Lula e FHC: Fla-Flu com os mesmos defeitos
por Sergio
em 08/01/2008 14:43:23
Ô Marciano
não se esqueça de que a dívida pública explodiu em função dos altos juros pagos pelo governo FHC. Dizer que foram os “esqueletos” …!
Quanto ao perigo Lula, há, no mínimo, controvérsias: na famosa “Carta aos Brasileiros” o Lula já havia dito a que viria (ou melhor, a que não viria!). Portanto, esse perigo pode ser creditado, e muito, à irresponsável campanha do PSDB (e do presidente eleito, Serra) que o comparou à Hitler e coisas tais.
Mas em respeito ao Kupfer, não vamos prosseguir nessa Fla-Flu que, sem dúvida, é mediocrizinho.
Até porque, o governo Lula tem qualidades (e não apenas a de não atrapalhar) e o de FHC também teve.
Mas ambos têm o mesmo defeito: não se ocupam verdadeiramente das enormes desigualdades sociais do país. Eu não sou economista, nem sociólogo mas creio que o principal objetivo de qualquer estrutura social é a de permitir aos seus cidadãos uma vida digna. Se não, pra que?
Nossas contribuições e nossos ideais devem visar sempre esse objetivo. Caso contrário, o país e o mundo colherão uma barbárie sem precedentes na História.
Um abraço a todos
Foto: Edu Simões
Neoliberal,
Achei engraçadas as aspas em duelos… é duelo não, home: é troca de idéia (qual será o valor dissso..?).
deixa rolar mais; a conversa está boa (Kupfer, parabens mais uma vez por disponibilizar o diálogo).
saudações.
O gladiador talvez esteja lembrando, se bem entendi, que existe uma falha de mercado estrutural no mercado de trabalho.
”in cauda venenum”, uma provocação ao marginalismo: scom a redução dos impostos que são repassados aos preços finais o valor das mercadorias diminui?
Salve, Sérgio!
Meus parabéns! Você chegou se dizendo néscio e olha aí: seu mote quebrou meu recorde de comentários (36) no logo ali abaixo “Os Perdulários e os Impostos”. Ao repicar 81 vezes, até a hora em que escrevo, deixou com certeza o José Paulo feliz: ele adora isso!
Tenho alguma coisa mais a lhe escrever, mas o tempo breve e a certeza de que esse sino vai continuar tocando vão deixar para depois.
Por enquanto, vá lendo aí a versão da Bíblia (Gênesis) feita por especialistas do Pensamento Único.
Deus criou o homem e a mulher. E os criou neoliberais.
Deus abençoou os neoliberais: “Frutificai, disse Deus, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a. DOMINAI sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra.”
Deus disse mais: “Eis que eu vos DOU, Neoliberais, toda a erva que dá semente sobre a terra, e todas as árvores frutíferas que contêm em si mesmas a sua semente, para que vos sirvam de alimento.”
E vendo Deus que sua obra era boa concluiu: “Sejam malditos todos os que não ouvirem a voz dos neoliberais. Serão expulsos do jardim do Éden, onde plantei e fiz brotar da terra toda sorte de árvores, de aspecto agradável e de frutos bons para comer. E toda a terra fora do Éden será maldita. E os homens que viverem fora do Éden nascerão com o pecado original e tirarão da terra seu sustento com trabalhos penosos todos os dias de sua vida. E pagarão impostos para manutenção do jardim do Éden.”
Abração!
Francisco Hugo Vieira de Freitas
chicohugo@superig.com.br
Concordo com você Francisco.
Acho que, no final das contas, houve um bom debate!
Abs a todos.
Senhores, a pergunta que temos que fazer é a seguinte: a população brasileira quer muito, mais ou menos ou pouco uma sociedade mais justa? Não esqueçam que estamos, de fato, em uma democracia pois nossa legislação é bastante democrática. A discussão sobre o estilo de governo mais à direita do PSDB (o nome é social-democrata!) e o mais à esquerda do PT é válida, mas não deve ser personalista.
Ambos, PSDB e PT, são de esquerda. O PSDB está à direita do PT.
Os outros partidos são “aderentes”. Aderem aos poderosos de plantão ganhando cargos no governo, agências reguladoras, correios, furnas etc.
Fantástico o comentário do Neoliberal.
Que confusão mental o comentário desse Francisco Hugo Vieira de Freitas.
Acho que cheguei um tanto atrasado a esse debate. Li todos os comentários e mais uma vez tenho que elogiar a coerência nos argumentos do Neoliberal, ao contrário de alguns que parecem estar discutindo futebol (o meu time é melhor, o meu time é melhor…).
