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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011 Mundo Jovem | 18:11

Bastidores da matéria com o Zezão, o grafiteiro dos esgotos

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(Texto do repórter Renan Silva)

Nos últimos dias, todos nós ficamos tristes com as cenas catastróficas na Região Serrana do Rio de Janeiro. O resultado do temporal que caiu por lá caminha para ser o maior desastre de causa natural do país. Em São Paulo, a situação também não é fácil. A capital paulista, com sua região metropolitana, ficou embaixo d’água – que digam os moradores de Franco da Rocha.

Repórter que acompanhou o artista (na foto) ficou molhado e chocado

Semanas atrás, já prevendo possíveis enchentes, fomos atrás de Zezão, grafiteiro que ganhou notoriedade internacional por pintar nas galerias de esgotos urbanos. Nossa ideia foi a de passar o olhar de quem vê os alagamentos por outro ângulo, o subterrâneo.

O resultado ficou bem legal.
Ainda não conferiu?
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No dia em que fomos fazer a reportagem, estava garoando. O ponto de encontro com o grafiteiro era um córrego da Marginal Tietê, em São Paulo. Entrevista feita, acompanhamos nosso personagem para o retoque de um grafite localizado no subterrâneo. O ponto alto da jornada.

Quem conhece a cidade de São Paulo, conhece a Marginal. Atravessamos as pistas da ‘bendita’ correndo para chegar à obra. Imprudência nossa, é perigoso. Mas era oportunidade de viver a experiência de Zezão em sua totalidade.

Ao lado do rio Tietê, com uma escada, descemos para o córrego em que desembocam as águas imundas. Zezão, óbvio, era um ‘habitué’ do local. Enquanto nós, na missão de fazer uma boa sessão de fotos, passávamos apuros para procurar um chão menos sujos para pisar.

As marcas de água na parede davam a dimensão de até onde aquele esgoto enchia em dias de alagamento. Ficamos perplexos. A quantidade absurda de lixo e o forte cheiro só acentuavam o clima underground.

Claro, estávamos no esgoto, não esperávamos perfume e rosas. Só que assustamos ao ver tantas garrafas pet, ratos mortos, sacolas plásticas e outros resíduos serem despejadas no rio. Tudo aos montes.

No fim, valeu a experiência – mesmo com os tênis e as calças sujas de lama. Entrevistamos um cara que vê e dá beleza a um lugar inóspito. E o que fica de lição é a consciência ambiental. Você não faz noção do que o seu papel de bala jogado na rua pode causar…

Autor: pedrocarvalho Tags:

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011 Mundo Jovem | 18:30

Feliz 2010

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Foi bom para você? Para a redação do iG Jovem, 2010 foi um ano ótimo, que vai deixar recordações de coberturas importantes e divertidas que fizemos: conhecemos lugares novos e distantes, como o parque do Harry Potter; denunciamos coisas irregulares, como a escola feita para aprovar modelos; expandimos nosso radar para as principais cidades da Europa, dos EUA e muito além; chamamos bandas para tocar aqui no iG, como o Restart; inauguramos um Guia de Baladas; fizemos um monte de matérias legais em vídeo, como a das meninas que jogam roller derby em São Paulo; invadimos festas e descobrimos histórias inusitadas; ganhamos blogueiras nerds e arrumadinhas; fomos a shows; entrevistamos cineastas, músicos, atrizes, rappers, surfistas e gente com com boas histórias; redescobrimos o Felipe Dylon num papo muito engraçado; fizemos várias promoções em nossos canais de Twitter; indicamos tendências e lugares e fechamos o ano com muita badalação num Cruzeiro Universitário. E pode esperar, que o ano novo terá grandes novidades. Feliz 2011!

Autor: pedrocarvalho Tags:

terça-feira, 21 de dezembro de 2010 Mundo Jovem | 15:18

O melhor e o pior do Cruzeiro Universitário

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Se seus amigos voltaram da última edição do Cruzeiro Universitário contando histórias hilárias e (quem sabe) exageradas, deixando você com uma pontinha de inveja, fique calmo: o iG Jovem embarcou nesse navio e agora conta o que de pior e melhor aconteceu em alto-mar.

