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18/12/2007 - 08:50

Frei Luís precisa viver

por Cesar Benjamin*

Procuro um livro na estante de casa. Na folha de rosto, a dedicatória: “Para o César, que também caminha nas mesmas margens do mesmo rio. Gentio do Ouro, outubro de 2001.” De dentro do livro cai um cartão que já estava esquecido: “César, grato por sua inesperada suavidade, por sua lúcida e firme presença. Grato por você existir. Te abraço. Adriano.” Não consigo conter a emoção.
Entre de 1992 e 1993, durante um ano, Adriano e mais três pessoas realizaram uma caminhada de 2.700 quilômetros, das nascentes à foz do rio São Francisco. O livro que ganhei de presente quando os visitei no sertão – Da foz à nascente, o recado do rio, de Nancy Mangabeira Unger – narra poeticamente a empreitada desse grupo de heróis, cujas vidas se confundem com a luta pela vida do rio e das populações sertanejas que dele dependem.
O líder dos peregrinos era um frei franciscano, o mais franciscano de todos franciscanos que conheci, Luís Cappio. Não lembro em que localidade o encontrei – acho que foi em Pintada -, mas nunca o esqueci. É um homem raro. Vive visceralmente o cristianismo, a sua missão. Hoje, é bispo da Diocese da Barra. Continuou o mesmo simples peregrino, um irmão da humanidade, um pobre vivendo entre os pobres. Está em greve de fome há mais de vinte dias e pode morrer. Adriano continua ao seu lado.
Aboletado em Brasília, o presidente Lula acusa frei Luís e seus companheiros, contrários à transposição das águas do rio São Francisco, de não se importarem com a sede dos nordestinos. Para quem conhece os dois personagens, é patético. Um abismo moral os separa. Desse abismo nascem as suas diferentes propostas.
O Semi-Árido brasileiro é imenso: 912 mil km2. É populoso: 22 milhões de pessoas no meio rural. É o mais chuvoso do planeta: 750 mm/ano, em média, o que corresponde a 760 bilhões de metros cúbicos de chuvas por ano. Não é verdade, pois, que falte água ali. A natureza a fornece, mas ela é desperdiçada: as águas evaporam rapidamente, sob o Sol forte, ou vão logo embora, escorrendo ligeiras sobre o solo cristalino impermeável.
Há décadas o Estado investe em obras grandes e caras, que concentram água e, com ela, concentram poder. O presidente Lula quer fazer mais do mesmo. No mundo das promessas e do espetáculo, onde vive, a transposição matará a sede do sertanejo. No mundo real, apenas 4% da água transposta serão destinados ao consumo humano, em uma área equivalente a 6% da região semi-árida. “É a última grande obra da indústria da seca e a primeira grande obra do hidronegócio. Uma falsa solução para um falso problema”, diz Roberto Malvezzi, da Comissão Pastoral da Terra.
Graças a gente como Cappio, Adriano e Malvezzi, o Semi-Árido nordestino experimenta uma lenta revolução cultural. Centenas de organizações sociais, apoiadas pela Igreja Católica e por outras igrejas, adotaram o conceito de convivência com a natureza e desenvolveram in loco cerca de quarenta técnicas inteligentes, baratas e eficientes para armazenar a água da chuva. Ela é suficiente – corresponde a quase 800 vezes o volume d’água da transposição -, mas cai concentrada em um curto período do ano.