Estou trabalhando muito e sem tempo para participar dos debates, mas vou deixar a minha colaboração sobre o tema “desigualdades” citando um trecho de Ludwig Von Mises, extraído do seu livro “Liberalismo segundo a tradição clássica”. Este livro foi escrito no início do século passado, mas se mantém extremamente atual, pois conceitos verdadeiros jamais serão contestados pelos fatos.
“O que mais se critica em nossa ordem social é a desigualdade da distribuição da riqueza e da renda. Há ricos e pobres; há os muito ricos e os muito pobres. A solução não esta longe: a igual distribuição de toda a riqueza.
A primeira objeção a esta proposta é que ela não servirá muito à situação, porque os de poucas posses superam, em muito, o número de ricos, de tal modo que cada indivíduo nada poderia esperar dessa distribuição, a não ser um aumento insignificante de seu padrão de vida. Este argumento sem dúvida é correto, mas incompleto. Os que defendem a igualdade de distribuição de renda desconsideram o ponto mais importante, a saber, que o total disponível para distribuição, não é independente do modo pelo qual é dividido. O fato de que esse produto alcança seu nível atual não é um fenômeno natural ou tecnológico, independente de todas as condições sociais, mas é, em sua totalidade, o resultado de nossas instituições sociais. Simplesmente pelo fato de a desigualdade da riqueza ser possível em nossa ordem social, simplesmente pelo fato de estimular a que todos produzam o máximo que possam, é que a humanidade hoje conta com toda a riqueza anual de que dispõe para consumo. Fosse tal incentivo destruído, a produtividade seria de tal forma reduzida, que a porção dada a cada indivíduo, por uma distribuição igual, seria bem menor do que aquilo que hoje recebe mesmo o mais pobre.
A desigualdade da distribuição da renda, contudo, tem ainda uma segunda função tão importante quanto a primeira: torna possível o luxo dos ricos.
Nossa defesa do consumo de luxo não é, naturalmente, feita com o argumento que se ouve algumas vezes, isto é, que esse tipo de consumo distribui riqueza entre as pessoas. Se os ricos não se permitissem usufruir do luxo, assim se diz, o pobre não teria renda. Isto é, simplesmente, uma bobagem, pois se não houvesse o consumo de bens de luxo, o capital e o trabalho neles empregados teriam sido aplicados à produção de outros bens: artigos de consumo de massa, artigos necessários, e não ’supérfluos’.
Para formar um conceito correto do significado social do consumo de luxo, é necessário, acima de tudo, compreender que o conceito de luxo é inteiramente relativo. Luxo consiste em um modo de vida de alguém que se coloca em total contraste com o da grande maioria de seus contemporâneos. O conceito de luxo é, por conseguinte, essencialmente histórico. Muitas das coisas que nos parecem constituir necessidades hoje em dia foram, alguma vez, consideradas coisas de luxo… Há duas ou três gerações se considerava um luxo ter um banheiro dentro de casa, mesmo na Inglaterra. Hoje a casa de todo trabalhador inglês, do melhor tipo, contém um. Há trinta e cinco anos, não havia automóveis; há vinte anos, a posse de um desses veículos era sinal de um modo de vida particularmente luxuoso. Hoje nos Estados Unidos, até um operário possui o seu Ford. Este é o curso da história econômica. O luxo de hoje é a necessidade de amanhã. Cada avanço, primeiro, surge como um luxo de poucos ricos, para, daí a pouco, tornar-se uma necessidade por todos julgada indispensável. O consumo de luxo dá à indústria o estímulo par descobrir e introduzir novas coisas. É um dos fatores dinâmicos da nossa economia. A ele devemos as progressivas inovações, por meio das quais o padrão de vida de todos os estratos da população se tem elevado gradativamente.
A maioria de nós não tem qualquer simpatia pelo rico ocioso, que passa sua vida gozando os prazeres, sem ter trabalho algum. Mas até este cumpre uma função na vida do organismo social. Dá um exemplo de luxo que faz despertar, na multidão, a consciência de novas necessidades, e dá à indústria um incentivo para satisfazê-las. Havia um tempo em que somente os ricos podiam se dar ao luxo de visitar países estrangeiros. Schiller nunca viu as montanhas suíças que tornou célebres em Guilherme Tell, embora fizessem fronteira com sua terra natal. Goethe não conheceu Paris, nem Viena, nem Londres. No entanto, hoje, milhares de pessoas viajam por toda parte e, em breve, milhões farão o mesmo.” (Von Mises, p. 33, 34 e 35)
“Você só pensa em luxo e riqueza…” (Ataulfo Alves)
Neoliberais exorbitam!
