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	<title>Jorge da Cunha Lima</title>
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	<description>Em busca da ignorância perdida</description>
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		<title>PITA &#8211; UM TRISTE EPITÁFIO</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 10:35:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[PITA]]></category>

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		<description><![CDATA[SIC TRANSIT GLORIA MUNDI
Creio que Pita foi o primeiro negro a conquistar a prefeitura de São Paulo. No embalo das obras malufeanas e no mito artificial do Fura Filas, o secretario das finanças de Maluf tornou-se prefeito de São Paulo. Sua administração foi coroada de suspeitas, seus subprefeitos ganharam autonomia em troca de apoio na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SIC TRANSIT GLORIA MUNDI</p>
<p>Creio que Pita foi o primeiro negro a conquistar a prefeitura de São Paulo. No embalo das obras malufeanas e no mito artificial do Fura Filas, o secretario das finanças de Maluf tornou-se prefeito de São Paulo. Sua administração foi coroada de suspeitas, seus subprefeitos ganharam autonomia em troca de apoio na Câmara, sua mulher, ressentida pela exclusão, fez denuncias de arrepiar o lar e o cenário político.<br />
Tentou as imunidades legais que as eleições conferem aos eleitos, mas não foi eleito deputado federal. Conheceu em vida o ostracismo que o acompanharia até a morte. Nem mesmo o câncer tornou-o um objeto do perdão, como soe acontecer. Tornou-se apenas um objeto do esquecimento.<br />
No seu enterro uma senhora de cabelos brancos, com a maior dignidade, revelava algum sofrimento, era sua mãe. O resto eram ausências. Os filhos não compareceram. Maluf mandou um telegrama. Os poderosos nunca estiveram tão distantes de um caixão.<br />
O noticiário do Jornal Nacional parecia o laudo acusatório de um promotor jovem,<br />
O féretro levou o primeiro prefeito negro para os confins da terra, encharcada, como um vale de lágrimas. </p>
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		<title>DA MENINA ESQUECIDA E MORTA DENTRO DO CARRO</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 21:50:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[A MAE E A MENINA MORTA]]></category>

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		<description><![CDATA[DEVE A MÃE SER CONDENADA?
Homicídio culpado é uma figura do código penal que se caracteriza quando alguém, ainda que involuntariamente, é causador da morte de uma pessoa.
A mãe que deixou a filha de meses num automóvel fechado , no dia mais quente, que tivemos em São Paulo, não queria matar sua filha e não duvido [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DEVE A MÃE SER CONDENADA?</p>
<p>Homicídio culpado é uma figura do código penal que se caracteriza quando alguém, ainda que involuntariamente, é causador da morte de uma pessoa.<br />
A mãe que deixou a filha de meses num automóvel fechado , no dia mais quente, que tivemos em São Paulo, não queria matar sua filha e não duvido de sua sinceridade quando gritou aos prantos: – Eu matei minha filha.<br />
Não sou promotor de acusação, nem advogado de defesa dessa infortunada mãe. Pergunto-me: ela deve ser condenada ou absolvida?<br />
Vejamos.<br />
Trata-se de uma mãe que trabalha todos os dias e leva seus dois filhos, um para a creche e outro para a escola. Costuma, todos os dias, levar a filha de meses para a creche, em primeiro lugar e, posteriormente deixa o filho na escola e, então, segue para o trabalho. Por mais que se trate de entregas, (as mais especiais do mundo), faz isso rotineiramente. A gente então cria hábitos que mecanizam nosso cérebro. Afinal, todas as agendas, no mundo moderno, estão carregadas de habitualidades.<br />
Por um lapso, produzido pela fatalidade, e por alguma circunstância, a mãe deixou em primeiro lugar o filho na escola e não se deu conta que o bebê não fora leva para a creche e ainda estava no banco trazeiro do carro.<br />
Para mim essa mãe não deve ser condenada ainda que se enquadre no artigo do código penal. Não desejo, como bacharel de direito, me insurgir contra a lei penal, mas lembrar que a justiça se pratica no coração das leis, não apenas em sua forma, como nos ensinava Gofredo da Silva Telles. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>aviver a vida</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 14:00:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[viver a vida]]></category>

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		<description><![CDATA[a bofetada emblemática
A senhora burguesa, mal amada, ressentida, na conjuntura de um sofrimento particular, explodiu uma bofetada numa jovem negra, bem amada, em plena ascenção profissional.
