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08/09/2009 - 10:52

A FÉ DE KAKA

A LIBERDADE DE CRENÇA

 

Apesar de o Brasil ser um país com 160 milhões de católicos; de Nossa Senhora da Aparecida ser padroeira do país, por lei nacional; de possuirmos milhares de Igrejas Evangélicas; de termos milhões de espíritas católicos e outro tanto de cultores do candomblé e outras religiões afro-brasileiras, vivemos numa república laica. Isto quer dizer que temos a liberdade de crença, de culto e de pregação de qualquer religião.

Assim, nosso herói futebolístico, o melhor jogador do mundo, tem a liberdade de professar o culto que seu espírito e seu coração escolha.

Se os pastores prevaricam, se os dízimos são mal utilizados, se fieis são ludibriados, os crentes de boa fé não tem, necessariamente, que abandonar suas crenças na Igreja que escolheram nem na fé que professam.

Tenho a certeza de que o ingênuo pagador de dízimos para a Igreja Universal, outra vertente religiosa, além da Renascença, pode ganhar um bom lugar no céu, apesar de sua oferenda ser desviada de qualquer utilização mais santa.

Sujeitos de condenação divina e mesmo civil são os responsáveis pelo desvio de finalidades das igrejas e não os fiéis.

Kaká tem sua fé pessoal como eu, cidadão, tenho minha fé na democracia, apesar de ser ludibriado cada dia pelo comportamento de meus representantes no legislativo e, apesar do Senado ser tão vergonhoso quanto inútil nos dias de hoje.  

Respeito Kaká em sua vida familiar, esportiva e religiosa. Se os bispos da Renascença não são os melhores guardiões de sua boa fé, cabe a ele avaliar a situação.

Felizmente, para o que crê, toda fé tem a vocação de se encontrar num único Deus. E Deus tem a boa sabedoria de distinguir os malandros.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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