Bancos
O
Brasil sempre manteve um equilíbrio entre bancos privados e bancos
públicos.Hoje, a maioria dos bancos são privados, tem capital aberto e estão
bastante concentrados. Isso produziu uma eficiência operacional muito
desenvolvida e, opera sob leis reguladoras, muito seguras, mais do que a
maioria dos bancos de países desenvolvidos.
Contudo,
os juros cobrados pelos bancos brasileiros estão acima de qualquer padrão
internacional, o que lhes possibilita aferirem lucros semestrais espantosos,
sejam as instituições financeiras nacionais, internacionais, públicas ou
privadas.
Não
há uma taxação compatível com a desses lucros, sobretudo se comparada com a
taxação de pessoas físicas e de outros setores da produção capitalista.
Esse
é um problema não resolvido e de difícil solução política, com governos que tem
medo histórico pela realização de reformas fiscais.
Celulares
O
Brasil abriu um dos melhores mercados do mundo para as empresas de
telecomunicações. O brasileiro, que tinha dificuldade em obter linhas telefônicas,
quando eu era jovem, hoje, é o maior comprador de telefones celulares do mundo.
Esse generoso mercado não é correspondido pelo serviço prestado pelas
operadoras: TIM, Oi, Vivo, Claro de, por quantas ainda venham se instalar. Não
há a mínima fiscalização da qualidade dos serviços. Não há o menor atendimento,
geralmente pelo sistema 08000, aos clientes. Se alguém quiser fazer pedido de
suspensão do contrato, um pedido de informação técnica, ou qualquer outra
informação, tem grande chance de enlouquecer. Os custos, apesar da propaganda
das ofertas miraculosas, são absurdos. Numa viagem à Europa não consegui fazer
uma única ligação com meu telefone, sistema TIM. A conta foi de 1.200 reais.
É um
problema não resolvido apesar de haver legislação.
Companhias
de Aviação
Depois
que a ditadura militar cortou as asas da Pannair, a Varig, menina dos olhos do
governo militar e do público consumidor, pois era uma empresa internacional,
com boa reputação e serviço de primeira, em todas as classes. Com o tempo, o
monopólio e a marte de seus líderes, a fundação não honrou a tradição da empresa. A Varig decaiu no plano
internacional e nacional e abriu caminho a aventuras aéreas que, desde a
Aerovias Brasil até a Vasp, foram para o brejo.
O
comandante Rolim criou uma empresa com vocação de crescimento e, enquanto viveu
conheceu uma empresa de reconhecidos méritos. A TAM acabou por ocupar o espaço
aéreo e terrestre das empresas falidas. Tem um marketing agressivo, mas os
serviços estão cada dia piores. As tarifas são absurdas. Uma viagem para o Rio
de Janeiro custa mil reais, enquanto uma viagem de Nova York para Washington
custa duzentos dólares. O fenômeno do “over book” é um hábito. O plano de
Milhagem é uma piada, para sermos generosos. O espaço entre as poltronas em
vôos nacionais e internacionais, na classe econômica, é um insulto ao direito
do usuário, que pagou, de ser transportado e respeitado.
Empresas
tipo pé de boi, que começaram para transportar barato, com serviços mínimos,
hoje cobra tarifas caras com os mesmos serviços mínimos. Um segundo gole de
coca cola custa 12 reais, como um sanduíche de plástico.
A
Embraer contempla, impávida, a completa desmoralização do transporte aéreo no
Brasil.