Viagem ao vendaval de 1998
Aparentemente, tem para todos os gostos nos números de janeiro do setor externo. Ainda mais que são números tão fora da curva que, aparentemente, fica difícil definir, com base neles, uma tendência clara. Mas, se a história vale de alguma coisa para entender o presente e projetar o futuro, é só na aparência que os números do setor externo em janeiro não indicam uma tendência preocupante.
Que tal uma viagem no tempo para ajudar a entender o ponto? Estamos em 1998, mais precisamente no começo do segundo semestre. Vai eclodir a crise russa, com uma estrepitosa moratória de sua dívida e um quase instantâneo aperto de liquidez no mercado financeiro internacional. Será a terceira crise de liquidez em quatro anos.
No Brasil, a banda cambial vigente havia sido alargada em janeiro, passando a variar entre R$ 1,12 e R$ 1,22 por dólar. Por conta de um câmbio excessivamente valorizado, o déficit em transações correntes caminhará para um recorde de US$ 33,4 bilhões, no fim do ano.
Com a colaboração de taxas de juros nas alturas de 30% anuais, a inflação está no chão e pouco passará de 1,5% quando acabar o ano. A economia estagnou, vai acabar crescendo décimos de percentagem, mas o dinheiro externo jorra. Investimentos estrangeiros diretos, engordados pela privatização das teles em julho, vão bater em US$ 25 bilhões no fim do ano. Nem a economia estagnada nem as nuvens que se formavam no setor externo impediriam a reeleição, com folga, em primeiro turno, do presidente Fernando Henrique.
As reservas cambiais, apesar da sangria das contas correntes, alcançam antes da crise russa, robustos US$ 60 bilhões. No fim do ano, ainda aparecerá o FMI com mais US$ 44 bilhões. Não é pouco para enfrentar uma dívida externa de US$ 235 bilhões, 60% dos quais de responsabilidade privada. Mas, a partir de agosto – e, de modo franco, depois das eleições de outubro – um terremoto vai sacudir a economia.
Faz dez anos, nem tanto tempo assim. Parece que muitos, já bem vivos naquele período, não se lembram – ou, mais provavelmente, não querem se lembrar. Em menos de seis meses, as reservas evaporaram diante de um vendaval especulativo, que forçou a mudança do regime cambial e, em seguida, abriu espaço para a formalização de um sistema de metas de inflação.
Voltemos a 2008. De novo, os riscos de turbulências e de contração da liquidez internacional estão nítidos na linha do horizonte. Mais uma vez, um câmbio excessivamente valorizado revira as entranhas das contas correntes. Como antes teve quem achasse, tem gente hoje que acha bom.
Lá vem a ladainha. Déficit em conta corrente que preocupa tem de ir a 4,5% do PIB. O de 2008, dizem, nem na pior hipótese chegará a 1% do PIB. Dizem também que o déficit é bom porque significa aumento de importações – e estas, além de frear a inflação, ajudam na renovação do parque industrial e no aumento da produtividade. Idem em relação às remessas dos lucros gerados pelos investimentos externos diretos.
Vale dar mais um pulinho em 1998. Enquanto a onça bebia água no setor externo brasileiro, a conversa era exatamente a mesma. Era como dissessem que déficit em conta corrente não passa do apelido pejorativo de virtuosidades: poupança externa, produtividade, lucratividade. Deu no que deu.
Perguntar não ofende: não há alternativa a deixar o dólar escorregar de vez ou continuar comprando reservas em troca de dívida interna pública? Falando em português mais claro: quando chegará a hora de definir algum tipo de barreira não monetária à entrada de capitais externos?
Não se venha escapar do problema com a argumentação vazia de que os tempos são outros, os fundamentos também. Podem até ser na superfície. O drama é que, na essência, o problema é o mesmo: uma política monetária que estimula a entrada descontrolada de capitais externos.
Sob o risco de repetir a história – que, sabemos, quando se repete, é sempre como farsa -, as respostas honestas não podem vir, novamente, só depois do vendaval.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
Kupfer,
Não dá para comparar.
O mercado interno em 1998 estava destroçado – hoje em dia com a distribuição de renda, o mercado consumidor cresce e aparece.
O crescimento é de 5% e não de quase nada.
O deficit em contas correntes será de poucos bilhões – se acontecer – pois as commodities estão firmes e fortes. China e India, fazem a diferença.
As reservas não são de 60 mas de 200.