O pedido de perdão, da senzala ajoelhada, foi acolhido por um bofetão de uma senhora altiva, de olhos claros.
O emblema da humilhação repercutiu em ibopes e mais ibopes. A cena [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>a bofetada emblemática</p>
<p>A senhora burguesa, mal amada, ressentida, na conjuntura de um sofrimento particular, explodiu uma bofetada numa jovem negra, bem amada, em plena ascenção profissional.<br />
O pedido de perdão, da senzala ajoelhada, foi acolhido por um bofetão de uma senhora altiva, de olhos claros.<br />
O emblema da humilhação repercutiu em ibopes e mais ibopes. A cena foi repetida mil vezes nas chamadas da Rede Globo. Nem as chamadas do filme do Lula foram mais intensas. O dramalhão escravocrata se instalou no roteiro triunfante da novela.<br />
Quem ganha com isso, no momento em que se comemora com feriado nacional, o dia da raça negra? Num tempo em que a profissionalização do trabalho feminino começa a ser respeitado. Numa época que exige mais compaixão do que vingança.<br />
Não terá a dramaturgia capacidade de produzir piedade? E ter Ibope. De produzir gestos humanitários? E ter Ibope. De agir na lógica do coração? E ter Ibope.<br />
Ando com saudades de Frank Capra que nunca teve o pudor de cortejar a felicidade.<br />
Não basta o final feliz com casamentos multiraciais e entre classes sociais antagônicas. Não basta o bem frugal vencer o mal e a crueldade no último capítulo, enquanto durante um ano de novela, se patrocina o escárnio e a injustiça.<br />
Contudo não há um BASTA no fim do tunel, porque sempre quem excita a demanda é a oferta. Quando a oferta é perversa o gosto se esfacela.   </p>
]]></content:encoded>
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		<title>DESAPROPRIAÇÕES NA CONDESSA DE SÃO JOAQUIM</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 22:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[SECRETARIO DA HABITAÇÃO ANUNCIA TRANSFORMAÇÃO DA RUA CONDESSA DE SÃO JOAQUIM
Em debate na Associação Viva o Centro sobre “ O papel da moradia na recuperação do centro”, Lair Soares Krähenbuhl, secretário estadual da habitação, anunciou, em primeira mão, a desapropriação de áreas na rua Condessa de São Joaquim, para a construção de três edifícios de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>SECRETARIO DA HABITAÇÃO ANUNCIA TRANSFORMAÇÃO DA RUA CONDESSA DE SÃO JOAQUIM</p>
<p>Em debate na Associação Viva o Centro sobre “ O papel da moradia na recuperação do centro”, Lair Soares Krähenbuhl, secretário estadual da habitação, anunciou, em primeira mão, a desapropriação de áreas na rua Condessa de São Joaquim, para a construção de três edifícios de moradia para funcionários e novos moradores que trabalham no centro de São Paulo. Anunciou ainda, para a mesma área, a recuperação de cortiços e a construção de uma moradia para idosos, que serão posseiros proprietários até a morte.<br />
No mesmo encontro, Luiz Paulo Pompéia, diretor da empresa Brasileira de Estudos de patrimônio, informou que os índices de adensamento na cidade de São Paulo, ainda são pequenos, ao contrário do que tem afirmado alguns técnicos que recomendam o engessamento das alturas dos edifícios.<br />
O empresário José Roberto Teixeira Pinto falou sobre dois empreendimentos no centro: apartamentos com infra estrutura de lazer e trabalho na Duque de Caxias e na Major Sertorio.  Os duzentos apartamentos do Arouche já foram vendidos e o lançamento da República foi vendido antes da instalação do stand de vendas.<br />
Foi ainda proposto pelos presentes ao encontro do Viva o Centro que a Prefeitura criasse um guichê inteligente e unificado para facilitar as solicitações de reformas e construções na área central.    </p>
]]></content:encoded>
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		<title>AS MENINAS DE LIGIA FAGUNDES TELLES</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 16:08:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
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		<description><![CDATA[As meninas no palco
Para entender completamente as meninas dos anos 70, num pensionato de freira, você precisa ser a Ligia Fagundes Telles. Mas o milagre da literatura de Ligia é passar isso até para as cabeças mais empedernidas dos homens. Por isso, seu livro já percorreu o mundo e emocionou todos que chegam perto de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>As meninas no palco</p>
