2011 junho | Jorge da Cunha Lima
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Arquivo de junho, 2011

30/06/2011 - 15:38

AINDA OS MORTOS DO INVERNO

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Há mortos que são enterrados. Outros, se deixam perambular pelas ruas e pelas escritas, esquecendo de que estão moralmente mortos. São os reincidentes da incapacidade de viver e conviver. Marañon , o grande psiquiatra espanhol, afirma que são os doentes incuráveis do ressentimento. Ressentimentos por ofensas que a vida lhes infringiu ou mesmo por dádivas que não souberam assimilar. Por estupros reais ou imaginários. Por créditos de que não são credores. Por méritos que não lhes pertencem. O ressentido é, antes de tudo, um invejoso das oportunidades perdidas. Sempre há na vida momentos aproveitáveis. O ressentido não aproveita nenhum. Não solta fel pela boca pois não possuem nem mesmo essa capacidade própria das serpentes, pois solta apenas asneiras.

É evidente, que a democratização dos espaços digitais, revelou, desde que criado, pessoas que merecem o espaço digital de liberdade que lhes é oferecido, mas também, revelou a estupidez de que são capazes algumas pessoas, quando o horizonte se abre com uma folha de papel em branco.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/06/2011 - 15:26

O INVERNO CIVILIZA

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Parada da Maconha. Parada de Jesus. Parada Gay. Faz cinco graus em São Paulo e o pau comeu em algumas manifestações.

Mas o inverno civiliza.

Claro, que apenas algumas pessoas. Há pessoas imunes ao germe da civilização. Isso, em todas as classes sociais. Aquelas hordas que aplaudiam o Hitler eram todas provenientes da classe media alemã, com ótimos índices de escolaridade. E o clima, era frio, se não me engana. E Berlim era uma parada.

Quando digo que o frio civiliza, faço uma observação mais simples.  Você tem que se vestir para superar a temperatura, E vestir-se é sempre um ato criativo, desde que o homem começou a enrolar peles de animais em seus corpos nus, até hoje quando os alfaiates da Seville Road preparam as vestes dos ingleses para as corridas de Ascot. O frio exige que a gente se movimente, busque trabalho, atividade, e tudo isso são gestos de civilização. A casa, no inverno, é mais cuidada, desde um barraco perdido em uma floresta quanto uma casa com lareira em Campos do Jordão. Beber uma cachaça no inverno equipara-se a tomar um trago de “poire”, a bebida preferida dos tucanos. Se você puser um cachecol num poste, o poste fica mais elegante.  

É só dar uma olhada nas ruas de São Paulo durante o inverno. Todo mundo parece mais saudável, corado, alegre. E as abomináveis camisetas são abolidas por um longo tempo.

Claro que há os moradores de rua, que penam com o inverno e chegam ao extremo da miséria da condição humana e social. Mesmo assim, é do poucos períodos em que os ricos se lembram deles, com campanhas de agasalho, de sopas noturnas e ofertas de abrigos aquecidos. O frio desperta nos privilegiados um sentimento de culpa imperceptível no verão.

Quando o sol esquenta, todos se alienam, na enorme feijoada antropofágica dos trópicos.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/06/2011 - 12:37

OS MORTOS DO INVERNO

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Foi uma segunda feira triste.

Sob a garoa fria da manhã, em São Paulo, se enterrava o gaucho Paulo Renato. Foi um bom reitor da Unicamp, um bom secretário da cultura de Montoro e, bastante amadurecido, um ótimo ministro da educação de Fernando Henrique. Era um homem afável, educado e sabia ouvir. Respeitou e aconselhou-se com o Conselho Nacional de Educação. Reuniu uma equipe notável, pois sabia que no imenso verão da educação, uma andorinha não faz a estação. Primeiro, num bom entendimento da constituição brasileira, colocou todo mundo na escola. Depois, cuidou da qualificação, instituindo a avaliação universal. Na verdade, mudou os rumos da educação brasileira, foi um momento de “turning point”, depois de Paulo Renato, não se pode mais embromar com a questão, nem na discussão nem na ação.

De tarde, sob o mesmo frio, foi cremado o arquiteto Fabio Penteado. Membro destacado do IAB, Instituto dos Arquitetos do Brasil, fez parte do grupo marxista mais engajado da política brasileira, como profissional liberal. Como Niemeyer, Artigas, Paulo Mendes da Rocha, Joaquim Guedes fez arquitetura moderna e social. Claro, que por encomenda do estado e da burguesia, pois pobre ainda não encomenda arquitetura. Mas suas obras, qualquer que fosse a encomenda, tinham um sentido de transparência e uma razão transformadora.