E os gavernantes são outros, o risco Brasil é outro, a realidade é outra.
Não bata na tecla da ladainha que FHC e Lula são iguais – não existe continuismo – a unica coisa que continua é que a matemática financeira não muda – mas muda o IDH, indice de Gini, PIB, etc, etc, etc…
“Os governantes são outros ….”
Lula & Jobim, Delfim Neto, Henrique Meirelles, Edison Lobão, Roberto Jefferson, José Sarney, Collor, PMDB, PP, PRB, PTB etc, etc…..
Uma afirmação dessas só pode ser brincadeira ….
Uma coisa é certa: a imprensa é outra. Até 2002, se a oposição pedia CPI, estava contra o Brasil, queria o quanto pior melhor, etc. Hoje, se o governo apresenta proposta de reforma tributária, é acusado de tentar abafar as investigações!
Graças a Deus, sou engenheiro e apenas gosto de Economia, pois tenho uma dificuldade danada pra entender economistas. Aí eu escuto o Langoni dizer que um déficit nas transações correntes do País neste momento é saudável! Cruz! Nosso saldo comercial pode sumir como por encanto, fato que pode nos colocar numa situação gravíssima e o Homem fala que é bom! E um tal de Sanderberg? Salve a minha Engenharia! Queridos e entusiasmados petistas, nosso saldo de U$ 200 bi, não foram acumulados com saldos nas transações correntes. Este valor pode representar um colchão bem mais frágil que os U$ 60 bi de 1998. Ora, se a nossa Economia é uma “brastemp” (como afirmam os petistas), por que continuamos pagando a maior taxa de juros do mundo?. Na vida devemos sempre nos preparar para o pior, pois para o melhor ninguém precisa estar preparado. E mais. É muito grave a nossa situação energética. dificilmente não teremos apagão este ano. Não é meia dúzia de dias de chuva que irá afastar o problema. Quem quizer dar palpite sobre este assunto, vá estudá-lo. para não expor a sua ignorância.
Alguém mencionou meu nome aí?
Quem nasceu para AM nunca
chegará a FM.(Juca Chaves)
Antonio Carlos deve ser Eng.de obras feitas, e é do tempo em que
se fazia chuva dançando.
Não tem apagão e ponto.
O governante hoje é outro.
Não é o boca de caçarola e, embora
tenha a língua prêsa e só 9 dedos
nas mãos tá levando o barco
across the storm
E quem nasceu para Bob Jeff não chegará a Pavarotti nunca, por mais que faça aulas…….
Há dois ou três o país era outro também, o ministro Berzoini disse que que defendia as reformas devia esquece-las, que era um fetiche e que Lula não pagaria o custo eleitoral de reformas “impopulares.
O repértório da ética, honestidade e consulta popular não deve estar certo e partiram pra o “pragmatismo’ nénão ?!?!? E sem consulta popular mesmo…..
errata: “… o ministro Berzoini disse que, quem defendia …”
desculpem.
“Entrevista do Presidente Lula (Blog do Zé Dirceu
http://www.zedirceu.com.br/index.php?option=com_content&task=category&id=30&Itemid=61
… [ Record News ] Presidente, eu entrevistei, recentemente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, …
[ Presidente ] Veja, primeiro, eu não confundo a minha relação de amizade com a minha relação política. ….Agora, no caso do presidente Fernando Henrique Cardoso, nós somos amigos desde 1978. …..”
Diga com quem andas que lhe digo quem és pouco é bobagem……
¨Na verdade, estou espantado com a tranquilidade de muitos com a evolução da política cambial.¨
Kupfer,
aqui comigo eu fico é impressionado; espantado e surpreso não chego a ficar, não. E não se trata de uma sensação melhor, não, porque as razões que a meu ver parecem causar a tranquilidade com que observam a política cambial não é nada nada nobre. Por terem defendido a política cambial (¨populismo cambial¨) do governo anterior contra as forças do mal e terem ¨identificado¨ a política econômica de uma maneira geral (um tanto obtusa) no atual governo como sinal de que somente depois de assumirem a presidência estes leram manuais de economia, alguns setores da sociedade ficaram presos em uma estufa em que o calor aumenta consideravelmente ao passo em que não conseguem sair e respirar um ar mais fresco.
¨as razões que a meu ver parecem causar a tranquilidade com que observam a política cambial não é nada nada nobre.¨ = ¨… não são nada nada nobres¨.
