CALOUROS NA SALA SÃO PAULO – UM ARRASO
PRELÚDIO
O Brasil tem um exército musical pronto para ser convocado. É o que aconteceu com Prelúdio, o programa de calouros de música clássica da TV Cultura. Centenas de intérpretes de todo o país foram atraídos pelo concurso da Cultura, organizado pelo maestro Julio Medaglia. Em dezenas de eliminatórias desfilaram músicos de todos os instrumentos. Por fim foram selecionados 4 músicos, dois saxofonistas, um oboísta e um violinista.
Antes, durante e depois de suas apresentações foram aclamados pelo público que lotou a Sala São Paulo. A ainda há uns idiotas que afirmam que o povo não gosta de música clássica. O auditório era eclético, de todas as classes sociais. Tinha discernimento, aplaudia com muita competência e o público votante também. Os artistas da final foram escolhidos por 6 mil internautas que votaram até o fim da última apresentação e o grande vencedor, pelo júri.
O vencedor ganhou do Instituto Goethe uma bolsa na Alemanha para estudar durante um ano. O vencedor do público uma bolsa em São Paulo, de seis meses, também do Goethe e um concerto na Sala São Paulo. Os demais finalistas ganharam uma assinatura de um ano, para 2010, da OSESP.
O saxofonista, Laikel Morelli conquistou o público com uma difícil e rara peça para Saxofone e Orquestra, inédita entre nós. Jonathan Garcia, também saxofonista, peruano, escolheu uma peça de Villa Lobos, tão oportuna quanto belíssima e também foi super aplaudido. O oboísta Ricardo Barbosa, do interior de São Paulo, tocou um trecho da opera A Favorita de Donizetti, com tal perfeição e sonoridade que foi aclamado, de pé, pelo público. Por fim, um jovem da Grande São Paulo, interpretou com ousadia o concerto de Tchaikovski para violino e orquestra que é uma das peças mais difíceis e famosas para violino. Também foi aclamado, apesar das considerações dos jurados que consideram que a peça exige uma total maturidade por parte do intérprete. O oboísta, Ricardo Barbosa teve uma vitória dupla, do público e do júri. Foi uma vitoria justa apesar da dificuldade de escolha, pois os quatro finalistas eram excepcionais.
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