HAY QUE REFUNBDAR O PSDB
As queixas de um militante jovem
Um membro da Juventude do PSDB, que desde os 14 anos se dedica ao partido, me encontrou na homenagem ao Montoro e ao D. Cândido Padin, realizada pelo Instittuto Jacques Maritain no Mosteiro de São Bento.
Fez queixas amargas, a começar pela decisão do presidente, Senador Sergio Guerra, de ampliar o mandato dos diretórios, sem observar os estatutos do partido. Com essa medida, e como não haverá clima para mudança no ano eleitoral de 2010, fica tudo para quando os eleitos estiverem eleitos, como gostava o Príncipe Lampeduza.
Queixou-se ainda de que os jovens não têm vez nem voz, pois tudo é decidido como uma ação entre caciques, pela qual a figura do companheiro é menos importante do que a do súdito.
Por fim queixou-se de que o tríplice ideário de Montoro foi completamente abandonado: participação, descentralização e parlamentarismo.
Não se aceita participação, nem mesmo oral. Reclama que quando foi fazer um comentário numa reunião recente, um deputado federal impediu-o de falar, exortando-o de que precisamos de mensagens positivas e não de críticas.
A descentralização deve estar enterrada, abaixo do pré-sal, até que surja um novo Montoro.
O parlamentarismo fica relegado para sempre.
Sintoma disso tudo, a significativa mas modesta homenagem a que assistíamos. Veja, disse ele, convidaram dez mil pessoas e a sala não tem nem 150. Do partido, só os oradores oficiais, um representante do governador, eu e você.
O PSDB é o único partido da oposição com possibilidade de eleger um novo presidente da república. A dignidade da oportunidade exige grandeza. “Não se apequene…” já pedia o Serjão, antes de morrer. Repito: “Não se apequenem”. O PSDB foi fundado no momento em que o PMDB estava pequeno, por dentro, e enorme, por fora.
Concluimos, na festa que os monges ofereceram, que o PSDB precisa ser “refundado”, para que não se transforme, no caso de uma vitória eleitoral, num mero PT do vencedor.