… No caso do BC as razões parecem ser outras (nada nada nobres também). Qualquer correção de rumos é considerada como ¨interpretável¨ pelos compradores e vendedores de títulos como capitulação diante de ¨desenvolvimentistas¨. Esse ¨triunfo¨ consta no dicionário deles como decalabro fiscal, inflação, etc., etc. Ainda mais em ano eleitoral. Falam isso em ano pré-eleitoral também. Ora, se considerarmos o calendário das nossas eleições, ¨sempre vai ter eleição para atrapalhar o mercado¨… Acho que eles não gostam de eleições, não. O dono está chegando, né?
Vivemos uma situação paradoxal na questão energética. Há apenas alguns meses o Brasil salvou o povo argentino em pleno inverno, fornecendo-lhe energia elétrica. Agora estamos a rezar pra São Pedro. O mês de março é decisivo, precisamos que chova muito. Já a pobre Argentina, nem reza dá mais jeito. O apagão lá é certo. Não acho que o Lula tenha culpa em relação a este problema. A situação já dura alguns anos. Precisamos de chuva. Este ano a coisa piorou, em virtude também de um crescimento do PIB de 5% no ano passado. Na prática o racionamento já começou. O custo da energia está nas nuvens. Se eu fosse presidente, abria o jogo para povo, pelo menos para que mais pessoas também rezem. Mas o presidente prefere fingir que o problema não existe. Talvez ele esteja certo e tudo acabe bem. São Pedro manda chuva e não se fala mais no assunto. Mas se não vier chuva… FHC apostou na chuva e não foi feliz.
Os “estrangeiros”:
Algum de vocês já leu os quesitos para investimentos de estrangeirosa no Ibovespa?
Pois então leiam. Moleza pra qualquer picareta (ave não rara)burlar, além de Imposto sobre Lucro ZERO %.
As “Reservas Cambiais”:
Lamentavelmente o governo só investe na máquina estatal como um carro que consome mais do que carrega e não investe no essencial para o crescimento do país – INFRAESTRUTURA em geral, a qual nenhuma crise conseguirá fazer evaporar
JOSÉ PAULO.
Não sou economista, mas já estava observando este cenário, pois passei por 1998 e lembro-me muito bem deste desastre.
Há algumas diferenças, que agora nos favorecem, como reservas muito mais sólidas, exportações crescentes ( o que naquela época era decadente ), importações qualificadas, ou seja, muito mais para a produção do que para o consumo, mercado interno muito melhor, capaz de absorver grande parte de uma eventual queda de exportação;, uma renda maior para o trabalhador, que impulsiona o mercado interno; investimentos esrangeiros muito maiores; bolsa de valores com níveis extraordinários, câmbio flutuante, embora muito atrelado ainda aos juros da SELIC, etc.
Entretanto, essa colocação, essa perspectiva de déficit em conta corrente e diminuição do saldo da balança comercial deixamo País bastante assustado, pois, parece que podemos estar cavando um caminho difícil, quando a situação era de um otimismo galopante.
A continuar com a valorização, vamos ver até quando nossas exportações irão aguentar crescer.
Acredito, embora tenha parcos conhecimentos na área, pois sou um advogado, que já passou, e muito, da hora do governo baixar os juros da SELIC.
Com a queda da taxa Selic teríamos condições de evitar a valorização da nossa moeda, o real, de forma fantasiosa, como aconteceu em 1998.
Acho que precisamos diminuir os juros e melhorar a distribuição de renda, garantindo o mercado interno e valorização do trabalho.
Acredito que somente o crescimento pode nos levar a sair desta tubulação, armada pelo pagamento de juros extorsivos, que estão consumindo praticamente 1/3 da arrecadação do país, seja no pagamentos em relação a Dívida Interna e Externa, seja ainda com o forte prejuizo do BC.
A distribuição da renda ao setor produtivo ( empresários e trabalhadores ), com a diminuição das benesses aos usurários, parece que seja a solução.
Já vi esta história e acabamos numa crise terrível, que quase levou o País para a falência.
Para a sua recuperação houve muito sofrimento para a nossa população.
É muito bom seu alerta.
Parabéns.
BOB JEFF:
“Senhores e senhoras:
Não é só \\’força\\’ do R$ mas, também, fraqueza do US$.
