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Arquivo de abril, 2011

30/04/2011 - 19:56

WILLIAM E KATE – O ESPETÁCULO DA MONARQUIA

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Acompanhado de dois bilhões de pessoas, também assisti as transmissões dos principais momentos do casamento de Príncipe William com Kate, hoje, Duquesa de Cambridge.

Notei, na excelente transmissão dos programas noturnos da Globo News, que o espetáculo da monarquia é extremamente popular na Inglaterra, pelo menos, em Londres.

Um povo alegre, apesar das noites de espera, ao ar livre, era todo júbilo. Júbilo pelos seus monarcas. Júbilo pelos jovens, bonitos e promissores. Júbilo, pela memória de Lady Di, pois o príncipe encantado era o filho da princesa bem amada. Júbilo pela postura moderna da plebéia, bem mais composta do que a sogra, soterrada na marquise de um chapéu antológico.

 Elizabeth Segunda é uma rainha popular, por sua postura austera e coerente. Acredita na monarquia e segue a risca os seus pressupostos. Num mundo sem timão, refiro-me ao controle dos barcos, não ao Corinthians, isso pesa. Seu reinado já percorreu ministros trabalhistas e conservadores, crises de toda ordem, inclusive a grande crise que foi Lady Di. Com seus trajes memoráveis já recebeu todos os presidentes americanos, desde Truman até Obama. Em tantos anos de reinado, seu único momento de descontração, foi o percurso em carruagem, que fez com o presidente Lula, ambos as gargalhadas, sem que nenhum falasse a língua do outro. Charles nunca gozou de muita popularidade. Quando se divorciou de Lady Di, seus prestigio foi ao chão, e nunca o recuperou depois que se casou com Camila Parker Bowles. William já é muito popular. 48% dos ingleses o preferem como sucessor da Rainha Elizabeth .

 A verdade é que a Inglaterra já perdeu o Império, mas os ingleses não querem perder a coroa. A coroa dá idéia de estabilidade, enquanto as coisas da política são tão precárias e de riqueza, mesmo durante as crises econômicas, cada dia mais freqüentes.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/04/2011 - 14:17

ELIZABETH PRIMEIRA E AS HARPAS IRLANDESAS

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O British Council tem um dos mais belos prédios de São Paulo, em Pinheiros. Entre suas atividades, o Centro Britânico Brasileiro promove semestralmente a leitura de poemas ingleses ou irlandeses.

Na última semana houve uma leitura do poeta irlandês Seamus Heaney, em versão original, com Stephen Rimmer e, em tradução, falada por Francisco Cuoco.  Heaney é um poeta da terra, da turfa arada até as profundezas, como ele gosta de repetir.

As leituras foram acompanhadas pela harpista Cristina Braga. Foi ela ainda, que nos proporcionou um recital emocionante com músicas para harpa irlandesa, o mais tradicional instrumento da música nacional da Irlanda. Essa harpa, originada por uma arma de guerra, o arco e a flecha, aos poucos se transformou num instrumento de paz, com as cordas sonoras da música. Transformou-se num símbolo da Irlanda e de sua criação poética.  Foi ainda, através dos menestréis, o grande meio de transmissão das lendas e das informações. Tem mil anos de idade essa tradição artística e , por que não, jornalística.

Por essas mesmas razões, lá pelo ano 1500, a rainha Elizabeth Primeira mandou pendurar 2 mil menestréis irlandeses e destruir 3 mil harpas, perigosos instrumentos, contra o poder real da Inglaterra.

Mas a arte é teimosa. Sobraram algumas harpas e alguns poetas. Cristiana Braga nos trouxe alguns deles de volta, num recital comovente.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/04/2011 - 15:22

o lenho na obra de borges

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Borges tem duas freqüências preferidas em seus textos.

Uma delas é o lenho cruzado. Cruz, na qual se processa o destino da humanidade. Em textos evangélicos, que Borges reescreve com sua sintaxe, os trechos preferidos incluem sempre o lenho, mesmo quando não se referem diretamente a Jesus. O lenho paira como símbolo máximo dos objetos criados pelo homem. Sempre dão em tragédia, como numa de suas últimas histórias contadas no livro segundo de sua Obra Completa, publicada pela Editora Globo.