O chato

O bar Ok, num evento de duas mil pessoas, como o Cruzeiro Universitário, é impossível não ter filas. Mas a tripulação responsável pelas bebidas era quase toda formada por estrangeiros e não tinha agilidade e bom humor para atender o público. Resultado? Tempo precioso gasto tentando explicar para o barman qual a bebida escolhida.

O preço das bebidas A galera que frequenta as baladas nas grandes metrópoles está acostumada a preços mais salgados. Normal. Isso até ajuda os mais atirados a maneirar no consumo dos drinques. Só que, espera aí, mais de cinco dólares por uma lata de cerveja já é um absurdo, não? Isso mesmo, dólares.

O deck ficava imundo após a balada...

A pista, no fim da festa Há lixeiras por todas as partes do deck 11, local onde ficam as piscinas, bares, o palco e a pista – é o point do navio. Então por que o pessoal insiste e jogar latas e bebidas no chão? Ao amanhecer, com o sol, o cheiro fica péssimo. Trabalho pesado para a tripulação. Fora que sempre tem alguém andando descalço e pronto para cortar o pé. Isso se vê bastante por lá.

O enjoo Se você costuma sentir náuseas ao andar em lanchas ou escunas, não se engane. Não é porque você está um cruzeiro, praticamente um prédio em alto-mar, que você não irá sentir o balanço do navio nas ondas. Claro, não são todas as pessoas se sentem mal. Mas teve muita gente perdendo shows por estar dormindo na cabine depois de um Dramin.

O check-out Ao atracar para o desembarque, a tripulação “organiza” os passageiros para descer, afinal, o navio precisa ser limpo para a sua próxima viagem. Com isso, a cena é um monte de gente junto da recepção brigando por um espaço para acertas a conta e sair. Uma muvuca. Dica: vincule o cartão da cabine ao cartão de crédito (precisa ser internacional). Você recebe a fatura em casa.

O legal

Os shows O Cruzeiro Universitário conta com atrações bem legais. Bandas de gêneros diferentes, como samba, sertanejo, axé, forró e funk. Nessa última edição tocaram Inimigos do HP, Banda Eva, Grupo Revelação, Fernando & Sorocaba, Gaiola das Popozudas e Monobloco. Fora isso, entre uma apresentação e outra, um set de DJ’s vai subindo ao palco para animar o pessoal com o melhor do som eletrônico. Destaque para o house de Aline Rocha e o som à la Laurent Garnier de Andre Marques.

Open food Para os comilões de plantão, é um quesito que agrada bastante. A toda hora do dia e da noite tem rango disponível – na maioria dos cruzeiros, incluído no pacote. Cardápio variado, comida honesta. Por exemplo, no restaurante à la carte o ambiente é mais sofisticado. Eles servem entrada, prato principal e sobremesa com capricho. Às vezes, o garçom quer que você divida a mesa com alguém, mesmo havendo vários lugares disponíveis. Mas isso não é tão ruim. Há sempre a chance de se conhecer uma pessoa interessante. Para finalizar, a pizza, o cachorro-quente e o hambúrguer da madrugada. Geniais.

A vista de Búzios: um dos pontos altos

O visual Você está num cruzeiro em alto-mar atracado de frente para a enseada de Búzios (RJ). O dia está lindo. Muito sol. Mar azul royal com outros navios ao redor tão bonitos quanto ao seu montam uma paisagem maravilhosa. Gente bonita, som na caixa. Só não vale esquecer a máquina fotográfica.

Entretenimento Cansou da pista? Vá ao cassino. Não gosta de jogar? Nem minigolfe, que tem lá também? Ok, descanse tomando algo no piano-bar… Não? Academia também tem. Se precisar acessar a internet, é só o navio estar atracado que a lan house está à disposição. Tem ainda piscinas e teatro. E nas paradas, você pode conhecer as cidades por onde o cruzeiro passa. Mas a verdade é que quase ninguém vai para terra firme.

Free shop Grande vantagem se você pensa em fazer um cruzeiro. Se você não sabe como funciona, é assim: os produtos são vendidos sem taxas, igual àquelas lojas de aeroporto. Dá para fazer ótimas compras: óculos, relógios, chocolates, roupas. Nessa edição, por exemplo, tinha uma promoção que oferecia três perfumes – todos de grife – por 150 dólares.

Autor: pedrocarvalho Tags: