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20/09/2009 - 15:58

PORQUE NOVAS PISTAS NAS MARGINAIS?

AS MARGINAIS DO TIETÊ

Sou do trem e não abro. Assim, vejo com entusiasmo a integração trem urbano com Metro, o retorno de certa ferrovias, a ampliação urgente do Metro e o Trem Bala para o Rio, custem quanto custar.
Isso não excluiu a existência do presente e de todos os erros praticados no passado remoto e recente em função da industria automobilística e seu respectivo lobby. Exageramos no culto urbano e interurbano das quatro rodas. Pagamos os altos juros do carbono na atmosfera, do congestionamento crônico do tráfego urbano, do custo inestimável do transporte de carga por caminhões e da falta absoluta de poesia na paisagem com o fechamento das ferrovias.
No presente, contudo, duas obras rodoviárias são indispensáveis, para melhorar o trânsito, diminuir a poluição urbana e diminuir o transporte de carga no perímetro urbano. Refiro-me ao Rodo Anel, como obra prioritária e indispensável e às novas faixas da Marginal do Tietê, como obra necessária, apesar dos inconvenientes.
Quanto ao Anel não há nenhum argumento de peso que justifique o embargo ou mesmo a crítica. Quanto às pistas a maior crítica é a da impermeabilização do solo e o corte de árvores adultas. Quanto ao solo, o percentual de impermeabilização é irrisório e pode ser compensado pela fiscalização à liberalidade com que se permite a impermeabilização permanente de outras áreas, em escalas gigantescas. Quanto às árvores é sabido que as novas tecnologias de transplante poderiam criar uma floresta adulta em toda a extensão das marginais, desde que se elimine a idéia idiota de plantar arbustos ou árvores de porte mínimo, que levam vinte anos para crescer.
Isso feito, vamos aos trens.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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