De noite, soube da morte de Gustavo Dahl. Pertencia ao grupo de cineastas envolvidos com a cultura popular e o cinema novo. Tinha um brilho pessoal elevado a mais brilhante retórica. Falava tanto e tão bem que não se poderia imaginá-lo como um cineasta reflexivo, mas era. Também foi um burocrata do cinema, quando o estado brasileiro resolveu colaborar com essas industria precária. Em qualquer roda de cinema vamos sentir a sua falta, pois tinha uma inteligência irônica, mas profundamente afetiva.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/06/2011 - 19:07

ARTES BRASILEIRAS NO TOP DA MIDIA

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Uma das melhores publicações de arte americanas o The Art News Paper elogia em seu número de maio a transferência da Bienal de Arquitetura para o espaço da Oca, de Oscar Niemayer. O jornal acredita que o cisma que retira a Bienal de Arquitetura da Fundação Bienal é considerado muito propicia, pois torna a Bienal de Arquitetura mais independente e mesmo livre das ingerências da Fundação. Assim, a Bienal de Arquitetura passa para a administração do IAB, Instituto de Arquitetos do Brasil.

Não apenas isso, o jornal publica inúmeras matérias sobre as artes no Brasil, com informações, mas sobretudo com opiniões consistentes sobre as matérias.

Analisa a mudança do Museu de Arte Contemporânea, para as dependências reformadas do prédio de Niemayer, no Ibirapuera. Comenta o adiamento das obras complementares e avalia o grande acervo modernista do museu.

Faz uma interessante análise de como os cariocas querem aproveitar a Copa de 14 e as Olimpíadas de 16 para imprimirem ao Carnaval um caráter fortemente cultural e não apenas de espetáculo de massa, em que se transformou nos últimos anos.

No catálogo do MOMA, Museu de Arte Moderna de nova York, o destaque vai para a exposição de Carlito Carvalhosa, que, a partir da segunda quinzena de agosto ocupa o hall monumental do Moma com uma instalaçao de sua autoria.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/06/2011 - 17:18

BARCELONA – UMA LIÇÃO PARA AS OLIMPÍADAS

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Quando se fala em Copa do Mundo e em Olimpíadas, só ouvimos falar de cifras bilionárias, de prazos irrealizáveis e de roubalheiras previsíveis. Quando Barcelona se preparava para as Olimpíadas, pouco se ouvia falar desses custos bilionários. A cidade aceitou o encargo e tinha conseqüentemente que arcar com as despesas, juntamente com a Espanha. O que se ouvia falar era dos grupos de arquitetos, de funcionários que pensavam dia e noite como aproveitar as Olimpíadas para realizar as profundas transformações que a cidade de Barcelona necessitava. O que se ouvia falar era dos artistas e dos poetas que criavam esculturas, painéis e poesias para cantar as Ramblas e transformar as avenidas em museus a céu aberto. Até os tapumes das obras foram concebidas como espaços de criação artística e marketing do evento. Tudo o que se estava planejando e realizando deveria servir para depois das Olimpíadas: um novo sistema viário e de transporte foi concebido para o evento e para a eternidade, as obras deveriam ser aproveitadas como espaços públicos de educação, cultura, administração e habitação, as obras de arte permaneceriam nas ruas como símbolo da criatividade catalã. Nunca se aprendeu tanto inglês na Espanha como naqueles anos que antecederam as Olimpíadas. Antes, durante e depois da grande festa, o catalão sentia orgulho das Olimpíadas e do seu país. Não sentiam temores pelos eventuais atrasos, nem vergonha pelas eventuais roubalheiras. Percebiam a utilidade dos gastos. De fato, Barcelona transformou-se numa das cidades mais atraentes do Século XX, com a oportunidade das Olimpíadas. Ainda há tempo para seguirmos o exemplo. Mãos a obra Dr. Meirelles. Os brasileiros estão à disposição.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/06/2011 - 19:10

O JARDIM BOTÂNICO DA COPA

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Quando se tem a idéia da coisa pública, as coisas que se fazem em seu nome perduram e tornam-se patrimônio. É o caso do Jardim Botânico do Rio de Janeiro, criado por D. João VI. Uma área enorme de terreno, encostada no maciço da Tijuca, próxima da grande lagoa que se chamaria mais tarde Rodrigo de Freitas, foi cultivada com plantas de todo o mundo, de mudas nacionais a mudas trazidas, inclusive da Índia, por encomenda de D. João VI. Transformou-se num esplendoroso jardim de plantas raras e árvores monumentais. O Jardim Botânico está muito bem cuidado e será um dos pontos de atração turística para os jogos de 14 e as Olimpíadas de16. Hoje, contudo, já é um dos logradouros mais usados pelos cariocas e disputa com o Pão de Açúcar, ser o cenário mais disputado para as fotografias familiares.