Hoje: 1 Euro = US$ 1,50
Ou seja: já já os Yankees estarão
exportando mais que a china e
adeus pseudo recessão. ”
E vão exportar exatamente o quê? Pelo que sei a manufatura deles está toda no México e outros lugares menos salubres… Ou estou errado?
Belo titulo …você “VIAJOU” mesmo
só pela solidez das contas internas e externas
pelas RESERVAS, sem o “lastro” do FMI
por não estarmos precisando de dólares pra financiarmos nossas amortizações de dívidas externas no CP e importações…
só por temos HOJE do cambio flutuante e reservas GIGANTESCAS, inclusive menos voláteis
só por não termos a DIVIDA INTERNA indexada ao dólar, como antes
por não termos do fixo e tabelado, do atificialmente mantido
bem… por tudo isso e mais lhe digo
que baratão em cumpadi? Viajou mesmo
Mas esquenta não, continuo gostando de suas analises …ao menos algumas delas fazem-nos ter mais certeza das nossas próprias
e é isso aí, continue refletindo e questionando …desde com responsabilidade, todos temos só a ganhar
Se vc encarar como lembrete ou certeza o que falo, paro por aqui …se encarar como troca de idéias e reflexões, continuo…
tic tac tic tac tic tac, acho que vc, pelo jeitão que aparenta ser, encara como debate …então tá
Eu sou diferente, acho que a vida é uma só, depois que vi de ENEAS, Agnaldo Timóteo, Reynaldo Azevedo e Manardi, entre outras figurinhas, dando palpites sobre “meu” país, pensei, pq eu tb não posso me valer dos instrumentos democráticos e, sem querer ser agressivo, pq não passar um pouco do que julgo mais adequado?
CARA, aqui até o Skaf falou que a CPMF era regressiva e inflacionária? Depois dessa eu tb me acho dotô em assuntos diversos e talvez possa falar de merd?, não achas?
…mas sobre o dólar, o que falarei vc sabe de tempos
1.O Dolar sofre no mundo todo
-desde 31.12.05 frente ao EURO caiu 22% e 28% frente ao REAL
-Parte do queda vem da FRAGILIDADE da economia do império decadente, quer pelas ctas internas, externas, como tb pelo colapso de seu modelo baseado na PILHAGEM alheia e que agora enfrenta de sua carencias e de concorrências, quer em infra-estrutura, inflação como tb na recente crise mobiliária
2.Frente ao REAL o dólar sofre em parte tb pelo refluxo artificial dado pelo medo da Regina-Serra em 2002
3.Sofre tb pela avalanche de dólares que temos pela explosão das commodities e quase ZERAGEM de algumas importações crônicas como petróleo
…OU seja, pelo fato de a economia brasileira estar “fadada” ao superávit crônico no médio prazo (inclusive com TUPI e biodiesel), parte disso foi contemplando ao preço das moedas e agora precificado
4.parte da desvalorização deve-se tb a atração e segurança do BRIC chamado BRASIL
5.e uma parte, AQUI SIM vejo de um ERRO, devido ao BC manter de nossos juros altos, tentando fazê-lo servir pra tudo, inclusive pra combater da inflação e maleita
Se compensa manter das reservas? Compensa claro, vide nossos últimos 30 anos, desde Figueiredo, em todos fomos a reboque e tocado pelo FMI por falta delas
Agora se me perguntar se deveríamos melhor tributar o capital transitório que por aqui passeia, bem como baixarmos mais do juros, eu tb diria que já passou da hora, embora, EMBORA, ache que isso irá refrescar muito pouco nos demais fatores que mencionei
A queda do dolar foi importante ferramente de AUMENTO da renda. Se vier parte de reacomodação, a inflação poderia ser minorada com outras políticas
MAS que tudo isso que falei não tem NADA de 1998 conforme teu artigo faz “parecer”, não tem, a começar pelo cambio hoje flutuante, divida interna desindexada, solvência de importações e compromissos externos, e reservas mais aprumadas, não tem
e me desculpe tomar de seu tempo, deixe-me tentar ser mais claro
VC tb pergunta se existem formas de não se acumular reservas? existe, NÂO COMPRE DOLAR
embora os déficits que se avizinham tbv irão comer de parte delas
e no caso específico do dólar, o de tentarmos de outras divisas, pois afinal, CHINA, Japão, Coréia e BRASIL pagam boa parte do derretimento deles , não?
e se vale segurar o cambio na marra? Não, não acho, deixa cair, qto mais rápido melhor …o que não se pode é artificializar da queda com mais um componente, JUROS altos
esse discurso sobre o fim da dívida encobre questões importantíssimas, e como vivemos na terra da maqueação do que realmente é importante…
tem um bode na sala.