<p>Para entender completamente as meninas dos anos 70, num pensionato de freira, você precisa ser a Ligia Fagundes Telles. Mas o milagre da literatura de Ligia é passar isso até para as cabeças mais empedernidas dos homens. Por isso, seu livro já percorreu o mundo e emocionou todos que chegam perto de suas páginas.<br />
Agora foi a vez da emoção pular para o palco do Teatro Eva Hertz, na Livraria Cultura. Maria Adelaide Amaral fez a versão, dificil proeza da arquitetura dramática. Yara de Novaes colocou aquelas almas endiabradas a nos revelarem suas feminilidades exuberantes, num tempo esdrúxulo de tolerância zero na política, e tolerância amena no comportamento.<br />
Um olhar de filosofia caseira sobre a condição humana, particularmente da mulher, numa data marcada de nossa história, fez da narrativa uma obra literária e dessa escrita precisa uma obra prima.<br />
Tudo isso passa rapidamente, no Teatro Eva Hertz, como uma bolha de sabão que se explica, antes de explodir, em nossos sentimentos.   </p>
]]></content:encoded>
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		<title>O MAIOR VIOLONCELISTA DO MUNDO NA IGREJA DE S. FRANCISCO</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Nov 2009 20:03:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[musica de graça]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma semana de Bach até as Bachianas
Quem não quiser se aborrecer com passaporte, tarifas de avião e reservas de hotel, pode fazer turismo cultural de alto nível aqui mesmo em São Paulo. Fico impressionado com a quantidade de bons programas artísticos, muitos dos quais gratuitos.
Domingo, 13:30hs na Igreja de São Francisco, ao lado da vetusta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma semana de Bach até as Bachianas</p>
<p>Quem não quiser se aborrecer com passaporte, tarifas de avião e reservas de hotel, pode fazer turismo cultural de alto nível aqui mesmo em São Paulo. Fico impressionado com a quantidade de bons programas artísticos, muitos dos quais gratuitos.<br />
Domingo, 13:30hs na Igreja de São Francisco, ao lado da vetusta Faculdade de Direito. Cenário de três altares barrocos preservados dos cupins e do tempo. Igreja altiva desde sua fundação no Século XVII. O circuito “BNDES MUSICA Brasilis” apresenta, nada mais do que o maior violoncelista do mundo, Antonio Menezes, acompanhado da cravista Rosana Lanzelotte. No programa uma sonata de Antonio Vivaldi que serviu para adoçar a grande capela do centro barulhento, numa sala de concertos. O preâmbulo de Almeida Prado, um solo de violoncelo, é de uma grandeza e de tal maturidade musical que nos elevou a toda a altitude que o compositor homenageado pela série, João Sebastião Bach, merece e exige. A Suíte No.3 para Violoncelo desacompanhado transcendeu a tudo o que o público devotado daquele domingo, poderia esperar. Já ouvi as gravações de Pablo Casals, de Rastropovitch e Antonio Menezes está nas mesmas alturas. O calor daquela manhã de domingo fez o cello suar, como se a madeira tivesse poros para nos contagiar com as células musicais de Bach. O público também se elevou numa aclamação reverente. Em resposta, Menezes e Rosana retribuíram com a Sonata no 2 de Bach. Seria vulgar dizer que foi um arraso, mas creio que a própria missa, celebrada antes, se curvou diante da espiritualidade daquela apresentação.<br />
Dia 17 e 18 e 25 as 16hs haverá novos concertos: dia 17, as Bachianas; dia 18, o Duo Bem temperado; dia 25, flauta e cravo. No próximo domingo, dia 29 as 13.30hs Vox Brsiliensis, com flauta, tenor e violas. Tudo de graça no Largo de São Francisco.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>WHAT THE CAT SAW</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Nov 2009 18:40:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[a saga do ketchup]]></category>

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		<description><![CDATA[Náo sei o que o gato viu, mas
Malcolm Gladwell é um grande jornalista
Claudio Abramo me disse uma vez: -Transformar um foca em repórter a gente consegue em três meses, mas um grande jornalista só se faz com uma grande cultura.