Sempre repito que a estética do pobre está na estética do espaço público que lhe pertence. Seus entorno pessoais não possibilitam a beleza nem a qualidade desses espaços concebidos para embelezar a cidade e a vida.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/06/2011 - 18:46

O MERCADO IMOBILIÁRIO DE SÃO PAULO

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Não está fácil entender o mercado imobiliário de São Paulo. 

Os preços dos imóveis novos estão incrivelmente altos.  Roberto
Carlos lançou um flat de 54ms2 por mais de 700 milhões, o que significa cerca de 18 mil reais o m2., e, parece que vendeu tudo. Esses preços se justificam porque o mercado está em alta, o estoque de terrenos em bons endereços é escasso, os financiamentos são abundantes, apesar dos juros e o fato que prédio novo sempre teve melhor acolhida.

O preço dos imóveis usados está muito baixo e é difícil vendê-los. Com a venda de uma casa de 500ms2 você não consegue comprar um imóvel novo de 200ms2.

O zoneamento, como diz a parodia, é uma zona. Ninguém entende nada. As vias de grande circulação mantêm-se estritamente residenciais, enquanto ruas claramente residenciais abrigam escritórios e lojas fajutamente de showrooms.

A única coisa estável e inabalável é o IPTU. Sempre se cobra o IPTU pelo máximo, inclusive dos imóveis micados pelo zoneamento ou tombados pelo Condephat.

Uma coisa parece-nos indiscutível: há necessidade de adensamento em zonas centrais, já cobertas por uma boa infra-estrutura. O centro de São Paulo está preparado para receber grandes empresas, desde que haja imóveis modernos e inteligentes, compatíveis com os novos padrões de exigência. Há terrenos disponíveis, inclusive nas imediações do Anhangabaú, mas que só interessarão ao mercado, se for permitida a construção de prédios com trinta ou mais andares.

Enfim, São Paulo está precisando de uma regulamentação imobiliária, ampla e coerente, capaz de equilibrar os preços e suprir as necessidades dos diversos segmentos da sociedade. E isso será mais fácil, agora que a cidade parou de crescer.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/06/2011 - 11:05

MEIA NOITE EM PARIS COM WOODY ALLEN

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Misturar o presente com passados embutidos nos sonhos de agora sempre foi material para bons filmes. Contudo, quando o passado se torna insuficiente para realizá-los e o homem precisa escavar ainda mais a memória para sair da solidão do presente, é filme de Woody Allen.

O homem não precisa ser nenhum gênio para atravessar o arco Iris de Alice e entrar no país das maravilhas. Maravilha é todo lugar que nos liberta da dificuldade de se viver a eventual chatice onde nos encontramos.

A sociedade de mercado e compensações em que vivemos, resolve todos os problemas, menos o de nos deixar completamente felizes.

O Mauricinho americano, bem sucedido como roteirista de Hollywood, noivo de uma patricinha rica, em viagem pré-nupcial a Paris, parecia o mais entediado dos intelectuais, hospedado no Ritz, da Place Vendôme.

Precisava ser raptado pela limusine dos sonhos e entrar no mundo de Hemmingway, nos anos 20. Os anos 20 que todos temos na cabeça, cada um a sua maneira. Sabiás que cantam conforme a empolgação e a cultura de cada um.

Só uma coisa é única e intransferível, em qualquer de suas décadas. Paris. Esta sim, a cidade maravilhosa, seja em abril, o mais cruel dos meses, seja nas canções do outono, seja no verão das “promenades” inesquecíveis.

Nosso roteirista, abobalhado de perplexidades, chega a encontrar-se com o escritor que um dia fora e com a amante que conquista do próprio Picasso. Contudo, não consegue retê-la, pois ela também tinha um sonho. Sonhava com a “Belle Époque”, sempre em Paris, no fim do Século XIX.   

