Missões do BC
Depois da recente e agressiva ação do Federal Reserve em defesa do crescimento da economia e em total detrimento dos riscos inflacionários nos Estados Unidos, a discussão sobre as missões e prioridades dos bancos centrais recrudesceu por aqui. Embora muitos mantenham a velha e inflexível posição de que cabe ao BC só olhar a inflação, a defesa da ultra-ortodoxia anda abalada.
OK, mas será que um banco central não deveria zelar também pela língua de seu país? Lendo, no site do BC brasileiro, a nota que dá passagem ao link para a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), pelo menos até às 15h45 da quinta-feira, 31 de janeiro, não há dúvida de que o nosso BC deve abraçar urgentemente essa missão. Veja aqui como, segundo o site do BC, se deve assessar (sic!!!!) a ata.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
É assessar mesmo, de fazer assessoria, que é o que todo dirigente do BC gosta de fazer.
Se alguém “assessar” a Ata, estará automaticamente assassinado o Português. Espero que eles sejam melhores com números do que com a nossa língua.
Deve ser um erro de digitação. Daqui a pouco estará arrumado. Não tem mais do que escrever amigo??
Pareceu-me que tal informação, era de assesso exclusivo da assessoria de imprensa!
Não vejo nada de errado
A palavra está correta no link.
Vai comentar coisas mais úteis.
Realmente, Kupfer, tens que te ocupar com coisas mais importantes. Parece que estás sofrendo de falta de assunto para comentar. Acho horrível erros de português na escrita, mas acho que tens que procurar manchetes mais inteligentes. Tua chamada para o blog é coisa de imprensa marrom. Coitadinho de ti…vou procurar blogs mais inteligentes para ler. Tchau !
Erro de português da IBOPE, veja você, até Eu estou aqui a gastar as pontas dos dedos no teclado. Mas fica o aviso não vou mais comentar coisa banal.
Uai, eu tumbêm fiqui indiguinadu… i essi puvu que num inscreve direito… que cioza mais feia.
Por que nos preocuparmos com a língua de um país onde muita gente acha que deviam vender os quadros do Masp para alimentar os pobres? Afinal de contas isso de língua e quadro é coisa de elite antiga, porque o dinheiro mesmo não tem, não quer ter e tem raiva de quem tem.
Amigos,
A bronca é livre, principalmente num blog que, por princípio, não sofre moderação.
Então, aqui vão umas broncas minhas.
1) Entendo e aceito a cobrança pesada e irascível. Um único post por uns considerado banal ou sem importância é motivo para um ataque pesado em todo um trabalho. OK, estão no direito, mas eu considero tremenda injustiça.
2) E os post “importantes” ou com temas mais graves? O do dia 29, por exemplo. Suscitou um bom debate, mas entre poucos. Cadê esses que já dão “tchau” (aliás, com essa agressividade, tchau pra eles), apenas por uma nota que consideram fraca?
3) Chocante o descuido e a desatenção de uns tantos com a nossa língua, com nosso meio de comunicação. Desprezar o idioma, achar natural quando uma instituição do peso e importância de um banco central descuida com a língua em seu próprio site oficial, é, para mim, um mau sinal.
4) Para terminar: continuarei aqui procurando o bom combate, junto com os sensacionais colaboradores que o blog se orgulha de reunir.
Abrs.
Tal coisa não me surpreende. Tenho parecer do MEC em processo público no qual esse defende que livro didático de matemática comprado para rede pública ter problemas redigidos em língua inglesa é uma coisa maravilhosa.
A ata está correta em bom portugues
ortografica e gramatical
19:35 hrs de 31/01/2008(horário não
corrigido).
Não dão conta nem do idioma vão dar conta de macroeconomia? Sds.
Depois do famoso formulário escrito congreço, acho que o correto seria aceçar, ou açeçar para ser mais preciso.Heheheh
Orgãos oficiais não podem se dar ao luxo de erros , mesmo os de digitação . Uma das ministras pegou um cartão corporativo por engano e pagou uma conta particular…um ” errinho ” bobo que custou quase R$ 500,00. Nos orgãos de governo ” errinhos ” podem custar muito dinheiro , aliás , muito dinheiro nosso.
Parabéns José Paulo pela observação.
Caro Kupfer,
Seu post é relevante sim.
Nó é só o erro de português. É a completa falta de respeito ao país, tanto na gestão da política monetária, quanto à nossa língua.
A maior parte dos trabalhos para discussão (http://www.bcb.gov.br/pec/wps/port/default.asp?idioma=P&id=trabdisclista) publicados pelo Banco Central estão em Inglês. Parece até que o objetivo do BC é atender os interesses do sistema financeiro internacional.
Kupfer,
sei que vão me acusar de defensor d Lula e de PT…. Ai, Ai… fazêuquê…?
mas se fosse o site de algum ”esquerdista”, do Lula, etc., como não seria a reação por aí afora?
Kupfer,
uma provocação ao Neoliberal no que se refere à lingua: ele que rechaça qualquer coisa que lhe pareça coletivista será que acha que ele próprio fala português somente por um ato de vontade individual?
O mal,praticado pelo BC contra a gramática, é infinitamente menor
que o praticado contra a economia do país, com esta suspeita taxa
Selic.
Não há inflação que justifique tal
vício estrutural.
Kupfer , não sou o mesmo Fabio lá de cima.Concordo plenamente que o BC não tem o direito de bater assim na lingua pátria , por outro lado , aprendi com os meus pais que o exemplo vem de cima;aí encontramos um presidente semi alfabetizado !!!!!
Ainda bem que como a primeira dama eu tenho passaporte italiano , quando miar de vez um abraço a todos.
Abraço Cordial.