lei, que não tenham o remetente identificado ou que não tenham relação com o conteúdo comentado. Dê sua opinião com responsabilidade!

Os campos com * são de preenchimento obrigatório






Voltar ao topo