O giro dos sonhos é a mais suave das roletas russas, sobretudo, quando quem nos aponta o gatilho é o próprio Woody Allen.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/06/2011 - 11:24

PILHAGEM AÉREA

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Sinto uma enorme simpatia por empresas nacionais, sobretudo, empresas aéreas, que levam a imagem do Brasil pelo mundo afora.

Já voei nas asas da Pannair, pela Aerovias, pela Transbrasil, pela Vasp, pela Varig e pela TAM. Quando estudei em Paris, a Varig era o melhor consulado do país. Não havia Internet, então, a gente lia os jornais brasileiros nas confortáveis poltronas do escritório da Varig, na Avenida Champs Elysées. Tudo de graça, com cafezinho brasileiro.  As empresas tinham carinho pelos clientes. Éramos então, um pouco mais do que um sórdido mercado.

Hoje, voar, é um desconforto físico, moral e psicológico. Se não podemos pagar bilhetes executivos, ficamos espremidos em bancos, cuja distância e conforto constituem uma afronta à dignidade humana do passageiro. Os horários são de uma impontualidade crônica. O atendimento, pior do que o das rodoviárias do interior. A comida é incomível.

Das grandes empresas sobrou a TAM, criada por um empresário talentoso, que sabia o que é um avião, um vôo e um passageiro. A empresa cresceu, o empresário morreu, o mercado se consolidou e o passageiro também morreu, com o doce Comandante Amaro.

Nos afins de conquistar público, a empresa lançou a campanha da milhagem, campanha tão permanente, quanto indecente. Por essa campanha, o passageiro ganharia bônus com viagens feitas, para utilizar em viagens futuras. Acabou, em alguns casos, por poder utilizar pontos ganhos com compras em cartões de crédito.

Acreditando na campanha, acumulei, milhares de pontos de milhagem. Há mais de três anos, tento realizar uma viagem internacional com minhas milhagens. Nunca há lugar. Nunca consegui utilizar as milhagens, mesmo escrevendo cartas ao presidente da empresa, contando minhas agruras e a vontade ou necessidade de voar pela TAM. Se o mercado está prenhe de passageiros que pagam e se sujeitam por necessidade a qualquer condição de vôo, porque a empresa não acaba com a Milhagem?

Se não podem honrar a milhagem, porque continuar com essa pilhagem da boa fé do consumidor?

Outro detalhe da pilhagem. Cada dia a empresa desvaloriza ainda mais o peso da milhagem na permuta por passagens. Mas isso não tem muita importância porque nunca há passagens disponíveis.

A justiça e as delegacias de defesa do consumidor estão mudas. Os passageiros são cordatos, como as manadas de carneiro, porque avião é uma coisa necessária e perigosa, no ar e na terra.

Minha paciência de consumidor-cidadão está se esgotando, e ela é apenas um pálido reflexo da paciência de milhões de consumidores desprezados. Um dia a casa cai, em cima do avião.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/06/2011 - 12:25

O METRO DA ANGÉLICA – BOA SOLUÇÃO ENCONTRADA

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Com exceção de alguns grandes entroncamentos de linhas de Metro ou de estações simbólicas monumentais, seja em Moscou, Londres, Paris ou Nova York, a maioria das estações de Metro se constitui em plataformas de embarque e desembarque, com diversas entradas discretas para os lados ímpares e pares das ruas ou avenidas. De uns tempos para cá, além de elevadores para deficientes físicos, introduziram-se escadas rolantes nesses serviços públicos.

Assim, depois da polêmica shakespeareana sobre Higienópolis “ter ou não ter” estação de Metro em suas aristocráticas avenidas, a solução encontrada pelo governo estadual é bastante razoável. Serão três entradas  interligadas subterraneamente, na Angélica, em Higienópolis e no Pacaembú. Assim, um mesmo embarque servirá para atender usuários desses três pontos importantes, incluindo, serviçais, freqüentadores do Pacaembu e da FAAP.  Calçadas rolantes subterrâneas poderão resolver o problema dessas distâncias, como acontece em todas as estações similares, em outras cidades.

A única coisa impressionante, é que essas soluções não surjam do planejamento, mas de discussões bizantinas, de uma burguesia afrontada pelo fluxo de usuários de pequeno poder aquisitivo, supostamente mal educados.

Felizmente, a solução encontrada foi ótima e, ninguém perceberá as novas entradas, a não ser os cidadãos beneficiados com o melhor meio de transporte publico até hoje encontrado, que é o Metro.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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