Sarney | Jorge da Cunha Lima
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12/08/2009 - 15:47

“HOMO QUALUNQUE”

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O HOMEM COMUM

 

O homem qualquer ou o homem comum, não freqüenta a mídia policial nem a mídia social, vive a estética modesta das necessidades. Quando comete um delito é preso e fica na cadeia esquecido, até mesmo quando sua sentença já se esgotou. Dá duro para adquirir formação e, mais ainda, para conseguir um bom emprego. Para ele, o décimo terceiro salário é uma loteria de cada ano, para pagar as dívidas. O homem comum acredita no crediário, sem perceber a cilada dos juros que o acompanha. O homem comum não distingue os intervalos das matérias, na televisão. O Homem comum só tem importância mesmo quando se aproximam as eleições. É procurado, bajulado, lembrado pela mídia, como o alicerce da nação.

O Homem comum só é perigoso porque ás vezes tem grande intuição eleitoral, mesmo quando erra.

Na velha Roma o Homem comum era representado e defendido pelo Tribuno da Plebe, que falava em seu nome junto às instituições. Como as instituições, leia-se Senado Romano, estavam fisicamente dentro da cidade, muito próximas do homem comum, seus reclamos ecoavam mesmo quando as portas do Senado estivessem fechadas.

No Brasil o homem comum decide as eleições, mas não leva. Seus representantes traem cronicamente a ilusão desses eleitores. Mudam de partido, mudam de discurso, mudam de comportamento, se é que já tiveram um, mudam até de caráter, dependendo dos afagos políticos ou financeiros. Assim, o homem comum não tem nenhuma importância política, não tem padrinhos, sogros, parentes. São os primos pobres de si mesmos.

SEGUNDO LULA, JOSÉ SARNEY NÃO É UM HOMEM COMUM.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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