Eles lutam por duas metas principais: “um milhão de cisternas” e “uma terra e duas águas”. Combinados, os dois projetos visam a proporcionar a cada família do Semi-Árido uma área de terra suficiente para viver com dignidade, uma fonte permanente de água para abastecimento humano e uma segunda fonte para a produção agropecuária, conforme a vocação de cada microrregião. As experiências já realizadas deram resultados magníficos.
Para oferecer isso à população sertaneja, é preciso realizar a reforma agrária e construir uma malha de aproximadamente 6,6 milhões de pequenas obras: duas cisternas no pé das casas, para consumo humano, uma usual e outra de segurança; mais 2,2 milhões de recipientes para reter água de uso agropecuário. No conjunto, é uma obra gigantesca, mas desconcentrada. A captação de água realizada assim, no pé da casa e na roça, já é também a distribuição dessa mesma água, o que desmonta uma das bases mais importantes do poder das oligarquias locais. Armazenada em locais fechados, ela não evapora. Impulsionado por milhares de pessoas, este poderia ser um projeto mobilizador das energias da sociedade, emancipador das populações sertanejas, se tivesse um apoio decidido do governo federal.
A proposta tem respaldo técnico da Agência Nacional de Águas (ANA), que realizou um minucioso diagnóstico hídrico de 1.356 municípios nordestinos, um brilhante trabalho. O foco é a região semi-árida, mas o diagnóstico inclui grandes centros urbanos, como Salvador, Recife e Fortaleza, abrangendo um universo de 44 milhões de pessoas. As obras propostas pela ANA, as igrejas e as entidades da sociedade civil resolvem a questão da segurança hídrica das populações. Estão orçadas em R$ 3,6 bilhões, a metade do custo inicial da transposição do São Francisco.
Isso não interessa ao agronegócio, um devorador de grandes volumes de água em monoculturas irrigadas, produtoras de frutas para exportação e de cana para fabricar etanol. É para ele e para alguns grupos industriais – grandes financiadores de campanhas eleitorais – que a transposição se destina, pois esses precisam de água concentrada. Ao sertanejo, cada vez mais, restará a opção de migrar ou se tornar bóia-fria.
Para deter a marcha da insensatez, frei Luís entrega a vida, o único bem que possui. Não lhe restou outra opção, pois o governo se esquivou do debate que prometeu. Preferiu apostar na política do fato consumado. Agora, a farsa só poderá prosseguir sobre o cadáver do bispo. O presidente Lula deixou claro que considera essa alternativa aceitável. Porém, antes desse desenlace terrível, o presidente deve meditar sobre as palavras de Paulo Maldos, do Conselho Indigenista Missionário, seu tradicional aliado: “Ao redor do gesto radical do bispo está se formando uma corrente de solidariedade, de apoios, de alianças, de identificação ética, política, social, ideológica, cujos contornos são facilmente identificáveis: trata-se dos movimentos sociais, políticos, pelos direitos humanos, pastorais sociais, personalidades da Igreja Católica, da política, da cultura, que, desde os anos 80, constituíram Lula como liderança de massa em nosso país. (…) Se dom Cappio vier a falecer, será o final dessa história. Não será dom Cappio apenas que morrerá. Morrerá a referência política de Lula e do Partido dos Trabalhadores na história dos movimentos sociais do Brasil. (…) A história da liderança popular de Lula será a história de um fracasso. A morte física de dom Cappio sinalizará a morte política de Lula.”
Suplico que o presidente abra o diálogo com rapidez, por generosidade ou por cálculo: frei Luís precisa viver.