Um jovem ingênuo, ilhado numa enchente, em fazenda argentina, lê para uma família de mestiços de índio com imigrantes calvinistas, trechos da bíblia, único livro disponível nas prateleiras de um primo ausente. Uma noite, o ingenuo visitante é abordado pela filha do casal, completamente nua, em sua cama de solteiro. Transa.

Nos dias seguintes o temporal aumenta. Rui o telhado do galpão. O jovem é compelido pelos pais da moça a sair no temporal. Vê uma cruz feita com as vigas do galpão. Compreende o seu destino.

A outra freqüência é o ferro cruzado em cenas de vaidade e honra ferida. Espadas nas guerras de libertaçao. Punhais, como arsenal de ciumes e vinganças.

Borges tem razão, o ser humano não se cansa dessas encruzilhadas, por isso é sempre Sexta Feira da Paixão, no coraçao indefeso.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/04/2011 - 18:19

INFLAÇÃO TROPICAL

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Na Europa, as pessoas que vão a uma quitanda costumam comprar duas maçãs, duas peras, uma manga , três bananas. Não compram em pencas e dúzias como os brasileiros. Mas, com os últimos aumentos de preço, nos mercados, o brasileiro começou a comprar um número mais reduzido de produtos, pensando em quem os vai comer, e no preço, cada dia mais alto.

O Atala, dono do D.O.M., restaurante de luxo dos jardins, passou merecidamente para o sétimo lugar, no ranking dos melhores restaurantes do mundo. Contudo, os preços do Atala, em São Paulo, já alcançaram o primeiro lugar, desde que ele estava na décima quarta posição.

Junto com Tóquio e Koppenhagen, São Paulo é a cidade mais cara do mundo. Acontece que o salário básico, em São Paulo, é quase dez vezes menor do que o dos outros países citados. Assim mesmo, os restaurantes estão repletos, a Rua Oscar Freire vende como um Shopping Center e os aeroportos estão repletos

Não consigo entender o comportamento dos consumidores brasileiros, apenas observo que há mais cuidado e procura entre os produtos oferecidos e, mais cautela nas compras, o que ainda não diminuiu o aquecimento indesejado pelos economistas.

Apontam-se algumas causas: a tributação mais alta do mundo, os juros mais altos do mundo, a oferta de juros a perder de vista, com prestações que iludem o devedor e o desejo de comprar, de uma nova classe que acaba de emergir.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/04/2011 - 18:42

MAIS UM EQUÍVOCO DO PSDB

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FHC dá uma sacada de grande alcance estratégico e eleitoral para o PSDB, mas seus companheiros tentam dizer que o que Fernando disse não é bem o que foi entendido, quando FHC disse exatamente o que queria dizer. Só Lula entendeu o recado. Enquanto os companheiros de Fernando tentam exorcizar o texto, Lula afirma claramente que para conquistar São Paulo, o PT precisa conquistar a nova classe média, inclusive com um vice na chapa de Prefeito, com perfil menos à esquerda do que ele.

Será que só existem duas pessoas inteligentes nos partidos políticos brasileiros? Lula e FHC.

Não sei, mas eles entenderam as transformações que se processam na sociedade brasileira, na qual a classe C transformada numa nova classe media, tem exigências novas, em matéria de consumo, de política e de cultura. Perceberam ainda que a importância dos partidos será menor do que a desses fluxos sociais, que produzem novos cidadãos, cuja opinião será fundamental em qualquer eleição. 

As classes superiores constituem a minoria da população e dos eleitores, mas dispõem de poderosos meios de comunicação, a serviço de suas ideologias e interesses. O poder político ainda tem uma importância fundamental nas eleições, pois dispõem de meios de comunicação e de instrumentos persuasórios, como as verbas públicas e as bolsas financeiras. Contudo, sem a nova classe media ninguém elege ninguém, mas só Lula e FHC perceberam isso.  Se fossem aliados ficariam no poder bem mais do que os vinte anos previstos pelo Lula e, já sonhados anos antes, pelo Sergio Motta, ministro de FHC.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/04/2011 - 13:28

