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10/08/2009 - 19:32

DROGA E BASES MILITARES

O QUE É MELHOR PARA A COLÔMBIA

 

Um Império vive de informações e bases militares. Foi e é assim desde o começo do mundo. Os serviços de “inteligência” se realizam pelas formas mais torpes, pena que se utilize esse nome para designá-los. As bases militares nunca são concedidas, são sempre impostas.

Com a sucessiva diluição dos impérios, no império mais eficiente do mercado globalizado, as nações poderosas optam por duas estratégias: ou promovem guerras para fixar suas tropas nas geografias convenientes ou mantêm forças e tecnologias de ataque fulminante, em seu próprio território, para resolver questões pontuais no país dos outros. 

A concessão feita por Uribe parta que os americanos instalem bases militares em seu território, pode ter duas conotações: ajudar no combate à produção e tráfico da droga e criar pólos de defesa e ataque no caso de Chaves engrossar a conversa.

Lula conceituou bem a questão e o posicionamento do Brasil. Não se mete nas decisões internas da Colômbia, ao ceder seu território para bases, mas não aceita que essas sejam utilizadas além das fronteiras da Colômbia.

Não poderia ir além disso, por mais que seja totalmente inoportuna essa permissão de Uribe de abrir seu território a um precedente tão perigoso.

Os Estados Unidos, maior consumidor da droga colombiana, poderia abrir bases mais eficientes em Nova York, Miami, São Francisco e Dallas para evitar a entrada de droga. Isso diminuiria bastante os conflitos internos da Colômbia.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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