Com o tempo creio que além da cultura, o que faz um bom jornalista é uma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Náo sei o que o gato viu, mas<br />
Malcolm Gladwell é um grande jornalista</p>
<p>Claudio Abramo me disse uma vez: -Transformar um foca em repórter a gente consegue em três meses, mas um grande jornalista só se faz com uma grande cultura.<br />
Com o tempo creio que além da cultura, o que faz um bom jornalista é uma observação aguda sobre os acontecimentos e seus personagens.<br />
Malcom Gladwell se transformou de jornalista do New Yorker em escritor, a partir de suas reportagens. Todas as suas investigações jornalísticas referem-se a pessoas notáveis e produtos excepcionais. Os títulos de seus livros já são instigantes: Como as pequenas coisas podem fazer uma grande diferença; A História do Sucesso ou O poder de pensar sem pensar.<br />
Agora a Litle, Brown and Company lança O que o gato viu?<br />
Não há ainda tradução em português, dos outros creio que já existem.<br />
Malcolm se pergunta: Porque há tantas variedades de mostarda e só uma de ketchup.  Malcolm descreve o perfil do criador da pílula. Do maior produtor de pequenas utilidades para cozinha, mostra como o genial Ron Popeil, vendia suas criações em programas noturnos de televisão que ele produzia e apresentava, num malho comercial imbatível.<br />
Nos revela como uma notável redatora de publicidade, Shirley Polykoff alavancou o Clairol, a primeira tintura de cabelo manipulada pela morena que desejava ficar loira, em casa, sem ir ao cabeleireiro.<br />
ELA QUER OU NÃO QUER. SÓ SEU CABELO SABE.<br />
É VERDADE QUE AS LOIRAS SÃO MAIS FELIZES?<br />
SE EU TIVER SOMENTE UMA VIDA. DEIXE-ME VIVER COMO UMA LOIRA.<br />
É verdade que quando Shirley foi apresentada a sua sogra o primeiro comentário que ela fez foi: Essa moça pinta os cabelos.<br />
Malcolm nos conta ainda a historia de dois investidores de Wall Street: um libanês americanizado, Taleb e Niederhoff de descendência austríaca. Resolviam suas questões da bolsa de valores de forma diferente: um gostava de Mahler, Taleb detestava coisas tristes. Niederhoff gostava das Walkirias e acabou falindo umas quatro vezes. Taleb antevia as crises. Só se lamenta de não ter previsto a queda das torres.<br />
Eis um livro a ser traduzido. Uma bela lição de jornalismo transformado em livro. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>BASTARDOS INGLORIOS</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Nov 2009 21:17:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
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		<category><![CDATA[OS BASTARDOS]]></category>

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		<description><![CDATA[UMA COMEDIA VIOLENTA
Tarantino serve a violência como se fosse um pastel. Por isso mesmo seus filmes agradam a todo o mundo, mesmo aos que não apreciam a violência no cinema.
Bastardos Inglórios, seu último filme exibido no Brasil, com interpretação de Brad Pitt e outros magníficos atores, mais parece uma comédia. O desempenho da crueldade, dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>UMA COMEDIA VIOLENTA</p>
<p>Tarantino serve a violência como se fosse um pastel. Por isso mesmo seus filmes agradam a todo o mundo, mesmo aos que não apreciam a violência no cinema.<br />
Bastardos Inglórios, seu último filme exibido no Brasil, com interpretação de Brad Pitt e outros magníficos atores, mais parece uma comédia. O desempenho da crueldade, dos judeus americanos, que buscavam vingança implacável, lembra desempenhos olímpicos em filmagens das finais das diversas categorias esportivas. Um escalpela como se fosse um cabeleireiro de luxo. Outro usa o bastão do baseball com uma elegância incomparável. O caçador de judeus é uma figura irônica, cínica, implacável na atividade fim, descobrir e liquidar judeus. O chefe dos bastardos, Brad Pitt, compõe a figura de um red neck , do oeste americano, desprovido de cérebro, mas capaz de qualquer ação destruidora individual ou coletiva. Comanda como os instrutores do Boppe: quem não comer merda pensando que é o melhor chocolate do mundo, não serve.<br />
Tem até um mocinho, de estilo hollywoodiano, herói de guerra alemão, que se apaixona pela judia, dona do cinema, em que a heroína e os bastardos pretendem assassinar Hitler e o alto comando alemão. Romeu e Julieta se matam na sala de projeção, ele, perdido de amor.<br />
Na grande sala, Hitler assiste, como um garoto de 12 anos, rindo e aplaudindo o herói alemão, que sozinho no filme, mata 350 americanos do alto de uma torre. Não percebe que em poucos segundos será sumariamente assassinado pelos bastardos juntamente com todo o comando nazista e os socialites parisienses da segunda guerra mundial. Uma grande piada que deve ser vista a contada. </p>
]]></content:encoded>
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		<title>UMA NOVA TOMADA, QUANDO NÃO HOUVER APAGÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Nov 2009 15:05:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[DO “PAL-M” À TOMADA HEXAGONAL
Quando fiz a reforma de meu apartamento, o eletricista me pediu verba para comprar 30 tomadas novas para substituir as velhas que estavam ainda em bom estado. Interpelei-o sobre esse luxo custoso. –É, doutor, agora precisa trocar tudo. A lei exige!