BONANZA – O SERIADO AINDA RESISTE

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Tenho assistido Bonanza, com freqüência, na TCM. Fujo das novelas para não me habituar. Em Bonanza, o que me atrai é a construção diária de um novo roteiro, cujo piloto é de Dave Dortort. O roteiro coloca sempre, e de início, um problema moral, de difícil solução, envolvendo amigos ou inimigos de  Ben Cartwright, o patriarca de Ponderosa, a grande fazenda de Nevada onde pai e três filhos de diferentes mães, vivem numa excepcional harmonia. Talvez por serem filhos de mães diferentes, Dostoievski passou ao largo das histórias. A harmonia é comovente. Todos se amam e se protegem. O pai, além da coragem, é de um bom senso inusitado. Resolve todas as questões no gogó, ele que sabe atirar como ninguém. É um velho romântico, de enternecer qualquer mulher, mais do que os filhos. Como a série deve continuar, nessa harmonia, ninguém se casa, embora em diversos capítulos se envolvam com lindas mulheres que passam por Virginia City.

As tramas envolvem índios, empregados, amigos, xerifes, delegados, personagens de fronteira, valentes, covardes, sérios, corruptos, corajosos, arrependidos, enfim, todos os matizes da condição humana em conflito. No fim, sempre o patriarca resolve os conflitos, apoiado pelos filhos que o veneram. A música e os hábitos nos mostram que antes do petróleo havia no oeste americano um estilo de vida e de decência tradicional, ainda mais marcante do que no sul, dos confederados. Não me refiro à justiça, mas a algo próximo da humanidade, que nos comove.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/04/2011 - 12:45

RIO – um desenho muito lindo

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Nunca fui muito entusiasta de desenhos animados. Mas também nunca me esqueci de “Fantasia”, de Walt Disney, que exacerbou meus pendores precoces para a música clássica.

Na semana passada levei minhas netas para assistir Rio, o filme de Carlos Saldanha, com lançamento internacional feito no Brasil. Ri tanto, que minhas netas riram de mim. Nunca pensei que o rio pudesse ficar tão bonito em desenho animado, quase como uma tela natural.

A história tem um roteiro bem americano, com nós dramáticos, heróis, sub heróis, malandros, disputas, o tom local, e o amor final, vencedor e hegemônico. Mas o Rio era um rio brasileiro, que corria solto; o samba, um samba de brasileiro e a psicologia, psicologia local, justa e palatável.

O desfile de escolas de samba abriu o apetite de milhões de turistas potenciais que viram o filme. O cachorro bulldog vestido de Carmen Miranda é figura antológica, em cima do carro alegórico. As araras desempenham seus papeis com zelo e austeridade. Tem a fina impostação de Meryl Streep, outra ave em extinção. Convencem. Os humanos, também, em suas roupagens, um, de ornitólogo carioca, a outra, de uma romântica adolescente norte americana. Minhas netas já assistiram o filme três vezes.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/04/2011 - 18:52

LULA- CANDIDATO A GOVERNADOR

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Já afirmei há meses, em meu Blog, que o candidato do PT a governador de São Paulo seria Luiz Ignácio Lula da Silva.

Apesar das andanças políticas provocadas pelo Kassab, que abandonou o DEM e criou um novo partido, o PSD, hoje com adesão de cinco vereadores do PSDB, ainda não há nenhum candidato forte, dessa conjunção, a prefeito de São Paulo.

Essa candidatura precede as eleições estaduais. Até agora, o PSDB é o partido dominante no planalto paulista. Terá de encontrar um candidato forte a prefeito, para criar a base de prestigio necessária à vitoria da eleição estadual. Bruno Covas e José Aníbal são os prováveis candidatos do PSDB. Afif Domingos será o candidato de Kassab, pelo novo PSD. Marta e Mercadante são os candidatos mais prováveis do PT, com vantagens para Marta. Chalita pode disputar, tanto pelo PSB, como pelo PMDB, ou por uma coligação dos dois. Se o socialista for o Skaff, Chalita disputa pelo PMDB.

Para o PT é importante derrubar as bastilhas paulistana e paulista. Vai se esforçar na conquista da prefeitura, mas terá que dar seu tiro de misericórdia na disputa do Governo do Estado São Paulo. Seu trunfo para disputar com Alckmin será Lula, pessoalmente. Nessa eleição, as condições se invertem, Alckmin será candidato à reeleição e Lula candidato pela primeira vez ao governo de São Paulo.