O comentário – transcrição de texto de Ludwig Heinrich Edler von Mises não chega a ser uma provocação, mas um ato falho.
Muito citado e pouco lido, Von Mises escreveu até sobre a política intervencionista e talvez por isso muitos o considerem norte-americano.
Há teses interessantes para explicação do progresso da sociedade humana.
Uma sedutora é a da desobediência que parte de uma indagação: como seria o Mundo se Adão não houvesse desobedecido?
Mas tentar apontar o luxo como causador de progresso é um “joke”.
A palavra luxo, em português, é lujo, em espanhol; lüks, em turco; lusso, em italiano, luxe, em francês (e inglês); Luxus, na língua do autor e luxury, em inglês.
Consultados o Kernerman, o Dicionário de etimologia online 2001 Douglas Harper, o Random House Unabridged Dictionary, o American Heritage Dictionary of the English Language, o Michaelis… e, por fim, o nosso Aurélio conclui-se:
A verdade é aquilo que é, ou seja, luxo é luxo!
Luxury – a material object, service, etc., conducive to sumptuous living, usually a delicacy, elegance, or refinement of living rather than a necessity: Gold cufflinks were a luxury not allowed for in his budget.
Luxo – um objeto material, serviço, etc., tendente a uma vida suntuosa, normalmente uma finura, elegância, ou uma vida de refinamento em lugar de uma de necessidades: as abotoaduras de ouro eram um luxo não permitido em seu orçamento.
Luxury – something inessential but conducive to pleasure and comfort.
Luxo – algo não essencial mas que contribui para o prazer e o conforto.
Luxury – sumptuous living or surroundings.
Luxo – vida ou ambiente luxuoso.
Luxury – something that is an indulgence rather than a necessity.
Luxo – algo que é um agrado preferivelmente a uma necessidade.
Luxury – wealth as evidenced by sumptuous living.
Luxo – riqueza como evidência de uma vida suntuosa.
Luxo 1. Modo de vida caracterizado por grandes despesas supérfluas e pelo gosto da ostentação e do prazer; fausto, ostentação, magnificência.(Aurélio)
Para luxo há muitos sinônimos: riqueza, conforto, encanto, prazer, fausto, exorbitância, extravagância, hedonismo, demasia, exagero, opulência, satisfação, esplendor, pompa.
Um único antônimo de luxury é necessity.
A viúva do Evangelho botou discretamente no cofre do templo duas moedinhas tiradas de sua indigência. Enquanto outros chamavam a atenção para vultoso depósito, insignificante parcela das sobras de sua opulência. “Deus tá vendo!” – costuma exclamar o povo.
Cada um é livre para entesourar o que quiser. “Onde está o teu tesouro, lá também está o teu coração”.
Neoliberais são um luxo. Não são uma necessidade. Pode-se viver muito bem sem eles.
Francisco Hugo Vieira de Freitas
chicohugo@superig.com.br
Perguntem-se, PORQUE, nesses
500 anos de Brasil, há essa absurda
concentração de riqueza e essa
imensa população de miseráveis.
Elementos para pensar:
- O Rei e a distribuição de terras.
- O massacre dos índios.
- A rapinagem das riquezas minerais
-A escravidão dos negros, que ,alforriados, não tinham terras.
-Os migrantes, que vieram, mas
não obtiveram terras.
-A expulsão, do campo para a cidade,dos pequenos agricultores,
obrigados a vender suas terras,por
dívidas e quebra de safra, por conta
das indústrias, por ex. de sucos ou
pela não garantia de preço mínimo.
A eterna e pífia reforma agrária.
A seca nos sertões,mantida pelos
coronéis, como garantia de votos
fáceis de ‘comprar’.
O salário mínimo como índice
atuarial de preços,engessando-o.
O peleguismo e os governos dos
ricos para os ricos.
O crack da bolsa de 1929.
O colonialismo.
Etc.. etc..
sr. jose paulo kupfer, gostaria muito de saber se o sr. é parente do sr. luiz kupfer. ele era engenheiro civil
obrigado. odilon
na minha opinião poder ter atitude é um grande direito
aos que não tem o redutor do valor da contadeagua
uma boa atitude para reduzir o valor da contadeagua é abrir
o registro e após 333lts fechar,repetir todo dia.
http://www.fafcontadeagua.com.br