WILLIAM E KATE – O ESPETÁCULO DA MONARQUIA
Acompanhado de dois bilhões de pessoas, também assisti as transmissões dos principais momentos do casamento de Príncipe William com Kate, hoje, Duquesa de Cambridge.
Notei, na excelente transmissão dos programas noturnos da Globo News, que o espetáculo da monarquia é extremamente popular na Inglaterra, pelo menos, em Londres.
Um povo alegre, apesar das noites de espera, ao ar livre, era todo júbilo. Júbilo pelos seus monarcas. Júbilo pelos jovens, bonitos e promissores. Júbilo, pela memória de Lady Di, pois o príncipe encantado era o filho da princesa bem amada. Júbilo pela postura moderna da plebéia, bem mais composta do que a sogra, soterrada na marquise de um chapéu antológico.
Elizabeth Segunda é uma rainha popular, por sua postura austera e coerente. Acredita na monarquia e segue a risca os seus pressupostos. Num mundo sem timão, refiro-me ao controle dos barcos, não ao Corinthians, isso pesa. Seu reinado já percorreu ministros trabalhistas e conservadores, crises de toda ordem, inclusive a grande crise que foi Lady Di. Com seus trajes memoráveis já recebeu todos os presidentes americanos, desde Truman até Obama. Em tantos anos de reinado, seu único momento de descontração, foi o percurso em carruagem, que fez com o presidente Lula, ambos as gargalhadas, sem que nenhum falasse a língua do outro. Charles nunca gozou de muita popularidade. Quando se divorciou de Lady Di, seus prestigio foi ao chão, e nunca o recuperou depois que se casou com Camila Parker Bowles. William já é muito popular. 48% dos ingleses o preferem como sucessor da Rainha Elizabeth .
A verdade é que a Inglaterra já perdeu o Império, mas os ingleses não querem perder a coroa. A coroa dá idéia de estabilidade, enquanto as coisas da política são tão precárias e de riqueza, mesmo durante as crises econômicas, cada dia mais freqüentes.