Por enquanto, os grandes caciques do PSDB estão apenas ouvindo os tambores da guerra. Serra se recusa a uma candidatura municipal e não é na estadual que FHC vai por a cara contra o Lula.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/04/2011 - 12:13

SEMANA SANTA

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Da mesma forma que o Natal substituiu o símbolo do Presépio, pelo marketing do Papai Noel, a Semana Santa, fez uma substituição mais cruel, embora da mesma natureza, substituiu a Ressurreição de Jesus Cristo pelo Ovo de Páscoa.

Tudo é mercado no reino dos homens, outrora Reino de Deus.

Lembro-me da infância e de minha mãe.

Nas quintas feiras nos levava às igrejas, para vê-las com as imagens cobertas com panos roxos, sinal de luto, apenas com a imagem de Jesus, deitada em mesas de luto. Além do mais, nos recordávamos da ultima ceia, e comungávamos. Na sexta feira santa, não se comia carne e nem se ligava rádio. Tudo era um silêncio respeitoso dentro das casas católicas. A noite, muito tarde, minha avó nos levava à Procissão do Encontro, na qual a Nossa Senhora se encontrava com Jesus Cristo, cada imagem saída de uma das Igrejas da Aclimação. Algumas casas preparavam os pontos de encontro, em frente às quais a Verônica cantava músicas pungentes. A banda do bairro, ou contratada, tocava durante o percurso, a Marcha Fúnebre de Chopin. Criança, eu me arrepiava de tristeza. Sabia que uma tragédia estava para acontecer. Cristo seria humilhado, morto e crucificado.

Mas nos restava uma vingança. No Sábado haveríamos de malhar o Judas. Na Aclimação, mais burguesa, fazíamos isso discretamente, mas num bairro não muito distante, o Cambuci, se malhava o Judas com gosto. Dava-se ao Judas a cara de todos os desgostos, políticos ou simbólicos.

Domingo era a ressurreição, com missas soleníssimas, na Paróquia ou na Igreja de São Bento, onde os monges levavam para dentro da Igreja um carneiro vivo, simbolizando o Cristo, e cantavam o Gregoriano, uma música anterior aos cantos polifônicos, e de grande beleza e espiritualidade. Mais tarde percebi que essa música gregoriana estava para a música polifônica, como as pinturas de Fra Angélico, medievais, estavam para as pinturas Renascentistas.

Hoje, a Semana Santa reduziu-se à informação de que os ovos de Páscoa têm variações de até 1oo% no preço.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/04/2011 - 10:11

A CRISE PORTUGUESA

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As mesmas agências que analisaram, irresponsavelmente, os riscos dos bancos americanos e da economia dos Estados unidos, antes da crise de 2008, estão analisando as economias européias e dando notas baixíssimas para Portugal, Espanha, etc. Tais notas têm levado Portugal a situações constrangedoras, como aderir incondicionalmente às exigências do FMI, inclusive, se endividar mais ainda, paradoxalmente, para pagar as dívidas.

Não sou especialista em finanças públicas, muito menos em finanças públicas portuguesas. O que afirmei acima, são informações que me são  enviadas por amigos portugueses ou residentes em Portugal, que, evidentemente desejam que eu as leia e as divulgue.  Não se conformam com a pressão de “agências de risco” desacreditadas, nem com as soluções propostas, pois acreditam que Portugal tem capacidade de sair da crise sem arriscar o futuro de sua economia.

As recentes crises foram criadas pela exacerbação de uma política financeira neoliberal, exercida por um mercado sem qualquer regulamentação bancaria.  Acresça-se a isso um descontrole generalizado do gasto público, estimulado pela euforia em torno de uma economia, falsamente avaliada. Interessante que para resolver a situação desses países, situação essa piorada pelas conseqüências da crise de 2008, não se encontrem soluções fora do mesmo modelo neoliberal que os levou a piorarem a situação econômica.

Embora não se discuta a necessidade de um maior rigor fiscal, se um modelo destruiu, não será o mesmo modelo que levará esses países à recuperação.

Assim, Portugal, dentro do contexto da Comunidade Européia, a que pertence, deveria encontrar seus caminhos de recuperação, e não por pressão das agências de risco norte americanas, completamente desacreditadas, que só pensam em salvar credores financeiros, em detrimento do emprego, dos cidadãos pagadores de impostos e do desenvolvimento dos países em crise, ao estilo do FMI.

Minhas conclusões não necessitam nenhum conhecimento econômico. Advém da observação dos fatos e do bom senso.

Autor: Jorge da Cunha Lima - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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