César Benjamin, editor da Editora Contraponto, foi candidato à vice-presidente da República, na chapa de Heloisa Helena, do PSOL. Fundador do PT, desligou-se do partido em 1995. É autor dos livros “E o Sertão, de Todo, se Impropriou à Vida” (Vozes, 1983), “A Opção Brasileira” (Contraponto, 1998, décima edição) e “Bom Combate” (Contraponto, 2003), entre outros.

Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Textos e Estudos Tags:

30 comentários para “Frei Luís precisa viver”

  1. João Carlos disse:

    O nobre político subestima a inteligência dos leitores. Ele mesmo utiliza a vida do bispo para defender seus interesses, que são fazer oposição ao governo, aliado a antigos adversários do PFL e do PSDB e tentar desvalorizar a história de vida de seu ex companheiro. Os argumentos utilizados são dignos de jornal nacional, globo news e veja. E tem a ingenuidade que caracteriza o psol.

  2. JJ disse:

    Parece ser uma propriedade inerente aos políticos (sem entrar no mérito de que o homem é um animal polítco, nem do analfabeto político, alieanado, etc.) em geral: o cinismo. Então vejamamos:
    1) E verdade que existem projetos interessantes, como cisternas, feitos no semi-árido;
    2) é verdade que as cisternas do semi-árido (hoje mesmo) estão sendo abastecidas por carro pipa, parceria do exercito-ministério da integração;
    3) Todos os projetos citados são paliativos portanto;
    4) É verdade (Benjamin) que o senhor aproveita a oportunidade para fazer um proselitismosinho, por que ninguem é de ferro, não é mesmo?
    5) Não sei por que o bispo está em greve de fome. Ele já teve os seus minutos de fama;
    6) o sertão nordestino precisa da transposição, inclusive para produzir frutas para exportação, o que aliás é uma coisa muito boa para o nordeste, os nordestinos e o Brasil. Não há nada errado com.
    8) Só uma pessoa ignorante ou mal intencionada diria que não falta agua (chuva) no sertão nordestino;
    9) Por fim o senhor esqueceu de dizer que o governo federal também participa de programa de construção de cisternas no semi-árido;
    10) por fim mesmo: fala sério!!!!!!!!!

  3. João Vergílio disse:

    Questões que deveriam servir de base para toda a discussão:
    1. Quais são os problemas ESPECÍFICOS que o projeto de transposição busca resolver?
    2. São problemas prioritários, a ponto de justificarem 5 bi de investimento?
    3. Quais são as alternativas que os que se opõem ao projeto apresentam PARA ESSES PROBLEMAS ESPECÍFICOS? (Tradução: reforma agrária é OUTRO departamento.)
    4. Essas soluções são viáveis, ou são apenas paliativos? (Ex.: Não basta dizer que a quantidade de água das chuvas é 800 vezes maior do que o volume de água da transposição. É preciso dizer se a água acumulada NUMA cisterna durante o período de chuvas é suficiente para abastecer a residência ou pequena propriedade ao longo de TODO o ano, dispensando caminhões-pipa.)
    5. Não usar a fome do bispo como argumento. Usar números, dados, comparações e coisas do gênero.
    Obs.:
    Assinante do Estadão, só leu o texto hoje. Nós estamos lendo e discutindo há dois dias.

  4. Renan disse:

    Me embrulhou o estômago o emocionalismo empregado por César Benjamim.

    Seria desnecessária a transposição se a Igreja Católica e as diversas outras igrejas (além dos coróneis) não se aproveitassem da Indústria da Seca.

    E, pra completar, um partido extremista querendo tirar proveito político.

  5. João Vergílio disse:

    O pior de tudo é que eles TÊM argumentos bons, baseados em trabalhos técnicos detalhados. Mas não põem na roda. Na hora de argumentar, vêem com essa lorota de agronegócio, de reforma agrária, de grandes empreiteiras, de abismo moral, e não sei mais o quê. Aí vem o Ciro Gomes e despeja uma tonelada de dados aparentemente consistentes em cima de mim, e eu não tenho outra opção a não ser pensar – bom, por enquanto, dou razão ao Ciro. Sou só um eleitor. Trabalho, tenho mil outras coisas para fazer. Não tenho tempo de ler o Atlas produzido pela Agência Nacional de Águas. É muita coisa pedir aos defensores da causa oposta que esqueçam a greve de fome e apresentem seus argumentos de maneira articulada, clara, e sem truques retóricos de quinta categoria?

  6. Antonio M disse:

    Decepcionante o desfecho da greve de fome. Por que o religioso não levou até o fim como deveria ser ? Mas conseguiu seus 15 minutos de fama e as obras continuam!! Decepcionante…..