Tem um estudo do Ipea, de Ronaldo Coutinho Garcia, que traz luz a certas questões:
(…)”Os itens da despesa da União que aumentaram a participação relativa, de meados dos anos 1990 até 2006, foram: amortização da dívida (259,15%); juros e encargos da dívida (174,4%).”
“(…)Se forem somadas as despesas da União com o efetivo pagamento de juros às despesas com a amortização da dívida – excluído o refinanciamento, portanto -, encontra-se que, de 1998 a 2004, o total ultrapassa com facilidade as despesas com benefícios previdenciários, praticamente igualando-as em 2005. Em 2002, a diferença a favor de juros mais amortização sobre benefícios previdenciários foi suficiente para cobrir os gastos com pessoal inativo somados às outras despesas correntes.”
“(…)As despesas financeiras serão mais que quadruplicadas entre 1995 e 2006: um imbatível crescimento de 359,77%, maior do que o de qualquer outro item de despesa da União.”
“(…)Entre 1995 e 2006 (tabela 3), as despesas correntes com o pagamento de juros e encargos da dívida foram as que mais aumentaram participação nas despesas da União, em 74% o pagamento de juros e em 160% a amortização da dívida, enquanto os benefícios previdenciários se mantiveram praticamente constantes, e as despesas com pessoal reduziram-se em 45%.”
Então, cuidado com o que se comemora por aí. Pode ser mais uma miragem.
É bom lembrar que, hoje, a dívida externa brasileira é praticamente toda dívida privada. A dívida externa pública é menor do que as aplicações do governo federal no exterior, de modo que a dívida externa pública líquida é negativa
E remetendo ao elo entre a história do fim dos anos 90 ( e o enterro dos chavões do começo da década) e dívida, desde quando o Ministro de Economia Ernam González manteve uma linha de duro controle fiscal, John Williamson, o idealizador da expressão Consenso de Washington, e Robert Mundell , dentre outros, garantiam o respaldo l ao modelo argentino.
Só que quando a Argentina entrou em uma recessão em 96/97, o governo não tinha o poder de reduzir os juros para estimular a economia. Com a moeda supervalorizada, os produtos argentinos perdendo lugar no mercado mundial, e diversos anos consecutivos de recessão, muitas pessoas e investidores começaram a acreditar que o país não seria capaz de manter a paridade de sua moeda com o dólar americano. Daí a população Argentina correu para retirar depósitos dos bancos e começaram a trocar pesos por dólares, temendo uma desvalorização do peso. Com a corrida para converter pesos em dólares e retirar dinheiro dos bancos, o governo argentino passou a precisar de reservas maiores de dólares para continuar satisfazendo as exigências da população.
Em 91 o FMI forneceu à Argentina altas somas em empréstimos, incluindo um pacote de $40 bil em 2000 para apoiar o peso e outro de $28 bi em 2001. Não demorou muito para que a Argentina acumulasse uma dívida internacional quase impossível de ser paga.
” Pra frente Brasil”.
Com o fim da imunidade parlamentar, só vão se candidatar os que estiverem bem intencionados, os aproveitadores e gananciosos, vão cuidar de suas empresas fazendas e negócios particulares; será mais lucrativo, que tentar mamar nas tetas gordas do governo, e não correrá risco de ter que devolver aos cofres públicos, o que pertence à nação! Ninguém deve ser contra os políticos que roubam; se nós mesmos somos os babacas que lhe damos o voto de confiança e o poder de se mi deuses!
Deixando que eles desfrutem de imunidade parlamentar, é o mesmo que dar um cheque assinado em branco a quem não conhecemos! E quem acaba pagando a conta somos nós, é por isso que acham que o povo é ignorante e sem cultura! Com O FIM DA IMUNIDADE PARLAMENTAR, o político que for acusado de fraude, devera ser julgado por um júri popular e se comprovado sua culpa devera devolver aos cofres públicos os produtos de suas falcatruas e ser punido! Só assim haverá justiça social e democracia, mas qual político quer perder o poder de semi-deus, e ver justiça e direitos iguais para todos? Vamos pedir o fim da imunidade parlamentar ou seremos roubados até em nossa dignidade, se é que ainda temos alguma!