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14/01/2009 - 10:07

A BURRICE AGRO-PECUÁRIA

SÓ A AMAZONIA PRESERVADA GARANTE O CERRADO

 

As fronteiras agrícolas brasileiras estão bem delimitadas e exploradas, principalmente pelos bandeirantes do século XX que são os gaúchos. De mato Grosso ao Piauí há terras e cerrados suficientes para que seu uso agrícola possa alimentar o mundo. Tudo depende de uma boa tecnologia, de financiamentos e todos esses inu8mos que conhecemos. Nos Estados Unidos, o desenvolvimento tecnológico e genético está aumentando a produção em áreas restritas, na base de 30%.

No Brasil, portanto não há a menor necessidade de se estender as fronteiras agrícolas além dos limites da floresta amazônica em nenhum estado do Brasil. Digo isso porque a área agricultável que dispomos é suficiente. Há um “porém, todos os pastos, plantações de soja, milho, feijão dependem do regime das chuvas. E o regime das chuvas depende da floresta amazônica. O idiota do pecuarista que pensa que está fazendo um bom negócio destruindo as matas para alargar os pastos está liquidando seus negócios em terras já preparadas e com as condições de escoamento da produção muito melhores do que as da Amazônia. Isso sem contar os danos ecológicos cujos efeitos prejudicarão a própria sobrevivência da vida em nosso planeta.

Quando a burrice torna-se um dano social de grandes proporções, o estado tem o direito e a obrigação de intervir. A tolerância com a exploração da Amazônia não deve ir além da exploração auto-sustentável de suas próprias riquezas, que só a cultura local conhece em profundidade.  

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
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