MOTO TAXI
MAIS UMA SURGIDA DE BRASÍLIA
Em Nova York virou moda o Ciclo Taxi, uma espécie de “Riquixá”, puxado por um ciclista de boa saúde, que anda como um mercúrio pelas ruas de Manhattan, carregando dois adultos pesados ou leves. Não é barato, mas vence o trânsito com desenvoltura maior que dos “Yellowcab”. Na Índia o Triciclo cruza os mercados como uma serpente, o que se pode assistir cada noite na novela da Globo. Parece um milagre que alguém, além da vaca sagrada, possa cruzar aquelas ruas, sem matar uns quantos. Em Paris adotou-se a Bicicleta ponto a ponto, que um cidadão pega em qualquer esquina e devolve na outra, com o uso de um cartão eletrônico de simples identificação. Na Holanda, como em Ubatuba, Caraguatatuba, São Sebastião e demais cidades do litoral paulista, usa-se simplesmente a bicicleta individual para aliviar o trânsito e facilitar a vida.
Agora, Brasília, acreditando que todas as cidades do país são iguais, propõe uma lei criando o Moto Taxi. Se não fosse verdade poderia parecer uma piada bem intencionada, esse tipo de transporte que já se usa sem qualquer regulamentação em milhares de cidades do interior brasileiro.
Absurdo é pensar que essa autorização possa ser um benefício para o trânsito das grandes metrópoles e bom uso do cidadão.
A moto é o veículo que mais polui na cidade de São Paulo. É o meio de condução e de trabalho que produz mais acidentes com morte. É um veículo habitualmente desrespeitado pelos demais veículos. Não existe regulamentação racional que o faça andar em fila indiana atrás dos outros carros, pois perderia sua razão de ser, a presteza.
Com o Moto Taxi haveria um serpentear sinistro, poluindo o ar, quebrando retrovisores, anarquizando o trânsito e matando gente.
O Prefeito de São Paulo já se manifestou contra, mas alguns vereadores estão entusiasmados com a idéia e com o contingente eleitoral dos motoqueiros, categoria esforçada e unida na arte de sobreviver com perigo.
Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags: Adicionar nova tag, moto taxi