  7. Heitor Bonfim disse:

    O texto é pertinente e com muitas provas à luz da razão.

    Essa tal transposição é apenas uma alucinação faraônica do Lula que deseja fazer uma obra que possa ser vista do espaço. É pura alucinação.

    É incrível que li, aqui, um tal de Renan dizendo que a Igreja se aproveita da indústria da seca. É hilario tal pensamento sem nexo causal.

    Sequer foi feito uma maquete da obra, coisa que qualquer governo sério exigiria.

    Essa obra vai ser o monumento à burrice nordestina.

  8. Heitor Bonfim disse:

    Foi falado aqui sobre o abismo entre Lula e Frei Luis Cappio, e realmente existe um abismo entre o Lula e todos nós com um mínimo de inteligência, o Lula tem vísceras e intestinos cerebrais com borborigmos. Nós temos cérebros.

  9. Antonio M disse:

    Mais informações sobre uma grande cagada para os pseudo salvadores dos mais pobres:

    “O mal uso da água – o Mar de Aral”

    http://www.planetaorganico.com.br/aguamal.htm

    Ontem o JN mostrou outro rio que merecia recuperação o Parnaíba que passa pelo Piauí e Maranhão e é de vital importância para suas populações. Mas a transposição do São Francisco está na moda então, que se dane o resto…..

