O REPTO PARA OBAMA
UM NOBEL PARA OS EUA ACORDAREM
O eleitorado da Academia Sueca, que escolhe o Prêmio Nobel, não foi ingênuo, nem desatento, ao escolher o recém eleito presidente dos Estados Unidos. Muito menos o escolheu por ele ser negro, o que não lhe incute nenhuma virtude pacifista.
Escolheu-o, pela plataforma que o elegeu. Escolheu-o, porque entende a grande oportunidade que representa, um presidente dos Estados Unidos, vir a concretizar essa plataforma.
Escolheu-o para induzi-lo a ser o que é. Escolheu-o para que os Estados Unidos o acompanhem, apesar das pressões beligerantes dos membros do Partido Republicano.
Apesar da crise, apesar da perda de posição na liderança mundial, os Estados Unidos, maior potência militar do mundo, maior mercado consumidor do mundo, maior celeiro de cientistas e tecnologistas do mundo e ainda a maior potencia econômica do mundo, será uma nação decisiva a impedir as conseqüências dos maiores desafios da humanidade: a guerra nuclear e a destruição do meio ambiente.
Copenhagen não prescinde dos Estados Unidos. A crise do Oriente Médio tampouco. O desarmamento nuclear requer uma atuação fulminante, juntamente com a Rússia. A China ainda tem ligações umbilicais com os Estados Unidos.
Obama é o presidente desse grande país. Ao vestir a camisa do Prêmio Nobel pode mudar o destino do mundo, e merecer o prêmio que ganhou.
