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16/09/2009 - 10:55

NELSINHO PIQUET NO PIT STOP DA HONRA

FÓRMULA l  PARECE O SENADO

Os pneus subiram à cabeça de  Nelson Piquet quando o competente corredor foi tri campeão da Fórmula 1. Rico, poderoso, ex-campeão e empresário bem sucedido, poderia ter sido generoso consigo mesmo e com os outros. Não foi o que aconteceu. Não segurou a inveja com relação a Ayrton Senna. O sucesso do jovem e carismático Ayrton transtornou a cabeça de Nelson (pai). Em todas as rodas menosprezava os feitos de Ayrton Senna, insinuando que o herói nacional era homosexual.
Por fim, teve o desejo, aparentemente razoável de transformar um de seus filhos em corredor da Fórmula 1. Estabeleceu uma disciplina férrea para fazer do escolhido um campeão, desde o kart até a equipe Renault.
Nelsinho conhecia os desejos e o autoritarismo do pai. Menino bonito, muito rico e com todas as oportunidades, realizou os passos na carreira de “delfim” do autobobilismo. Foi para uma equipe comandada por Flavio Briatore, do mesmo quilate moral de seu pai.
Não demonstrou possuir a precocidade de um Hamilton, nem o virtuosismo de um Schumaker e, muito menos, de um Senna. Aos poucos a escuderia da Renault e seu impetuoso Briatore o dispensou das oportunidades, pois já era, como diria mais tarde, um filhinho de papai.
Mas antes, a equipe precisava construir a vitória de Alonso. Para tanto, nada melhor de que pedir um serviço sujo para o jovem Nelsinho, cujo atendimento poderia mantê-lo na equipe. Bastava ajudar Alonso a ganhar a corrida, batendo o próprio carro num gard rail, como afirmou o próprio Nelsinho.
A ousadia e a imoralidade da proposta eram proporcionais à sua aceitação. Pois Nelsinho confessa que aceitou a proposta, realizou o feito, talvez autorizado pelo pai, e, nem por isso, manteve seu posto.
O ressentimento envenenou seu espírito. Confessou e denunciou a equipe, colocando Briatore numa situação muito difícil, como mandante do crime.
Nelsinho diminuiu a si mesmo, diminuiu o esporte e jogou sua carreira para o alto, não nas alturas de um podium, mas na derrapada de uma curva moral.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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