  10. Renato disse:

    Kupfer
    O grilhão que aprisiona nosso sistema econômico e impede seu normal desenvolvimento é o mecanismo de indexação dos juros que se aplica sob o pseudônimo de correção monetária. Durante a época da ditadura, a economia brasileira operava respaldada por dois fundamentos: a) a Lei da Usura, que fixava juros máximos de doze ao ano, para qualquer modalidade de empréstimo; b) soberania.
    Indexação de juros é um sofisma empregado mais com a finalidade de remunerar os rentistas e agiotas do que combater a inflação. A dita correção monetária é aplicada a posteriori – num percentual (índice estatístico) que leva em conta a inflação anterior.
    Correção monetária não tem atuação sobre a inflação futura e nem impede a repetição do que pretende corrigir.
    Dito isto, questiona-se:
    1) O setor financeiro, a seu ver, tem cumprido o seu papel na complexa equação econômica que busca o desenvolvimento da sociedade?
    2) Como equacionar a questão do crédito imobiliário de segunda linha quando um sistema financeiro enfrenta dificuldades?
    3) No teu entender, o que é uma reforma tributária justa?
    4) Qual o papel dos bancos hoje no Brasil?
    5) Como aumentar as oportunidades de emprego e renda sem abaixar a atual carga tributária?
    6) Por que os bancos não param de cobrar taxas exorbitantes pelos serviços que prestam?
    7) Que medidas deveriam ser adotadas para construir uma política permanente de distribuição de renda?
    8) Por que o governo não abaixa a taxa de juros que utiliza como referência para pagamentos de títulos da dívida pública?
    9) O que aconteceria com a nossa Economia se ela fosse desindexada?
    10) Que motivos levaram Castelo Branco a indexar os juros da nossa Economia?
    11) Que benefícios a correção monetária trouxe para nossa Economia?
    12) Que infortúnio a correção monetária trouxe para a Economia de países como Finlândia, Suécia e Dinamarca?
    13) Qual a melhor forma de se restaurar monetariamente o que a moeda perde de substância econômica com a elevação dos preços?
    14) Como avaliar a precisão da perda de poder aquisitivo de uma moeda?
    15) Por que é impossível medir a perda de valor de uma moeda?
    16) Por que os monetaristas tomaram como parâmetro para todo o território nacional o índice de inflação calculado pela Fundação Getúlio Vargas e, depois, pelo IBGE?
    17) Como a correção monetária leva uma economia à bancarrota?
    18) Por que a subida do IOF de um e meio para três por cento, mais o adicional de zero vírgula trinta e oito por cento será automaticamente transferida para todos os assalariados?
    19) O decreto que ampliou o IOF e criou o novo acréscimo de zero vírgula trinta e oito por cento para o bendito, abrange todas as operações de crédito e também as de câmbio e seguros. Os bancos, claro, não vão ser taxados em nada. Ao contrário: receberão de volta tais taxas. Uma contradição, sem sobra de dúvida. Por que isso?
    20) Se o BNDES compra juros de seis e meio por cento ao ano, por que usam a taxa Selic nos créditos que são feitos a ruralistas e a empresas?
    21) O governo paga aos bancos onze vírgula vinte e cinco por cento de juros para rolar a dívida interna agora na escala de um trilhão e trezentos bilhões de reais. Mas nos créditos que libera cobra apenas seis e meio por cento. Os juros cobrados pelas revendedoras de aparelhos eletrodomésticos (caso das Casas Bahia) alcançam seis por cento ao mês. Incrível! Como é possível se cobrar seis por cento de juros ao mês no crédito direto, que representa, concretamente, noventa e seis por cento ao ano, já que são juros compostos, se a inflação calculada para os últimos doze meses é de quatro vírgula três por cento?
    22) Se o IOF não influi no volume das vendas e sim no volume de crédito e se o apelo ao consumo é mais forte do que o avanço de preços, por que a ciranda financeira abusa da ingenuidade das pessoas leigas em Economia com a cobrança de juros extorsivos e tanto o Ministério da Fazenda quanto o Banco Central concordam com esta situação ao silenciarem?
    23) A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido foi ampliada de nove para quinze por cento. Será igualmente repassada para os consumidores. Os trabalhadores e os funcionários públicos, no fim, vão pagar a conta. E, no ano seguinte, não poderão deduzir nada do Imposto de Renda. Por quê?
    24) Se pagamos uma grande quantidade de impostos, por que não temos a contrapartida adequada e justa em matéria de serviços públicos?
    25) Por que as empresas podem abater o chamado lucro inflacionário do Imposto de Renda e os assalariados não?
    26) Empresas podem abater do Imposto de Renda os aluguéis que pagam Já os consumidores… Não. Por quê?
    27) Pessoas jurídicas podem deduzir o Imposto de Renda que pagaram no ano passado este ano. Pessoas físicas, não. Por quê?
    Se estivéssemos no futebol, tal tratamento injusto seria como se os agentes do governo nos segurassem pela camisa e o juiz da partida não marcasse nada. Cinismo total!
    Quem vive do rendimento do trabalho, além de ter que suportar a perda de poder aquisitivo causada pela não reposição ideal da taxa inflacionária nos vencimentos, é obrigado a arcar com os reflexos do acréscimo do IOF e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido. Redistribuir renda assim é humanamente impossível. Qual o milagre que iluminou os computadores do IBGE ou do Ipea para chegarem a tal ilação?
    Um mistério, já que tal desfecho é irreal. A renda, com tudo isso, vai se concentrando cada vez mais. O volume de crédito se expande. A renda efetiva e permanente, não. Até quando?
    Não se pode subestimar a sapiência de um néscio quando ele decide dar uma de inteligente (Dr. Sabe-Tudo). Tampouco substituir a lógica pela mágica.
    P.S-1: Sei que você é um sujeito atarefado, ministra inúmeras palestras, dá cursos, leciona, mas, sempre que puder, comente a respeito desses assuntos na TV, no teu blog e no rádio. O que achou do nível dos meus questionamentos?
    P.S-2: Quando tiver tempo, responda-me, por escrito, tais indagações, por gentileza. Não precisa responder todo este questionário de uma só vez, viu? Pode me respondê-lo ao logo de todo este ano. Assim você vai me explicando e traduzindo o “economês”. Sou leigo em Economia.
    P.S-3: Aprecio bastante os teus pontos de vista sobre Economia. Por isso te enviei essa mensagem.
    Renato Monteiro
    Curitiba – PR

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