Cresce, mas bufa
Em TEXTOS E ESTUDOS, o artigo publicado hoje no “Valor Econômico”, pelo economista David Kupfer, professor do Instituto de Economia da UFRJ e coordenador do Grupo de Competitividade do IE-UFRJ.
No momento em que o IBGE divulga os números das contas nacionais do terceiro trimestre de 2007, revelando um crescimento de 5,7% no período e permitindo estimar em cerca de 5,5% o avanço do PIB no ano, não custa lembrar que esse resultado positivo, o melhor desde 2004, está sendo alcançado num ambiente de restrições macroeconômicas de demanda – o que não permite grande otimismo em relação à sustentabilidade da tendência de crescimento.
Não custa lembrar também que no fim de 2004, o Banco Central, “assustado” com o crescimento do ano, deu um repique nos juros e abortou a tendência de aquecimento. Há, hoje, preocupantes sinais de incômodo semelhante em analistas de linha ortodoxa.
O texto de David Kupfer, baseado em análise da evolução da estrutura industrial nos vinte anos que vão de 1985 a 2004, aponta a falta de dinamismo da economia, produzido, segundo o autor, exatamente pelo “eterno freio imposto à demanda doméstica”, como ele escreve.
Autor: José Paulo Kupfer - Categoria(s): Blog Tags:
Foto: Edu Simões
José Paulo, apenas curiosidade, o professor tem alguma relação de parentesco com vc?
O que fazer? Se a economia não cresce é problema, se cresce também é. Se formos esperar as condições ideais o mundo estaria paralizado, não teríamos chegado nem na idade média.
Dá-lhe Kupfers !!!!! rsrsr!
Como é bom ver uma análise “pé-no-chão” sem ideologia, ufanismo etc.
Isso que é economia subdesenvolida, se não crescemos nos ferramos e se cresce nos ferramos também. Problema de nosso incipiente mercado interno e quando o Kupfer fala em ’sinais erráticos’ na economia, classifico as exportações assim. Claro que exportar é bom mas, quando exportamos excedentes do mercado interno e não como fazemos aqui, investimos de olho no mercado externo que se não comprar, entramos em uma fria de novo! E se estamos exportando muito, pode significar que o mercado interno não está conseguindo absorver a produção.
Quando o Brasil parar com a desindustrialização, fazer as reformas econômicas e trabalhista que realmente permitam o aumento do poder aquisitivo e da produção, para que não tenhamos inflação, para que tenhamos consumidores de melhor qualidade não somente os de 84 parcelas para automóveis, 30 anos para casa e televisão em 36 vezes, quem sabe?! Nada contra os financiamentos mas na atual conjuntura estamos correndo um risco semelhante, dentro das proporções é claro, àquela bolha imobiliária dos EUA com muito crédito para quem não tem uma renda razoável, estável e pode não conseguir honrar seus compromissos em um futuro próximo.
O maninho está certíssimo.
No Brasil a prioridade sempre foi o mercado externo, o interno ficava com as sobras, as vezes, de qualidade inferior. Acho que a demanda interna deve ganhar o destaque que merece, mesmo que aumente o preço do nosso produto lá fora (exportado).
Ora, a solução existe, baixem os juros e convivamos com um patamar
de inflação por volta de 6%.
Aí vamos crescer como a China.
Enquanto o PHA fica cantando “Florentina, Florentina, Florentina de Jesus, se tu não me ama, por que tu me seduz”. O Paulo Kupfer diz coisas sérias. Se não segurassem as rédeas o fusível das usinas elétricas iriam queimar o ano que vem, mesmo!
Falando em medo da inflação…
Quanto o sr.Paulo Skaff vai sugerir
de redução de preços, aos seus pares,por conta da extinção da CPMF?
OLHA QUE SÃO 40 Bilhões hein?!
Bob, o será assim que governo não ameçar com aumento de impostos, promover as reformas e o BC decidir baixar mais os juros. AHH, sim, O BC já se borrou todo e já deixou de baixalos !!!
Mas que Fiesp e outros “descontentes” tem que parar com bobagens como o “Cansei!” e procurar propor algo de concreto para o país, tem mesmo !
E aí , chefia? Vão fazer cortes de verbas para a base aliada ou vão privatizar mais rodovias? Afinal quem vai cobrar e quem vai acabar pagando a conta da CPMF? Será que é a FIESP?
DÃÃÃÃÃÃÃÃ….
Se crescer não teremos mão de obra, energia e estrutura. A educação aqui não é vista como aplicação para dominio.
Com ou sem a CPMF, a SAÚDE, continua um caos. Parabens para quem votou contra. Chega de IMPOSTOS.Precisamos de gente competente para administrar a Economia. Chega dos politikcos roubarem o nosso dinheiro,principalmente os mensaleiros.Basta diminuir a quantidade de Impostos, acabar com excesso de funcionários públicos, saber administrar e diminuir o número de politicos e baixar o salário desta gente.É um sonho mesmo e em tempo fora PT, PMDB PDT e outros menos votados.
Eu ao contrário acho que o governo vai ter um ganho político. E um dos motivos que mim faz pensar isso é que segundo a pesquisa divulgada recentemente o Lula tem mais de 80% de aprovação/ c/ótmo-bom 51% e com regular o restante. Portanto o FHC e o Sen Virgilio, ventando o CPMF contrariou o eleitorado.
Não vejo motivos para o BC elevar os juros nesse momento, pois a inflação está abaixo do centro da meta, que é de 4,5%, e os investimentos aumentaram 14,4% em relação à 2006.
Logo, a capacidade produtiva do país está sendo ampliada e, desta maneira, não há riscos inflacionários para o futuro.