Soube então que uma lei havia unificado o padrão de tomadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DO “PAL-M” À TOMADA HEXAGONAL</p>
<p>Quando fiz a reforma de meu apartamento, o eletricista me pediu verba para comprar 30 tomadas novas para substituir as velhas que estavam ainda em bom estado. Interpelei-o sobre esse luxo custoso. –É, doutor, agora precisa trocar tudo. A lei exige!<br />
Soube então que uma lei havia unificado o padrão de tomadas elétricas. Nem a tomada redonda com saída de fio terra, nem a tomada americana, redonda mas chapada na superfície, mas uma tomada com uma caixa hexagonal afundada que exige plugs especiais de todos os aparelhos eletrodomésticos. Assim, ou trocamos as instalações das paredes ou compramos novas conexões para ligar os aparelhos que temos, no sistema que adotamos. Detalhe: não há como instalar fio terra nesse sistema, única coisa que justificaria essa modificação.<br />
Não entendo nada de eletricidade mas fico perplexo com essa mania do brasileiro de ser diferente. Para televisão já havíamos adotado o sistema PAL-M, único no mundo. Agora essa de mudar a tomada. Um dia, ainda iremos adotar a direção dos automóveis, no lado direito, como os ingleses.<br />
Engraçado é que isso passou rapidamente no congresso, sem que ninguém percebesse. </p>
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		<title>ABAIXO O MINHOCÃO</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 18:27:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Jorge da Cunha Lima</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[ABAIXO O MINHOCÃO]]></category>

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		<description><![CDATA[KASAB E O MINHOCÃO
Gilberto Kassab é um político simpático. Assim, é com algum constrangimento que digo que sua administração perdeu o brilho no segundo mandato. Parece que quanto mais DEM, pior é o seu mandato. Uma vez disse ao prefeito que ele foi muito corajoso no primeiro mandato, limpando a cidade de sua poluição visual [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>KASAB E O MINHOCÃO</p>
<p>Gilberto Kassab é um político simpático. Assim, é com algum constrangimento que digo que sua administração perdeu o brilho no segundo mandato. Parece que quanto mais DEM, pior é o seu mandato. Uma vez disse ao prefeito que ele foi muito corajoso no primeiro mandato, limpando a cidade de sua poluição visual e de outras similares e que ele precisaria de alguma ação de impacto para marcar o segundo período pelo qual ele era o exclusivo responsável. – Você tem alguma sugestão, indagou com sagacidade? – No momento, não, respondi.<br />
Assim, fui observando melhor, para chegar a alguma sugestão.<br />
Outras questões foram sugeridas pela opinião pública, diante de atitudes impopulares e erradas, como a questão do lixo (a cidade anda muito suja), a questão escolar (a cidade não comporta diminuição de verba para a educação) e uma série de ortodoxias financeiras fora de contexto e mesmo de moda.<br />
Com as chuvas incessantes e a falta de investimento permanente, os buracos voltaram a ferir o asfalto. Não se percebe dinamismo nem pressa em nada, a não ser a construção das novas marginais do Tietê, num contexto de obra estadual e municipal, de grande impacto eleitoral, apesar das críticas.<br />
Ocorre-me uma idéia, para quem pretende ter coragem: demolir sumariamente o Minhocão no seu trecho central, da Consolação até o fim da Avenida São João. Dar de volta aos moradores as alamedas originais, ainda que congestionadas, pois tudo estará mesmo congestionado, até o fim da construção do Rodo Anel, a conclusão das novas faixas da Marginal e a construção intensiva de novas linhas de Metro e a substituição do transporte individual pelo transporte coletivo. As coisas demoram, mas a demolição do Minhocão, seria rápida e comemorada como a queda estética de um muro de Berlim urbano.<br />
Coragem Kassab. Abaixo o Minhocão. </p>
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