PICHADORES EMÉRITOS
Tudo bem. A Bienal acaba. As reflexões terão sido produtivas. A gestão futura deve tomar seus cuidados intelectuais e administrativos e a próxima Bienal poderá voltar aos trilhos de uma civilização pós crise.
No mundo, o pândego do Madoff pagou suas fianças de 10 milhões e está livre, apesar de ainda não ter avalistas para a mesma, depois de ter acarreta prejuizos de 50 bilhões de dólares.
Aqui, os juizes e delegados que acusaram o Dantas estão em difícil situação. Transferiram para a forma da investigação o interesse pelos conteúdos criminosos. Banqueiros soltos e delegados na algema moral.
Promotores assassinos viram quase réus de legítima defesa.
Só a pichadora do vazio da Bienal está em cana. Não há habeas corpus que vingue. O prédio é tombado e o crime de lesa parede é inafiançável. A noviça das artes, rebelde, ficará na cadeia até e durante as próximas bienais.
Diante de tanta palhaçada, ficamos com vergonha de exaltar a inteligência. Talvez um pouco de burrice fizesse bem.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags: pichadores eméritos